UFLA é Azul: 2ª universidade do mundo com o certificado Blue University em reconhecimento pela gestão das águas

Reitor da UFLA recebe o certificado em evento na Universidade de Berna – Suíça. Mais um motivo para o orgulho de ser UFLA!

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O reconhecimento de um grande esforço institucional – UFLA é apresentada como exemplo de gestão dos recursos hídricos

“É com grande prazer que conferimos à Universidade Federal de Lavras o certificado Blue University – a segunda universidade do mundo a receber o reconhecimento”. Essa foi a declaração de Maude Barlow, cofundadora e líder do movimento global Blue Community (Projeto Comunidades Azuis) – do Council of Canadians, durante  conferência internacional realizada no dia 13 de maio, na Universidade de Berna, Suíça. O certificado foi recebido pelo reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo, idealizador e gestor do Plano Ambiental e Estruturante que conduziu a Instituição ao status de universidade mais sustentável do País e exemplo internacional de gestão ambiental.

O reconhecimento internacional é fruto das ações implementadas na Universidade, atendendo a seis critérios fundamentais: reconhece a água como um direito humano; promove o consumo de água por meio de infraestrutura pública e gratuita; a gestão da água é de forma responsável; mantém serviços de tratamento da água para consumo e residuais; cultiva parcerias para defender o direito à água em nível internacional e desenvolve pesquisas sobre a gestão sustentável da água.

A UFLA é a segunda universidade do mundo a receber o reconhecimento, a primeira foi a Universidade de Berna. O certificado atesta que a Universidade é uma instituição que pratica e defende os recursos hídricos compartilhados. Um reconhecimento de que a Universidade prima pela produção, tratamento, uso e reaproveitamento da água.

Um brinde à água - bem indispensável que necessidade de mobilização para sua gestão e conservação
Um brinde à água – bem indispensável que necessidade de mobilização para sua gestão e conservação

Para Scolforo, um momento de realização e alegria. “Gostaria de dividir com toda a comunidade da UFLA e a cidade de Lavras e região um dos mais expressivos certificados que a Universidade já ganhou durante toda a sua história. A certificação ‘Universidade Azul’ é decorrente da gestão democrática das águas e da responsabilidade ambiental confirmada pelas ações praticadas em nosso câmpus”, considerou o reitor.

Resgatando brevemente as linhas prioritárias do Plano Ambiental e Estruturante, Scolforo destaca as ações de revegetação e proteção das nascentes, o tratamento adequado da água e com qualidade, sua distribuição democrática e o tratamento de esgoto que além de tratar a água residuárias de todo os processos, fornece água para reuso em atividades de irrigação dentro do câmpus. “As práticas sustentáveis influenciaram de forma positiva o envolvimento de toda a comunidade acadêmica, ampliando o orgulho de pertencer à Instituição”, enfatizou.

“Naturalmente, esse certificado aumenta a responsabilidade da Universidade, sobretudo, na gestão dos recursos hídricos. Vamos continuar contando com a colaboração de todos para aprimorar nossos processos e tornar nossa Instituição cada vez mais reconhecida internacionalmente como exemplo de gestão ambiental. Ficamos encantados com a receptividade e ainda mais felizes por sermos a segunda Universidade a receber a certificação no mundo”, destacou, reconhecendo a missão de levar essa experiência para além dos muros da Universidade, impactando positivamente as cidades do nosso entorno, do Estado e do País.

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Cerimônia de entrega do certificado Blue University à UFLA – mais um motivo de orgulho institucional

De forma simbólica, o certificado reforça os ideais da UFLA no que tangem à conservação do meio ambiente, em três vertentes fundamentais: formação de profissionais mais conscientes e com vivência de práticas de sustentabilidade tornando-se embaixadores dessa causa no mercado de trabalho; incentivar que a extensão universitária compartilhe soluções e práticas reais para a transformação da sociedade; e, por fim, ampliar a rede de colaboradores e parceiros, para a definição de políticas que sejam de convergência com o desenvolvimento sustentável.

Representação institucional

A cerimônia da entrega do certificado contou com a presença do diretor de Relações Internacionais da UFLA, professor Antônio Chalfun Junior; do pró-reitor de Pesquisa, professor José Maria de Lima; do pró-reitor de Extensão e Cultura, professor José Roberto Pereira.

A cerimônia teve a participação de Franklin Frederick , defensor das causas que envolvem a água como bem público e um dos articuladores da iniciativa junto a Council of Canadians. 

