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2º Esquenta CIUFLA teve início nessa quinta-feira (5/7)

Cerca de 250 pessoas participaram nessa quinta-feira (5/7) da abertura do Esquenta CIUFLA, evento que antecede o Congresso de Iniciação Científica da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que será realizado de 5 a 9 de novembro de 2018.

O objetivo do Esquenta é realizar atividades, palestras, oficinas e minicursos para aprimoramento científico voltado para os estudantes de Iniciação Científica,  e este ano será composto por três atividades: Oficina de Redação de Resumos, da professora Helena Ferreria (DEL) que abriu o evento nessa quinta; Oficina de Redação Científica, ministrada pelo professor Luciano José Pereira (DSA) que será na próxima segunda-feira (9/7) e oficina de elaboração de pitch, coordenada pela jornalista Samara Avelar (DCOM) que será realizada no dia 28/8. O pitch é um vídeo acadêmico de curta duração, solicitado para o encerramento de projetos de pesquisa por algumas agências de fomentos, e também por algumas empresas como parte do processo de seleção de trainees, estagiários e funcionários.

Segundo a professora Priscila Vieira e Rosa, pró-reitora adjunta de Pesquisa da UFLA, eventos como estes contribuem de forma positiva para a melhora da qualidade dos resumos científicos apresentados no CIUFLA. Ela ressaltou também, a satisfação ao ver a grande participação dos estudantes, em números e interação com a palestrante, mostrando comprometimento dos nossos discentes com a pesquisa.

Karina Mascarenhas, jornalista- bolsista Dcom/Fapemig. 

Estudo utiliza redes complexas para simular eleições simples

 

Todos os dias ao acessar a rede mundial de computadores compartilhamos milhares de informações. Utilizamos a internet para trabalhar, estudar ou como entretenimento, sem, muitas vezes, pensar nos múltiplos fatores que fazem com que nos conectemos uns aos outros. Diversas teorias estudam os sistemas que compõem o nosso mundo virtual, uma delas é a das redes complexas.

Essa teoria avalia como as coisas se conectam e podem ser usadas em diversas redes, como, por exemplo, as sociais: “Redes complexas é uma ferramenta utilizada para modelar sistemas reais. No facebook, por exemplo, os nós dessa rede representariam as pessoas e as ligações entre esses nós seriam representadas pelos links de amizade nessa rede social”, explica a professora do Departamento de Física da Universidade Federal de Lavras (DFI/UFLA) Angélica Sousa da Mata.

Esses sistemas complexos começaram a ganhar mais interesse dos físicos no final do século XX; com os avanços das pesquisas, muitas ferramentas já foram incorporadas ao nosso dia a dia, como ilustra o especialista em Física Estatística Fabiano Lemes Ribeiro, também do DFI/UFLA. “Essa ideia de redes complexas é muito utilizada principalmente por empresas para tentar vender produtos. Quando você tem plataformas como o facebook que colhe dados de milhões de pessoas diariamente a cada segundo, as empresas utilizam essas informações para tentar traçar o perfil do consumidor e, consequentemente, conseguir vender o seu produto”. 

Como as redes complexas é uma ferramenta que pode ser utilizada para modelar várias situações, uma pesquisa de mestrado está avaliando alguns fenômenos que surgem nessa rede por meio de um processo  eleitoral. A pesquisa “Efeitos da topologia da rede em dinâmicas sociais” é conduzida por Gabriel Gomides Piva, e está em fase de conclusão. O mestrando utilizou um modelo votante simples, considerando dois candidatos A e B. “ Eu avaliei como ocorre o processo de formação de opinião em uma população, devido à interação entre as pessoas na rede, levando em consideração algumas características que poderiam representar fatores, como afinidade entre as pessoas, a influência da mídia ou ainda a propagação de informações por meio das redes sociais. Nesse modelo simples, as pessoas podem mudar de opinião de acordo com a opinião de seus contatos, e o estado de equilíbrio é atingido quando todas passam a  ter  a mesma opinião, isto é, chegam
a um  consenso”.

