MA in International Political Economy na Jacob University de Bremen

Possibilidade de isenção de taxas e bolsas

A Jacob University de Bremen, uma das principais instituições de ensino superior privado da Alemanha, está recebendo inscrições para seu programa de pós-graduação ‘MA in International Political Economy’. Este master dirige-se sobretudo a bacharéis em ciências sociais, ciências econômicas e áreasafins, com proficiência em inglês, idioma oficial do programa.

O ‘MA in International Political Economy’ oferece um estudo aprofundado das ricas interações entre sistemas econômicos e instituições políticas. Embora focado em temas da economia política da atualidade, o MA aborda também a dimensão histórica do processo de globalização. A cooperação com o Instituto de Energia de Bremen propicia aos participantes uma visão da economia política internacional relacionada a recursos naturais e suprimento energético.

O programa de quatro semestres (o último dedicado à elaboração da tese de conclusão) requer um investimento anual de 20 mil euros dos participantes, além das despesas pessoais com custo de vida. Há a possibilidade de isenção das taxas da universidade para os melhores candidatos, bem como de bolsas deestadia. Todos os pós-graduandos podem também buscar ‘student jobs’ duranteo curso.

O prazo para a primeira rodada de inscrições de candidatos à próxima turma (início em setembro de 2008) termina em 1o. de fevereiro e o segundo em 1o. de maio. Recomenda-se aos interessados em isenção de taxas e em bolsas que candidatem-se até 1o. de fevereiro de 2008. A seleção dos candidatos se baseará no histórico acadêmico, em referências pessoais e no desempenho individual.

Para mais informações:
http://www.jacobsuniversity.de/schools/ shss/programs/graduate/ipe/program/

Pedidos de esclarecimentos e de orientação devem ser dirigidos diretamente à Jacob University.

Comunicado de desligamento de energia elétrica

A ‘Companhia Energética de Minas Gerais’ (Cemig) comunica

Assunto: INTERRUPÇÃO PROGRAMADA DE ENERGIA PARA MELHORIA DA REDE ELÉTRICA.

A CEMIG vai realizar obras de manutenção na rede elétrica da região. Por isso, o fornecimento de energia elétrica será interrompido na data e horário:

Data: 16/ 12/ 2007 (DOMINGO)
Horário programado para DESLIGAMENTO: 08h00min
Horário programado para RELIGAMENTO: 13h00min

Ufla realiza Workshop: Ciência, Tecnologia e Formação Profissional

O evento aconteceu no dia 7/12, no Salão de Convenções e contou com a presença de pró-reitores, coordenadores de cursos e programas, chefes de departamentos, professores, técnicos administrativos, estudantes de graduação e de pós-graduação e autoridades.

O workshop: Ciência, Tecnologia e Formação Profissional na Ufla é uma realização da Universidade Federal de Lavras e objetivou discutir o papel da universidade na geração de ciência e tecnologia no Brasil, com ênfase na participação da Ufla, na visão de dirigentes de empresas públicas e privadas, bem como obter informações que possibilitem direcionar as ações da Ufla na qualificação do profissional do futuro.

Foram convidados para compor a mesa de honra: Antônio Nazareno Mendes, reitor da Ufla; Gabriel José de Carvalho, pró-reitor de Graduação; Joel Augusto Muniz, pró-reitor de pós-graduação; deputado Federal Paulo Piau Nogueira, da Câmara de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados; Antônio Claret de Oliveira, superintendente de Desenvolvimento Sustentável e Relações Corporativas V&M do Brasil; Fernando Antônio Pereira, diretor superintendente da Agroceres Pic; Magno Antônio Patto Ramalho, coordenador geral do evento.

A Universidade Federal de Lavras possui 16 departamentos didático-científicos, distribuídos em uma área de 600 hectares, com mais de 180.000 m2 construídos. Com 360 professores e 340 técnicos administrativos, a Ufla se destaca no cenário da educação pública superior no País. São ofertados 13 cursos de graduação, mais de 60 cursos de especialização, 19 mestrados e 15 doutorados, com cerca de 13.000 estudantes matriculados. A atividade de pesquisa se organiza em mais de 70 grupos, com 370 linhas de pesquisa e 1200 projetos em andamento. A produção científica é crescente, atingindo 2.500 publicações científicas por ano.

