Presidente do CNPq: “Teremos de fazer escolhas”

Jornal da Ciência, 31/08/07

Marco Antonio Zago diz “escolha preferencial” do órgão é pelo aumento do número de bolsas de pesquisa

Anunciado há pouco pelo governo federal, o Plano de Ação para C&T e Inovação a ser desenvolvido no próximo quadriênio conta com previsão de recursos totais da ordem de R$ 39 bilhões.

Para o desenvolvimento do Plano, está previsto importante incremento do orçamento do CNPq.

Os recursos para a maior agência de fomento do país terão aumentos anuais, chegando a quase R$ 700 milhões nos próximos três anos, incluindo recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da C&T (FNDCT).

Segundo projeção do próprio MCT, em 2010 o CNPq estará concedendo 95 mil bolsas de pesquisa, que resultarão na formação de 16 mil doutores.

No último dia 24, o recém-empossado presidente da agência, Marco Antonio Zago, esteve na Unicamp para falar sobre o financiamento da pesquisa no Brasil. Uma platéia atenta e perquiridora lotou o auditório da Biblioteca Central, onde o convidado falou por quase duas horas, expondo números, analisando panoramas e respondendo perguntas.

Após o evento, Zago concedeu a seguinte entrevista ao Jornal da Unicamp:

– O Plano de Ação do MCT para o próximo quadriênio conta com uma previsão de recursos totais da ordem de R$ 39 bilhões. Esse valor atende às necessidades do país?

O caso não é se atende ou não. Diria que ele representa um aumento substancial em relação ao que temos disponível hoje. Isso é uma boa notícia. Para absorver essa quantidade de recursos, será necessário um certo volume de atores no campo de C&T. Um volume maior que esse seria difícil de ser absorvido nesse período.

– O Plano de Ação também faz uma previsão otimista sobre o número de bolsas de pesquisa a serem concedidas pelo CNPq, que passaria das 68 mil em 2006 para 95 mil até 2010. Esse salto quantitativo também será acompanhado por um aumento no valor das bolsas?

Isso não está fora de questão, mas temos de entender que os recursos disponíveis são limitados. O planejamento está sendo feito levando em conta o aumento do número de bolsas. É claro que esse volume total pode eventualmente ser diminuído para comportar um aumento no valor das bolsas. Como os recursos são limitados, teremos de fazer escolhas, ou para um lado ou para o outro. Por enquanto, a nossa escolha preferencial é pelo aumento do número total de bolsas. Entretanto, algum tipo de ajuste terá de ser feito.

– Alguns pesquisadores acham que há um desequilíbrio entre o volume de recursos destinados ao financiamento de bolsas e o fomento à pesquisa. O CNPq pretende aumentar o percentual de recursos para fomento à pesquisa na mesma proporção em que está elevando o número de bolsas concedidas?

O crescimento do número de bolsas concedidas será acompanhado de um aumento no fomento à pesquisa. Uma parte significativa do aumento de recursos para C&T vem do FNDCT, principalmente dos Fundos Setoriais, o que significa um crescimento tanto para bolsas como para fomento.

– O fato de uma parcela substancial dos recursos ter como origem os Fundos Setoriais também significa dinheiro carimbado para algumas áreas pré-determinadas?

Com a legislação atual, isto é obrigatório. Os recursos dos Fundos Setoriais têm de ser aplicados em atividades relacionadas às áreas para as quais eles estão voltados. Isso é administrado pelos comitês gestores, que definem sua destinação. Entretanto, existe em andamento no Congresso Nacional um projeto de lei que regulamenta o FNDCT e desvincula a aplicação dos recursos de sua origem. Isso modificaria bastante esse quadro.

– Alguns pesquisadores cobram uma parcela maior de recursos para bolsas na área das ciências humanas, alegando que as áreas tecnológicas estariam sendo privilegiadas. Como o senhor avalia essa postura?

O CNPq tem a missão fundamental de desenvolver ciência, tecnologia e inovação. A ciência tem dois componentes. Um deles se refere às aplicações e inovações tecnológicas para atender às demandas imediatas. O CNPq tem uma participação nesse tipo de atividade e deverá intensificá-la. Por outro lado, há um componente da ciência que não tem uma aplicação imediata prevista, mas que também precisa ser promovida. E isso está sendo feito. Falo isso com muita tranqüilidade porque eu mesmo venho dos setores relacionados à ciência básica. Nós acabamos de lançar o Edital Universal no valor de R$ 100 milhões, que acomoda qualquer tipo de pesquisa. É o maior edital universal já lançado pelo CNPq.