O objetivo do estudo, conforme esclarece o professor Fabiano, foi identificar os padrões nas tomadas de decisões dos eleitores, como, por exemplo: como os amigos de um eleitor influencia na tomada de decisões, ou como a mídia com suas propagandas influencia esse eleitor. Apesar de o modelo utilizado por Gabriel ser uma versão simplificada de uma eleição real, não prevendo de fato o resultado das eleições, Angélica diz que é possível torná-lo mais real com a utilização de outras ferramentas. “Poderiam ser usadas técnicas computacionais que envolvem inteligência artificial ou aprendizado de máquinas que poderiam pegar dados das eleições anteriores e, assim, construiriam um algoritmo que poderia prever um certo padrão. Aí, sim, poderíamos ter uma previsão mais concreta de uma eleição”.

O modelo do votante em redes complexas utilizado por Gabriel não é novidade; porém, sua pesquisa é de grande contribuição acadêmica de acordo com os orientadores. “Mesmo trabalhando com redes simuladas no computador, essas redes possuem características mais próximas das redes sociais reais”, diz Angélica.  Os resultados das análises dos dados mostraram aos pesquisadores que quando se leva em consideração também a distância geográfica entre as pessoas que se relacionam, a distribuição de conectividade da rede é alterada, gerando um comportamento diferente para a relação entre o tempo de consenso e o tamanho da rede.

As redes sociais deverão ser uma das ferramentas mais utilizadas nas eleições de 2018, oferecendo aos candidatos um mecanismo poderoso para atingir seus eleitores. Segundo o relatório Reuters Digital News Report de 2016, 51% das pessoas dizem que usam mídias sociais como uma fonte de notícias por semana, dos quais 12% da amostra aponta as mídias sociais como principal fonte de notícia. Outro dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):  94,2% dos brasileiros usam internet para trocar mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail. A grande rede mundial de computadores está presente em 48,1 milhões de residências, que representam 69,3% dos domicílios (Pnad Contínua – TIC 2016).

Reportagem e imagens:  Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom
Edição do vídeo:  Mayara Toyama, bolsista Fapemig/Dcom

Pesquisadora da UFLA realiza avaliação genética de três raças de touros

Saber qual animal apresenta melhor adaptação ao clima brasileiro, é um dos fatores avaliados por uma pesquisa realizada pelo Departamento de Zootecnia (DZO/UFLA), em um projeto de extensão que teve início em 2012. O Grupo de Melhoramento Animal e Biotecnologia (Gmab), em parceria com a Casa Branca Agropastoril Ltda., realiza avaliação genética de touros de três raças: Angus, Simental e Brahman.

Desde o início dos trabalhos, os dados são coletados na fazenda Santa Ester, em Silvianópolis, Minas Gerais. Cerca de 600 animais foram analisados quanto a quatro grupos de características, sendo elas: desempenho, morfologia, carcaça e adaptabilidade. O objetivo da pesquisa é identificar quais genes são responsáveis pelas características de interesse. A coordenadora do Gmab, a pesquisadora Sarah Laguna Conceição Meirelles, explica que para realizar as provas de desempenho – um teste individual para identificar os animais geneticamente superiores – os touros são colocados dentro de um mesmo sistema de semiconfinamento durante cerca de 112 dias. Nesse período, os animais ficam no mesmo tipo de instalação, com alimentação e manejo iguais. “O desempenho de um animal é derivado da somatória de fatores genéticos, como a qualidade genética e de fatores ambientais; por isso, nessas provas nós retiramos o fator ambiental. Assim, o animal que tem ao final da prova o melhor desempenho para certas características é melhor geneticamente em relação a essas características. ”

Nas raças Angus e Simental, que são bovinos de origem europeia, o primeiro atributo avaliado pela equipe do Gmab é a adaptabilidade: para isso, são medidas a frequência respiratória, a temperatura do pelame, a temperatura retal e comprimento dos pelos. “Um animal que é mais adaptável ao nosso clima, consequentemente vai ter um melhor desempenho nessas provas, comparado a algum outro,” comenta o estudante de graduação Tiago Felipe Silva. No desempenho, as três raças: Angus, Simental e Brahman são observadas quanto ao ganho de peso diário e o peso final padronizado, considerando que todas as pesagens são efetuadas após jejum completo de, no mínimo, de 12 horas.

