Inscrições para o Enem vão de 8 a 19 de maio – saiba como a UFLA utiliza o Exame

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2017) foram abertas no dia 8 e podem ser feitas até o dia 19 de maio, devendo ser efetuadas na Página do Participante. Neste ano, as provas serão realizadas em dois domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro. A UFLA utiliza as notas do Enem para os processos seletivos dos cursos de graduação presenciais (SiSU e terceira etapa do PAS), mudança interna, transferência externa e obtenção de novo título.

O valor da taxa de inscrição é de 82 reais. Porém, podem solicitar isenção dessa taxa: todos os estudantes de escolas públicas concluintes do Ensino Médio em 2017; estudantes carentes já declarados com o CadÚnico; e aqueles que se enquadram nas exigências da Lei n° 12.799. Caso não se enquadre nos requisitos, o inscrito deverá realizar o pagamento da taxa até o dia 24 de maio em qualquer agência bancária, lotérica ou agência dos Correios. No ato de inscrição, o candidato deverá especificar o idioma para a prova de língua estrangeira (espanhol ou inglês), a cidade onde irá realizar a prova e se necessita de atendimento especializado ou específico.

Sobre as provas

No primeiro domingo (5), a redação será aplicada junto das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No segundo dia de prova (12), serão aplicadas as disciplinas de Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Esse exame é o principal acesso para as universidades públicas brasileiras. Também é utilizado em programas do governo, como o Prouni (que oferece bolsas para instituições particulares) e o Fies (de financiamento com juros baixos a alunos carentes). O cartão de confirmação da inscrição estará disponível para consulta e impressão na página eletrônica do Enem

Utilização do Enem na UFLA

Para os candidatos que participarem do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), cujas vagas são preenchidas exclusivamente com base nos resultados obtidos no Enem, são destinadas 60% das vagas dos cursos de graduação presenciais do primeiro período e a totalidade das vagas do segundo período letivo de cada ano.

Os candidatos da 3ª Etapa do Processo Seletivo de Avaliação Seriada (PAS) também devem participar do Enem, pois as notas dessa etapa são obtidas por meio dele. Assim, o candidato do PAS deve informar o seu número de inscrição no Enem para que o Inep possa fornecer suas notas à UFLA. Quarenta por cento das vagas dos cursos de graduação presenciais do primeiro período de cada ano são destinadas aos concorrentes provenientes do PAS. Tais candidatos devem se inscrever tanto no Enem quanto na 3ª etapa do PAS. A inscrição no PAS deverá ser feita no site www.ufla.br/pas, em período a ser definido posteriormente. Nela, o estudante também indicará o curso para o qual pretende concorrer.

A classificação nos processos de Obtenção de Novo Título, Transferência Externa e Mudança Interna de Curso é baseada nas notas obtidas no Enem, em exame realizado há no máximo cinco anos anteriores ao processo seletivo.

Já os cursos a distância têm suas vagas preenchidas por meio de processos seletivos próprios, embora as notas do Enem possam ser utilizadas como critério de seleção e classificação. No caso do curso semipresencial de Pedagogia Bilíngue Português-Libras, está definido pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines/MEC), responsável pela oferta, que o Enem será a forma de seleção (leia mais). Para outras informações sobre esse último curso, entre contato pelo e-mail erica.tavares@ded.ufla.br.

 

Pesquisa da UFLA identifica fungo em queijo tradicional de Minas

Amostras de queijo artesanal são analisadas em laboratório do DCA

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) está à frente de uma pesquisa sobre um dos patrimônios imateriais de Minas Gerais, o Queijo Minas Artesanal, produzido nas microrregiões de Serro e da Canastra. Com métodos artesanais e utilização de leite cru, a iguaria, tradicional na mesa dos mineiros, é fabricada também nas áreas próximas de Araxá, Campo das Vertentes, Cerrado, Serra do Salitre e Triângulo Mineiro.

O estudo sobre a micobiota terroir em Queijo Minas Artesanal, particularmente a que cresce na superfície, visa à identificação dos fungos filamentosos e leveduras presentes no queijo e no ambiente de produção. O trabalho é desenvolvido pela mestranda Michele de Oliveira Aragão, do Departamento de Ciência dos Alimentos (DCA), sob a coordenação dos professores Luís Roberto Batista e Luiz Ronaldo de Abreu, também do DCA.

