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Candidaturas à Bolsa Mérito MRE iniciam em 17/12

A partir de hoje, segunda-feira (17/12) as Instituições de Ensino Superior (IES) participantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) podem enviar ao Ministério das Relações Exteriores as inscrições dos candidatos à Bolsa Mérito MRE para o primeiro semestre de 2008.

Cada IES deverá selecionar seus melhores alunos de PEC-G para receberem o benefício. A escolha deve levar em consideração: excelência acadêmica, condição socioeconômica, frequência escolar e previsão de envolvimento do aluno em atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão, em que pesem, preferencialmente, as contribuições do contexto cultural e social do país de origem.

A Bolsa Mérito, instituída pela Portaria Ministerial nº 657, de 1º de novembro de 2006, visa à concessão de auxílio financeiro no valor de R$ 500,00 mensais, por 06 meses, de janeiro a junho de 2008, para alunos estrangeiros do Programa Estudantes-Convênio de Graduação que demonstrem desempenho acadêmico excepcional.

As inscrições podem ser encaminhadas, até o dia 5 de janeiro de 2008, para: MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES (MRE) – DIVISÃO DE TEMAS EDUCACIONAIS (DCE) – Bloco H – ANEXO I -Sala 432 – Esplanada dos Ministérios – CEP: 70.170-900 Brasília – DF. Informações pelo telefone: (61) 3411-8570 ou pelo site: www.dce.mre.gov.br/.

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Andifes entrega medalha Mérito Educacional

A Andifes agraciou com a medalha ‘Mérito Educacional Andifes’ personalidades que contribuem para a contínua melhoria da qualidade e a universalização do acesso à educação brasileira como forma de inclusão social duradoura, bem como para o desenvolvimento da ciência e tecnologia como forma de crescimento de todas as regiões brasileiras e, consequentemente, do País. A solenidade aconteceu na noite do dia 11 de dezembro, em Brasília.

Este ano foram agraciados:

Professor Antônio Diomário de Queiroz

Professor Carlos Roberto dos Santos

Professor Emídio Cantídio

Professor Mozart Neves Ramos

Professor Nelson Maculan

Professor Newton Lima Neto

Professor Odilon Antônio do Canto

Professor Rodolfo Joaquim da Luz

Professor Tomaz Aroldo Santos

Professora Ana Lúcia Gazzola

Professora Vanessa Guimarães Pinto

Professora Wrana Maria Panizzi

Deputado Carlos Abicalil

Deputado Gastão Vieira

Deputado Gilmar Machado

Deputado Pedro Wilson

Deputado Severiano Alves

Ministro Aroldo Cedraz

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Confira os lançamentos das editoras universitárias

“A vida e os feitos do Divino Augusto”, Suetônio e Augusto – Matheus Trevisam, Paulo Sérgio Vasconcellos e Antônio Martinez de Rezende (tradutores) – A reunião de textos de Suetônio e de Augusto em um só livro dá uma dimensão mais ampla à escrita do texto biográfico antigo: o leitor terá a experiência única de confrontar duas obras que conduzem, por caminhos e matizes diferentes, à mesma vida. A tradução que ora se publica permite ao não-leitor do original latino seguro acesso às informações e constitui estímulo à superação do tempo que se nomeia Antigüidade. A mesma tradução permite ao leitor do original latino, ampliar suas possibilidades de interpretação e de vivência da Antigüidade. Ao final da leitura, o leitor se sentirá tão cidadão romano quanto concidadão de Augusto: tam romanus ciuis sum, ut Augustus ciuis meus. (UFMG)

“Cruéis paisagens: literatura brasileira e cultura contemporânea”, Ângela Maria Dias – Na obra, a escritora utiliza o chamado “princípio de crueldade” – expressão do filósofo Clément Rosset que designa o “inescapável ou insuportável do real” – para classificar a temática da selvageria contida na literatura brasileira contemporânea em três modalidades: a propriamente cruel, que é sádica e violenta; a crueldade do exotismo, voltada para a estetização da diferença; e a da melancolia, que se apresenta indiferente e narcísica. Além de analisar a constante da crueldade no cotidiano urbano brasileiro, manifestada em textos por meio da ficcionalização da violência, da pornografia e da desigualdade social, a autora examina alguns artigos sobre grandes nomes da poesia brasileira. (UFF)