Na parte de morfologia, profissionais devidamente treinados julgam os aprumos, a musculosidade, a reprodução e o equilíbrio através de escores visuais. Já em relação à qualidade de carcaça, as características: área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea, espessura de gordura na picanha e porcentagem de gordura intramuscular são avaliadas somente no final da prova, através de uma ultrassonografia feita por um técnico credenciado na Associação de Técnicos de Ultrassom do Brasil (Atubra). Ao final das avaliações, cada animal recebe um índice e aquele com o maior é superior geneticamente.

Com os dados obtidos, é possível desenvolver diversas pesquisas de graduação e pós-graduação. Além disso, os estudantes ganham experiência ao fazer essas avaliações genéticas, tendo um contato maior com os produtores e funcionários de uma grande empresa. Já a fazenda ganha uma avaliação de sua genética, com um grande número de características, agregando valor de mercado aos seus animais avaliados.

 

Para este ano, dando continuidade do projeto, a expectativa, de acordo com a pesquisadora da UFLA, é conseguir identificar e mensurar o consumo individual de cada animal para fazer estudos sobre a eficiência alimentar através de cochos eletrônicos. “O bovino de corte mais eficiente é aquele que irá ingerir menos quantidade de alimento e transformar isso em mais carne e é isso que pretendemos avaliar agora”, diz a professora Sarah. A busca por genes relacionados com as características avaliadas nas provas de desempenho também terá início em 2018. Alunos de pós-graduação sob orientação da docente iniciarão pesquisas de associação genômica ampla (GWAS), podendo, assim, identificar regiões do genoma ou genes que influenciam mais essas características. Após essa identificação, será possível estudar as vias metabólicas desses genes para entender melhor como os animais, por exemplo, se adaptam mais ao nosso clima.

A pesquisadora acredita que, num futuro próximo, talvez seja possível selecionar reprodutores baseando-se na composição dos genes dos animais, e não somente por meio de fenótipos de frequência respiratória e outros avaliados nas provas, aumentando acurácia de predição do valor genético desses animais.

 

Reportagem e imagens:  Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom
Edição do vídeo:  Mayara Toyama, bolsista Fapemig/Dcom

Temporada 2018 do “Música no Museu” tem início com grande sucesso de público

Impossível não se deixar envolver pelas belas composições apresentadas pela Orquestra de Câmara da UFLA e os Corais Vozes do Câmpus e Canto das Nascentes. Na noite dessa quinta-feira (26), quem esteve presente na primeira edição do ano do projeto Música no Museu se sentiu como se viajasse no tempo ao som de flautas, violinos, violoncelos, piano, harpa.

Rosângela, o filho Lucas e o neto Carlos

O clima ameno típico do outono serviu como aconchego para cerca de 100 pessoas que prestigiaram as apresentações da noite. Além da presença do público da Universidade e da cidade, houve quem veio de longe para prestigiar o evento, como é o caso da Rosângela Maria Rocha Vieira, de 61 anos, que saiu de Itaúna (MG) para prestigiar seus dois filhos, que fazem parte da Orquestra de Câmara. “ Sempre incentivei a música na vida deles; eles só me dão alegria, cada vez que venho a uma apresentação saio surpreendida”, diz orgulhosa.

José Luis que se apresentou e os pais

Sentimento similar sentiam os pais de José Luis Torres Bueno, de 10 anos, que emocionou o público ao tocar piano com grande desenvoltura “É a primeira vez que ele toca fora do ambiente escolar, ele pratica desde os 5 anos; como não tive oportunidade de estudar música, acho lindo isso nele”, disse a mãe Giovana Torres Julio Bueno.

Com novos membros e a criação de um novo coral, o “Canto das Nascentes”, a expectativa, segundo o regente   Daniel Paes de Barros Pinto, é de muitas apresentações em 2018 “ O repertório do coral este ano está muito especial. Com o tema “Pelos cantos do Brasil”, estamos apresentando ao público obras de importantes compositores brasileiros; além disso, a orquestra segue com o repertório barroco cada vez mais intenso.” Com nome inspirado no número de nascentes existentes da cidade, o grupo recém criado conta com 8 cantores; já no Coral Vozes do Campus, são 22 e na orquestra de câmara 15 membros. Daniel ressalta  a parceria que é feita com o Grupo Teatro em Construção, cuja trilha sonora do novo espetáculo tem sido escrita pela orquestra.