– Outra dificuldade enfrentada pelos pesquisadores está relacionada ao processo de importações. O CNPq pretende atuar para facilitar o trabalho destes cientistas?

O CNPq já administra programas com essa finalidade, como o Importa Fácil. Ao contrário do que muitos pensam esse programa não se limita aos pesquisadores que recebem recursos do CNPq. Qualquer pesquisador que utilize, por exemplo, recursos das agências de fomento estaduais, também pode usá-lo. Esse programa funciona bem, mas minha impressão pessoal é que muitos pesquisadores não estão habituados a utilizá-lo. Por isso, pretendemos fazer uma campanha de esclarecimento, que envolverá inclusive os servidores do CNPq que trabalham nessa área. Ao lado disso, existem alguns problemas relacionados à importação que não estão na área de competência do CNPq nem do MCT. Nós poderemos atuar como intermediários dos pesquisadores, mas para determinadas situações não temos competência legal para resolver. Um exemplo é a importação de material biológico, que está sujeita a regras novas criadas pela Anvisa (Agência Nacional de Defesa Sanitária). Se estas normas forem revistas o trabalho dos pesquisadores seria facilitado.

– Na sua gestão, o senhor pretende fazer alguma modificação na política de parcerias com as fundações de amparo à pesquisa nos Estados?

Pretendo intensificar essa política por tratar-se de um programa bem-sucedido, que favoreceu a criação de fundações de amparo à pesquisa e está fortalecendo os sistemas regionais de C&T. Por estas razões, o CNPq continuará com essa política de aproximação e interação.

– A comunidade científica sempre defendeu a autonomia orçamentária para o CNPq como forma de evitar eventuais cortes de verba. O senhor compartilha dessa opinião?

O CNPq tem um certo grau de autonomia orçamentária. Acontece que o sonho é uma coisa e a realidade é outra. E a realidade da gestão de orçamento no governo federal tem de se subordinar às regras que nem sempre os pesquisadores gostariam que fossem aplicadas às suas áreas de atuação. Mas hoje entendo que essas regras são essenciais para compatibilizar o todo. Não há como cada um ter tudo o que gostaria. Mas temos regras que impedem o contingenciamento de recursos para C&T.

– O governo acredita que esse contingenciamento tende a diminuir gradativamente nos próximos anos. Qual a sua expectativa?

É positiva porque isso já está ocorrendo. E se isso está ocorrendo, não tenho nenhum motivo para duvidar que continue ocorrendo.

– O Brasil vem aumentando significativamente sua produção científica, mas ainda não conseguiu traduzir a geração de conhecimento em iniciativas no setor produtivo capazes de gerar riqueza. De que maneira o CNPq pretende participar nesse contexto?

Pretendemos participar, mas não podemos ter a ilusão que o CNPq será o único órgão a resolver esta situação, assim como não podemos ter a ilusão de que as universidades vão apresentar uma solução definitiva. Tenho a impressão que a área acadêmica já fez bastante, no sentido de desmistificar essa questão. Hoje, não é mais considerado crime falar sobre transferência de tecnologia para as empresas. Mas para que isso ocorra efetivamente são necessárias políticas do governo, que envolvem o financiamento de grandes volumes de recursos, bem como iniciativas dos empresários, que precisam mudar sua visão a esse respeito e aperfeiçoarem a gestão de seus negócios. Governo, academia e empresas têm de atuar juntos. Tenho a sensação de que isso está progredindo. O diálogo está acontecendo e as ações conjuntas estão surgindo. O CNPq participa, principalmente fazendo com que algumas de suas linhas tradicionais, antes voltadas apenas para pesquisa, passem a incluir o componente tecnológico e de inovação. Temos, por exemplo, bolsas de iniciação tecnológica, em que o estudante desenvolve o seu projeto numa empresa, devidamente orientado por um pesquisador. Esse tipo de iniciativa é importante para criar uma cultura diferente. (Clayton Levy – Jornal da Unicamp, 27/8)

Pesquisadores discutem em Brasília incentivo à pesquisa em educação de jovens e adultos

Agência Brasil, 04/09/07

Brasília – O Ministério da Educação promove, hoje (4) e amanhã em Brasília, reunião com pesquisadores dos projetos selecionados pelo ‘Programa de Incentivo à Pesquisa em Educação de Jovens e Adultos’. Os pesquisadores vão discutir nove estudos financiados pela parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, que serão desenvolvidos no período de 2007 a 2009.

O objetivo dos projetos é estimular a formação de uma rede de cooperação entre as instituições para desenvolver pesquisas científicas e tecnológicas voltadas para a formação de trabalhadores, que sejam integradas à educação de jovens e adultos e à formação de mestres e doutores.