Representantes da UFLA, Universidade de Berna, Itamaraty e Promotoria durante cerimônia na Suíça
Representantes da UFLA durante visita à embaixada do Brasil na Suíça

O evento ainda teve a presença do promotor de Justiça Bergson Cardoso Guimarães, convidado pelos organizadores do evento para explanar sobre o papel da promotoria pública brasileira em defesa da ordem jurídica, do Regime Democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. A cerimônia também contou com a presença do conselheiro Rubem Mendes de Oliveira, representando o  embaixador do Brasil na Suíça, José Borges dos Santos Júnior.

Maude Barlow foi convidada e aceitou publicamente o convite do reitor para visitar a UFLA e palestrar no próximo Dia Mundial da Água, em 22 de março de 2017.

Plano Ambiental premiado

Associado à necessidade de se organizar para acomodar novos públicos, a Universidade tinha, em 2008, o desafio de resolver problemas ambientais que marcavam a rotina no câmpus. Diante do cenário, o professor Scolforo, na época pró-reitor de Planejamento e Gestão idealizou o Plano Ambiental e Estruturante, com ações que previam a resolução dos problemas existentes e a garantia de um crescimento sustentável. Para tal, buscou a colaboração de professores, técnicos administrativos e estudantes e, juntos, possibilitaram o desenvolvimento do Plano. Com medidas que envolveram toda a comunidade acadêmica, a experiência resultou em reconhecimento externo, com a conquista de prêmios nacionais e a primeira colocação na América Latina no principal ranking internacional de sustentabilidade. Em apenas oito anos, tornaram-se visíveis os reflexos que essas práticas projetaram sobre a reputação, a identidade e a imagem organizacional. Atualmente reconhecida como “Eco Universidade”, a instituição teve um percurso de sucesso no trato com as questões ambientais.

Maude Barlow, cofundadora e líder do movimento global Blue Community, recebe xícara personalizada da UFLA. Novo selo ambiental para destacar a Universidade internacionalmente
Maude Barlow, cofundadora e líder do movimento global Blue Community, recebe xícara personalizada da UFLA. Novo selo ambiental para destacar a Universidade internacionalmente

O desafio da gestão hídrica

Todos os dias, são gastos na UFLA 800 mil litros de água tratada, 120 mil litros de água não tratada nas estufas e casas de vegetação, 80 mil litros no atendimento aos animais dos departamentos de Medicina Veterinária (DMV) e Zootecnia (DZO), além de 50 mil litros com as obras em andamento. Esse volume vem de reservas da própria Universidade, alimentadas por 15 nascentes presentes na instituição.

Reservas próprias: benefícios para o ensino e a pesquisa na Instituição

Já é uma realidade a nova estrutura da Estação de Tratamento de Água, que permite o processamento de 1,6 milhão de litros de água por dia, atendendo com folga à demanda crescente da Universidade, com a abertura dos novos cursos. Além disso, em todas as novas estruturas físicas que estão sendo construídas na UFLA, as torneiras são automáticas e os vasos sanitários têm caixas acopladas, o que contribuirá para diminuir o consumo. De forma adicional, está em curso processo para a reforma de 50 banheiros presentes nas estruturas antigas da Instituição.

A utilização, pela UFLA, da água de reservas próprias e o tratamento de esgoto possibilitam uma economia financeira de R$ 6 milhões ao ano, recursos que são aplicados na melhoria da qualidade do ensino. O tratamento da água e do esgoto pela instituição contribui para o desempenho positivo na área ambiental, é fonte de pesquisa para iniciação científica e pós-graduação, além de constituir espaço de ensino em que os estudantes podem ter acesso a laboratórios reais de tratamento de água e de esgoto.

repercussão internacional - Reprodução do site do Council of Canadians sobre a UFLA
Repercussão internacional – Reprodução do site do Council of Canadians sobre a UFLA

Proteção da nascente principal da UFLA
A nascente principal está localizada fora da área da Universidade. Ao longo do tempo, ações vêm sendo desenvolvidas, envolvendo diferentes atores sociais, para que ela possa ser preservada e revitalizada. Entre as ações já em execução estão a contenção de encostas, com terraceamento e construção de bacias de contenção.

Ativação de três poços artesianos
Três poços, com vazão total de 400 mil litros de água, foram abertos em 2014. Já existiam também dois outros poços em atividade, que servem ao alojamento estudantil e à parte da experimentação implantada na UFLA.

Revegetação de nascentes
A revegetação de nascentes é outra medida em andamento, que deve resultar em retorno mais efetivo em médio e longo prazo. Há seis anos, o procedimento foi iniciado, já tendo sido plantadas na UFLA 90 mil mudas de 49 espécies diferentes. Em 2016, os plantios continuam e devem envolver 50 mil mudas.