Além do papel histórico na extensão voltada ao agronegócio, a Ufla se destaca na promoção de eventos e na transferência de tecnologias, coordenando projetos de extensão universitária que beneficiam anualmente mais de 300.000 pessoas, que conta com parcerias estabelecidas com instituições públicas e privadas, ao longo deste um século de existência. São mais de 1.000 convênios, acordos de cooperação e contratos em andamento.

Homenageados
No ano em comemoração ao centenário de fundação da Universidade Federal de Lavras, a maior honraria outorgada pela Instituição a pessoas e Instituições é a “Medalha Comemorativa do Centenário”.

Recebeu das mãos do reitor, Antônio Nazareno, a Medalha Comemorativa do Centenário e o certificado de Honra ao Mérito, o deputado federal Paulo Piau Nogueira. Fernando Antônio Pereira, diretor superintendente da Agroceres Pic, entregue por Elias Tadeu Fialho, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia. Antônio Claret de Oliveira, superintendente de Desenvolvimento Sustentável e Relações Corporativas V&M do Brasil, entregue por José Roberto Soares Scolforo, Pró-Reitor de Pesquisa.

No evento, João Chrysostomo de Rezende Júnior, coordenador do Curso de Graduação em Medicina Veterinária e membro da Pró-Reitoria de Graduação, falou sobre o processo de flexibilização e as oportunidades que a Ufla oferece aos seus egressos.

Redes públicas conseguem pagar o piso salarial dos professores

Portal MEC, 10/12/07

Florianópolis — O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o valor a ser pago por prefeitos e governadores como piso salarial dos professores não é uma medida inatingível a seus orçamentos. Ele se refere à possível aprovação do projeto de lei de autoria do governo propondo piso nacional do magistério, em tramitação no Congresso Nacional. “É uma questão de gestão administrativa”, disse Haddad, durante lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) na tarde desta segunda-feira, 10, em Florianópolis. Segundo o ministro, os gestores terão recursos do Fundeb para remunerar melhor os professores, já que 60% do fundo deve ser aplicado em salários.

“É preciso atrair talentos para o magistério a partir de uma remuneração maior: uma parcela significativa do Norte e Nordeste do país paga R$ 380 a seus profissionais”, destacou Haddad. Sobre os professores que recebem valor igual ou acima do proposto e consideram o piso baixo, o ministro afirmou que a solidariedade de classe deve permanecer em favor da maioria. A proposta de piso já aprovada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados é de R$ 950 para professores com formação em nível médio para jornada de 40 horas semanais.

Outro ponto central do Plano de Desenvolvimento da Educação é a formação dos professores. “A União precisa tomar para si essa tarefa”, disse Haddad. Ele citou ações voltadas para essa finalidade como a criação da bolsa de iniciação à docência, planos de expansão e reestruturação das universidades federais, com aumento da relação professor/aluno e abertura de cursos noturnos de licenciatura. Também citou a Universidade Aberta do Brasil (UAB), cuja prioridade é formar a distância professores da educação básica já em exercício.

Santa Catarina é o segundo estado da região Sul a receber a Caravana da Educação e o 23º do país. Até agora, 3.878 municípios já aderiram ao plano de metas do Compromisso Todos pela Educação e se compometeram a seguir 28 diretrizes de qualidade para melhorar a educação básica, como alfabetizar as crianças até a idade máxima de oito anos e acompanhar individualmente o aluno para combater a evasão.

Maria Clara Machado

Projeto Melhor Amigo busca novos parceiros

O Projeto Melhor Amigo visa ajudar a Sociedade Lavrense de Proteção aos Animais, que cuida de aproximadamente 300 cães capturados nas ruas do Município de Lavras/MG, prestando auxílio por meio da realização de parcerias com empresas e estabelecimentos comerciais da região; arrecadação de fundos através de eventos; busca de colaboradores e voluntários para ajudarem na limpeza do local e nos cuidados com os animais.

O Projeto faz parte de um trabalho contínuo em busca da melhoria da saúde pública do Município e também da qualidade de vida dos animais, pois segundo a Unesco “Os direitos do animal devem ser defendidos por lei, como os direitos humanos”. Por ser contínuo, não tem data pré-estabelecida para término; e para que seja realmente eficiente, as parcerias são necessárias e com urgência.