Os estudos serão desenvolvidos por 16 instituições de ensino superior e tecnológico. O investimento soma R$ 3,5 milhões, sendo que cada projeto receberá R$ 889 mil por ano. Na reunião, além da apresentação dos projetos, serão definidas as estratégias de acompanhamento que será feito pelo Ministério da Educação.

Comissão debate projetos culturais das universidades mineiras

As iniciativas desenvolvidas na área de cultura pelas universidades mineiras serão debatidas pela Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. A reunião, solicitada pela deputada Gláucia Brandão (PPS), será nesta terça-feira (31/8/07), às 15 horas, no Plenarinho III.

Para discutir o assunto foram convidados o diretor de Arte e Cultura da PUC-MG, José Márcio Barros; o coordenador de Cultura e Artes da Fundac-BH, entidade mantenedora do Uni-BH e o diretor de Ação Cultural da UFMG, Maurício José Laguardia.

Assessoria de Comunicação – 31 – 2108 7715

Confira os lançamentos das editoras universitárias

“Com quantos tolos se faz uma república? Padre Correia de Almeida e sua sátira ao Brasil oitocentista”, Maria Marta Araújo –Traz uma abordagem da micro-história e constrói uma trajetória para a vida do intelectual e político padre José Joaquim Correia de Almeida (1820-1905). Dessa forma, a obra pode ser lida como uma espécie de história do pensamento político por via da literatura, sendo uma contribuição original e relevante, tanto para a história literária mineira, como para um melhor entendimento do campo social brasileiro no século 19. (UFMG)

“Tecnologia de gestão – por uma abordagem disciplinar”, Gelson Silva Junquilho, Mônica de Fátima Bianco, Ricardo Roberto Behr e Susane Petinelli Souza (Orgs.) – Este é o segundo livro da série Tecnologia e Gestão e Subjetividade, construído a partir do trabalho dos seus pesquisadores e dos conferencistas do III e IV seminários sobre Gestão Organizacional Contemporânea, realizados nos anos de 2002 e 2004, em Vitória. Trata-se de uma coletânea provocativa, na medida em que, focalizando questões subjetivas, leva o leitor, se for docente, a repensar suas próprias práticas no cotidiano acadêmico, enquanto outros leitores poderão refletir sobre as suas experiências profissionais. (UFES)

“Caderno CRH nº 49”, Centro de Recursos Humanos da UFBA – Com um dossiê central sobre “Educação e desigualdades sociais”, coordenado pela Profa. Maria Lígia Barbosa, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A publicação também traz um conjunto de artigos de temática livre, organizado pelas editoras da revista. Essa edição veicula a contribuição de autores de reconhecida qualificação acadêmica da comunidade científica nacional e internacional, cujos textos revelam tanto a variedade de perspectivas na abordagem das temáticas tratadas como pesquisas originais que sustentam novas reflexões. (UFBA)

“Aprendendo a Libras e reconhecendo as diferenças: um olhar reflexivo da inclusão”, Luiz Albérico – expõe uma nova proposta para o ensino Língua Brasileira de Sinais (Libras), desenvolvida a partir de pesquisas na área da educação com surdos. O livro apresenta uma metodologia desenvolvida para facilitar a aprendizagem do ensino da Libras de uma pessoa ouvinte para outra ouvinte, e mostra como funciona a aprendizagem da linguagem para os surdos. (UFPE)

“Café Rural: Noções da Cultura”, de Roberto Tonzoni e Nelson Geraldo de Oliveira – a obra procura trazer informações sobre a Cafeicultura a todos os interessados nessa magnífica planta: o Cafeeiro. O livro aborda de forma resumida os principais tópicos sobre a cultura. O livro é uma coletânea de informações de Manuais Consagrados, conhecidos por Lavradores, Técnicos e pesquisadores do Café. (UFRRJ)

“Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis”, Miriam Grossi, Anna Paula Utziel e Luiz Mello (Orgs.) – os novos arranjos familiares, as novas parcerias e seus sentidos são motivos de debates no Brasil e em vários países. Colaboram para discutir, repensar e ampliar questões como maternidade, paternidade, casal, família e amor fora da norma heterocêntrica. No Brasil, este debate vem crescendo e ganhando espaço na sociedade civil. A contribuição acadêmica tem sido inestimável para o diálogo no espaço das discussões e propostas de leis e conquistas de direitos, sempre proporcionando a construção de novos olhares sobre estes temas. Esta coletânea, com sua perspectiva transdisciplinar, reúne reflexões de áreas da Psicologia, Direito e Ciências sociais, em estudos realizados no Brasil, Argentina, Chile, Espanha e França. (UFSC)