Substituição dos destiladores dos laboratórios
Os destiladores que havia em todos os laboratórios da UFLA foram substituídos em 2012 por purificadores que operam por osmose reversa. O sistema possibilita a economia de 90% no consumo de água. Esses destiladores consumiam 100 mil litros de água em  8 horas de funcionamento; os purificadores reduziram o gasto para 10 mil litros de água.

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Texto com a colaboração da jornalista Ana Eliza Alvim 

 

 

 

 

 

 

 

Começa hoje (16/5) na UFLA a Semana Nacional de Museus na UFLA – confira a programação

cartaz-semana-museusEsta segunda-feira (16/5) é o primeiro dia da programação da Semana Nacional de Museus. Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), as atividades começam com a abertura de exposições, sarau cultural e minicursos.

Museu Bi Moreira (MBM)

  • Início da exposição digital “Da janela para o mundo”. O público encontrará um conjunto de 96 fotografias feitas a partir de janelas, provenientes de brasileiros que vivem em diversas partes do mundo, exibidas como arte postal digital, em forma de projeção site-specific. Curadoria: Celina Lage & Jade Liz.
  • Início da exposição “Câmpus poético: paisagens da UFLA”. Concepção: Silvério José Coelho (UFLA). São fotos de ipês que floresceram na UFLA na primavera/verão de 2014, em função da forte seca ocorrida naquele ano.
  • Início da exposição “Das memórias vivas do barro aos valores e costumes mineiros”. Coleção pessoal do professor Antônio Fernandes Nascimento Júnior (UFLA).
  • Início da exposição “Cultura Afro-indígena”. Concepção: Antônio Fernandes Nascimento Júnior (UFLA).

Todas as mostras podem ser visitadas no MBM das 9h às 17h30.

Museu de História Natural (MHN)

– Início do período de visitas guiadas no Museu com a presença de mediadores (necessário agendamento).

– Ação educativa tendo como tema “Cultura afro-indígena”. Prelecionistas: Maria Fernanda Junqueira (Pibid Biologia/UFLA) e Augusto Antônio de Paula (Pibid-Biologia/UFLA) (necessário agendamento).

– Sarau cultural, com fotografia, arte e paisagens. Atividade promovida por membros do Grupo de Estudos em Teoria Crítica e Educação e Grupo Cinema Com Vida. 14h às 17h.

– Minicurso “Vidas Secas: paisagem, cultura, educação e ciência”. Prelecionistas: Isabela Alberico (Pibid-Biologia/UFLA), Camila Oliveira (Pibid-Biologia/UFLA), Luiz Gustavo (Pibidi-Biologia/UFLA) e Luiza Augusto (Pibid-Biologia/UFLA). 18h30 às 22h.

Em 2016, a Semana Nacional de Museus está sendo promovida no Brasil de 16 a 22 de maio, em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). O período na UFLA será de exposições, visitas guiadas, oficinas, minicursos, exibição de filmes, palestras, teatro, rodas de conversas e ações educativas. Os eventos são abertos à participação de toda a comunidade.

Já é possível consultar as programações completas do Museu de História Natural (MHN) e do Museu Bi Moreira (MBM). Há eventos para comparecimento espontâneo do público e outros que exigem agendamento. Nesse último caso, o interessado poderá inscrever-se pelo Sistema Integrado de Gestão (SIG Eventos). Os telefones para contato em caso de dúvidas são (35) 3829-1205 (MBM) e (35) 3829-1206 (MHN).

A Semana Nacional de Museus é uma temporada cultural promovida todos os anos pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em 2016, 1.236 museus de todo o país participam das comemorações, oferecendo ao público um total de 3.700 atividades especiais. “Museus e paisagens culturais” é o tema norteador da edição deste ano, proposto pelo Conselho Internacional de Museus (Icom). A imagem utilizada para divulgar o evento mantém relação com a temática. Trata-se da obra Pipas, de Cândido Portinari (1941), cujo direito de reprodução foi cedido pelo projeto Portinari.

De acordo com o Portal do Ibram, a paisagem ao ar livre e a presença de pipas no céu remete à relação entre território e cultura, enfatizando o ambiente como espaço de relações humanas. É o espaço geográfico abrigando as identidades e as memórias das comunidades. Nesse contexto, os museus assumem a missão de preservação, qualificação e dinamização. Na UFLA, a organização da Semana Nacional de Museus é feita pela Coordenadoria de Museus e Patrimônio Histórico, ligada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec).

