UFLA apresenta alternativas para armazenamento de cafés especiais

21.02 tese fabianaNa sexta-feira (15), o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Lavras registrou mais uma defesa de tese com resultados que prometem alterar a forma como o produtor brasileiro de cafés especiais armazena e exporta o produto. A tese defendida por Fabiana Carmanini Ribeiro faz parte dos estudos coordenados pelo professor Flávio Meira Borém, referência em pesquisas que envolvem práticas pós-colheita para cafés diferenciados pela qualidade.

Em estudos anteriores, o grupo de pesquisadores já havia confirmado que o armazenamento do café sob atmosfera artificial promove a preservação da qualidade por um período mais longo, mantendo a aparência e a diferenciação do produto no mercado. Porém, não se chegou a uma definição eficaz e viável economicamente para cafés classificados com notas superiores a 80 pontos na escala utilizada pela Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), justificando a busca por novas tecnologias que atendam às necessidades desse mercado.

Dessa vez, os pesquisadores avaliaram a composição física, química e sensorial do café beneficiado, classificado como especial, armazenado em oito diferentes tipos de acondicionamentos por 12 meses. O experimento foi instalado no Laboratório de Processamento de Produtos Agrícola do DEG/UFLA e no armazém comercial de uma empresa exportadora, parceira no projeto.  Os grãos de café foram acondicionados em sacos de juta, sacos GrainPro, sacos plásticos similares ao GrainPro e dois tipos de embalagens aluminizadas.

Professor Flávio Borém explica a necessidade de aprimorar as formas de armazenamento e exportação de cafés especiais
Professor Flávio Borém explica a necessidade de aprimorar as formas de armazenamento e exportação de cafés especiais

O resultado confirmou que os grãos de café perderam qualidade sensorial, independente do método de acondicionamento, após 12 meses de armazenamento; porém, os grãos de café acondicionados em embalagem aluminizada e com atmosfera modificada ativamente (injeção de 10% de CO2) tiveram menor oscilação das notas na avaliação sensorial durante o período de armazenamento.

Após 12 meses, os grãos acondicionados em saco de juta no armazém convencional deixaram de ser classificados na categoria de cafés especiais e a alteração na qualidade já é notada logo nos primeiros três meses de estocagem. Dessa forma, fica evidente que o acondicionamento em saco de juta não é recomendado para o armazenado de cafés especiais. Porém, apesar desse resultado parecer óbvio, a maioria das exportações de cafés especiais do Brasil e do mundo ainda acontece em sacos de juta.

Esse resultado leva em consideração as avaliações de diferentes métodos de acondicionamento na qualidade do café por meio do teor de fibras, sacarose e atributos sensoriais, além de alterações no perfil de ácidos graxos livres, acidez graxa e características sensoriais durante o armazenamento.

 

De acordo com o professor Borém, a preservação de atributos sensoriais desejáveis nos grãos de café depende essencialmente das condições de armazenagem, sendo que a maior parte da produção passa por um período de estocagem. Ele explica que o armazenamento é considerado uma das etapas mais importantes para a manutenção da qualidade do produto final, além de suprir demandas na entressafra e assegurar ao produtor melhor preço no mercado. “Dependendo das condições de armazenamento, o café tem suas características iniciais alteradas, ocorrendo transformações físicas, químicas e sensoriais, as quais intensificam com o período e condições de armazenamento”, considera.

Café especial em embalagem tradicional

O café brasileiro é armazenado, essencialmente, no sistema convencional, ou seja, em sacos de juta, ficando susceptível à perda de qualidade, devido a variação do teor de água dos grãos e sua interação com o ar ambiente. Além dos sacos de juta, vem sendo utilizadas embalagens denominadas big-bags, com capacidade de até 1200 quilos.

Alterações na qualidade da bebida dos grãos de café são evidenciadas durante o armazenamento, devido à degradação de compostos químicos e à geração de substâncias que conferem características indesejáveis ao paladar, afetando negativamente alguns atributos sensoriais, como a acidez, sabor, doçura e corpo. Tais mudanças são mais acentuadas nos grãos acondicionados em sacos de juta, intensificando-se com o período de armazenamento e com o aumento da temperatura e umidade relativa do ar ambiente.

De acordo com Borém, no caso do produtor ou exportador usar os sacos de juta para armazenar o café, eles devem controlar o ambiente de armazenamento com redução da temperatura e umidade relativa. Dessa maneira, as alterações irão ocorrer, porém, menos intensas do que em armazém convencional.