No caso do queijo artesanal, os pesquisadores observaram que os microrganismos que estão no ambiente e o modelo tradicional de produção são determinantes na concepção do produto, diferenciando-o dos industrializados.

O projeto iniciou-se há cerca de um ano, a partir da demanda de um produtor da cidade de Serro, que percebeu a presença de mofo branco em queijos de sua propriedade. Após o contato com os pesquisadores do DCA, o produtor enviou amostras desses produtos e foi constatada a predominância de Geotrichum candidum.

Em seguida, os responsáveis pela pesquisa seguiram para o Serro e realizaram análises microbiológicas de amostras de superfícies e da qualidade do ar do local de produção. Esse mesmo processo se repetiu em outras duas cidades mineiras localizadas na região da Canastra: São Roque de Minas e Piumhi.

Iguaria produzida em Minas Gerais

No laboratório de micologia e micotoxinas do DCA, ocorrem o isolamento e a identificação dos microrganismos, sendo que os fungos e leveduras isolados estão armazenados a uma temperatura de menos 80 ⁰C, na coleção de cultura de microrganismos do departamento. Após a investigação, os pesquisadores constataram que o fungo em questão circulava naturalmente no ambiente de ambas as regiões produtoras, que apresentam condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento do fungo.

Conforme o professor Luís Roberto, o G. candidum é responsável pela textura enrugada na superfície do produto. Esse microrganismo, comum em queijos artesanais fabricados a partir de leite cru, desempenha um importante papel na maturação e dá um toque especial ao sabor e ao aroma da iguaria em razão da produção de enzimas específicas.

Os pesquisadores consideram que essas constatações são algumas das principais contribuições da pesquisa no sentido de reafirmar a identidade regional do produto e de garantir a comercialização e o consumo. Além de influenciar no sabor, o fungo não traz prejuízos à saúde, conforme revelam os estudos.

Ainda segundo os pesquisadores, é importante seguir com o monitoramento da micobiota terroir, pois há outros microrganismos envolvidos no ambiente que encontram condições favoráveis para desenvolvimento no queijo. Os trabalhos estão em andamento e contam com o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A pesquisa ganhou repercussão na mídia e foi destaque nos jornais Estado de Minas e O Tempo, ambos de Belo Horizonte.

Texto: Rafael Passos – Jornalista/bolsista – Fapemig

Fotos:  Mayara Toyama – Estagiária/DCOM/UFLA

Esse conteúdo de popularização da ciência foi produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais – Fapemig.

Inicia nesta terça-feira (9/5) o II Simpósio de Ciência do Solo na UFLA

Entre os dias 9 e 12 de maio ocorrerá o II Simpósio de Ciência do Solo, no Salão de Convenções da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Promovida pelo Núcleo de Estudos em Ciência do Solo (Necs), do Departamento de Ciência do Solo (DCS/UFLA), esta edição traz como tema “Interfaces, desafios e inovações”. A solenidade de abertura será nesta terça-feira (9/5) às 18h. 

O evento será composto por palestras e minicursos e possui o compromisso de gerar e aprimorar conhecimentos, levantar questionamentos e atualizar informações sobre os entraves e possibilidades de crescimento da agricultura focada no estudo dos solos.

Nesta segunda edição, a novidade principal é a inserção de aceite de resumos científicos. Os inscritos terão a possibilidade de enviar seus trabalhos para publicação nos anais do evento, com premiação prevista para o melhor trabalho apresentado. O prêmio terá como professor homenageado Alfredo Scheid Lopes. 

O Simpósio contará com professores e profissionais de renome na área, entre professores da UFLA e de outras instituições, proporcionando atualização acerca de assuntos pertinentes para a ciência e que possam vir a causar reflexos positivos na sociedade.

Outras informações sobre a programação e inscrições: site oficial do evento: http://www.scsufla.com/
Produção: Luciana Tereza, estagiária DCOM/UFLA.

UFLA realiza Colação de Grau para mais de 400 formandos- confira as fotos

Colação de Grau/UFLA 2017

Na sexta-feira (5/5), familiares e amigos prestigiaram a sessão solene de Colação de Grau de 23 cursos ofertados pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Mais de 400 formandos encerraram oficialmente a trajetória na graduação. A cerimônia foi presidida pelo reitor, professor José Roberto Scolforo, acompanhado da vice-reitora, professora Édila Vilela de Resende Von Pinho, além do professor Mário Neto Borges, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), escolhido como paraninfo das turmas.