“Inserçăo internacional: formaçăo dos conceitos brasileiros”, Amado Luiz Cervo – as relaçőes entre o Brasil e a ordem mundial na perspectiva de conceitos elaborados por pensadores do país. Esse é o enfoque do livro, que recebeu o troféu Cultura Econômica 2007, concedido pelo Jornal do Comércio de Porto Alegre. (UnB)

“Universidade: A Democracia Ameaçada”, Waldir José Rampinelli, Valdir Alvim e Gilmar Rodrigues (Orgs.) – tem como objetivo principal analisar e apontar novos rumos para o avanço de um processo democrático na universidade brasileira. Para tanto são abordados vários assuntos, entre os quais o papel dos intelectuais na sociedade, passando pela democracia e pelas eleições internas, focando o dirigismo dos órgãos fomentadores de pesquisa, analisando o carreirismo que leva “à raridade do pensamento crítico e abrangente”, discorrendo sobre o movimento estudantil e dos técnicos-administrativos, denunciando o expansionismo dos cursos pagos lato senso, discutindo a idéia de universidade e a recente reforma universitária. Temas, por demais importantes que requerem uma discussão constante. (UFSC)

“Introdução ao Direito Ambiental”, Erinaldo Moreira Barbosa – o livro traz informações jurídico-ambientais apresentadas em linguagem interdisciplinar conceitos, definições, princípios e teorias, além de discorrer sobre as principais legislações ambientais brasileiras. (UFCG)

“Coletânea de Documentos Raros do Período Colonial (1727-1746)”, Eliane Maria Oliveira Morgado, Nileide Souza Dourado, Vera Lúcia Duarte e Otávio Canavarros (Orgs.) – é o resultado de uma pesquisa, que também tem caráter inédito. Metodologicamente foi organizada a partir da pesquisa bibliográfica, documental, principalmente da arquivística por ocasião da transcrição e leitura paleográfica; orientou também, todo o processamento técnico do arranjo, a definição tipológica e por último, as normas que fixam diretrizes e convenções para a transcrição e edição de documentos manuscritos, possibilitando uma apresentação racional e uniforme, explica Nileide Dourado, coordenadora do NDIHR. (UFMT)

“Um concerto em tom de conversa”, Agustina Bessa-Luís; Manoel de Oliveira Aniello Angelo Avella (Organização e Introdução) – nesse rico diálogo, compartilham memórias, discutem idéias, notícias e falam de sentimentos. Na relação dinâmica entre os dois, nem sempre de todo concorde, o que se destaca é o valor altíssimo conferido por ambos à palavra e à imagem. A “magia” da palavra e a força da imagem seduzem tanto a romancista quanto o cineasta; com meios artísticos diferentes, os dois realizam uma tentativa de escavação dos sentimentos humanos em busca da “origem primordial”, da “verdade”, apesar de terem consciência de que ela é ontologicamente ilusória. (UFMG)

“Percursos do olhar: comunicação, narrativa e memória”, Mariava Carlos Barbosa – é um verdadeiro “guia” que ajuda a decifrar paradigmas teóricos e conceituais fundamentais para os estudos de comunicação. (UFF)

“O coração sitiado”, Luiz José da Silva – temas como o amor, a sensualidade, paixão, a saudade e a religiosidade predominam nos poemas do autor, que nasceu na Fazenda do Sacramento, bairro de agricultores próximo à sede do município de Águas Mornas, em 1962. (UFSC)

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Concerto especial de natal

A Universidade Federal de Lavras (Ufla), como parte integrante das comemorações de seu centenário promove o Concerto de Natal com a apresentação artística da Orquestra Pró-Arte Sinfônica de São João Del Rei e do Coral Vozes do Campus.