Embalagens alternativas

Como o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, também é interesse do País encontrar novas formas de acondicionamento que permitam prolongar o tempo de armazenamento dos cafés especiais, preservando sua qualidade e assegurando ao cafeicultor maior período de comercialização, garantindo assim melhor preço. Mais um fator positivo para assegurar a competitividade do café brasileiro, destacado no mercado internacional pelas diferenças regionais de caráter social, econômico, cultural e edafoclimático e pela ampla variedade de sabores e aromas.

Outras formas de acondicionamento têm sido testadas, algumas delas usadas com sucesso por algumas empresas brasileiras de produção e exportação de café, como é o caso das embalagens à vácuo, entretanto, essa alternativa não é viável a todos os produtores devido o elevado custo.

O uso de atmosfera artificial modificada ativamente é a melhor tecnologia para se preservar a qualidade do café especial, destacando-se o uso de injeção de CO2 para a preservação da qualidade física, química e sensorial do café.

 

 

 

Fórum traz propostas de jogos didáticos para o ensino de Química

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, foi realizado o I Fórum de Jogos Didáticos em Ensino de Química, no Museu de História Natural da UFLA. Estudantes de Licenciatura em Química, da disciplina Estágio Supervisionado, apresentaram aos colegas e a professores da educação básica convidados jogos, elaborados por eles.

Divididos em duplas, os estudantes criaram jogos para desenvolver o aprendizado de Química durante um primeiro momento da disciplina. A realização do fórum, com a apresentação dos jogos e das regras, bem como das bases teóricas para a criação deles, constituiu-se como o segundo momento da atividade; o terceiro momento será a apresentação desses jogos em salas de aula nas escolas de ensino básico.

Na abertura do evento, o coordenador da disciplina, professor Bruno Andrade Pinto Monteiro, enalteceu a importância da atividade como um estímulo para que os estudantes, em sua formação inicial, produzam material didático próprio. Além disso, destacou o Museu de História Natural como um “espaço que ganhou vida” depois que várias atividades passaram a ser realizadas ali, com constância.

O professor e doutorando em Agroquímica na UFLA Carlos Cândido de Rezende, docente voluntário da disciplina, trouxe estudos e artigos sobre o uso de jogos para despertar o interesse dos alunos e sobre a importância dese sua aplicação no ensino

Ciclo de palestras enfocará inovações tecnológicas na cultura do milho

ciclo palestras milhoO primeiro Ciclo de Palestras da Cultura do Milho ocorrerá nos dias 6 e 7 de março, no Anfiteatro do Departamento de Agricultura (DAG), discutindo as inovações tecnológicas na produção. Esse evento contará com a participação de profissionais de diversas empresas que trabalham direta ou indiretamente com a cultura do milho, como Embrapa Milho e Sorgo, Monsanto do Brasil, Semeali Sementes, G&P Valores, Dow Agroscience, Syngenta e Ihara.

As inscrições estão sendo realizadas em um estande específico na Cantina Central ou diretamente com os membros do Núcleo de Estudos em Milho e Sorgo (G-Milho), com o valor de R$ 20,00. As vagas são limitadas para este evento.

O G-Milho, sob a orientação do professor Renzo Garcia Von Pinho (DAG), é o responsável pela organização. Como contatos, o grupo mantém uma página no Facebook e o e-mail nucleomilhoesorgo@gmail.com.

Programação:

6/3

17h30 – Entrega do material
18 horas – Abertura
18h15 – Cultivo do milho transgênico e os benefícios na utilização da área de refúgio – Patrick Dourado (Monsanto do Brasil)
19h30 – Intervalo
20 horas – Manejo de plantas daninhas no cultivo de híbridos transgênicos tolerantes a herbicidas – Décio Karam (Embrapa Milho e Sorgo)
21 horas – Evolução da biotecnologia em milho – novos Traits – Anderson Versari (Dow Agroscience)

 

7/3

17h30 – Mercado futuro do milho – Marcelo Gadben (G&P Valores)
19 horas – Intervalo
19h30 – Mercado de sementes de milho no Brasil e no mundo – Antônio Fernandes Antoniali (Semeali Sementes)
21 horas – Manejo Ihara de doenças do milho – Thiago Asmar (Ihara)

 

Colóquio no DAE sobre relação academia-mercado tem início hoje (21)

07.02 administração letraO grupo de pesquisa Laboratório de Estudos Transdisciplinares – Letra, do Departamento de Administração e Economia (DAE/UFLA), realiza nos dias 21 e 22 de fevereiro o colóquio “Conversações sobre Teoria e Prática na Administração”. O evento convida os participantes à reflexão sobre a relação academia-mercado e teoria e prática, com uma programação diversificada, que alia conferências acadêmicas, relatos de experiências profissionais e a participação em mesas-redondas. O evento será realizado no Anfiteatro do DAE, com abertura às 8h30.