Durante a solenidade, na mesa de honra, também estiveram presentes membros do Conselho Universitário, pró-reitores, chefes de departamentos, diretores, coordenadores de cursos, patronos, patronesses, professores e servidores homenageados, além de parceiros e autoridades de Lavras.

Receberam o diploma os estudantes dos cursos de Administração, Administração Pública, Ciência da Computação, Ciências Biológicas (Bacharelado), Ciências Biológicas (Licenciatura), Educação Física (Bacharelado), Educação Física (Licenciatura), Filosofia, Física, Letras, Matemática, Química (Bacharelado), Química (Licenciatura), Sistema de Informação, Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária, Nutrição, e Zootecnia.

Professor Scolforo no pronunciamento

No pronunciamento para os formandos, o professor Scolforo destacou a importância da formação profissional e pessoal dos estudantes para que possam fazer diferença na sociedade. “Nós podemos ser o contraponto a essa crise ética. Fazer uma avaliação e ver o que estamos fazendo no nosso dia a dia. A partir de segunda-feira a história é outra. A realidade vai tomar conta de vocês. O medo e a insegurança, muitos vão ter com intensidade, mas é preciso vencer esses sentimentos. A confiança em nós próprios é o caminho que nos leva à felicidade, lapidando-os para serem cidadãos de valor, com ética e amor ao próximo. Temos que ser exemplos de cidadania para esse país. Sintam e assumam o compromisso com o juramento que fizeram e defendam sempre o nosso lema: orgulho de ser UFLA”.

Orgulho de ser UFLA foi o sentimento compartilhado pela estudante Rhadanna Tonetti Botelho, graduanda em Medicina Veterinária. Para ela, concluir o curso na UFLA é uma experiência única. “É uma emoção inexplicável. A expectativa é seguir com honestidade, integridade e cuidar dos animais com muito amor e dedicação. Amo a UFLA e já estou com saudades”, comentou emocionada.

Paraninfo

Édila Von Pinho (vice-reitora), Mário Neto Borges (presidente CNPq), Joziana Barçante (chefe de gabinete), Scolforo (reitor)

O professor Mário Neto Borges é graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), mestre em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutor em inteligência artificial aplicada à educação pela Universidade de Huddersfield da Inglaterra e professor titular da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ). Ele já ocupou os cargos de diretor científico e de presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), além de ter comandado o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Hoje, é presidente do CNPq. 

O paraninfo das turmas, compartilhou da mesma ideologia do reitor, durante a sua declaração. “Em 2008 tive a oportunidade de ser homenageado pela UFLA, como professor Honoris Causa, então me sinto parte dessa família. É sempre renovador presenciar esses momentos, pois o país está na mão de vocês, então, lutem como disseram no juramento, sempre com honestidade e ética profissional. Vocês são brasileiros privilegiados que tiveram a oportunidade de estudar em uma Universidade de excelência e pública. Por isso devem dar o retorno à sociedade. Todos temos que fazer nossa parte para termos um país melhor”.

Mérito Acadêmico

Concedido aos estudantes concluintes dos cursos de graduação da UFLA que alcançaram a maior pontuação na análise de currículo, conforme consta na Resolução CEPE 311/2016. A distinção visa premiar os formandos que obtiveram melhor desempenho em sua vida acadêmica.

Lucas Rocha Vieira recebeu o Mérito Acadêmico no curso de Administração. Para ele, o reconhecimento da Universidade se deu em razão das atividades que realizou durante o curso, como monitoria, Programas de Educação Tutorial em Administração (PET/Administração), grupo de pesquisa, coral e orquestra. “Não sabia da homenagem e me senti muito honrado”.

Em Letras, a homenageada foi Francieli Aparecida Dias, que também ficou surpresa por ter sido lembrada pela Instituição, o que a motivou ainda mais para começar o mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Francieli crê que o amor pelo curso e a dedicação foram fundamentais para ter alcançado essa conquista. 