Para os organizadores é necessário mobilização e colaboração de toda comunidade, pois a responsabilidade é de todos. Ajudando a Sociedade Lavrense de Proteção aos Animais, todos estarão contribuindo com as vidas de nossos Melhores Amigos: cães indefesos, rejeitados, abandonados e com sérios problemas de saúde; além de ajudarem na melhoria da saúde pública e na qualidade de vida da população de Lavras.

O Projeto pretende difundir os conceitos de bem-estar e direitos dos animais, além de esclarecer a população sobre esse tema tão importante, mas pouco conhecido. Os animais devem ser respeitados até o fim de suas vidas e nunca devem ser vítimas de maus-tratos e abandono. Tais ações são reflexo da falta de ética e de conscientização de quem as pratica e são, inclusive, condenadas pela lei. Maus-tratos e abandono de animais refletem diretamente em uma saúde pública inadequada e precária, característica de países subdesenvolvidos. Por isso, a adoção de um animal requer muita consciência e responsabilidade.

O termo “posse responsável” tem sido substituído por “guarda responsável” para descaracterizar a imagem dos animais como objetos de consumo, os quais poderiam ser descartados a qualquer momento por seu “dono”. Atualmente, em todo o mundo, tem sido demonstrado que os animais, por serem seres vivos, sentem fome, sede, dor, tristeza, alegria, medo, depressão, entre outras diversas sensações. Portanto, são seres com necessidades básicas, as quais devem ser plenamente providas por um proprietário responsável e consciente.

O tema “guarda responsável de animais” é um tema emergente e exige o desenvolvimento de processos educativos com a população em geral, e com a população escolar em especial, dada a sua relevância na promoção da qualidade da vida humana, assim como também da vida animal. Neste sentido, torna-se fundamental a adoção de processos educativos que colaborem para uma melhoria da qualidade da saúde das populações em geral.

O Projeto Melhor Amigo, além de auxiliar diretamente a Sociedade Lavrense de Proteção aos Animais, também difunde informações sobre o assunto por meio de palestras, matérias publicadas na imprensa escrita e em sites.

Equipe
Orientadora e coordenadora do Projeto: Gabriela Rodrigues Sampaio, Professora Adjunto, Doutora do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras (Ufla), Minas Gerais/Brasil. Endereço: Departamento de Medicina Veterinária – Universidade Federal de Lavras – Caixa Postal 3037 – CEP: 37200-000 – Lavras/MG. Telefones: (35) 3829-1723 / 3829-1245. E-mail: gabsampa@ufla.br

Acadêmica responsável pelo Projeto: Fabiane Ribeiro Costa Silva
Acadêmica do Curso de Medicina Veterinária da Ufla E-mail: fabizinha_ribeiro@hotmail.com

Acadêmica colaboradora do Projeto: Bruna Cristina Brüler
Acadêmica do Curso de Medicina Veterinária da Ufla E-mail: bbruler@gmail.com

Acadêmico colaborador do Projeto: Frederico Fontanelli Vaz
Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária da Ufla E-mail: fredturco@hotmail.com

Acadêmico colaborador do Projeto e responsável pelo desenvolvimento do website do Projeto: Weverton Luis de Carvalho
Acadêmico do Curso de Zootecnia da Ufla.
E-mail: wevertoncarvalho@yahoo.com.br

Para doações e mais informações sobre o projeto: www.projetomelhoramigo.com

SESu divulga lista parcial dos planos de expansão aprovados

A Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC) publicou no Diário Oficial (07/12) a lista das 33 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) que já tiveram seus projetos ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação das Universidades Federais (Reuni) aprovados pelo Ministério da Educação. Outras oito propostas encontram-se sob análise do Comitê de Consultores da SESu. A lista apresenta o resultado parcial das instituições que aderiram ao programa em primeira chamada.

No total, 42 instituições já aderiram ao programa. As IFES que ainda não aderiram ao Reuni têm até o dia 15 de dezembro para apresentar seus projetos à Secretaria de Educação Superior.

