Fapemig lança edital para o setor de Tecnologia da Informação (TI)

A Fapemig recebe até 8 de outubro propostas para o Edital 17/07, do Programa de Tecnologia da Informação, que visa o desenvolvimento de Tecnologia da Informação (TI) para as cadeias produtivas e principais arranjos produtivos locais do Estado. A iniciativa faz parte do Projeto Estruturador da Rede Estadual de Inovação Tecnológica (RIT), liderado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes-MG).

O edital vai destinar R$ 1,5 milhão para o conjunto de propostas aprovadas, que deverão buscar o aumento do nível de desempenho operacional, técnico, logístico, ambiental e mercadológico dos principais Arranjos Produtivos Locais e/ou a formulação de modelos estratégicos de gestão e de operação, além do aumento da produtividade e competitividade de produtos e serviços demandados pelas cadeias produtivas dos setores de Siderurgia, Mineração, Energia, Telecomunicação e Automobilístico.

Serão beneficiadas propostas que se enquadrem nos temas de gestão empresarial; integração de sistemas específicos e de colaboração com os sistemas de gestão empresarial; automação (visando o aumento da produtividade e da qualidade dos produtos finais); aquisição de dados e sistemas supervisórios; software e software embarcado. Podem concorrer propostas advindas de empresas de software, instituições de ensino e pesquisa de Minas Gerais, públicas ou privadas sem fins lucrativos.

Para consultar o edital, acesse o endereço: www.fapemig.br/admin/editais/upload/Edital 17-2007 TI.pdf

Mais informações com a Central de Informações da Fapemig pelo e-mail ci@fapemig.br

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Novo edital da Fapemig tem enfoque social

A transformação da realidade social a partir da integração entre universidade e comunidade externa é o enfoque do edital de ‘Apoio a Projetos de Extensão em Interface com a Pesquisa’ (16/07), que acaba de ser lançado pela Fapemig. A modalidade, pioneira no Brasil, visa fortalecer a ação transformadora da pesquisa sobre os problemas sociais e estabelecer uma relação dialógica entre pesquisadores e sociedade, por meio do financiamento de projetos de extensão.

Será destinado R$1 milhão, ao todo, a trabalhos desenvolvidos por Grupos Extensionistas de Pesquisa, formados por pesquisadores de uma ou mais instituições, reunidos por uma linha de pesquisa multidisciplinar integrada à extensão universitária, e que estabeleçam uma relação dialógica com a comunidade externa, interferindo na realidade social.

Histórico

A idéia de criar uma modalidade de apoio para projetos de extensão na Fapemig surgiu no ano passado durante uma reunião do Conselho Curador da instituição, no projeto Fapemig no Interior, que, na ocasião, visitou a cidade de Ouro Preto. A sugestão partiu do Pró-Reitor de Extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Fábio Faversani, que havia identificado a necessidade de apoio à extensão associada à pesquisa nas universidades. Na mesma reunião, a demanda foi apresentada à Fapemig entre as reivindicações de um documento elaborado pelo Fórum das Instituições Públicas de Ensino Superior de Minas Gerais (Ipes).

A partir da idéia inicial, a proposta foi consolidada e levada à presidente do Conselho Curador da Fapemig, Lucilia de Almeida Neves Delgado. O assunto voltou a compor a pauta do encontro Fapemig no interior, em abril deste ano, dessa vez na cidade de São João Del Rei. Uma reunião entre a Fapemig, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes-MG) e o Fórum das Ipes mineiras discutiu as formas de viabilização do Edital. Assim, no dia 6 de julho, a proposta foi apresentada durante o Fórum de pró-reitores de extensão da região sudeste.

Pioneirismo

É a primeira vez no Brasil que uma agência estadual de fomento à ciência e a tecnologia lança uma modalidade que apóia projetos de extensão universitária. ‘O lançamento desse edital foi possível pela evolução da extensão no ambiente acadêmico, que passou a seguir bases metodológicas concretas e a desenvolver uma interação científica qualificada’, diz o diretor científico da Fapemig, Mario Neto Borges. ‘Agora pretendemos passar a experiência adiante, divulgando-a inclusive na próxima reunião do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).’