Seguem os demais homenageados:

Administração Pública: Samantha Thais Baião Moreira; Ciência da Computação: Lucas Pedroso Carvalho; Ciências Biológicas – Bacharelado: Roberta Mariah Teodósio Silva; Ciências Biológicas – Licenciatura: Lucas Silveira Lopes; Educação Física – Bacharelado: Mariane Faria Braga Bacelar; Educação Física – Licenciatura: Ana Carolina da Silva; Química – Licenciatura: Joyce Karoline Daré; Agronomia: Danielle Rezende Vilela; Engenharia Ambiental e Sanitária: Ana Augusta Damasceno de Carvalho Faria; Engenharia de Alimentos: Jayanne Alves Azevedo Rozeira; Engenharia de Controle e Automação: Eric Ferreira Schmiele; Engenharia Florestal: Gustavo Augusto da Mata Silveira.  

Texto: Camila Caetano – jornalista, bolsista DCOM/ Fapemig. Colaboração de Rafael Passos (jornalista) e Mayara Toyama (estagiária).

Veja a galeria de fotos. Clique na primeira foto e siga a seta para ver as demais em tamanho expandido:

Fotos da primeira turma (14h). Galeria: Ana Eliza Alvim, Rafael Passos e Panmela Oliveira. 

Fotos da segunda turma (18h). Galeria: Camila Caetano, Mayara Toyama e Leonardo Assad.

Ídolo do futebol, Reinaldo participa de evento na UFLA e lança biografia

Reinaldo e seu filho falaram sobre o livro Punho Cerrado

A abertura do Segundo Encontro Multidisciplinar em Saúde, Reabilitação e Esporte na Universidade Federal de Lavras (UFLA) contou com a presença de uma personalidade ilustre do esporte. O ex-jogador de futebol José Reinaldo de Lima, o “Rei”, ídolo do Atlético-MG, participou do evento na última quinta-feira (4/5) e lançou a sua biografia, Punho Cerrado – A História do Rei.  O encontro, que teve a organização do Grupo de Estudo e Pesquisa em Ergonomia e Biomecânica –  Ergomecânica (GEPE), do Departamento de Educação Física (DEF), terminou no sábado e reuniu especialistas em mesas de debate, palestras e minicursos.

Escrita por Philipe Van Raemdonck Lima, que é filho de Reinaldo, a obra conta a trajetória do ex-atleta dentro e fora dos gramados. Uma curiosidade que chama a atenção é o fato do autor do livro ter acompanhando somente o final da carreira do pai, como revelou o próprio Reinaldo. 

No entanto, tal circunstância não foi empecilho para o relato das curiosidades e das histórias do ex-jogador. “O Philipe não viu eu jogar futebol durante a infância e a adolescência. Ouviu muita história a meu respeito. Ele pesquisou, olhou, mas ele queria ouvir de mim a história. No depoimento para o meu filho a gente abre mais o coração”, disse.

Philipe Lima disse estar honrado por ter escrito e publicado a biografia do próprio pai e acredita que o livro transcende o futebol.  “O futebol não é um mundo à parte. Ele faz parte da sociedade. Pra mim, é um privilégio contar a história de um ídolo do futebol. Eu aceitei a missão de contar a história não só de um jogador genial, mas de um homem com uma história de vida riquíssima”, contou.

Autor de 255 gols com a camisa alvinegra, Reinaldo ficou conhecido por erguer o punho cerrado em suas comemorações. Imortalizado e símbolo de resistência, o gesto também é retratado no livro.  “Punho cerrado é um gesto que eu comecei a fazer em 1976. Era um gesto de protesto porque a gente vivia uma ditadura militar e não tinha liberdade de imprensa. O campo de futebol era um lugar mais ou menos democrático e acabou ficando uma marca minha”, revelou o ex-jogador.  Reinaldo também defendeu a Seleção Brasileira na Copa de 1978, na Argentina.

Reinaldo autografou sua biografia e conversou com torcedores do Atlético
Reinaldo autografou sua biografia e conversou com torcedores do Atlético

Punho Cerrado – A História do Rei – aborda ainda as diversas lesões enfrentadas por Reinaldo na época jogador, que o levaram encurtar a carreira aos 31 anos Para ele, esses casos podem suscitar pesquisas para alunos e professores ligados à medicina esportiva e à Educação Física. O drama do ex-jogador com as drogas, a superação da dependência química e a passagem pela política também ganharam capítulos no livro.

Paixão pelo clube

Natural de Ponte Nova, na Zona da Mata mineira, o Reinaldo chegou ao Atlético em 1971, quando tinha apenas 14 anos, e foi para as categorias de base. Em 1973, o jovem atacante finalmente foi promovido ao time profissional e tornou-se um dos maiores jogadores da posição.

