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Inflação calculada pela UFLA surpreende: índice divulgado fecha 2012 em 11,82%

17.01 inflaçãoA inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) ficou em 2,98% no mês de dezembro de 2012. Este é o maior índice constatado desde novembro de 2002, quando atingiu o patamar de 3,04%.

De acordo com o prof. Ricardo Reis, coordenador da pesquisa, a taxa de inflação de dezembro foi puxada, principalmente, pelas despesas com vestuário (11,85%), higiene pessoal (7,68%) e material de limpeza (4,8%). Os alimentos também pressionaram a inflação de dezembro, cuja alta média foi de 4,62%.

Esse resultado confirma a tendência de alta do IPC da UFLA desde o mês de junho, quando atingiu 0,86%. Em julho, ficou em 0,59%, passando para 0,93% em agosto, atingindo 1,7% em setembro, chegando a 2,09% em outubro, 2,39% no mês de novembro e, agora, a alta foi de 2,98%.

No acumulado do ano de 2012, o índice divulgado pela UFLA ficou em 11,82%. Ainda segundo o prof. Ricardo Reis, este resultado é quase o dobro da meta máxima projetada pelo governo. Essa meta, definida no início do ano de 2012 pelo Banco Central, era de 4,5% a.a., com tolerância de 2,0% a mais (até 6,5% a.a.).

Entre os alimentos, as altas aconteceram nos segmentos dos produtos in natura, aumento no mês de 7,97%, e nos industrializados, que ficaram mais caros 9,88%. Em contrapartida, os alimentos semielaborados tiveram, em média, uma queda de 1,26%. Os alimentos que mais afetaram o bolso do consumidor foram: tomate (17,4%), pimentão (27,4%), limão (74,69%), frutas em geral (aumento médio de 15,0%), arroz (8,83%), carne de frango (4,1%), trigo e derivados (alta média de 9,0%), açúcar (8,3%), óleos (13,46%) e enlatados, como ervilha, milho verde, molho de tomate, cujo aumento no mês ficou em média 11,23%. Essa alta dos alimentos em dezembro foi, em parte, segurada pelas quedas do feijão (-9,28%), da carne bovina (-2,76%) e dos pescados, que ficaram mais baratos 12,11%.

Também contribuíram para segurar em parte a inflação mensal divulgada pela UFLA, as quedas verificadas nas bebidas de 8,76% e nos itens que compõem os bens de consumo duráveis (eletroeletrônicos, eletrodomésticos, móveis e informática), que ficaram em média mais baratos 6,82%.

Os demais grupos pesquisados pela UFLA em dezembro mantiveram-se, em média, com preços estáveis no mês, entre eles serviços gerais (água, luz, telefone e gás de cozinha), educação e saúde, moradia, transporte e despesas de lazer.

O custo da cesta básica de alimentos para uma família de quatro pessoas passou a custar R$399,98 em dezembro, com alta de 2,76% em relação ao valor de novembro, R$389,20. Em janeiro de 2012, o valor dessa cesta de alimentos era de R$392,71, chegando a ultrapassar os R$400,00 nos meses de junho e agosto.

 

DAE/UFLA informa IPR de julho: preços agrícolas continuam em queda

O Departamento de Administração e Economia (DAE/UFLA), sob a coordenação do professor Ricardo Pereira Reis, divulgou a variação média dos preços agropecuários, que, após quatro meses consecutivos de alta em 2011, reverteu em maio, em junho e agora em julho. No mês de julho, o Índice de Preços Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agropecuários ficou negativo em 0,86%. Em maio, o IPR já indicava queda média da renda agrícola de 0,72% e, no mês de junho, recuo de 3,85%. Essas mudanças acontecem principalmente pelas quedas nas cotações do café e dos principais itens que compõem os hortifrutigranjeiros.

Em julho, a cotação do arroz fechou o mês em alta de 4,55%; a do feijão teve aumento de 10,67% e o preço pago pelo café teve queda de 1,25%. Os produtores de milho receberam 3,31% a mais pela venda do produto nesse mês.

O segmento dos hortifrutigranjeiros ficou, em média, mais barato no campo em 10,4% no mês de julho.  As maiores baixas se localizaram nos preços pagos pela  banana (-18,33%), alface (-8,7%), cebola (-4,76%), cenoura (-12,12%), couve (-8,33%), couve-flor (-30,0%), repolho (-30,67%) e tomate, com queda de 21,0%. As maiores altas nesse segmento ficaram com a beterraba (21,88%), a batata (6,17%), o quiabo (41,67%) e o pimentão (12,71%).

Quanto aos pagamentos pelos leites tipo B e tipo C, a pesquisa da UFLA identificou alta apenas no preço pago pelo tipo C, com os pecuaristas recebendo 1,02% a mais pela venda do produto.

Os preços médios dos grupos de insumos agrícolas (totalizando 187 insumos) ficaram em média mais baratos 0,49%, resultado do Índice de Preços Pagos (IPP) pelos insumos agropecuários.

O Índice de Preços Recebidos (IPR) estima a renda do setor rural e o Índice de Preços Pagos (IPP) reflete a variação dos custos de produção desse segmento.  

De acordo com o coordenador dos índices, prof. Ricardo Reis, do Departamento de Administração e Economia da UFLA, a situação anualizada ainda é favorável no campo. Ele afirma que a renda agrícola (IPR) acumula alta de 25,67% no período de agosto/2010 a julho/2011 e os custos de produção (IPP) ficaram, no mesmo período, em 3,71%.