Segundo o diretor, a extensão universitária foi, por algum tempo, alvo de um certo preconceito, sendo considerada intermediária entre o ensino e a pesquisa. Nos últimos anos, o setor ganhou espaço, ao se qualificar, apoiando-se em bases científicas e metodológicas. Para ele, é fundamental que o trabalho desenvolvido nas universidades seja levado à comunidade. ‘A interlocução entre a pesquisa científica e tecnológica e a extensão deve ser levada à sociedade, pois é exatamente esta a missão do que chamamos de extensão universitária’, observa.

O Edital 16/07 recebe propostas, eletronicamente, até 1º de outubro. Para consultá-lo, acesse a página (www.fapemig.br)

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Andifes debate com o MEC e a dotação orçamentária de 2008 para as Ifes cresce 17%

O presidente da Andifes, reitor Arquimedes Diógenes Ciloni (UFU), e a Comissão de Orçamento e Financiamento da Associação estiveram reunidos, nos dias 31 de julho e 1º de agosto, com o secretário executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim, e com o secretário da Educação Superior (SESu/MEC), Ronaldo Mota. O encontro debateu a liberação orçamentária de 2008 para as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).

O presidente da Comissão de Orçamento da Andifes, reitor Rômulo Polari (UFPB), apontou a necessidade de liberação de recursos de Outros Custeios e Capitais (OCC) das Ifes para 2008, considerando que ´não se pode apenas repor a inflação do ano anterior. Precisamos levar em consideração o aumento nas terceirizações, a manutenção da infra-estrutura das instituições. Esses valores são fundamentais para que consigamos manter o padrão de qualidade oferecido pelas Ifes´.

O reitor Arquimedes Ciloni informou que a Andifes lançará um Plano de Assistência Estudantil no qual propõe a criação de um fundo para essa finalidade. Para isso, solicitou ao MEC o valor equivalente a 10% do orçamento anual de OCC das Ifes. Os recursos serão adicionados aos aplicados atualmente pelas instituições. ´A intenção é que já tenhamos alguma sinalização para o segundo semestre de 2007, com um valor equivalente a 5% do orçamento anual de OCC das Ifes´, ressaltou.

O secretário José Henrique Paim salientou a intenção do MEC em alocar recursos novos para a assistência estudantil. Ele sinalizou afirmativamente quanto ao valor equivalente a 10% do orçamento anual de OCC das Ifes para a criação do fundo, sendo adicionados, nessa primeira fase, 5% para 2008 que, somado aos recursos já aplicados pelas Ifes, alcançaria 10%. Na próxima semana, a Associação entrega ao ministro da Educação, Fernando Haddad, o Plano Nacional de Assistência Estudantil.

Com relação à dotação orçamentária das Ifes para 2008, ficou acordado o valor de R$ 1.305 bilhões para OCC, incluídos novos R$ 59 milhões para assistência estudantil, o que representa um acréscimo de 17% em relação à 2007. As novas Ifes têm orçamento próprio, assim como os recursos das expansões em andamento, portanto não são computados nesse valor de R$ 1.305 bilhões.

Estiveram presentes, também, o subsecretário de Planejamento e Orçamento (SPO/MEC), Paulo Eduardo Nunes de Moura Rocha, a diretora do Departamento de Desenvolvimento da Educação Superior (Dedes/SESu), Maria Ieda Costa Diniz, a coordenadora nacional do Fórum de Pró-Reitores de Planejamento (Forplad), Adriana Rigon Weska, e o secretário executivo da Andifes, Gustavo Balduino.

Emenda Andifes 2007

O secretário José Henrique Paim comprometeu-se a solicitar à área econômica a liberação da emenda, que tem o valor de R$ 60 milhões.

Instituto quer estimular iniciação cientifica em jovens da rede pública de ensino

Agência Brasil, 31/07/07

Gláucia Gomes

Brasília – Brincar de ser cientista e aprender se divertindo é a proposta do projeto de iniciação científica desenvolvido pela Escola de Educação Científica do Instituto Internacional de Neurociências de Natal. A idéia é estimular crianças de 11 a 15 anos de idade a utilizar a ciência como um agente de transformação social em regiões carentes do país.