Programa: 1ª parte – Orquestra Pró-Art – Vivaldi, Grieg, Beethoven e 2ª parte – Gloria de Vivaldi – Coral Vozes do Campus e Orquestra

O evento acontece na Igreja Matriz de Sant´ana, dia 18/12 (terça-feira), às 20 horas.

Como ingresso os organizadores solicitam a doação de produtos de higiene pessoal que serão doados aos idosos do Lar Augusto Silva (Asilo de Lavras)

O ´pacote´ da educação

O Estado de São Paulo,14/12/07

Ainda sob o impacto dos péssimos resultados obtidos pelo Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o estudo comparativo que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) faz para avaliar o nível de escolaridade de jovens na faixa etária de 15 anos, o Palácio do Planalto anunciou mais um pacote no campo da educação. A maioria das medidas já havia sido anunciada nos últimos meses pelo ministro Fernando Haddad ou por seus secretários. Mesmo assim, apesar de muitas dessas medidas se limitarem a ampliar programas já existentes e a regulamentar o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que foi lançado em março, quase todas são sensatas e oportunas.

Entre as medidas mais importantes do pacote, destaca-se a ampliação do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) que, aliás, nem é realização do governo Lula. Lançado durante o governo Fernando Henrique, o programa destina às escolas da rede pública de ensino básico verba mensal para ser utilizada na solução de pequenos problemas, como reformas de instalações físicas e aquisição de materiais. Outra medida importante, e que também não é inédita, é a ampliação do Programa de Apoio ao Transporte Escolar e do Programa Nacional de Alimentação Escolar. O governo pretende investir no próximo ano R$ 623 milhões na expansão desses três programas, com o objetivo de alimentar 8,2 milhões de alunos e transportar 1,4 milhão de crianças.

A principal iniciativa do pacote é o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência. Basicamente destinado aos alunos de licenciatura nas áreas de química, física, biologia e matemática, ele tem por objetivo estimulá-los a optar por fazer carreira no magistério. Atualmente, há um déficit de cerca de 250 mil docentes nessas disciplinas. A previsão é de que sejam concedidas 20 mil bolsas, a um custo anual de R$ 70 milhões. Segundo os especialistas, esse déficit foi um dos fatores determinantes do péssimo desempenho dos estudantes brasileiros no Pisa.

Anunciadas solenemente como uma segunda etapa do Plano de Desenvolvimento da Educação, que foi lançado em março, as demais medidas que compõem o pacote são quase todas “requentadas”. Uma delas é a regulamentação do pagamento de horas extras e do adicional por plantão hospitalar para médicos e servidores técnico-administrativos que trabalham nos 45 hospitais das universidades federais. Outra medida anunciada como novidade é a criação de 25 mil cargos para formar o quadro de pessoal das 150 novas escolas técnicas federais e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Essa iniciativa, no entanto, já havia sido divulgada há dez meses.

Do pacote da educação anunciado pelo governo também constam a criação de um programa de pós-doutorado, a destinação de R$ 39 milhões para bolsas de professores da rede pública de educação básica e profissionalizante, o pagamento de bolsas para os pós-graduandos das universidades federais que atuarem como monitores do sistema de ensino a distância do Ministério da Educação e a expansão da área de atuação da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior (Capes), que também passará a cuidar da formação de professores do ensino básico.

A medida mais polêmica do pacote é a criação de duas novas universidades federais, uma no Norte e outra no Sul. O Ministério da Educação insiste em destinar mais recursos para o ensino superior, que já é muito bem aquinhoado pelo Orçamento-Geral da União. Nos últimos cinco anos, o governo Lula criou dez novas universidades federais, várias em tradicionais redutos eleitorais do PT. Uma das universidades será formada com unidades desmembradas da Universidade Federal do Pará e da Universidade Federal Rural da Amazônia e terá sede em Santarém (PA). A outra instituição parece ter sido concebida com propósitos claramente demagógicos. Trata-se da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com sede em Foz do Iguaçu, cujos cursos serão concentrados em “áreas de interesse mútuo” dos países do Mercosul.