“Ferramentas para descomplicar a atenção básica em saúde mental”, Mário Sergio Ribeiro (Org.) – a obra tem o objetivo de facilitar a abordagem dos problemas relativos à saúde mental. O Livro é dividido em três partes: Identificando Problemas, Diagnosticando os Problemas e Intervindo Sobre os Problemas Diagnosticados. É ilustrado com casos ou vinhetas clínicas para individualizar situações relativas ao sofrimento mental ou aos transtornos mentais específicos. Além disso, aborda opções terapêuticas e a tomada de decisão entre cuidar ou encaminhar os usuários a especialistas. Com 296 páginas, a obra é fruto de um trabalho conjunto de professores de psiquiatria da Faculdade de Medicina da UFJF, discentes e técnicos do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital Universitário (HU) e profissionais da rede básica e especializada em saúde mental do SUS de Juiz de Fora. (UFJF)

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

A base é a educação

Correio Braziliense, 31/08/07

O Brasil cumpriu com 10 anos de antecedência o compromisso assumido com a ONU de reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população em extrema pobreza. O avanço foi significativo: de 9,5% (13,4 milhões de pessoas) em 1992 para 4,2% (7,5 milhões de pessoas) em 2005. Mas não dá para o país se orgulhar, com contingente tão expressivo de cidadãos ainda vivendo com menos de US$ 1 por dia.

Além disso, é preciso considerar que a Declaração do Milênio, acordo entre 191 países fechado com as Nações Unidas, em Nova York, no ano 2000, prevê metas mínimas a serem alcançadas. Mais: o combate à miséria é apenas um entre oito objetivos previstos. O que talvez seja o principal deles, a educação, continua a ser uma vergonha nacional no Brasil.

Segundo propósito fixado na Declaração do Milênio, o setor deveria ser a mola-mestra da recuperação da renda. Contudo, o próprio governo destaca, a melhoria veio da redução dos juros (que persistem em patamar incivilizado, dos maiores do mundo em termos reais) e do programa Bolsa Família. Quantitativamente, a universalização do ensino primário até caminha bem no país. A taxa de freqüência escolar de crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos de idade passou de 81,4% para 94,5%.

O problema é que 47,5% dos estudantes não concluem o ensino fundamental. Ou desistem diante da necessidade de trabalhar e da falta de perspectiva profissional ou desanimam com a precariedade do ensino. No nível médio, o quadro é pior: apenas 46% dos jovens de 15 a 17 anos estudam. Não é para menos. O país investe cerca de 4% do PIB na educação, quando deveria reservar pelo menos 6% para a área. Como conseqüência, os professores são poucos, mal remunerados e com baixa qualificação. As escolas, igualmente poucas, têm infra-estrutura precária e toda sorte de carência material e pedagógica.

Quem pode escapa do caos pagando altas mensalidades na rede privada. Já os desafortunados, sem alternativa fora da rede pública, dependem da persistência pessoal e da capacidade de superação para encarar as dificuldades até o fim do caminho, um funil a mais imposto pela falta de vontade política do Estado, que teima em não dar prioridade ao essencial.

Na ponta, o quadro é dramático: apenas em 16% dos domicílios brasileiros — em torno de um sexto deles — há alguém com formação superior. Para entender o impacto da falta de diploma universitário numa casa, o IBGE calcula que um só membro da família que o alcance é capaz de elevar a renda familiar em 190%. Se forem dois, o ganho chegará aos 430%.

Não há dúvida, portanto, de que a alavanca social mais eficaz é a educação. Programas de transferência de renda como o Bolsa Família são válidos como apoio emergencial. Desenvolvimento sustentável se dá com ensino de qualidade, o que, por si só, abriria caminho ao atendimento das Metas do Milênio — que ainda incluem a promoção da igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, a redução da mortalidade infantil, a melhoria da saúde materna, o combate a doenças, a garantia de sustentabilidade ambiental e parceria mundial para o desenvolvimento.

Começam hoje as comemorações dos 99 anos da Ufla

A Universidade Federal de Lavras dá início, nesta sexta-feira (31/08) as comemorações do seu nonagésimo nono aniversário e o começo das celebrações de seu centenário de fundação.
Fundada em 1908, sob o lema do Instituto Gammon: “Dedicado à Glória de Deus e ao Progresso Humano”, a Escola Agrícola de Lavras, depois Escola Superior de Agricultura de Lavras (Esal) e, hoje, Universidade Federal de Lavras (Ufla), é um exemplo vivo da concretização dos ideais de seu fundador, Dr. Samuel Rhea Gammon, e de seu primeiro diretor, Dr. Benjamin Harris Hunnicutt.