Confira a lista dos planos aprovados:

1. Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre
2. Fundação Universidade de Brasília
3. Fundação Universidade do Amazonas
4. Fundação Universidade do Rio Grande
5. Fundação Universidade Federal da Grande Dourados
6. Fundação Universidade Federal de Mato Grosso
7. Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
8. Fundação Universidade Federal de Pelotas
9. Fundação Universidade Federal de São Carlos
10. Fundação Universidade Federal de São João Del Rei
11. Fundação Universidade Federal de Sergipe
12. Fundação Universidade Federal de Viçosa
13. Fundação Universidade Federal do Acre
14. Fundação Universidade Federal do Amapá
15. Fundação Universidade Federal do Piauí
16. Fundação Universidade Federal do Tocantins
17. Universidade Federal da Bahia
18. Universidade Federal da Paraíba
19. Universidade Federal de Campina Grande
20. Universidade Federal de Goiás
21. Universidade Federal de Juiz de Fora
22. Universidade Federal de Lavras
23. Universidade Federal de Minas Gerais
24. Universidade Federal de Pernambuco
25. Universidade Federal de São Paulo
26. Universidade Federal do Ceará
27. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
28. Universidade Federal do Pará
29. Universidade Federal do Paraná
30. Universidade Federal do Rio de Janeiro
31. Universidade Federal do Rio Grande do Norte
32. Universidade Federal do Rio Grande do Sul
33. Universidade Federal do Triângulo Mineiro

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes – com informações da SESu)

Assembléia geral no SindUfla

O Sindicato dos Servidores da Universidade Federal de Lavras (SindUfla) comunica a realização de Assembléia Geral Extraordinária, agendada para o dia 11/12 (terça-feira) às 8 horas, no Salão de Convenções. Na pauta: seguro de vida; informes jurídicos e assuntos gerais.

Carteira do SindUfla

O SindUfla solicita que o associado providencie sua carteira de sócio, indispensável para entrada no Clube Campestre e demais eventos promovidos pelo sindicato como a festa de final de ano.

Informe-se na secretaria – Tel (35): 3829-1169

Estudante deve pagar por ensino superior público

Folha de São Paulo, 10/12/07

Fábio Takahashi

Entrevista com Wan-Hua Ma*

Para pesquisadora, tarifa na universidade viabiliza expansão e faz aluno estudar mais

A cobrança pelo ensino superior começou na China em 1997. No Brasil, a cobrança é vetada pela Constituição, que determina ‘gratuidade do ensino público’. Boa parte da Academia defende este modelo, pois entende que é dever do poder público oferecer educação.

A cobrança de taxas faz parte das reformas que o governo chinês começou a implementar nos anos 90 para aumentar o número de estudantes no ensino superior. O país conseguiu elevar o percentual de jovens no ensino superior de 3,4% em 1991 para 26,4% quinze anos depois. No Brasil, o percentual está em 17,5%, segundo dados da Unesco (braço das Nações Unidas para a educação).

Outra mudança foi a expansão de cursos superiores de caráter mais profissionalizante, com duração entre 2 e 3 anos, que já representam quase a metade das matrículas. No Brasil, eles são menos de 1%.

A China busca melhorar também em qualidade, o que já aparece em rankings internacionais. No ranking do jornal britânico ‘The Times’ há três universidades chinesas entre as 100 melhores do mundo. A de Pequim é a de maior destaque entre elas (36ª). A melhor brasileira é a USP (175ª).

Ma veio ao Brasil para participar de um seminário promovido pela Assembléia Legislativa de São Paulo, em parceria com professores da USP, com o objetivo de discutir políticas adotadas em outros países, para servirem de base para a proposição de possíveis novas leis. A pesquisadora concedeu a entrevista à Folha, em inglês, na semana passada.

FOLHA – Como a sra. analisa a atual situação do ensino superior chinês?
WAN-HUA MA – Após um forte crescimento nos últimos anos, o ensino superior tornou-se papel-chave no desenvolvimento da China, na produção de tecnologia e de capital humano. Para isso, alteramos o sistema, diversificando-o, pois não havia recursos para incluir todos os alunos em universidades de pesquisa. Estas são muito caras, precisam de laboratórios caros, por exemplo. Há também uma questão do mercado de trabalho. Não seria possível absorver todos esses alunos formados em ambiente extremamente acadêmico. O mercado de trabalho requer pessoas com diversos níveis de conhecimento. Para resolver um problema no computador, por exemplo, você não precisa de alguém com doutorado. Um técnico, formado em até três anos, estará muito bem capacitado. Também se economiza tempo e dinheiro dos estudantes [um curso de engenharia na China dura seis anos]. Para os países ricos, não faz tanta diferença você ter um doutor cuidando de problemas técnicos de um computador. Mas nós, países em desenvolvimento, não podemos seguir nessa direção, porque exige muito dinheiro. Claro que você pode ser um doutor, mas é preciso ter outras opções.