Na visão da professora Cléria Lourenço, o colóquio propicia um espaço de reflexão sobre o papel da academia, vista como o reduto da teoria, e o mercado, reduto da prática. Os debates terão a participação de estudantes, professores e profissionais de empresas públicas e privadas.

A programação foi elaborada com foco na interação entre alunos de graduação e pós-graduação, na interação entre o DAE e outros departamentos e entre a UFLA e outras instituições de Ensino Superior, além de valorizar a participação de egressos do curso de Administração da UFLA, que farão relatos de suas experiências profissionais.

Programação

No primeiro dia do evento – 21 de fevereiro (pela manhã) – será realizada uma conferência sobre o tema “Relação mercado-academia”. Na sequência, será realizada uma mesa-redonda com o título “Pesquisa, mercado e aprendizagem: discutindo a transição”.

No segundo dia do evento – 22 de fevereiro (pela manhã) – será realizada a conferência sobre o tema “Relação teoria-prática”. Em seguida, será realizada uma mesa-redonda com o título “Educação, formação e experiência: olhares distintos sobre a gestão”.

Entre os convidados, haverá a apresentação da empresária Vanessa Vilela Araújo, da Empresa Kapeh Cosméticos, que tem conquistado o mercado mundial com produtos inovadores à base de café, além de receber diversas premiações na área de empreendedorismo.

As inscrições podem ser feitas no blog do grupo Letra: HTTP://letragrupo.blogspot.com.br.

Veja programação completa

 

 

 

 

Alta da renda agrícola no Sul de MG é influenciada por aumento nas hortaliças

O Departamento de Administração e Economia da UFLA (DAE) calculou os Índices de Preços Recebidos (IPR) e de Preços Pagos (IPP) no Sul de Minas Gerais de janeiro de 2013. O IPP, referente aos insumos gastos pelos produtores rurais, teve uma alta de 0,18% e o IPR, referente à venda dos produtos agrícolas, apresentou um aumento de 3,41%.

No IPR, destacou-se o grupo das hortaliças, com elevação nos preços, em média, de 23,99%. Para o professor Renato Fontes, coordenador da pesquisa, esse grupo voltou a apresentar grande volatilidade nos preços dos hortifrúti, devido às chuvas e à alteração nas temperaturas médias – o que compromete o desenvolvimento ideal dessas commodities, resultando em uma menor disponibilidade para consumo e qualidade inferior.

Tomate (84,76%), abóbora (20,83%), abobrinha (25,00%), batata (19,80%), batata Fiúza (16,67%), couve-flor (25,00%), brócolis (15,79%), cenoura (14,00%) e rabanete (49,18%) são alguns dos produtos que apresentaram maior alta nessa categoria.

O grupo dos cereais, composto por milho, feijão e arroz, fechou em alta de 1,42%. O feijão, com elevação de 20,73%, foi o produto que mais contribuiu para o somatório do grupo. Esse aumento é reflexo do excesso de chuvas em algumas regiões produtoras do Brasil, que provocou atrasos na colheita e fortes prejuízos em algumas lavouras – o que reduziu a disponibilidade do grão no mercado consumidor. Como o estocamento do arroz garante um piso de preço melhor para o produto, teve um aumento inferior ao do feijão: 6,67%. Já o milho apresentou uma elevação de 1,56%.

O IPP apresentou ligeiro aumento de 0,18%. A alta no preço dos defensivos agropecuários, como inseticidas e parasiticidas, é resultado da conjuntura socioeconômica mundial que vem se modificando e afeta o equilíbrio entre oferta e demanda de agroquímicos. Para o professor Renato, isso afeta, ainda, o abastecimento do mercado pelos diversos tipos de insumos agrícolas e os altos custos com alimentação para o gado leiteiro, principalmente por causa da ração que segue com preços firmes, reflexo dos preços do milho e soja.