À exceção desta última medida, que é mais uma concessão ao “politicamente correto” por parte do governo, o pacote da educação merece aplauso.

Licitações para concessões de uso de áreas físicas dentro do Campus

A Diretoria de Material e Serviços Gerais da Universidade Federal de Lavras, por meio de sua Comissão de Licitação, avisa que serão licitadas concessões de uso de áreas físicas dentro do Campus Universitário da Ufla – CANTINA e LANCHONETES / TRAILERS, nos termos da Lei 8.666 de 21 de junho de 1993 e alterações posteriores, conforme discriminado abaixo:

Concessão de uso de área física para exploração de serviços da Lanchonete/Trailer 1 – no Campus Universitário, próximo ao Ginásio Poliesportivo da Ufla.
Aluguel mínimo: R$ 100,00

Concessão de uso de área física para exploração de serviços da Lanchonete/Trailer 2 – no Campus Universitário, próximo aos departamentos de Medicina Veterinária/Zootecnia
Aluguel mínimo: R$ 100,00

Concessão de uso de área física para exploração de serviços da Lanchonete/Trailer 3 – no Campus Universitário, próximo aos departamentos de Agricultura/Fitopalogia/Entomologia
Aluguel mínimo: R$ 100,00

Concessão de uso de área física para exploração de serviços da Lanchonete/Trailer 4 – no Campus Universitário, próximo aos departamentos de Biologia/Pavilhão de aulas nº 2
Aluguel mínimo: R$ 100,00

Concessão de área física para exploração de serviços de Cantina no Campus Universitário, em área própria para cantina no Centro de Convivência, em frente à Biblioteca Central.
Aluguel mínimo: R$ 700,00

A VISITA TÉCNICA ocorrerá dia 20/12/2007, a partir das 8 horas e é imprescindível para a Habilitação dos licitantes.

A Documentação para Habilitação e a Proposta deverão ser entregues em envelopes fechados, sendo: ENVELOPE Nº 01 – DOCUMENTAÇÃO, e ENVELOPE Nº 02 – PROPOSTA, à Divisão de Compras da Ufla, Campus Universitário, Caixa Postal 3037, 37200-000, Lavras MG. A data limite para entrega dos envelopes é 26/12/2007, às 14 horas, quando os mesmos serão abertos.

A cópia integral do Edital pode ser obtida na página da Ufla, www.ufla.br, na Central de Cópias localizada na Cantina, e ainda, na Divisão de Compras da Ufla. Demais informações serão obtidas na Divisão de Compras da Ufla, pelo fone (35) 3829-1130,
ou pelo e-mail georges@ufla.br.

Georges Francisco Villela Zouein
Presidente da Comissão de Licitação

Comissão Eleitoral Permanente

O Colégio Eleitoral da Universidade Federal de Lavras (Ufla) reunido no dia 12 de dezembro, na Sala dos Conselhos, sob a presidência do reitor Antônio Nazareno Guimarães Mendes e com a presença de membros docentes, técnico-administrativos, discentes e representantes da comunidade discutiu a possibilidade da instalação de Comissão Eleitoral Permanente na Ufla.

Após esclarecimentos pertinentes que justificaram a designação de uma comissão permanente encarregada de coordenar todo e qualquer processo eleitoral na instituição, foi delegada competência ao Conselho Universitário para tratar do assunto. Ficou estabelecido que a matéria será pauta da próxima reunião do Conselho Universitário.

Presidente Lula reforça Plano de Desenvolvimento da Educação

Portal G1, 12/12/07

Sandro Lima

Novas medidas foram anunciadas nesta quarta-feira no Palácio do Planalto.

Objetivo é fortalecer ensino de nível médio e superior.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12), no Palácio do Planalto, uma série de atos complementares do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado pelo governo federal em abril deste ano.

Trata-se de um conjunto de medidas, regulamentadas por projetos de lei e decretos, que cria duas universidades, regulamenta o pagamento de horas extras para servidores e professores de medicina de universidades federais, amplia o alcance dos programas de Apoio ao Transporte Escolar e Nacional de Alimentação Escolar e o Dinheiro Direto na Escola.