As apresentações do projeto “Música no Museu”, organizado pela Coordenadoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), são realizadas toda última quinta-feira do mês no prédio centenário do Museu Bi Moreira, no Câmpus Histórico da UFLA,  e são abertas ao público gratuitamente.

Confira as fotos da apresentação!

Reportagem:  Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom

Programa Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal apresenta sua 100ª defesa de tese

A 100ª tese do Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal da Universidade Federal de Lavras (PPGFV-UFLA) foi defendida nesta sexta-feira (23). Este ano, o programa completa 30 anos de criação.  O início dos trabalhos foi com o curso de mestrado em 1988. Posteriormente, em 2000, foi a vez do doutorado.

Na abertura do evento, foram convidados pelo coordenador do Programa, professor João Paulo Rodrigues Alves Delfino Barbosa, para compor a mesa, os seguintes professores: Amauri Alves de Alvarenga, João Cândido de Souza e Márcio Machado Ladeira. Em sua fala, professor João Paulo destacou o número de doutorandos formados pelo programa, e que já estão no mercado de trabalho, além do percentual de publicações em inglês, que são uma importante ferramenta para a internacionalização da Universidade. O pró-reitor adjunto stricto sensu Márcio Ladeira, falou sobre a excelência da UFLA e a constante busca por ferramentas que incentivem e facilitem os projetos de pesquisa na Universidade. O coordenador do Departamento de Biologia (DBI), professor João Cândido, lembrou os cinco programas de pós-graduação vinculados ao Departamento. E o professor aposentado Amauri Alves, que iniciou o programa de pós-graduação na década de 1980, destacou a importância da formação de recursos humanos qualificados de alto nível para atender a demanda do nosso país.

A centésima pesquisa defendida, intitulada “Relações da radiação no crescimento e teor e compostos fenólicos em plantas de Moringa Oleifera”, foi realizada pelo doutorando Raphael Reis da Silva, sob orientação do professor Amauri Alves de Alvarenga, que falou sobre o projeto. “ O trabalho de tese desenvolvido pelo Raphael em moringa faz parte da ecofisiologia de espécies de interesse florestal, agrícola e medicinal e envolveu a radiação, o desenvolvimento da moringa e os combates de interesse farmacológico”, explicou. A defesa foi prestigiada por professores do DBI, da pós-graduação em Fisiologia Vegetal, e estudantes da Universidade. Estiveram na banca examinadora as professoras Ana Hortência Fonseca de Castro da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ)- Câmpus Divinópolis; Ana Cardoso Clemente Filha Ferreira de Paula, do Instituto Federal de Minas Gerais (Ifet) – Câmpus Bambuí; Fernanda Carlota Nery (UFSJ)  e professores do PPGFV/UFLA :  Amauri Alves de Alvarenga e João Paulo Rodrigues Alves Delfino Barbosa.

Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom

Semana de Planejamento e Formação Docente: professores trocam experiências de práticas pedagógicas

Como parte da 3ª Semana de Planejamento e Formação docente, foi realizada nesta quinta-feira (15), no Anfiteatro do Departamento de Agricultura (DAG) uma oficina com o relato de práticas docentes inovadoras como forma de fomentar  a interação com os estudantes de graduação da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

A professora Francine de Paulo Martins Lima, da Diretoria de Avaliação e Desenvolvimento de Ensino (Dade) explica que o objetivo da oficina foi promover um momento para os docentes da universidade terem voz e espaço para falar das suas boas práticas em diferentes áreas. Foram convidados os professores Alfredo Scheid (DCS), Welison Andrade (DBI) e Cléria Donizete (DAE), que relataram suas experiências com olhar específico para o discente, o  que de acordo com Francine é a chave para um ensino de qualidade. “Para que esse aluno possa aprender, é preciso saber que por trás desse ensino há tem um professor preocupado com o processo de aprendizagem dele.”