Programações completas:

Museu Bi Moreira

Museu de História Natural

 

 

Núcleo de Estudos em Entomologia promove o II Curso de Montagem de Insetos

neento-montagem insetosCom o objetivo de auxiliar em trabalhos práticos da disciplina Entomologia, será realizado o II Curso de Montagem de Insetos. O curso será ministrado no dia 2 de junho, das 18 às 22 horas, nas salas 3 e 4 do Departamento de Entomologia.

O curso é uma realização do Núcleo de Estudos em Entomologia (Neento) e do Departamento de Entomologia (DEN). O investimento é de R$ 35,00 e inclui matéria para montagem (alfinetes, esticadores, isopor, triângulos e outros) e coffee-break. Também haverá emissão de certificado. Outras informações e inscrições podem ser obtidas pelo e-mail: inscricoesneento@gmail.com.

Com relação à primeira edição do evento, o segundo curso ampliou o número de instrutores, a fim de atender à demanda. Cada um deles atenderá três participantes. Além disso, será voltado exclusivamente à montagem de insetos, tarefa que exige habilidade. O Neento também recomenda que os participantes coletem e levem insetos para aproveitamento do curso e finalização da caixa.

Assista ao vídeo da primeira edição do curso:

https://www.youtube.com/watch?v=0eVPM3hcPTE

 

Cine-debate abordará protagonismo dos negros na Abolição da Escravatura

Cena do filme "Quilombo"
Cena do filme “Quilombo”

Um dos acontecimentos mais importantes da história brasileira foi a Abolição da Escravatura. A celebração em 13 de maio remete à assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, em 1888. Para discutir a abolição, assim como a luta do povo negro pelo fim da escravidão, será realizado o Cine Debate “Abolição: concedida ou conquistada?”, no dia 13, às 16 horas, no Anfiteatro do Departamento de Ciências Humanas (DCH).

No evento, será exibido o filme “Quilombo”, que resgata a constituição do Quilombo dos Palmares, onde ex-escravos fugidos resistem ao cerco colonial, e seus líderes, entre eles, Zumbi. A proposta do debate é resgatar o protagonismo do povo negro na luta pelo fim da escravidão.

O debate é uma realização do Grupo de Estudos em Educação para as Relações Étnico-Raciais, do Coletivo de Negritude da UFLA e do Departamento de Educação (DED).

 

DEG comemorou 50 anos de avanços – confira fotos

002Uma noite de comemoração e lembranças: assim foi a celebração dos 50 anos do Departamento de Engenharia da UFLA (DEG), em 12 de maio. Em solenidade no Salão de Convenções, foram homenageados servidores, incluindo ex-chefes de departamento, colaboradores históricos, servidores técnico-administrativos (representados pelo servidor mais antigo) e homenagens póstumas a professores falecidos. Na noite, também foram lançados dois livros.

O crescimento do DEG foi lembrado pelo professor Gilmar Tavares, representante da comissão responsável pelas comemorações. “Na minha primeira Assembleia Departamental, havia 12 professores; na mais recente, foram mais de oitenta”, ressaltou. De um departamento instituído com três professores, em 1966, o DEG tornou-se um departamento com 84 docentes, 30 técnicos administrativos e 288 disciplinas cadastradas, que atendem a cerca de 6400 estudantes de 14 cursos de graduação.

O chefe do DEG, professor Carlos Eduardo da Silva Volpato, deixou uma mensagem de gratidão aos docentes: “Aprendi muito com vocês, desde que entrei, em 1992. E tenho certeza que podem confiar nesta nova geração de professores que está chegando”, disse. Ele também lembrou a mudança de nome, de Departamento de Engenharia Rural para Departamento de Engenharia, que tornou o DEG mais abrangente.

O professor aposentado Paulo Roberto da Silva, um dos homenageados na solenidade, lembrou da Federalização da ESAL: “A história do DEG é ainda mais longa. A data de 23 de dezembro de 1963, da Federalização, me marcou muito e tenho muita gratidão em ter participado dessa história”, afirmou, recordando-se do empenho dos 20 professores que permaneceram dois anos sem receber salários na época, mas se esforçando para fortalecer a Instituição.

Também foi homenageado o professor Alysson Paulinelli, ex-diretor da ESAL e ex-ministro da Agricultura. Ele recordou a contribuição da UFLA à agricultura brasileira, especialmente sobre os estudos que levaram à ocupação do cerrado e à maior produtividade, destacando a garra dos esalianos: “Essa Casa foi feita para quem tem ânimo e coragem”, resumiu.