 

Empresa incubada na UFLA seleciona bolsista da área de Administração

21.02 olea vagaA OLEA, empresa de base tecnológica em processo de incubação na Universidade Federal de Lavras (Inbatec/UFLA), recebe inscrição para uma vaga de bolsista remunerado, até o dia 26 de fevereiro. A OLEA tem como foco de atividade a produção de ésteres customizados a partir de óleos e gorduras.

A bolsa tem valor semelhante à bolsa de Iniciação Científica (R$ 400,00), para 20 horas de atividades semanais, por um período de seis meses, sujeito à renovação.

Os interessados deverão entregar os documentos solicitados na secretaria da Inbatec (A/C Manuela) ou na OLEA (Laboratório de Biodiesel), até o dia 26/2, das 12 às 18 horas.

A seleção será feita por meio de análise do currículo (peso 40%), justificativa e mapa de disponibilidade (peso 30%) e entrevista (peso 30%). O processo seletivo prevê o preenchimento de cadastro de reserva para oportunidade futura, valendo por seis meses.

Requisitos para se candidatar:

  1. Estar regularmente matriculado na Universidade Federal de Lavras;
  2. Estar cursando ou ter cursado o curso de Administração;
  3. Ter disponibilidade de dedicação na OLEA, de 20 horas semanais;
  4. Ter experiência no desenvolvimento de projetos nas áreas de custos, pesquisas de mercado, ciclo de vida de produtos e desenvolvimento de indicadores.
  5. Ter facilidade de trabalhar em equipe, ser proativo e capaz de apresentar novas ideias no desenvolvimento de projetos.

 

 Informações: OLEA (35) 3829-5294

Inbatec (35) 3829-1079

Acesse o Edital

 

 

UFLA seleciona estagiários para atuação na TV Universitária

15.02 TVU estágioA Universidade Federal de Lavras (UFLA) abre inscrições para estagiários com atuação na TV Universitária, para um período de até dois anos. Serão três vagas de estágio não obrigatório, sendo duas na área de jornalismo e uma vaga na área de publicidade.

As inscrições estarão abertas no período de 18/2/2013 a 8/3/2013. Os documentos solicitados para inscrição deverão ser entregues pessoalmente na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, das 8 às 11h45 e das 14 às 17h45, de segunda a sexta-feira.

O candidato deverá estar regularmente matriculado numa Instituição de Ensino conveniada com a Universidade Federal de Lavras, estar no mínimo no 3º período do curso de Jornalismo ou Publicidade, ter conhecimento e experiência para manuseio de microcomputadores/servidor, em ambiente Windows e habilidades para gerenciamento de redes sociais.

O candidato deverá apresentar disponibilidade de horário para cumprir a jornada semanal de 30 horas, sem prejuízo do horário escolar, em horários a serem estabelecidos pela TVU, com encerramento das atividades não superior às 17 horas, de acordo com o projeto desenvolvido e as atividades da área. A realização do estágio curricular não acarretará vínculo empregatício de qualquer natureza, sendo realizado mediante Termo de Compromisso celebrado entre o estudante e a UFLA, com a interveniência obrigatória da instituição de ensino de origem.

Os candidatos serão selecionados por meio de avaliação e análise do histórico escolar (30 pontos), entrevista e análise de currículo (30 pontos) e atividade prática (40 pontos), totalizando 100 (cem) pontos.

O valor da bolsa atende à Orientação Normativa nº 07, de 30/10/2008,  sendo R$ 520,00 (quinhentos e vinte reais), além do auxílio transporte de R$ 6,00 (seis reais) por dia.

O resultado do processo seletivo será divulgado a partir de 2/4/2013, no site da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura: http://www.proec.ufla.br.

Informações: PROEC, Câmpus Universitário, Caixa Postal 3037, CEP 37200-000, Lavras/MG; Telefone: 35.3829.1121; e-mail: estagio.proec@proec.ufla.br.  homepage: www.proec.ufla.br

Acesse o Edital

 

 

Iniciada a construção da Agência de Inovação do Café no câmpus da UFLA

20.02 agência inovação 1Foi assinada nessa terça-feira (19) a ordem de serviço que dá início à construção da Agência de Inovação do Café, que será sediada no câmpus da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e deverá integrar em um mesmo espaço físico iniciativas voltadas ao desenvolvimento de inovações para o setor cafeeiro, por meio da interação entre competências institucionais em projetos colaborativos.