A Escola Agrícola de Lavras passou a ser denominada Escola Superior de Agricultura de Lavras em 1938, permanecendo vinculada administrativamente ao Instituto Gammon até o ano de 1963, quando foi federalizada. Em 15 de dezembro de 1994 foi elevada ao status de Universidade, transformando-se na Universidade Federal de Lavras.

A Universidade Federal de Lavras é hoje considerada referência na qualidade do ensino superior em todos os níveis, na geração de conhecimento, de tecnologias e inovação, e na extensão universitária.

Programação
Sexta-feira – 31/08/2007
08h00 – Abertura
Local: Campus Histórico (Museu Bi-Moreira)

09h30 – Inaugurações
– Sede da Fundecc – Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural
– Novas instalações do Museu de História Natural

19h00 – Exposição de Plastimodelismo
Local: Lavrashopping

Segunda–feira – 3/9/2007
09h00 – Missa em Ação de Graças
Local: Capela Ecumênica
13h30 Inaugurações:
– Departamento de Ciência da Computação – DCC
– Departamento de Educação – DED
16h00 – Homenagem a instituições parceiras da Ufla
Local: Salão de Convenções

Terça-feira – 4/9/2007
09h00 – Inaugurações:
– Centro de Convivência
– Novas Instalações do Departamento de Ciência dos Alimentos
17h00- Sessão solene dos Conselhos Superiores da Ufla e do Conselho Deliberativo da Faepe para entrega do Prêmio Faepe de Mérito Universitário – Categoria Ensino e Prêmio Faepe de Mérito Técnico-Administrativo – Categoria Nível Superior
Local: Salão de Convenções

Quarta-feira – 5/9/2007
11h30 – Almoço de confraternização com os servidores docentes e técnico-administrativos aposentados do quadro permanente da Ufla e homenagem aos servidores aposentados no último ano
Local: Ciuni(convite especial)

17h00 – Inauguração: Setor de Ecologia e Conservação
Local: Próximo à Prefeitura do Campus
19h00 – Inauguração do relógio “365 dias para 100 anos”
Local: Praça da Bandeira

Quinta-feira – 6/9/2007
09h00 – Inauguração de salas de aula no Setor de Agricultura Geral do Departamento de Agricultura
18h00 – Sessão solene dos Conselhos Superiores para homenagem aos Ex-dirigentes da Esal/Ufla e entrega de títulos honoríficos. Após o evento será servido um Coquetel (convite especial)
Local: Salão de Convenções

Sexta-feira – 7/9/2007
15 horas Jubileu de ouro e de prata – homenagem aos ex-alunos das turmas de 1957 e 1982 (julho e dezembro)
Local: Anfiteatro da Biblioteca Central
20h00 – Jantar do ex-aluno – Banda Arquivo X
Local: Ginásio Poliesportivo da Ufla (convite especial)

Sábado – 8/9/2007
Encontro das turmas de ex-alunos para confraternização

Domingo – 9/9/2007
09h00 Culto ecumênico
Local: Capela Ecumênica
10h00 Café colonial
Local: Reitoria

Brasil e Argentina criam novos programas de educação

Portal Capes, 30/08/07

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e a Secretaria de Políticas Universitárias do Ministério de Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina (SPU) assinaram na quarta-feira, 29, em Brasília, dois novos acordos para implementação de programas em conjunto na pós-graduação. O lançamento dos editais de seleção está previsto para o dia 10 de setembro.

O primeiro deles, denominado Colégio Doutoral Brasil-Argentina, numa primeira etapa comtemplará as áreas de engenharias, ciências da computação e informática. O programa irá permitir o reconhecimento mútuo de títulos de estudantes de doutorado que sejam selecionados para o programa. Isso será possível dentro na modalidade de co-tutela, na qual o doutorando deverá permanecer na instituição de destino pelo período máximo de 18 meses. O estudante poderá ter o reconhecimento oficial dos títulos conferidos em ambos os países, de acordo com a convenção de co-tutela de tese, assinada pelas instituições brasileiras e argentinas.

Já na categoria de co-orientação, o doutorando deverá permanecer na instituição de destino pelo período máximo de 12 meses, desenvolvendo atividades sob a supervisão de um co-orientador, não tendo garantido o reconhecimento pela Argentina, do título obtido no Brasil. As regras valem da mesma forma para os estudantes argentinos selecionados que vierem ao Brasil.