FOLHA – Como a expansão do ensino superior foi financiada?
MA – Em 1999, o governo estabeleceu que todas as universidades deveriam aumentar as vagas em 30%. Houve aumento de recursos do governo, mas insuficiente. Nosso investimento em educação é de apenas 2,7% do PIB [no Brasil, é de 4,7%]. Há uma forte pressão para que o governo aumente os recursos para o ensino superior.

FOLHA – O que a sra. acha da cobrança de taxas aos estudantes?
MA – Uma boa qualidade de ensino público beneficia o estudante. Claro que também é bom para a sociedade ter cidadãos bem formados, mas há benefícios privados para os alunos também. Eles conseguem bons empregos. Se você considerar esse benefício privado ao cidadão, ele então tem a responsabilidade de pagar pelo ensino. Na China, em geral, o estudante de universidade pública paga 20% dos custos do seu curso.

FOLHA – Foi difícil implementar esse sistema?
MA – Foi, mas fomos testando aos poucos, primeiro em um grupo pequeno de estudantes, por dois, três anos, no começo dos anos 90. Os resultados foram positivos. Os alunos passaram a estudar mais, porque viram o sacrifício que suas famílias fizeram para pagar. E os pais também ficaram contentes, porque os filhos passaram a estudar duro. Então, percebeu-se que o modelo funcionaria. Agora, todas as instituições cobram taxas. O custo ao aluno nas universidades públicas é o mesmo, 5.000 renminbi [moeda chinesa] ao ano [equivalente a R$ 1.200], que são pagos uma vez, em setembro. Parece pouco, mas os nossos salários são baixos, comparados com o de vocês do Brasil. O sistema causou um problema, porque há famílias que não podem pagar. Então foram criados programas de empréstimo, de bolsa-trabalho, entre outros. Mas o sistema ainda não é perfeito.

FOLHA – O ensino superior chinês prioriza alguma área?
MA – Estamos tentando construir universidades de classe mundial [de ponta], basicamente nas áreas científicas, como engenharia e ciência da computação. São áreas que têm grande impacto econômico.

FOLHA – Em quais pontos o Brasil pode seguir o modelo chinês?
MA – Não conheço tanto a situação brasileira. Mas, em geral, o conhecimento de outras línguas é importante, para se poder aproveitar a comunidade internacional [a China é o país que mais envia estudantes aos EUA]. Entender a língua de um outro país é um modo interessante de a pessoa entender como essa cultura funciona. Se você não sabe isso, não saberá como negociar com esse país.

FOLHA – Professores e pesquisadores na China têm total liberdade?
MA – Não vejo controle do governo. As pessoas sempre falam que não temos liberdade. Não sei o porquê disso.

* É professora da Escola de Educação da Universidade de Pequim (China), onde pesquisa políticas internacionais de educação superior. Também coordena a cátedra da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) de pesquisa em ensino superior.

Capes recebe propostas para criação de cursos de pós-graduação

Portal Capes, 07/12/07

As pró-reitorias de pós-graduação de instituições de ensino superior de todo o país têm até 31 de março de 2008 para enviar propostas de criação de cursos de mestrado acadêmico, doutorado e mestrado profissional. Os projetos devem ser encaminhados à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).

A diretoria de avaliação da Capes recomenda ao coordenador da proposta que leia atentamente o manual de preenchimento antes de começar a incluir os dados no Aplicativo para Propostas de Cursos Novos (Apcn) de 2008. A qualificação do corpo docente, a produção científica de cada um, as instalações de laboratórios e a capacidade de produção de conhecimento são algumas das informações que devem ser incluídas.