As medidas também reforçam o Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo) para dotar de computador todas as escolas públicas do País até 2010, com um investimento de R$ 1,2 bilhão nos próximos três anos.

Mais 25 mil cargos serão criados para compor os quadros de pessoal das 150 novas escolas técnicas federais e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia (Ifets), que estão sendo criados a partir do lançamento do PDE.

A partir de 2011, os gastos anuais previstos com servidores de direção e funções gratificadas serão de R$ 67,9 milhões, enquanto que a despesa com os 21,3 mil professores e técnicos é estimada em R$ 717,6 milhões por ano.

Entre as medidas implementadas, estão o fortalecimento do Programa Nacional de Pós-Doutorado e do Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil. Serão implementados cursos profissionais de nível médio a distância e o investimento de R$ 39 milhões na concessão de bolsas para professores da educação básica.

O governo vai investir, nos próximos três anos, R$ 1,391 bilhão para estruturar o ensino médio e articular as escolas aos arranjos produtivos locais e regionais.

Novas universidades

Nessa quarta, foram assinados projetos de lei que criam a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Os projetos de lei serão enviados ao Congresso Nacional.

A Ufopa, com sede em Santarém (PA), será um desmembramento da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e tem como meta atender 10.710 estudantes nos cursos de graduação, mestrado e doutorado.

A Unila, com sede em Foz do Iguaçu (PR), oferecerá, preferencialmente, cursos em áreas de interesse mútuo dos países-membros do Mercosul, com ênfase em temas envolvendo exploração de recursos naturais e biodiversidades transfronteiriças, estudos sociais e lingüísticos regionais, relações internacionais e outras áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional. A meta é atender atender dez mil estudantes em cursos de graduação, mestrado e doutorado.

Obstáculos ao diálogo entre escola e pais

O Estado de São Paulo, 13/12/07

Maria Alice Setubal *

O anúncio de planos de governos, a polêmica sobre o grande absenteísmo de professores da rede pública de São Paulo e a divulgação dos dados sobre exames oficiais de avaliação reacenderam o debate sobre a qualidade do nosso ensino, especialmente o da escola pública.

Embora não seja uma novidade, a participação dos pais – no apoio à gestão escolar ou no acompanhamento do desempenho de seus filhos – tem sido apontada por recentes estudos como um dos elementos fundamentais para alcançarmos a melhoria da educação no Brasil. Entretanto, essas mesmas pesquisas afirmam que a maioria dos pais está preocupada apenas com a freqüência à escola, e não com a qualidade do ensino.

Uma vez que os pais sabem quais são as melhores escolas de seu bairro e têm clareza da importância de que seu filho deva saber se expressar oralmente, ler e escrever com desenvoltura e aprender a lidar com o computador, não faz sentido afirmar que não se preocupam com a qualidade do ensino oferecido pela escola.

Se, de fato, buscamos compreender o comportamento dos pais em relação à escola, torna-se necessária uma análise mais aprofundada sobre as dificuldades de relacionamento e as diferenças de culturas entre a escola, os alunos e suas respectivas famílias, especialmente nas regiões de maior vulnerabilidade social.

As experiências do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e da Fundação Tide Setubal – tanto na implementação de projetos educacionais quanto comunitários – apontam, por exemplo, que a equipe escolar demonstra uma apatia e uma sensação de impotência preocupantes, sobretudo na rede pública dos grandes centros urbanos.

Não se trata de percorrer o caminho fácil de desresponsabilizar os pais e jogar todo o peso sobre os educadores. Muito menos de propor a reinvenção da roda, sugerindo que os pais sejam chamados mais vezes à escola. Afinal, os pais – geralmente as mães, que são as que comparecem às reuniões – estão saturados de tanto ouvir a mesma a ladainha dos educadores, que se resume a reclamações sobre o comportamento de seus filhos e de como não sabem educá-los para os padrões da vida escolar.

Também parece claro que a escola, sozinha, não resolverá todos os seus problemas. É importante que se articule com outras instâncias, como os Conselhos Tutelares, as ONGs, as bibliotecas e os clubes comunitários, para que possa dar conta da educação em tempo integral.