Interessado em levar a iniciativa a outros municípios brasileiros, o presidente do instituto, Miguel Nicolelis, se reuniu no dia 31 de julho com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Além de expandir o projeto de educação científica para crianças da rede pública, a intenção é promover a capacitação de professores.

Segundo Nicolelis, é possível realizar uma ação “ousada e ambiciosa” fora do Sul do país, onde concentram-se os centros tradicionais de pesquisa.

“Depois do horário escolar, a criança vem para a nossa escola e passa a ter contato com conceitos de geometria, matemática, física e química criando robôs, trabalhando com informática, trabalhando em laboratórios de química, biologia e astronomia’, explica. ‘Com isso, ela aprende matemática sem perceber e passa a entender a razão pela qual isso é importante”.

Segundo ele, a Escola de Educação Científica do instituto atende 600 alunos de escolas públicas, devendo chegar a mil estudantes até dezembro. Nos próximos anos, a meta é atender a um milhão de crianças em todo o Nordeste, o que exigirá um investimento de R$ 140 por aluno.

O Instituto Internacional de Neurociências de Natal teve investimentos de cerca de R$ 25 milhões, entre recursos do governo federal e de instituições privadas do Brasil e do exterior. A unidade tem laboratórios de física, química, biologia, informática e oficinas de ciência e tecnologia, história e robótica.

Cota ajuda a levar índios à universidade

O Estado de São Paulo, 27/07/07

Roldão Arruda

Criado há 3 anos, programa se espalha por 20 instituições estaduais e federais, apesar das dificuldades da língua

Criado há três anos, o programa de cotas para estudantes indígenas da Universidade Federal do Tocantins já atende 68 índios. Eles aprendem bem as matérias, mas enfrentam uma dificuldade extra com a língua portuguesa. Depois de passar a maior parte da vida em aldeias onde não se fala português, alguns se sentem como estrangeiros na universidade.

O tropeço na língua oficial brasileira é apenas um dos vários desafios enfrentados pelas instituições públicas de ensino superior do País que, em meio ao debate nacional sobre cotas para negros, estão cada vez mais abertas a receber índios. Segundo levantamento do Ministério da Educação, 20 escolas estaduais e federais da rede de ensino superior dispõem de cotas para esse grupo populacional. O número de índios universitários aproxima-se de 5 mil: quase 1% no conjunto de 580 mil estudantes.

A maior parte faz cursos de licenciatura – para retornarem como professores às comunidades. Mas, segundo informações das universidades, os índios têm cobrado mais vagas nas áreas de saúde, proteção ambiental e direito, nessa ordem.

Para atender aos pedidos, a Universidade de Brasília (UnB) criou um vestibular especial para índios, com vagas em medicina, enfermagem, odontologia e farmácia. Atualmente a escola abriga 15 estudantes desse grupo populacional.

Na maioria dos casos, as escolas não dão o mesmo tratamento a negros e índios. Na Federal do Paraná, enquanto os negros enfrentam o vestibular comum, lado a lado com outros candidatos, os índios fazem uma prova à parte. Aos negros cabe uma fatia de 20% do total das vagas oferecidas; e aos índios, poucas vagas extras.

Desde 2005, quando a UFPR iniciou o programa, 17 índios foram aceitos. Segundo explicações da pró-reitora de graduação da escola, professora Rosana Brito, ´´´´não existem cotas para índios, mas, sim, vagas suplementares´´´´.

Na Universidade do Tocantins a história é outra. Depois de constatar que 69% dos estudantes matriculados já são afrodescendentes, a escola optou por um sistema de cotas só para pessoas provenientes das seis etnias indígenas presentes no Estado. Elas têm direito a 5% das vagas do vestibular.

Naquela escola, no entanto, os índios enfrentam o vestibular ao lado dos outros candidatos. Para superar os problemas que os já matriculados enfrentam com o português, a escola estuda a possibilidade de oferecer-lhes cursos especiais dessa língua. ´´A presença deles na universidade faz parte de uma política de reparações e devemos fazer todos os esforços para ajudá-los´´, diz a pró-reitora de assuntos comunitários da escola, Ana Lúcia Pereira.