Ídolo dos atleticanos, Reinaldo vê que a ligação entre clube e jogador está mais profissional em relação à época na qual ele atuava. Por isso, ele entende que são poucos os jogadores que torcem para o clube que defendem. “Amor à camisa é muito romântico. Claro que o jogador desde pequeno tem o seu clube de preferência e às vezes joga nesse clube. Na época em que jogava era uma relação mais paternalista”.

Texto: Rafael Passos – Jornalista/Bolsista – Fapemig

Projeto a Magia da Fisica e do Universo inicia neste sábado (6/5) atividades do período 2017/1

Com o início do período letivo, a equipe do Projeto A Magia da Física e do Universo, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), reinicia as atividades das oficinas “Festa das Estrelas” e “Cinema com Ciência”. A programação para maio já está disponível.

A oficina “Festa das Estrelas” reúne os apaixonados por astronomia para o debate de temas e idéias, além de incluir momentos de observação do céu com telescópios e a olho nu. Os encontros ocorrem no Museu de História Natural (MHN), câmpus histórico da UFLA, todos os sábados, às 19h, com entrada franca.

Já os ciclos do “Cinema com Ciência” ocorrem todas as quintas-feiras, às 15h, também no MHN, com entrada gratuita. O foco é a análise de entrevistas feitas com cientistas, e posterior debate sobre os conteúdos.

Toda a comunidade universitária, bem como a comunidade de Lavras e região, é convidada a participar dos encontros.

Temas de maio

Festa das Estrelas

6/5 – Os dinossauros e sua extinção

13/5 – Cometas

20/5 – Asteroides

27/5 – Chuva de Meteoros

Cinema com Ciência

4/5 – Entrevista Sr. Feynman

11/5 – Entrevista com Neil de Grasse Tyson

18/5 – Entrevista com Antônio Damásio

25/5 – Entrevista com Miguel Nicolellis

Dica da equipe do projeto – o livro e o filme “Estrelas Além do Tempo”

A oficina “Cinema com Ciência” encerrou o período 2016/2 com um evento que reuniu 158 pessoas no cinema de Lavras. Foi exibido o filme Estrelas Além do Tempo. De acordo com a professora do Departamento de Física Karen Luz Burgoa Rosso, uma das coordenadoras do projeto, trata-se de uma obra que precisa ser muito divulgada. “Uma das idéias mais importantes, tanto no filme quanto no livro de mesmo nome, é a de mostrar como o conhecimento científico pode abrir novos caminhos a um futuro com igualdade de oportunidades. É um conteúdo fantástico”.

Estrelas além do tempo relata a história vivida nos anos de 1960 por três matemáticas negras, que enfrentaram o preconceito racial dentro da Nasa e foram fundamentais para os avanços tecnológicos de então.

Capa do livro “Estrelas Além do Tempo”

Sobre o projeto de extensão

Coordenado pelos professores do DFI Nogales Vera e Karen Luz Burgoa Rosso, o projeto de extensão A Magia da Física e do Universo desenvolve atividades para despertar a curiosidade e o interesse das pessoas para os fenômenos astronômicos. Criado em janeiro de 2009, integra também ensino e pesquisa científica e inclui atividades dirigidas a escolas da região e à população em geral.

O apoio às atividades é do MHN, do Departamentos de Física (DFI), da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das pró-reitorias de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec) e de Extensão e Cultura (Proec).

UFLA dá início a projeto de recuperação de nascentes em Moçambique

O “Projeto Vozes da África”, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), deu início nessa semana a mais uma ação presencial e efetiva no continente africano. Trata-se de um trabalho de recuperação ambiental em Moçambique.

Além da UFLA, a iniciativa extensionista participativa envolve a Organização Não-Governamental brasileira Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) e o Instituo Superior Polivalente de Gaza (ISPG) e atenderá inicialmente a comunidade de Muzumuia, na cidade de Chókwè, distrito de Gaza.

O professor Gilmar Tavares, do Departamento de Engenharia (DEG) e coordenador do Vozes da África, foi quem sugeriu a construção participativa da proposta de recuperação ambiental. A ideia surgiu após o professor integrar, em outubro de 2016, uma caravana humanitária da FSF em Moçambique.