Outro novo programa é o Centros Associados para o Fortalecimento da Pós-graduação Brasil-Argentina (CAFP-BA) que irá financiar projetos conjuntos de cursos de pós-graduação de instituições de ensino superior dos dois países. As propostas apresentadas poderão ser em todas as áreas do conhecimento.

Para o secretário da SPU, Alberto Dibbern, há uma grande expectativa em relação a essas duas novas iniciativas. “Acreditamos que possamos fortalecer os cursos por meio desse trabalho conjunto. Primeiro priorizamos três áreas, mas depois poderão haver outras”, afirmou.

De acordo com o presidente da Capes, Jorge Guimarães os dois países têm bom desempenho acadêmico, mas ao mesmo tempo apresentam acentuadas deficiências quantitativas de recursos humanos. “É uma excelente oportunidade dos cursos de pós-graduação realizarem a capacitação de pessoal qualificado com benefícios mútuos”.

A cerimônia de assinatura contou com a presença do secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, do chefe da Assessoria Internacional do MEC, Alessandro Candeas, da diretora de Administração da Capes, Denise Neddermeyer e do coordenador de Cooperação Internacional da Capes Leonardo Rosa, além de outros convidados.

Seleção – Os candidatos ao Colégio Doutoral deverão estar inscritos na universidade de origem. A seleção dos estudantes será feita conforme os critérios definidos pelas partes e também respeitará a regulamentação adotada pela universidade hospedeira, sendo submetida para aprovação a cada país parceiro. A tese será defendida perante uma banca mista, da qual necessariamente farão parte os dois co-orientadores. A viagem e a acolhida deverão ser autorizadas pela direção dos programas de pós-graduação das instituições participantes dos dois países. (Adriane Cunha)

Ufla abre inscrição para Mestrado e Doutorado

A Universidade Federal de Lavras (Ufla), através da Pró-Reitoria de Pós-Graduação abre inscrições para os programas de pós-graduação – Mestrado (194 vagas) e Doutorado (95 vagas).
O período para inscrição será de 3 de setembro a 11 de outubro de 2007.

Mestrado

Administração – 30
Agronomia/Entomologia – 8
Agronomia/Fisiologia Vegetal – 3
Agronomia/Fitopatologia – 7
Agronomia/Fitotecnia – 10
Agroquímica – 16
Biotecnologia Vegetal – 6
Ciência do Solo – 4
Ciência dos Alimentos – 14
Ciência e Tecnologia da Madeira – 10
Ciências Veterinárias – 11
Ecologia Aplicada – 3
Engenharia Agrícola – 6
Engenharia de Sistemas – 5
Engenharia Florestal – 14
Estatística e Experimentação Agropecuária – 13
Genética e Melhoramento de Plantas – 4
Microbiologia Agrícola – 10
Zootecnia – 20

Doutorado
Administração – 10
Agronomia/Entomologia – 5
Agronomia/Fisiologia Vegetal – 3
Agronomia/Fitopatologia – 4
Agronomia/Fitotecnia – 10
Agroquímica – 6
Ciência do Solo – 5
Ciência dos Alimentos – 7
Ciência e Tecnologia da Madeira – 5
Engenharia Agrícola – 3
Engenharia Florestal – 4
Estatística e Experimentação Agropecuária – 9
Genética e Melhoramento de Plantas – 4
Microbiologia Agrícola – 5
Zootecnia – 15

Inscrições e mais informações: www.prpg.ufla.br

Intercâmbio de alunos entre Brasil e Canadá deve aumentar

Portal MEC, 30/08/07

Aumentar a mobilidade de estudantes e professores brasileiros e canadenses, por meio de programas de intercâmbio, foi um dos temas discutidos na reunião que ocorreu na quarta-feira, 29, entre a delegação de Quebec, Canadá, liderada pela ministra de relações internacionais de Quebec, Monique Gagnon, e dirigentes do Ministério da Educação.

Para o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Jorge Guimarães, operações de intercâmbio são valorosas para o Brasil. Atualmente, há 119 bolsistas de pós-graduação no Canadá: 40 são do doutorado pleno, 22 do doutorado-sanduíche — o estudante se matricula em programa de PhD no Brasil e passa apenas uma temporada no exterior — e 38 do pós-doutorado. “Temos grande necessidade de cooperações internacionais. Dois pontos importantes são projetos conjuntos de pesquisa e o intercâmbio de estudantes”, enfatiza.

Segundo o secretário de educação superior do MEC, Ronaldo Mota, é essencial que, a exemplo do que já ocorre na pós-graduação, os estudantes de graduação possam ter oportunidade de cursar pelo menos um semestre em uma instituição estrangeira. “O Canadá é um dos destinos preferidos dos jovens, por isso, temos máximo interesse em manter contato com Quebec”, afirma.