Tudo isso é sabido, porém não é suficiente para explicar de forma satisfatória a ausência de participação dos pais. É preciso ir mais fundo e verificar que fatores obstaculizam o diálogo com a escola. Destacarei aqui aqueles que considero decisivos.

Um primeiro aspecto a ser observado são as diferenças entre a cultura letrada e a cultura oral. A escola é por excelência o local da cultura letrada. Todas as suas atividades, especialmente as aulas, são norteadas por essa lógica, muitas vezes linear e de sacralização do texto escrito. Essa concepção acaba por impor barreiras não só aos alunos, mas principalmente aos seus pais. Isso porque a lógica da escrita pressupõe conhecimento prévio, abstração, organização do pensamento e planejamento, que não encontram eco numa população movida pela cultura oral, em que o pensamento é menos estruturado, mais extensivo, concreto e repetitivo em suas explanações.

Outro aspecto relevante diz respeito às próprias características da escola como local da hierarquia, da ordem, da presença do Estado. Portanto, da legalidade e da burocracia. São dimensões inerentes à escola. Ora, especialmente nas regiões de alta vulnerabilidade social, essa escola tem de dialogar cotidianamente com comunidades que vivem numa tênue fronteira entre o lícito e o ilícito, o legal e o ilegal – moradia sem documentação, luz, água e TV a cabo que chegam via ´gato´, vínculo empregatício precário e informal. Isso sem falarmos na convivência amedrontadora com o tráfico de drogas. Ou seja, mundos regidos por ordens opostas.

Esse cotidiano de vulnerabilidade socioeconômica dos pais nos conduz a outro aspecto de extrema importância: a descrença nas políticas públicas, a falta de esperança, a hipersensibilidade e o ressentimento decorrentes da exclusão social de que são vítimas. Daí um apego maior ao presente decorrente da necessidade de sobrevivência, na qual não cabe planejamento ou visão de futuro. Isso inviabiliza que os pais possam ouvir, concentrar-se e opinar sobre questões muito gerais, abstratas.

Por último, mas não menos importante, há uma dupla barreira relativa ao currículo. De um lado, a distância entre o que se ensina e a realidade da sociedade contemporânea, do mundo vivido pelos alunos. Do outro, a falta de incorporação ao currículo das histórias, dos valores, da arte e dos costumes da comunidade onde a escola se insere. Com isso, o aluno e seus pais não se reconhecem nem se identificam com os conteúdos transmitidos pela escola. Ao contrário, sentem-se mais uma vez excluídos, já que seu universo cultural não é levado em conta.

Esses são apenas alguns aspectos que dificultam, e muito, o diálogo entre a escola e os pais. A criação de conselhos escolares e associações de pais atuantes são essenciais, mas não suficientes para superarmos esses obstáculos. Enfrentar as questões apontadas não é tarefa simples. Entretanto, se não forem levadas em consideração, seguiremos – escola, educadores e estudiosos – a reclamar a ausência de participação dos pais sem entender o que gera esse fenômeno.

* Maria Alice Setubal, socióloga, mestre em Ciências Políticas pela USP e doutora em Psicologia da Educação pela PUC-SP, diretora-presidente do Cenpec, fundadora e presidente da Fundação Tide Setubal, foi consultora do Unicef na área educacional para a América Latina e o Caribe

MEC anuncia R$ 1,5 bilhão para gastos extras em 2008

O Globo, 13/12/07

Demétrio Weber

Medidas beneficiam de crianças em creche a doutores

BRASÍLIA. O Ministério da Educação (MEC) anunciou ontem um investimento adicional de R$ 1,5 bilhão no PAC da Educação, em 2008, com medidas que beneficiam desde crianças em creches até doutores. O dinheiro financiará a oferta de merenda e transporte nas escolas de ensino médio, a expansão do ensino técnico, a compra de computadores, o auxílio para a moradia e a alimentação de universitários, além de bolsas de R$ 350 por mês para 20 mil futuros professores que dêem aulas de reforço na rede pública.