Docentes e servidores (atuais e aposentados), junto de homenageados
Docentes e servidores (atuais e aposentados), junto de homenageados

A reitora em exercício, professora Édila Vilela de Rezende Von Pinho, lembrou de seu tempo de estudante, quando fez disciplinas ministradas por docentes do DEG: “O comprometimento desses professores e a disciplina que exigiram de seus alunos contribuiu na formação de excelentes profissionais”, afirmou.

Representando os técnicos administrativos do Departamento, Fátima Conceição Resende também participou da mesa de abertura.

 

Homenagens

Também foram homenageados os chefes de Departamento, colaboradores e professores falecidos, conforme as tabelas abaixo.

Chefes do DEG

Homenageados Período
David de Souza Andrade (falecido) 1/1966 a 2/1973
Ivan Geraldo de Andrade 3/1973 a 6/1973 e 1/1974 a 12/1975
Evandro Menicucci 7/1973 a 12/1973
Hélcio Alves Teixeira 1/1976 a 12/1983 e 1/1988 a 7/1991
Marcelo Adhemar de Andrade Carvalho 1/1984 a 12/1987
Tarley Ferreira de Souza Júnior 8/1991 a 6/1996
Antônio Marciano da Silva 7/1996 a 5/2000
Manoel Alves de Faria 6/2000 a 5/2004
Nilson Salvador 6/2004 a 5/2012
Carlos Eduardo Silva Volpato 7/2012 – atual

 

Pela colaboração

Alysson Paulinelli – único da primeira ata
Paulo Roberto da Silva
Antônio Alves de Mesquita – técnico em atuação há mais tempo

Póstumas

Homenageados Responsáveis
Benedito Tibúrcio Barbosa Maria Helena Carvalho Barbosa
Carlos Frederico Hermeto Bueno Cristina Hermeto
David de Souza Andrade Maria José de Oliveira
Giovani José Carvalho Junia Cambraia Carvalho
José Octavio de Souza Teresa Cristina Souza de Oliveira
Luis Artur Alvarenga Villela Ângela Maria de Andrade
Nadir Francisco da Silva Ilma Alexandrina Pereira Silva
Sebastião Pereira Lopes Márcio Canestre
Wilson Ferreira Gomes Carla R. Gomes

 

Lançamentos

As obras “Alguns Contos Africanos” e “Dilemas de um Planeta (in)Sustentável – Entre a razão e a insanidade” foram lançadas durante a celebração. O professor Gilmar Tavares, organizador do primeiro título, enalteceu o trabalho voluntário envolvido no lançamento – da tradução à edição. O livro consta de uma compilação de contos congoleses, reunidos pelo professor Butoa Balingene (participante do curso de capacitação em Agroecologia, Agricultura Familiar e Extensão Universitária, realizado na UFLA em 2012 e 2013, pelo projeto Vozes da África).

O professor Cornélio Zampier Teixeira, ex-professor do DEG, apresentou o seu livro “Dilemas de um Planeta (in)Sustentável”, no qual denuncia a exploração exacerbada dos recursos naturais do planeta (sobretudo por meio da mineração e da agricultura).

50 anos de avanços

A fundação do Departamento ocorreu em 5 de janeiro de 1966, como Departamento de Engenharia Rural (DER). Sua primeira sede ficava no Câmpus Histórico, no casarão com a inscrição “Lacticínios” (onde atualmente está o escritório regional da Emater-MG).

O DER foi o primeiro departamento da ESAL a se mudar para o câmpus novo, no final da década de 1960. O primeiro local de funcionamento foi o prédio atualmente conhecido como prédio das pró-reitorias.  Em 1973, mudou-se para o espaço onde se encontra até os dias atuais. A contribuição dos docentes do DER foi essencial na construção de novos prédios.

Em 1975, o DER criou o curso de graduação em Engenharia Agrícola, segundo implantado no Brasil. Foi em 1982 que o DER passou a se chamar Departamento de Engenharia (DEG). A mudança estava relacionada à intenção, já naquela época, de se criar outros cursos de engenharia na ESAL.

Outra data marcante foi o ano de 1990, quando foi implantado o curso de Pós-graduação em Engenharia Agrícola. Em 2006 foi criado no DEG, em parceria com o DEX, o programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas, em nível de mestrado.  O terceiro programa de pós-graduação ligado ao DEG – Recursos Hídricos em Sistemas Agrícolas – iniciou-se em fevereiro de 2010.