Capes aprova novos cursos de mestrado e doutorado

Portal Capes, 30/07/07

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) aprovou nesta semana 194 novos cursos de pós-graduação. Desse total 104 mestrados, 60 doutorados, 30 mestrados profissionais. O Conselho Técnico Científico da Capes analisou 444 cursos, 19 permanecem em análise e 231 não foram recomendados. Os cursos podem começar as atividades a partir de agosto.

As áreas que mais aprovaram cursos foram a multidisciplinar com 22 cursos, em seguida as engenharias com 17 e as ciências agrárias com 16 cursos. O presidente da Capes, Jorge Guimarães, afirma que as propostas encaminhadas atenderam as expectativas. “A crescente qualidade das propostas advindas tanto das instituições públicas e quanto das não-públicas é muito salutar. O sistema por onde são encaminhadas as propostas também está mais amigável e eficiente e acaba demonstrando a qualidade real da propostas. Com isso é possível analisar melhor os componentes pedagógicos e os indicadores que são mais valorizados na avaliação da Capes”. Guimarães destacou ainda o crescimento geral do número de projetos aprovados e os avanços de algumas regiões como Norte e Nordeste, além das universidades Federal da Amazônia e do ABC, que tiveram cursos aprovados.

Cerca de 700 consultores de 45 áreas do conhecimento participaram do processo de análise das propostas encaminhadas. O processo de análise começa com reuniões entre os integrantes das comissões de área. Ao avaliar as propostas de cursos novos, é verificada a qualidade de tais propostas e se elas atendem ao padrão de qualidade requerido pela Capes, tais como: qualificação e experiência do corpo docente, infra-estrutura física da instituição, compromissos da instituição quanto ao apoio prioritário ao curso.

As instituições enviaram suas solicitações de novos cursos por meio do Aplicativo para Propostas de Cursos Novos (APCN) 2007. O instrumento, que pode ser acessado no portal da Capes, é o meio usado pelas pró-reitorias para detalharem seus projetos. A Capes recebeu, em 2006, 449 propostas e aprovou 323 novos cursos.

Ufla e Fundecc apresentam minuta de Projeto de Lei de Planos Diretores

Na próximo segunda-feira (06), a Universidade Federal de Lavras receberá um grupo de prefeitos, vereadores e representantes dos núcleos gestores da elaboração do Plano Diretor (PD) dos municípios de Aguanil, Cana Verde, Cristais, Perdões e Ribeirão Vermelho, para a apresentação da minuta do Projeto de Lei (PL) dos respectivos Planos Diretores, cuja elaboração está a cargo de uma equipe de professores dos Departamentos de Administração e Economia (DAE): Elias Rodrigues de Oliveira, Cristina Lélis Calegário, Luiz Carlos F. de Souza e de solos (DCS): Geraldo César de Oliveira, além de outros profissionais de Lavras, como os advogados Laércio Getúlio Machado e Luciano Siqueira Salim; a arquiteta Urbanista Luciana Barbosa de Abreu; o engenheiro agrícola Tiago Bernardes; a administradora Dariana Zanella Martinhago; e a estagiária de Biologia Maria Fernanda do Prado, sob a coordenação do professor Elias Rodrigues de Oliveira.

O evento contará com a participação de representantes da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago) e do Fórum das Instituições de Ensino Superior, de Pesquisa e Extensão da Região – Fórum-Lago, além de outros convidados.

O trabalho de elaboração do Plano Diretor desses municípios teve início em setembro de 2006 e tem como principal característica a participação da comunidade. Foram inúmeras reuniões nos municípios em que as comunidades (rural e urbana), juntamente com representantes do poder público municipal (Executivo, Legislativo e Judiciário) e da sociedade civil organizada, têm participado ativamente no levantamento dos problemas e das potencialidades municipais, sugerindo uma escala de prioridades nas ações da gestão pública de modo a possibilitar incremento no desenvolvimento local e de modo sustentável. A minuta do PL do Plano Diretor destes municípios constitui uma das últimas etapas do trabalho de elaboração, cujo término se dará com a protocolização do PL na Câmara Municipal, previsto para o final de agosto.

O evento acontecerá no Anfiteatro do Departamento de Administração e Economia, dia 6 de agosto, as 08h00.