A cerimônia foi realizada na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), na cidade Administrativa, contando com a presença do secretário Nárcio Rodrigues, secretário adjunto e coordenador do projeto Inova Minas, Evaldo Vilela; secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles; superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação, Déa Fonseca; subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vicente Gamarano  e o superintendente de Inovação Tecnológica, José Luciano de Assis Pereira. Pela UFLA, o termo que dá início às obras foi assinado pelo assessor de assuntos Institucionais da UFLA, professor Antonio Nazareno Guimarães Mendes e o gerente do Polo de Excelência do Café, Edinaldo José Abraão.

O projeto vem sendo articulado desde 2009 pelo Polo de Excelência do Café e pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – Sectes, contando com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e UFLA.

Assessor para assuntos Interinstitucionais, professor Antônio nazareno, assina o termo que dará início às obras
Assessor para assuntos Interinstitucionais, professor Antônio Nazareno, assina o termo que dará início às obras

Estima-se um investimento na ordem de dois milhões de reais e a construção deverá ser finalizada no segundo semestre de 2013. Desse montante, foi feito o repasse de R$ 1,2 milhão pela Finep e a contrapartida da UFLA será de R$ 800 mil, negociados com o Ministério da Educação (MEC).

O projeto vai integrar iniciativas como o Polo de Excelência do Café, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT-Café), Centro Tecnológico de Comercialização Online de Café (e-Café Brasil), o Centro de Inteligência em Mercados (CIM), que inclui o Centro de Trainee em Mercados e Bureau de Informação e Desenvolvimento do Café, além de ações do Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão do Agronegócio Café – Cepecafé/ UFLA.

Para o professor Antônio Nazareno, que no ato representou o reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo, a obra tem uma importância muito grande para a Universidade e para o Estado de Minas, por consolidar a trajetória de excelência na geração de conhecimentos científicos e tecnológicos para o setor cafeeiro.

Gerente executivo do Polo de Excelência do Café, Edinaldo Abrahão, reforça ambiente de parcerias
Gerente executivo do Polo de Excelência do Café, Edinaldo Abrahão, reforça ambiente de parcerias

Na avaliação de Edinaldo Abrahão, a Agência de Inovação do Café surge para integrar o governo, as universidades e o setor empresarial, considerando as condições estruturais de uma aliança estratégica como a base edificadora que faltava para elevar a cafeicultura de Minas à competitividade desejada na sociedade do conhecimento. “Esse projeto não é uma obra em si, uma estrutura a mais, esse prédio vai simbolizar uma estrutura para agregar profissionais de diferentes áreas do conhecimento, que trabalham para tornar a cafeicultura mineira referência em ciência, tecnologia e inovação”, reforça.

A Agência de Inovação do Café vem somar à estrutura já disponível na UFLA com foco em inovação, como o Núcleo de Inovação Tecnológica – Nintec, a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica – Inbatec e o Parque Científico e Tecnológico de Lavras – Lavrastec, cuja construção terá início em breve.

 

Secretário Narcio Rodrigues apoia a construção de ambientes colaborativos voltados à projetos inovadores para o setor cafeeiro
Secretário Narcio Rodrigues apoia a construção de ambientes colaborativos voltados à projetos inovadores para o setor cafeeiro

 

Amistosos de handebol e basquete, nesta sexta, inauguram quadra do Ciuni

A Liga Esportiva da Universidade Federal de Lavras (Leufla) convida a comunidade acadêmica para torcer em amistosos de handebol e basquete, que serão disputados contra a Universidade Federal de São João Del Rei nesta sexta-feira, 22, a partir das 19h30, na quadra coberta do Centro de Integração Universitária (Ciuni). Os jogos irão celebrar a inauguração da quadra coberta.

Os confrontos, nas categorias feminina e masculina, serão uma prévia da Liga do Desporto Universitário – Fase Estadual, que ocorrerá em março nas cidades de Ouro Preto, Itajubá e Viçosa. Os amistosos das equipes de handebol masculino e feminino e Basquete serão realizados nos respectivos horários: 19h30 (handebol feminino), 20h30 (handebol masculino) e 21h30 (basquete masculino).