Em 2007, foram aprovados dois projetos de criação de novos cursos de graduação: Engenharia Ambiental e Sanitária e de Automação e Controle. Nos dois casos, o ingresso das primeiras turmas deu-se no segundo semestre de 2009. A essas, seguiram se os cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Materiais, Engenharia Química e Engenharia Mecânica, iniciados no segundo período letivo de 2014.

Comissão Organizadora

Os membros da comissão responsável por organizar as comemorações são os professores Gilmar Tavares (presidente), Mirléia Aparecida de Carvalho, Luiz Gonsaga de Carvalho, Maykmiller Carvalho Rodrigues, Priscilla Abreu Pereira Ribeiro e Rodrigo Allan Pereira.

 

Engenheiros Sem Fronteiras: estudantes atuaram em recuperação de nascente na cidade de Três Pontas (MG)

nascente.7Os Engenheiros Sem Fronteiras (EsF – Núcleo Lavras) avançam com ações do Projeto Marolo na cidade de Três Pontas (MG). Estudantes da UFLA que pertencem à organização não governamental, unidos a agricultores da região, estão desenvolvendo um projeto de recuperação de nascentes em um trecho do Ribeirão Araras, que passa pela comunidade do Quilombo Nossa Senhora do Rosário. A primeira intervenção foi feita entre os dias 2/5 e 4/5.

Para fazer a recuperação, o grupo passou por uma capacitação sobre o tema, ministrada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Contando com a participação direta e orientação do instrutor do Senar Alexandre Rodrigues da Silva durante as atividades práticas, a equipe concluiu, com êxito, o trabalho de limpeza e desobstrução completa da área, além da construção de uma estrutura que permite a manutenção da proteção da nascente contra contaminações causadas por material em decomposição.

De acordo com o estudante Tiago Henrique da Silva, coordenador do Projeto Marolo, a água proveniente da nascente é utilizada em toda a rotina da nascente.2propriedade rural em que está localizada e apresentava-se, visivelmente, com características alteradas. “Pela cor da água, era possível perceber que algo estava errado. Quando conseguimos o acesso à nascente, encontramos uma quantidade muito elevada de material em decomposição. O trabalho foi intenso”, diz.

Os planos para o local agora incluem reflorestamento da área próxima à nascente recuperada, cercamento no entorno e adoção de outras práticas de proteção. O membro da família de agricultores que reside no local, João Paulo Lopes, de 20 anos, é também estudante de Agronomia e participou dos trabalhos. “Foi uma ação muito importante para nós, tanto pelo benefício da melhoria da qualidade da água, quanto pelo aprendizado que todos tivemos com a intervenção. A água, que há cerca de seis meses estava bem turva, já apresenta outro aspecto. A tendência é que o volume de água também aumente com o tempo”, avalia João Paulo.

Para Tiago, o trabalho desenvolvido acrescentou muito à formação obtida na graduação. “O aprendizado vai muito além do que pode ser obtido em sala de aula. Tivemos uma visão real do que poderemos encontrar quando formos realizar recuperações em outras nascentes. Tivemos, ainda, a oportunidade de vivenciar a dificuldades que o agricultor familiar enfrenta no cotidiano do meio rural. Ao final, ficamos felizes em poder ajudar a família de João Paulo com uma água com maior qualidade para utilização diária”, relata.

Segundo o instrutor do Senar, da regional de Lavras, que orientou as atividades, depois dos últimos anos de seca intensa, a recuperação de nascentes é essencial para a sobrevivência no campo. “No caso da mina em que atuamos, havia relatos da família de agricultures sobre ocorrências de desconfortos gastroentestinais que poderiam estar ligados à qualidade da água”, comenta. “Estaremos sempre à disposição para atuar junto às entidades engajadas nesses projetos que visam à melhoria da vida rural”.

A recuperação de outras nascentes ao longo do Ribeirão está no planejamento do Projeto Marolo. De acordo com Tiago, o trabalho agora exigirá a busca de apoiadores para se obter os recursos necessários às intervenções. São necessários investimentos para custear o material destinado à construção da estrutura que colabora na preservação das características água, assim como para o deslocamento, alimentação e hospedagem dos voluntários que oferecem a mão-de-obra. Na primeira recuperação realizada, os estudantes da UFLA foram acolhidos na sede da Associação dos Agricultores Familiares do Quilombo Nossa Senhora do Rosário (Aqui3P) e receberam também apoio de alimentação na propriedade em que atuaram.

Além dos benefícios ambientais propiciados pela recuperação de nascentes, motivam a realização do projeto os impactos positivos que ele pode produzir sobre a saúde pública, já que a água, quando fora dos padrões adequados ao consumo, oferece riscos de transmissão de doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários, entre outros agentes.  Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de água em condições adequadas apresenta um potencial de redução de até um décimo da carga global de doenças.