Na ocasião, ele participou da implementação de um programa de segurança alimentar com produtos da agricultura familiar, obtidos de maneira agroecológica. Tavares é parceiro e voluntário da FSF.

Durante a visita ao país africano, o professor percebeu também as dificuldades enfrentadas pelos moradores locais para ter acesso a água potável. Além desse problema, o professor observou que a poluição e a degradação estão consumido a nascente em Muzumuia. “Vi muito assoreamento e degradação ambiental. A ação humana descontrolada, na ânsia dos moradores em conseguir água, acabam contribuindo para a degradação ambiental”, contou.

Depois de retornar ao Brasil, o professor Gilmar solicitou apoio ao Departamento de Ciências Florestais (DCF) e à professora Soraya Alvarenga Botelho. Com isso, um grupo de trabalho foi formado durante o seminário de apresentação da FSF no DCF, em fevereiro desse ano, realizado pela voluntária da FSF Priscila Alexandre.

Uma equipe formada pela professora Soraya elaborou voluntariamente para Moçambique uma cartilha instrutiva. A publicação trata da recuperação e da conservação de nascentes, além do projeto de formação de viveiros de mudas florestais nativas.

Nessa semana, a professora Soraya embarcou para Muzumuia e iniciou o projeto de recuperação da nascente e vai conhecer o trabalho humanitário da FSF.

A proposta de revitalização da nascente foi dividida em quatro etapas: recuperação e conservação da nascente de Muzumuia, produção de mudas nativas para a recuperação ambiental, conservação de remanescentes e reflorestamento da região de Muzumuia com espécies nativas, principalmente com canhoeiras/amaruleiras. Tavares explicou que esse vegetal dá frutos utilizados na produção do licor de Amarula.

Segundo o professor, as ações estão interligadas e a previsão é que elas sejam concluídas no prazo de cinco anos, incluindo a proposta de recuperação de outras nascentes do território moçambicano.

Em 2018, Gilmar Tavares pretende retornar a Moçambique para inspecionar os trabalhos. Ele espera que a recuperação da nascente possa servir de modelo para outras regiões do país. Além de contribuir para preservação do meio ambiente, Tavares considera que um dos legados do projeto é o incentivo à agricultura familiar a partir da Agroecologia.

Ele explicou que o termo diz respeito à produção de alimentos de maneira economicamente viável, ecologicamente correto, socialmente justo, culturalmente adequado e cientificamente comprovado. “A Agroecologia produz alimentos sadios, protege o meio ambiente, gera emprego e renda, fixando o homem no campo de maneira digna, que é o mais correto”, ressaltou.

A parceria entre a UFLA e a Fraternidade Sem Fronteiras teve início em 2016. A ONG fornece alimentação a crianças carentes em Moçambique e sentiu a necessidade de desenvolver tecnologias socioambientais agroecológicas com as famílias de agricultores familiares dessas crianças. Naquele ano, foi articulada inicialmente uma parceria participativa com o professor Gilmar Tavares, devido ao sucesso do Projeto Vozes da África, em franco desenvolvimento na República Democrática do Congo.

Texto: Rafael Passos – Jornalista/bolsista – Fapemig

Cafeicultores participam do XIX Encontro Sul-Mineiro na UFLA

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) sediou, na última quarta-feira (3), o Encontro Sul- Mineiro de Cafeicultores. Em sua 19ª edição, o evento reuniu cerca de 700 pessoas, entre produtores e produtoras rurais, estudantes, técnicos, extensionistas, pesquisadores e empresários da região. O Encontro Sul-Mineiro dos cafeicultores é um dos maiores encontros técnicos da cafeicultura nacional e contribui significativamente para os avanços científicos e políticos do setor. Tem o objetivo de fortalecer o desenvolvimento da cafeicultura, buscando o aperfeiçoamento da qualidade e da produtividade do café, a diminuição dos custos de produção e, por conseguinte, a melhoria da renda dos cafeicultores.

Os participantes tiveram a oportunidade de trocar experiências com palestrantes renomados, além de prestigiar estandes dos núcleos de estudos, empresas juniores presentes no evento, com novidades das áreas abordadas e inovações tecnológicas na cafeicultura. O evento é organizado pela UFLA, Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e contou com o apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Prefeitura Municipal de Lavras, InovaCafé, Consórcio Pesquisa Café, Polo de Excelência do Café e Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (Ifsuldeminas).