 

UFLA é a 1ª universidade brasileira em ranking internacional de sustentabilidade

GREEN METRIC-uflaA Universidade Federal de Lavras (UFLA) aparece como a primeira universidade brasileira no ranking Green Metric 2012, elaborado pela Universitas Indonesia (UI). O resultado considera os esforços em sustentabilidade e gestão ambiental nos câmpus de 215 universidades participantes, de 49 países.

No ranking global, a UFLA aparece na 70ª posição,sendo considerados seis critérios principais: estrutura do câmpus e áreas verdes, consumo de energia, gestão de resíduos, uso e tratamento de água, políticas sobre transportes e atividades acadêmicas relacionadas ao meio ambiente. Considerando a classificação por “Instituições de Ensino Superior Especializado” (Specialized Higher Education Institution), a UFLA é a 16ª do mundo no ranking geral, posição que sobe para 7° lugar geral segundo a classificação por Universidades localizadas em cidades do Interior (Ranking By Campus Setting).

Quando considerados alguns critérios específicos, a UFLA figura em 7° lugar em Educação, no grupo das 70 ao qual pertence, estando empatada em 1° lugar do mundo com outras 21 instituições – inclusive a primeira colocada no Ranking Geral, no quesito uso e tratamento de água, item de maior preocupação mundial atualmente.

A Universidade de Connecticut (EUA) ficou em primeiro lugar, seguida pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido e pela University College Cork, da Universidade Nacional da Irlanda.

As outras universidades brasileiras que participaram são: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ (93ª), Universidade de São Paulo – USP (101ª), Universidade Federal de São Paulo – Unifesp (178ª), PUC/Rio Grande do Sul (186) e Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (189ª).

O objetivo deste ranking é fornecer o resultado da pesquisa sobre o estado atual e as políticas relacionadas à sustentabilidade e preocupação ambiental nas universidades de todo o mundo. De acordo com os organizadores, as medidas tomadas pelas instituições precisam ser identificadas e tomadas como exemplo para a implementação de políticas sustentáveis e ecológicas. Espera-se que, chamando a atenção de dirigentes universitários e demais partes interessadas, mais prioridade seja dada às energias limpas, conservação da água, combate à mudança climática global, reciclagem e temas relacionados.

O ranking é uma iniciativa da Universitas Indonesia lançada em 2010. No ano anterior, a instituição sediou uma conferência internacional sobre indicadores de qualidade em universidades e, contando com a participação de especialistas em elaboração de rankings, deu início ao Green Metric.

A colocação da UFLA como a primeira entre as universidades brasileiras no ranking de sustentabilidade foi recebida com orgulho pelo reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo, idealizador do Plano Ambiental e Estruturante que vem sendo implementado desde 2009, para viabilizar o crescimento sustentável do câmpus. Além do caráter ambiental prioritário, ele enfatiza o aspecto acadêmico de disponibilizar aos estudantes a vivência em ambientes corretos, favorecendo a relação de ensino-aprendizagem compatível com as exigências ambientais.

“Estamos dando exemplo ao mundo de que é possível aliar crescimento acelerado com uma gestão que pensa nas futuras gerações e na formação de profissionais comprometidos com a preservação ambiental. Para a UFLA, a excelência em ensino, pesquisa e extensão deve estar vinculada a ações ambientalmente corretas e socialmente justas, cujo resultado envolve o esforço conjunto de professores, servidores e estudantes”, considera.

Universidade ambientalmente correta

As ações e resultados do Plano Ambiental e Estruturante têm evidenciado a Universidade como exemplo nacional de gestão sustentável; podendo ser destacados a renovação de todo o sistema de energia elétrica; o sistema de coleta e tratamento de esgoto; o sistema de coleta das águas da chuva; a estruturação das bacias de drenagem; a troca dos destiladores; o plantio de 50 mil mudas de 53 espécies nativas e frutíferas; medidas de preservação das nascentes, treinamento e equipagem da Brigada de Incêndio, a instalação do digestor de carcaças; o fim das fossas sépticas; a campanha UFLA Recicla, que trocou copos plásticos por canecas; e o programa de coleta de resíduos de todos os laboratórios, incluindo o treinamento de técnicos dos diferentes setores e de estudantes de pós-graduação para serem multiplicadores de boas práticas de uso e reuso de matérias-primas utilizadas em pesquisa.

O ranking pode ser visualizado aqui.

Colaboração: Cibele Aguiar

 

Universidade Federal de Lavras