Engenheiros sem Fronteiras em Lavrasnascente.3

A coordenação das atividades dos EsF em Lavras é feita atualmente pelo professor do Departamento de Engenharia (DEG) André Geraldo Cornélio Ribeiro. Além do Projeto Marolo, o grupo é responsável por outros projetos sócio-ambientais na área de engenharia que buscam promover o desenvolvimento de comunidades e o crescimento técnico e social de seus membros. Cerca de 30 estudantes, de diferentes cursos da UFLA, integram a equipe.

Saiba mais sobre o Projeto Marolo no Jornal UFLA (jul/ago 2015 – pág. 4-5).

Aplicativo Atropelômetro, criado na UFLA, é destaque na mídia

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Representação gráfica do site G1, que traz a UFLA em destaque

O Atropelômetro é uma iniciativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), sediado na Universidade Federal de Lavras (UFLA), que visa o monitoramento em tempo real dos atropelamentos de animais silvestres no país. O portal G1 e o Jornal da EPTV fizeram uma matéria de destaque sobre o aplicativo. Confira aqui

O aplicativo, coordenado pelo professor do Departamento de Biologia (DBI) Alex Bager, mostra que apenas na Fernão Dias 300 acidentes envolvendo animais foram registrados em 2015.

Segundo o professor, a cada segundo, 15 animais morrem nas rodovias brasileiras. Além disso, de acordo com o Atropelômetro, cerca de 475 milhões animais morrem atropelados por ano no Brasil.

CBEE

O CBEE conta com membros da própria Universidade, além de pesquisadores nacionais e internacionais. Foi institucionalizado em fevereiro de 2012 e, desde então, tem a meta de ser um centro de excelência em pesquisa, capacitação, desenvolvimento de tecnologia e estabelecimento de políticas públicas em temas que relacionem empreendimentos viários (rodovias e ferrovias) e biodiversidade.

Mais informações: http://cbee.ufla.br/portal/index.php

Camila Caetano – jornalista/ bolsista UFLA

Oportunidade de mestrado em Letras na Universidade do Porto

Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Interessados em realizar mestrado em estudos africanos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) já podem se preparar. As inscrições para candidatura estarão abertas a partir de 23 de maio até 5 de junho.

O 2º Ciclo em Estudos Africanos pretende desenvolver dimensões que integram a missão científica, pedagógica e cultural da Universidade do Porto no plano científico, além de contribuir para o avanço dos conhecimentos em diferentes áreas de investigação com aplicação, e intensificar o intercâmbio científico e a participação em redes de discussão e divulgação de pesquisas, reforçando a componente internacional de uma área de estudos interdisciplinar.

O 2º Ciclo em Estudos Africanos da U.P pretende assegurar as seguintes competências teóricas e práticas:

  1. Aquisição de práticas metodológicas de pesquisa nas diferentes áreas científicas no quadro da área de conhecimento dos Estudos Africanos;
  2. Aquisição de conhecimentos teóricos com aplicabilidade às realidades africanas
  3. Capacidade de análise e de consciência critica no campo interdisciplinar dos Estudos Africanos.

Requisitos:

  • titulares do grau de Licenciatura conferido por uma Universidade Portuguesa (correspondente a um mínimo de 180 ECTS) ou equivalente legal;
  • titulares de um grau acadêmico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º Ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha opor um Estado aderente a este Processo;
  • titulares de um grau acadêmico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de Licenciado pelo órgão estatutariamente competente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto;
  • detentores de um currículo escolar, científico ou profissional que seja reconhecido como atestando capacidade para a realização deste ciclo de estudos pelo órgão científico estatutariamente competente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Para informações adicionais, entrar em contato diretamente com a Direção do Programa de Mestrado através do e-mail meaf@letras.up.pt.

Camila Caetano – jornalista/ bolsista UFLA

Estudantes da UFLA organizam mais uma edição do Encontro do Orgulho Crespo neste sábado (14/5)

orgulhocrespoEm sua 3º edição, o Encontro do Orgulho Crespo questiona o tema: “A tinta da sua caneta foi o nosso sangue negro“. De acordo com os organizadores, entender isso, é ir bem mais além, faz parte da luta diária contra o racismo velado e explicito. O evento será realizado no sábado, 14 de maio, na Praça Dr. Augusto Silva, a partir das 14 horas.