Os canadenses que participaram da reunião consideram fundamental a parceria entre Brasil e Canadá na área de pesquisa. Monique Gagnon sugeriu que se estabeleçam um ou dois programas de mútuo interesse, no momento, para que o Ministério da Educação canadense possa trabalhar em projetos brasileiros, em regime de colaboração. Designar pessoas-chave para fazer a interlocução entre os dois países foi a proposta da ministra.

Aniversário — No próximo ano, a província canadense do Quebec, onde a maior cidade é Montreal, completa 400 anos. Monique Gagnon aproveitou para fazer um convite aos dirigentes do MEC, para que compareçam às comemorações, que culminam com a Cúpula da Francofonia.

Letícia Tancredi

Esclarecimentos sobre o Cead na Ufla

Em função de dúvidas que estão surgindo a respeito da discussão do Regimento do Centro de Educação a Distância (Cead) nos departamentos e outras instâncias, o professor Marcelo Silva de Oliveira, membro da comissão encarregada de propor o Regimento, presta alguns esclarecimentos:

1. Qual o propósito geral do Cead?
– Não é ocupar o lugar de qualquer órgão ou instância já estabelecida, mas ocupar um lugar hoje que não é ocupado por ninguém: prestar assessoria interna integrada para estabelecer ações de Ensino a Distância (EAD) com excelência.
– Não é submeter departamentos e outros órgãos a si, mas auxiliar, em cooperação, colaboração, co-planejamento, co-execução, co-avaliação, todas as ações em EAD da Ufla. O Cead não terá poder deliberativo sobre outros órgãos: os Regimentos da Ufla, Departamentos, PRPG, PRG, PROEX, etc, todos permanecem os mesmos. Isto implica que, por exemplo, um curso de Lato sensu continua sendo criado nos Departamentos,aprovado na PRPG, Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), e Conselho Universitário (Cuni), e executado pelos mesmos, exatamente como é hoje. O que muda é que o sistema universitário passa a contar com um órgão dedicado a EAD, para auxílio em tudo que se refere a aspectos de Projeto, Pedagogia, Tecnologia de Informação, e Apoio Técnico. A idéia não é submeter o EAD na Ufla ao Cead, mas sim vincular o EAD na Ufla ao Cead. Submeter e vincular são conceitos diferentes: vincular é harmonizar, servir como plataforma de disseminação de benefícios, recursos, conhecimento, etc. É fazer todos ganharem, todos crescerem juntos, harmoniosamente. Vincular tem a idéia de formação de um corpo, de um sistema, que trabalha ajustado e consolidado, com o auxílio de todas as partes, para a saúde do todo. Hoje não é assim, e, sem o Cead, não será alcançada esta configuração de ótimo do todo. Quanto a submissão, esta continua, do mesmo jeito que é hoje, aos Departamentos,Pró-Reitorias, Cepe e Cuni.

2. Por que um Cead-Ufla?
– Antes, um dado importante: Universidade Federal de Ouro Preto, Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal do Mato Grosso e Universidade Federal de Viçosa, entre outras, tem Cead. Essas universidades federais são menos fragmentadas que a Ufla (o que poderia, teoricamente, tornar menos necessário um Cead nelas) e mesmo assim o tem. Seriam todas estas insensatas? O próprio MEC criou uma secretaria só para cuidar de EAD: a Secretaria de Educação a Distância – SEED.
– Porque a legislação para EAD tem se tornado cada vez mais complexa e exigente, demandando expertises cada vez mais, específicas em EAD, e gerais institucionalmente falando: uma combinação que exige um centro especializado, transversal e colaborador em relação aos outros órgãos.
– Porque a exigência por qualidade é um imperativo de responsabilidade social, além de capacidade empreendedora. É um resultado comprovado da Gestão da Qualidade moderna que não é possível fazer qualidade de qualquer coisa, inclusive de educação, sem um núcleo (centro) dedicado e comprometido.
– Porque os órgãos internos tem chegado a conclusão que a estrutura atual para EAD tem um patamar limitador de crescimento: não conseguiremos, sem um Cead, vencê-lo, a não ser por ações pontuais com escopo limitado a frações da universidade. O problema com estas ações pontuais é que elas são, sempre: não compartilhadas, desperdiçadoras de recursos, subótimas, com respaldo institucional menor do que o necessário, pesadas e difíceis de gerenciar, operadas por pessoal não especializado, e não amparadas por regulamentos e diretrizes internas (tornando-as, possivelmente, irregulares)! Ninguém agüenta mais tamanha ineficiência e ineficácia! ‘Sem o Cead esse quadro não irá mudar’!!