Produção científica cresce mais de 200% nas grandes universidades

O Estado de São Paulo, 01/08/07

Herton Escobar

Criando incentivos, instituições aumentaram significativamente o número de trabalhos publicados em dez anos

O crescimento da produção científica do Brasil nas últimas décadas já está consagrado. Em 30 anos, o número de trabalhos publicados por pesquisadores brasileiros aumentou exponencialmente de 0,3% para quase 2% de todo o conhecimento científico mundial. Uma nova avaliação caso a caso do desempenho das principais instituições de pesquisa do País, entretanto, revela números surpreendentes sobre esse crescimento.

Entre as 15 universidades com maior produção científica no momento, 11 cresceram mais de 200% em relação a dez anos atrás (1996-2006), segundo os dados mais recentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), obtidos com exclusividade pelo Estado.

As seis primeiras colocadas – USP, Unicamp, UFRJ, Unesp, UFRGS e UFMG – mantêm suas posições no ranking desde 1996, com aumento significativo no número de trabalhos publicados. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a de maior destaque no grupo, com aumento de 258%. A Universidade de São Paulo (USP) também triplicou sua produção no período (aumento de 200%), sustentando posição isolada como maior instituição produtora de conhecimento do País.

Duas universidades menores deram saltos espantosos no período. A Universidade Federal de Viçosa (UFV) aumentou sua produção científica em 640% e a Universidade Federal do Ceará (UFC), em 410%.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFV, Maurilio Alves Moreira, atribui a melhora a uma “mudança de mentalidade” da instituição, que, além de formar recursos humanos, passou a valorizar fortemente a produção de conhecimento. “De cinco anos para cá, entendemos que a publicação é parte essencial da pós-graduação. Se não publicarmos, não vamos crescer”, disse Moreira.

A universidade criou vários estímulos à publicação, como pagamento por serviços de tradução para o inglês (necessário para publicação em revistas internacionais) e uma medalha anual conferida ao pesquisador de maior destaque da instituição. Novos doutores contratados são presenteados com um “enxoval” que inclui computador, impressora e ajuda de custo para publicação de trabalhos.

Há também o incentivo econômico, que costuma caminhar de mãos dadas com o prestígio acadêmico. Quanto mais trabalhos científicos publicados, maior é a competitividade do pesquisador para disputar recursos dentro da universidade e junto aos órgãos de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além da própria Capes.

“O rateio é feito com base em produtividade”, disse Moreira. “Quem publica mais certamente ganha mais em bolsas e custeio.”

PÓS-GRADUAÇÃO

No centro de tudo, está o fortalecimento dos programas de pós-graduação, fator apontado tanto como causa quanto conseqüência do aumento da produção científica. Professores com mais publicações atraem melhores alunos. Isso aumenta a qualidade dos cursos, o que atrai mais bons alunos, mais recursos, mais projetos e assim por diante.

“Cria-se um círculo virtuoso”, disse o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Carlos Alberto Pereira Tavares. A estratégia, segundo ele, começa pela seleção dos professores. “Quando você escolhe os melhores candidatos, é impressionante a produção que eles conseguem obter com recursos limitados. Isso faz uma diferença muito grande.”

Mão-de-obra para pesquisar não falta: o País hoje forma cerca de 10 mil doutores por ano – muitos dos quais não encontram emprego na iniciativa privada e acabam ficando na academia mesmo, pesquisando e publicando. “Hoje é suicídio abrir concurso para quem não tem doutorado. O custo-benefício é nulo”, disse o presidente da Capes, Jorge Guimarães.

A Unicamp, primeira colocada em publicação de trabalhos per capita (por pesquisador), privilegia a contratação de professores em regime integral e faz relatórios trienais para avaliar a produção científica dos docentes. “Fazemos da pesquisa um elemento muito forte na qualificação do ensino”, disse o reitor José Tadeu Jorge.

A área do conhecimento com maior número de publicações no Brasil hoje é a medicina. Uma das instituições que mais contribuiu para isso foi a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cuja produção científica aumentou 379% em dez anos.

Colação de grau especial

Na manhã de ontem (31), trinta alunos que tiveram o pedido de antecipação de colação de grau aprovado, receberam das mãos do reitor, professor Antônio Nazareno Guimarães Mendes, o tão sonhado diploma.