“Os grilhões foram soltos, e as amarras foram desfeitas, entretanto ser negro no Brasil perpassa o tom de pele, o cabelo crespo e os traços fenótipos. É uma questão politica e de enfrentamento. Fazer parte desse grupo é trazer consigo um vasto processo histórico de escravidão e de um racismo estruturado que resultou em uma população estigmatizada, marginalizada e subjugada”, relatam os estudantes. Participam da organização do evento os estudantes da Universidade Federal de Lavras (UFLA): Zulu Cleyson, Isadora Oliveira, Laissa Ferreira, Jenifer Lima, Vagner Silva, Fernanda Senna e Cleber Pena.

Última edição, realizada em 2015
Última edição, realizada em 2015

Segundo a organização, a cada ano os adeptos ao movimento Black Power (símbolo de orgulho e de reafirmação da identidade negra) tem se fortalecido na UFLA. Além disso, a participação nos Encontros do Orgulho Crespo chegou a duplicar na última edição realizada. O evento tem como objetivo compartilhar experiências, realizar oficinas e propor atividades culturais, sem deixar de lado a essência da luta contra a discriminação, o racismo e o preconceito.

“Em Lavras a população negra está à margem, e necessita imensamente de estímulos para se entender e reconhecer enquanto sujeito negro. A partir do momento que me identifico, me reconheço, me imponho e sou reconhecido. Contudo, essa consciência não nasce com quem é negro, é mais provável que o individuo não tenha contato com esse discurso e esteja vulnerável a reproduzir falas e comportamentos racistas, como a negação da própria etnia”, relatam.

Organizadores do evento
Organizadores do evento

Os estudantes afirmam que é de extrema importância que esses discursos sejam incutidos em vários espaços, visto que, na maioria das vezes, o racismo não é comentado em casa com a família, por exemplo. “Não somos ensinados a falar sobre isso, precisamos entender a cultura brasileira, entender e problematizar a escravidão, e como foi feita a abolição, desconstruir a imagem da princesa Isabel redentora e exaltar os nossos verdadeiros líderes. Fazer um resgate histórico e compreender de onde viemos, não somos descentes de escravos, somos descendentes de seres humanos africanos, que foram tirados de suas terras para se transformar em mão de obra barata”, comentam os organizadores.

Confira a programação completa do evento:

14h: Abertura

15h: Grupo Capoeirart

Atividades:

Turbantes
15h às 17h

Tranças
15h às 16h

Maquiagem em pele negra
15h às 16h30

Stencil
17h às 18h

Desenho
16h às 17h
Pintura Étnica
17h às 18h

Espaço Kids:

15h: Início do Espaço Kids

15h: Cortejo com “Escravos de Jó”

15h15: Abertura

15h25: Bate papo (experiências no assumir ser negra/o na escola e aceitação do cabelo natural/sem química e os cuidados)

15h55: Oficina de bonecas Abayomi

16h30: Contação de história

17h: Encerramento Espaço Kids

Apresentações:

16h às 17h: Sarau

– Magna Cristina de Oliveira
– Olegário Alfredo da Silva
– Vágner Silva
17h: PVT
17h30: Hip-hop
18h: Djonga
18h30: Fábio Nogueira
19h: Barulhinho Bom
20h: Laura Carvalho
20h30: Cabelinho da Lua

Texto: Camila Caetano – jornalista/ bolsista UFLA, com sugestão de pauta das bolsistas Proat/Ascom Marina Chaves e Luana Nayara.

Startup CIM recebe inscrições até 16/5 – transforme sua ideia em negócio

startup-cimO processo seletivo para o III Programa Startup CIM está aberto e recebe inscrições até o dia 16 de maio. Estudantes de todos os cursos de graduação e pós-graduação da UFLA podem participar. Para isso, basta encaminhar e-mail para: cim@nucleoestudo.ufla.br, informando nome completo, curso e período em que está matriculado.

O Startup CIM selecionará quarenta estudantes. Eles serão encorajados a gerar ideias, construir modelos de negócios, desenvolver protótipos e apresentá-los a uma banca avaliadora. A ideia considerada vencedora continuará crescendo em um processo de incubação no CIM.

O programa é promovido pelo Centro de Empreendedorismo e Inovação (CEI), vinculado ao Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da UFLA. Seu objetivo é o de incentivar o pensamento empreendedor, integrar estudantes da UFLA e inovar a atividade acadêmica.

Mais informações sobre o processo seletivo e o resultado final serão divulgadas na página do CIM no Facebook. Os alunos podem seguir a página para receber as informações ou tirar dúvidas através do envio de mensagem.

Edital – Processo seletivo Startup CIM 2016