As ações complementam o PAC da Educação lançado em abril pelo presidente Lula. Parte delas já tinha sido anunciada e depende da aprovação de projeto de lei enviado ao Congresso.

É o caso da oferta de merenda no ensino médio, que tem 8,2 milhões de estudantes na rede pública. Hoje, o governo só repassa recursos para creches, pré-escolas e turmas de ensino fundamental. O mesmo vale para o transporte escolar, que poderá ser estendido ao ensino médio e infantil rural, beneficiando 1,14 milhão de alunos.

Outra iniciativa que pode ser ampliada no Congresso é o Programa Dinheiro Direto na Escola, que repassa valores para pequenas compras e reformas, mas não beneficia o ensino médio.

As ações, se aprovadas, custarão R$ 623 milhões em 2008.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que é preciso melhorar todos os níveis de ensino, e não focar ações, como fez o governo Fernando Henrique, que priorizou o ensino fundamental. Segundo Haddad, os professores da educação básica são formados nas universidades, o que mostra a interligação do sistema: — Se nós queremos galgar posições na educação básica, temos que ter uma melhor formação de professores.

Lula participou do evento, no Palácio do Planalto, mas não discursou.

Universitários terão bolsa para dar aulas de reforço O MEC vai dar 20 mil bolsas de R$ 350 por mês a universitários de cursos de formação de professor e licenciatura de matemática, química, física e biologia.

Dez mil bolsas devem durar um ano e o restante, um semestre.

Os bolsistas darão aulas de reforço em escolas públicas.

Mestrandos e doutorandos, que já têm bolsas da Capes e do CNPq, serão selecionados para trabalhar na Universidade Aberta do Brasil, que oferece cursos de graduação à distância. Eles receberão de R$ 600 a R$ 900 ao mês. Até 1.500 doutores em início de carreira que se engajarem em projetos de pesquisa com empresas de tecnologia receberão bolsas de R$ 3,3 mil e R$ 12 mil para compra de material.

A Caixa Econômica Federal deverá contratar, como estagiários, 3 mil estudantes atendidos pelo programa Universidade para Todos (ProUni), que atende alunos de baixa renda.

As medidas anunciadas

O MEC diz que planeja gastar R$ 1,5 bilhão em novos programas em 2008. As principais ações:

MERENDA: R$ 362 milhões para atender 8,2 milhões de alunos de escolas públicas de ensino médio.Hoje, só escolas de ensino fundamental e infantil recebem dinheiro para a merenda. Depende de projeto de lei enviado ao Congresso.

TRANSPORTE ESCOLAR: R$ 103 milhões para atender 1,14 milhão de alunos na educação infantil e no ensino médio. Depende de projeto de lei enviado ao Congresso.

DINHEIRO NA ESCOLA: R$ 156 milhões para escolas de educação infantil e ensino médio onde estudam 12,5 milhões de alunos. O Programa Dinheiro Direto na Escola cobre despesas com equipamentos e reformas. Depende de projeto de lei enviado ao Congresso.

BRASIL PROFISSIONALIZADO: R$ 200 milhões para municípios e estados criarem escolas técnicas que mesclem o ensino médio tradicional com profissionalização dos alunos.

ENSINO TÉCNICO À DISTÂNCIA: R$ 70 milhões para cursos à distância na área de serviços, na nova Escola Técnica Aberta do Brasil.

COMPUTADORES: R$ 400 milhões para levar computadores e internet a 20 mil escolas públicas.

ASSISTÊNCIA: R$ 140 milhões para apoiar universitários de baixa renda em moradia, alimentação, saúde e transporte universitário. Será dada prioridade a alunos que tenham concluído o ensino médio na rede pública ou com renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio (R$ 570).

PROFESSORES: R$ 70 milhões para 20 mil universitários matriculados em cursos de formação de professores, como pedagogia e licenciaturas.

A bolsa será de R$ 350 por mês. Os bolsistas darão aulas de reforço nas escolas públicas.

Fonte: Ministério da Educação.