O evento  foi uma iniciativa da Pró-Reitoria de Graduação (PRG), por intermédio das Diretorias de Avaliação e Desenvolvimento de Ensino (Dade) e da Diretoria de Educação a Distância (Dired). Durante toda semana,   uma série de atividades formativas ofertadas por meio de diferentes e diversas oficinas de práticas, com foco nas reflexões sobre a graduação na UFLA, os desafios e as possibilidades para inovação.

Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom

UFLA recebe visita de professor da Universidade do Arizona

O Programa de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), recebe essa semana o professor americano Bruce Walsh (Ph.D).

Esta é a primeira vez que o especialista do departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, da Universidade do Arizona visita a UFLA. Ele está ministrando a disciplina “Avanços científicos em genética e melhoramento de plantas IV”. Para o professor José Airton Rodrigues Nunes, coordenador adjunto do programa, a visita traz um grande aporte para o curso:  “O professor Bruce Walsh tem grandes contribuições para a área de genética quantitativa, genética de populações e estudos de evolução. Esses conhecimentos auxiliam na formação de nossos discentes e atualização dos nossos docentes neste campo de pesquisa.”

O Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da UFLA possui conceito 7 na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com desempenho equivalente a padrões internacionais de excelência. Anualmente é realizado na Universidade o “Simpósio Internacional de Atualização em Genética e Melhoramento de Plantas”, com a participação de diversos especialistas estrangeiros.

Reportagem:  Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom

 

 

Projeto busca incentivar o interesse de mulheres pela área de Ciências Exatas

Um projeto criado há pouco mais de um ano na Universidade Federal de Lavras (UFLA) propõe incentivar e despertar o interesse de mulheres por profissões e pesquisas na área de ciências exatas, computação e engenharias. Segundo o levantamento realizado pelo projeto, as mulheres são menos de 40% nos cursos de Engenharias, Física, Matemática, Química, Computação e Sistemas de Informação da Instituição.

A pesquisa ainda aponta diversos fatores que têm contribuído para essa desigualdade de gênero na área de Ciências Exatas; “As causas são variadas, como problemas de socialização desde o início da vida, por exemplo: as meninas não são estimuladas a brincar com carrinhos, blocos de montar ou a seguir carreira na área de exatas; isso porque falam que elas não dariam conta, que é difícil, etc. Preconceitos das mais diversas ordens, falta de reconhecimento do trabalho de outras mulheres são algumas dessas possíveis causas”, comenta a professora Amanda Castro Oliveira, do Departamento de Ciências Exatas, coordenadora do projeto.

A professora ressalta que não há nenhuma evidência científica que relacione capacidade intelectual com gênero. “Nenhuma mulher deve ser impedida de escolher uma área profissional por gênero; essa escolha deve vir por gosto e aptidão. Se alguém faz aquilo que gosta, faz bem feito e isso contribui para um mundo melhor”.

O projeto será apresentado à comunidade acadêmica  durante a palestra “Mulheres e as Ciências Exatas: um diálogo possível”, às 19h, desta quarta-feira (14), na sala 2, do Pavilhão 5. Na segunda fase do projeto, será realizada a divulgação dos trabalhos realizados por mulheres cientistas em escolas do ensino básico, através de oficinas, rodas de conversa, entrevistas debates, e cine-debates.

Reportagem:  Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom
Edição do vídeo:  Mayara Toyama, bolsista Fapemig/Dcom;

Pesquisadores da UFLA participarão da Exposição Mangalarga Marchador em Lavras

A  25ª edição da exposição especializada Mangalarga Marchador será realizada de 14 a 17 de março, no Parque de Exposições de Lavras.

A programação contará  com uma palestra na sexta-feira (16), às 15h, no recinto ao lado da pista principal, sobre “Melhoramento Genético de Equinos“,  a ser ministrada pelo pós-doutorando Alessandro Procópio do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (DZO-UFLA). A palestra é aberta e gratuita para toda a população.

Além disso, pesquisadores da Universidade realizarão atividades como parte do projeto “Caracterização genética e fenotípica de equinos da raça Mangalarga Marchador”. O programa tem apoio do Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (MAPA) e da   Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM).

Karina Mascarenhas, jornalista – bolsista Fapemig/Dcom