Receberam seus diplomas formandos dos cursos de Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Florestal, Administração, Medicina Veterinária, Ciência da Computação e Ciências Biológicas.

A sessão solene da colação de grau foi no Anfiteatro da Biblioteca e contou com a presença da chefe de gabinete professora Valéria da Glória Pereira Brito.

O grupo de formandos foi representado pelo juramentista Lucas Silvestre de Carvalho, do Curso de Administração.

O reitor Antônio Nazareno Guimarães Mendes, pediu aos novos graduados que não se afastem da Universidade, ‘pois essa Casa é de todos nós’, disse.

Graduados do Curso de Agronomia: Adriene Matos dos Santos, Aline Beraldo Monteiro, Dalilhia Nazaré dos Santos, Dayene Schiavon de Castro, Esdras Henrique da Silva, Fabrício Silva Coelho, Fabrício William de Ávila, Guilherme Henrique Silva, Guilherme Trindade Reis, João Eduardo Melo de Almeida, Luciano Coutinho Silva, Marcela Liege da Silva, Rafael Tadeu de Assis e Thiago Mendonça Tavares.

Engenharia Agrícola: Luiz de Gonzaga Ferreira Júnior.

Engenharia Florestal: Mirian de Sousa Silva.

Administração: Adílio Renê Almeida Miranda, Gabriel Rodrigo Gomes Pessanha, Lucas Silvestre de Carvalho e Pedro Luiz Costa Carvalho.

Medicina Veterinária: Bruno Roberto Fagundes Lima, Leandro Silva Ribeiro e Michel Blézins de Arruda.

Ciência da Computação: Rafael Guilherme Rocha e Silva.

Ciências Biológicas: Caio Távora Rachid Coelho da Costa, Carolina Delfim Fernandes Lima, Fernanda de Oliveira Bustamante, Joyce Mendes Andrade Pinto e Thais Paula de Souza.

Inaugurado Teatro de Bolso em Lavras

Uma sala de espetáculos com capacidade para 85 pessoas e tecnicamente equipada para receber produções de teatro, dança e música.

O Teatro de Bolso surge num momento de marasmo cultural em Lavras, onde a falta de espaços adequados limitam muito a produção teatral local e praticamente impede grupos de fora de virem se apresentar por aqui. Alem de apresentações semanais de teatro, de quinta a domingo às 21 horas, o Teatro de Bolso implantará projetos de música e dança.

Foram oferecidas em julho, cursos e oficinas para crianças, adolescentes e adultos, com grupos profissionais do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo, além de vários da região. Já está sendo divulgado a Campanha de Popularização do Teatro em Lavras, que acontecerá no mês de setembro, de quinta a domingo com espetáculos infanto-juvenis as 17h30 e espetáculos adultos as 21 horas.

O Teatro de Bolso iniciou a sua primeira temporada do teatro, com dois espetáculos, um adulto e outro infanto-juvenil que ficarão em cartaz até o final de agosto. No segundo semestre uma campanha denominada A ESCOLA VAI AO TEATRO pretende incluir escolas locais num processo de formação de platéias.

ESPETACULOS EM CARTAZ ATÉ FINAL DE AGOSTO

· QUATRO GRAUS DE HUMOR – 4 atores, 4 motivos pra você morrer de rir. Uma coletânea de cenas de humor que enfocam personagens e situações do nosso cotidiano, apresentados sempre com um humor critico e especialmente produzidos para divertir o espectador. O espetaculo esta sendo apresentado desde o dia 13 de julho. Humberto Mello e Homero Carvalho dividem a direção e atuam no elenco, juntamente com Herbert Martins (também responde pelas coreografias) e Kenia Dias.

· FOLIA DO BOI BUMBA – é um espetáculo musical infanto-juvenil, da autora lavrense Alcione Lopes, que enfoca o folclore brasileiro, levando o espectador a refletir sobre a riqueza e importância de se preservar nosso folclore, nossa cultura e nossas tradições. O espetáculo está sendo apresentado de quinta a domingo, às 17 horas e tem a direção de Homero Faria que também atua e no elenco, Helbert Martins (também responde pelas coreografias), Humberto Mello, Deivison Batista e Kenia Dias.

E-mail: teatrodebolso@bol.com.br

Universidade Federal de Lavras