Durante a abertura do evento, o diretor da Agência de Inovação do Café (InovaCafé), professor Luiz Gonzaga de Castro Júnior, reforçou que a agência é um ambiente voltado para os cafeicultores, onde são realizados diversos trabalhos que contemplam vários aspectos da cadeia do café.

Para o coordenador geral do Necaf, graduando em Agronomia Giovani Belutti Voltolini, “O Encontro Sul Mineiro de Cafeicultores é um dos nossos principais eventos, e este ano foi um grande sucesso. Contamos com a presença de mais de 700 cafeicultores, em um ambiente totalmente favorável à troca de informações e conhecimentos ligados à cafeicultura nacional. Os cafeicultores puderam se atualizar sobre a cadeia produtiva do café, por meio de palestras nas estações de campo, exposições das empresas com suas tecnologias e também pela interação entre os cafeicultores de todo o estado de Minas Gerais”.

O vice-prefeito e secretário de Agricultura do município de Lavras, Edson Alves de Abreu (Duti) considera que “o evento tem extrema importância. Hoje, no momento de crise em que vivemos, o café ainda é uma válvula de escape para nós. Sabemos que o Brasil é o maior produtor e Minas gerais o maior produtor de café do Brasil. O encontro é um evento muito importante: como pequeno produtor, digo que nunca sabemos de tudo, nós temos que estar sempre aprendendo. O evento gera uma mudança não só na cidade de Lavras, mas, também em toda região”. 

Também estavam presentes na solenidade de abertura as autoridades o PRÓ-REITOR de Extensão da UFLA, professor João José Granate Sá e Melo Marques, representando a Reitoria;, o chefe do Departamento de Agricultura (DAG) e tutor do Necaf, professor Rubens José Guimarães; o superintendente regional da Emater-MG, Marcos Antônio Fabri Júnior; e a gerente da Secretaria Municipal de Assuntos Rurais, Roseane Maria Evangelista Oliveira.

Tradição

A tradição do evento é tão grande que os produtores do município de Aguanil (MG) Silvio Candido Silveira Ferreira e Rosa Aparecida de Oliveira Silveira participam todos os anos e sempre levam novidades para sua produção de café, ampliando até para outras produções agrícolas cultivadas por eles.  “Sempre achamos bons os ensinamentos proporcionados aqui. Nós temos o nosso conhecimento, porém, é muito bom receber novos. Aprendi coisas que não só podem ser aplicadas no café como nos pés de laranja que tenho”, comenta Rosa.

Engenheiro agrônomo da Emater-MG há 24 anos, José Roberto Corrêa Miguel diz que o encontro é “importante não só para os produtores, mas também para nós, técnicos, que orientamos. O conhecimento de novas variedades, pragas, doenças e produtos é importante para orientarmos os produtores rurais a tomarem as medidas certas no momento e produto adequado. Estamos aqui praticamente todos os anos, e transmitimos os conhecimentos a um grupo de produtores, principalmente pequenos produtores rurais que são exclusivamente os clientes da Emater-MG, para que eles se atualizem. É possível ver a diferença na organização do produtor após a atualização, produzindo café de qualidade e principalmente gerando renda para as famílias”.  

Texto e fotos: Ascom InovaCafé

 

UFLA na Mídia: pesquisa sobre uma variedade de café imune à ferrugem é retratada pelo G1

Desenvolvida e testada pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) juntamente com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), uma variedade de café que pode livrar lavouras parcialmente ou totalmente do risco da ferrugem é destaque em matéria publicada pelo G1 na última terça-feira (3/5).

“Estamos desenvolvendo plantas com resistência vertical e horizontal à ferrugem. Temos a Aranãs com resistência vertical, imune à ferrugem e temos a aranãs de resistência horizontal, que tolera a ferrugem e você consegue resolver com uma pulverização apenas, ao invés de três”, explica o professor do Departamento de Fitopatologia (DFP/UFLA) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT-Café), Mário Lúcio Vilela Resende, em matéria ao G1.

A matéria também aborda os resultados de testes realizados em campo experimental em relação aos níveis de produtividade e de qualidade de outras variedades que são suscetíveis à doença.

Confira aqui a matéria completa.

Luciana Tereza- estagiária DCOM/UFLA. 

Esse conteúdo de popularização da ciência foi produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais – Fapemig.

Universidade Federal de Lavras