3. Por que outros órgãos não fazem o que está proposto para o Cead?
– Por que nenhum órgão da Ufla (nem Departamentos, nem Pró-Reitorias, nem etc) está regulamentado e nem estruturado para lidar adequadamente com EAD!
– Se fossemos estruturá-los e regulamentá-los estaríamos na contra-mão dos princípios mais elementares de boa gestão. Pense bem: estruturar cada um dos 16 Deptos com laboratórios, equipe de TI, pedagogos, expertise em projetos, acompanhamento de legislação específica, padrões de qualidade, participação em eventos, etc, etc ! Seria impossível, mesmo porque seria uma tremenda falta de bom senso fazer isto!! O mesmo valeria para as Pró-Reitorias.
– Retalhar a assessoria específica em EAD pelos órgãos já existentes (TI com o CIN-Ufla, Projetos com respectivas Pró-Reitorias, Legislação com Procuradoria Jurídica, etc) não funcionaria porque já não pode funcionar com a estrutura atual, e reestruturar estes órgãos para atender volta ao problema anterior. Enfim, não vai funcionar.

4. Por que vincular o CEAD a Reitoria?
Porque EAD toca em mais de um nível de ensino e em mais de uma necessidade de apoio. Toca em graduação (temos cursos de graduação a distância na Ufla) e pós-graduação. Vincularia a PRG? A PRPG? Ora, não há, hoje, outra opção. Outros órgãos já são assim, o CIN-Ufla, por exemplo. Porém, isto não precisa ser monolítico: quando da mudança de estruturação interna, ou mesmo por outro motivo, se achado uma vinculação melhor, muda-se.

5. Como você vê a discussão atual nos Departamentos?
– Muito bem-vinda, pois certamente teremos uma melhoria substancial no Regimento a partir das sugestões departamentais.
– Sabemos que, por exemplo, algumas palavras no Regimento proposto devem ser alteradas, para deixar mais exato o propósito do Cead, que alguns artigos devem ser reescritos, etc. e é isto que queremos: sugestões de melhorias, para o órgão que veio para somar melhorias.

6. Qual sua opinião sobre EAD na Ufla?
– Já existe há 20 anos! Não é uma coisa nova para nós. Porém, nunca houve tanta necessidade de fazermos EAD de um modo excelente com agora, até por causa da reputação que temos. Como diz o ditado: ‘o pior inimigo de um campeão é a sua própria vitória’!
– Mas não só por causa da reputação, nem principalmente por causa dela. Nós não podemos mais, como universidade pública, fazermos de conta que o acesso ao ensino superior está bom. Não é só por causa de escola pública ruim, ou faixa de renda, que um cidadão fica de fora da universidade: é também porque para ele o ensino presencial é inviável. Também não é prudente considerar que ‘isto é um problema dele’, que só o ensino presencial é que presta.Ensinar a distância, nos moldes preconizados pelos bons métodos (que é o que nós queremos com o advento do Cead), é uma questão de compromisso social, de cidadania, de atender a diretrizes governamentais, de atender a um ‘grande anseio e necessidade social’, enfim, de amor ao próximo.

7. Você acredita, realmente, que sendo criado o Cead, na Ufla a reestruturação e melhoria irá acontecer?
Não há dúvida quanto a isto. Não é nem mesmo uma questão de “acreditar”, mas sim uma certeza absoluta. A EAD na UFLA vai experimentar uma melhoria sem precedentes, e, mais ainda, vai entrar num nível de qualidade de EAD estabelecido pelo Estado através de leis e diretrizes, e desejado pela sociedade e comunidade universitária.

8. Quem será o responsável pela fiscalização dessa qualidade?
A fiscalização será, como já é, um trabalho conjunto de todos. A diferença é que o Cead ajudará a alcançar efetivamente um padrão de qualidade que toda fiscalização espera.

9. Quais são as garantias para que esse não seja apenas mais um órgão, entre tantos na Ufla?
As garantias são, como sempre são para todos os demais órgãos da UFLA, a soma de uma boa equipe, um Regimento que lhe dá base para trabalhar, e o apoio e o trabalho colaborativo da Administração e da comunidade universitária. O somatório destes fatores, com seus respectivos coeficientes de ponderação, determinam o tamanho do êxito final. Neste momento, contamos com o apoio da comunidade universitária no sentido de contribuir para que o Regimento a ser aprovado no Cuni faça do Cead um efetivo órgão auxiliador para a excelência de nossa Ead.

Universidade Federal de Lavras