“Embora a criação de um curso de pós-graduação não seja algo trivial, não é necessário recorrer a escritórios de consultoria ou a especialistas para preencher o Apcn”, explica o diretor de avaliação, Renato Janine Ribeiro. Segundo ele, o aplicativo, acompanhado de um manual, foi criado justamente para tornar mais fácil a tarefa de propor um curso de mestrado ou de doutorado de maneira objetiva. “Assim, os proponentes devem se concentrar no mérito do projeto, não na forma de sua apresentação.”

A primeira edição do Apcn foi lançada em junho de 2004. De lá para cá, houve aperfeiçoamento do instrumento para o oferecimento de um serviço de qualidade às pró-reitorias das instituições e aos comitês de área que fazem a avaliação anual. A Capes recebeu, em 2007, 448 pedidos de abertura de cursos.

As instituições interessadas em enviar as propostas devem preencher o Aplicativo para Propostas de Cursos Novos, disponível na página eletrônica da Capes.

Andifes debate no MEC questões importantes para as Ifes

Na pauta, assuntos como a RedeIfes, o empenho de 2007, a Emenda Andifes de 2007, Cursos e Concursos e Emenda Andifes 2008

Na manhã desta sexta-feira (07/12), membro da Diretoria Executiva da Andifes e presidente do Grupo de Trabalho para Implantação da RedeIfes, reitor Edward Madureira Brasil (UFG), e o representante do centro-oeste do Diretório Nacional da Associação, reitor Timothy Mulholland (UnB), participaram de reunião com os secretários executivo (MEC), José Henrique Paim, de Educação a Distância (Seed/MEC), Carlos Eduardo Bielschowsky, e da Educação Superior (SESu/MEC), Ronaldo Mota.

RedeIfes

Com o lançamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a chamada TV Brasil – televisão pública criada pelo Governo Federal por meio da Medida Provisória 398 de 2007, o Ministério da Educação passará a ter um canal aberto digital dentro da grade de programação. O canal será dividido em quatro faixas de programação: TV Escola; Educação a Distância; Saúde e Ciência e Tecnologia; e O Melhor das Universidades.

É nessa quarta faixa que está a preocupação da Andifes. A Associação Brasileira de Televisão Universitária deseja gerir essa grade de programação. Contudo, o reitor Edward Brasil explica que essa gestão da ABTU será conflitante com o modelo horizontal de programação proposto pela RedeIfes, uma vez que a Associação adota um modelo vertical na escolha dos programas que serão veiculados. Dessa forma, seria importante que esta programação fosse direcionada às universidades públicas.

Uma nova reunião está agendada para o dia 17 de janeiro, quando será debatido um modelo de gestão para a faixa de programação intitulada ‘O Melhor das Universidades’. A idéia é que as universidades públicas consigam fazer parte da grade de programação com as mesmas condições das instituições privadas.

Empenho de 2007

Termina, hoje (07/12), o prazo para que as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) empenhem os recursos recebidos neste ano. Como não haveria tempo para que o empenho, a Andifes solicitou ao secretário José Henrique Paim uma ampliação deste prazo até o dia 14 de dezembro.

O secretário executivo do MEC sinalizou positivamente para a ampliação do prazo de empenho dos recursos, mas ressaltou que deve haver um esforço por parte das IFES para que todo o recurso seja empenhado até o dia 14 de dezembro. Caso contrário, o MEC perde o seu prazo de empenho e precisará devolver os recursos recebidos.

Cursos e Concursos

A decisão do governo federal de classificar todas as despesas com a realização de cursos e concursos como custeio e não mais como folha de pagamento foi outro ponto abordado durante a reunião. Com a nova medida, as IFES terão dificuldade em manter os concursos, como os de vestibular, e os cursos de capacitação para técnicos-administrativos.

Sobre essa questão, o secretário José Henrique Paim informou que já formalizou a questão junto à Subsecretaria de Planejamento e Orçamento (SPO/MEC), mas ainda não obteve solução para a demanda.

Emenda Andifes

O secretário José Henrique Paim informou que trabalhando para a liberação da Emenda Andifes 2007 junto ao Ministério do Planejamento (MPOG). Com relação à Emenda Andifes 2008, o secretário informou que deve conversar com o relator geral da Lei Orçamentária Anual (LOA), deputado José Pimentel (PT-CE), para solicitar a ampliação da Emenda de R$ 15 milhões para, pelo menos, R$ 60 milhões.

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Universidade Federal de Lavras