Abertas as inscrições para intercâmbio entre Brasil e Espanha

Instituições de ensino superior do Brasil e da Espanha interessadas em intercâmbio de professores, pesquisadores e doutorandos podem participar de programa Capes-DGU. Oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), em parceria com a Direção Geral de Universidades do Ministério de Educação e Ciências da Espanha (DGU), o programa tem inscrições abertas até 8 de junho.

Formação em nível de pós-graduação (doutorado-sanduíche e pós-doutorado) e aperfeiçoamento de professores e pesquisadores são os propósitos do programa. Para participar, é necessário ser vinculado a um programa de pós-graduação bem avaliado pela Capes. As áreas prioritárias para intercâmbio são as de ciências econômicas, educação, matemática, ciências biológicas, meio ambiente, ciências do mar, tecnologia, tecnologia de alimentos, química, psicologia, agricultura e controle de pragas e ciências do esporte.

Terão apoio os projetos conjuntos de pesquisa e cooperação científica. Eles devem descrever objetivos, metodologia, cronograma de implementação de bolsas de estudos e missões de trabalho e plano de aplicação dos recursos de custeio. Devem incluir, ainda, os currículos resumidos dos membros das equipes brasileira e espanhola, além de cópia do projeto do parceiro espanhol.

Cada projeto terá duração de dois anos, prorrogável por igual período. A equipe de cada país deve ter pelo menos dois doutores. O coordenador do projeto deve ser professor com título de doutor há pelo menos quatro anos.

O programa Capes-DGU oferece bolsas de estudo de doutorado-sanduíche e pós-doutorado, passagens áreas internacionais e diárias para a equipe brasileira na Espanha. Também serão liberados recursos de custeio no valor de R$ 10 mil reais.

Mais informações e inscrições – www.capes.gov.br

Professor José Roberto Scolforo é agraciado com Comenda por serviços prestados ao estado e ao país

No dia 26 de maio de 2007, em Patos de Minas/MG, durante a realização da 49ª FENAMILHO (Festa Nacional do Milho), uma das mais importantes feiras agropecuárias do País, o pró-reitor de Pesquisa, professor José Roberto Soares Scolforo recebe do governador do Estado de Minas Gerais a Comenda Antônio Secundino de São José. Trata-se de uma das mais importantes honrarias concedidas no Estado de Minas Gerais a pessoas que se destacaram pelos serviços prestados ao Estado e ao País.

O professor José Roberto fez sua Graduação, Mestrado e Doutorado em Engenharia Florestal. É professor titular em Biometria, Inventário e Manejo Florestal da Universidade Federal de Lavras (Ufla). Ocupou função de chefe de departamento, coordenador de programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal e atualmente é Pró-Reitor de pesquisa da Universidade Federal de Lavras. Tem pautado sua vida profissional desenvolvendo pesquisas em modelos de crescimento e produção, Biometrias, Amostragem e Manejo de Florestas plantadas em diferentes empresas florestais, no Brasil Uruguai e Argentina. Na área ambiental desenvolve o projeto Manejo Sustentável do Cerrado, projeto Flora do Cerrado, projeto Sistema Integrado de Monitoramento e Controle da Amazônia Brasileira, projeto Mapeamento e Inventário da Flora Nativa e Reflorestamento de Minas Gerais, projeto Manejo Sustentável da Candeia, projeto de Zoneamento Ecológico Econômico do Estado de Minas Gerais, dentre outros.

Ufla oferece cursos gratuitos de capacitação profissional

Mestre-de-Obras, Eletricista Básico – Instalações de Baixa Tensão, Formação de Jardineiros, Introdução a Microinformática, Manejo Sanitário e Princípios de Enfermagem para Eqüinos e Sanidade Básica na Bovinocultura Leiteira, são os cursos oferecidos pelo Programa de Qualificação Profissional – SEMEAR, da Universidade Federal de Lavras, em 2007.

O programa tem como objetivo qualificar de forma gratuita mão-de-obra profissional, reabilitar e buscar oportunidades no mercado de trabalho, por meio da estrutura existente na universidade e com o apoio de vários parceiros.

A aula inaugural aconteceu na última segunda-feira, no Anfiteatro do Departamento de Agricultura, com a presença do reitor, professor Antônio Nazareno Mendes, deputado federal Reginaldo Lopes, prefeita de Bom Sucesso, Claudia do Carmo Martins de Barros e professor Rubens José Guimarães, pró-reitor de Extensão da Ufla.

Na oportunidade foi assinado o Termo Aditivo entre a Ufla e a Prefeitura de Bom Sucesso, representados pelo reitor Antônio Nazareno e a prefeita Cláudia Barros.

Na avaliação do coordenador do programa, professor Silvério José Coelho: “O Projeto SEMEAR traz a comunidade para dentro da universidade além de forma profissionais que não tiveram acesso à um curso formal.”

O programa foi criado em 1997 pelo Centro Acadêmico de Engenharia Agrícola da Ufla. A partir de 2006 passou a integrar o quadro de programas de extensão sob a responsabilidade da Pró-Reitoria de Extensão.

Segundo o reitor, professor Antônio Nazareno “nos últimos dez anos, o SEMEAR capacitou 1.700 trabalhadores de Lavras e região. Um verdadeiro marco na extensão da Universidade”.

São disponibilizadas 103 vagas, sendo 68 para Lavras e 35 para Bom Sucesso. O curso tem a duração de três meses, com aulas teóricas e práticas, duas vezes por semana, no período noturno.

Um exemplo de trabalho desenvolvido pelos alunos do curso é a pintura da Escola Estadual Firmino Costa.

A novidade para esse ano é o oferecimento dos cursos de eletricista básico – instalações de baixa tensão e o de sanidade básica na bovinocultura leiteira à população de Bom Sucesso.

Repensar a Universidade é preciso

Os mercados cada vez mais globalizados e competitivos estão exigindo profissionais dotados de um senso crítico/criativo em relação aos problemas do setor onde desenvolverão suas atividades, considerando-o como um todo, seja nos aspectos técnicos, humanos, sociais ou políticos. O profissional deve estar suficientemente preparado e capacitado para discernir o grau de importância do desenvolvimento do setor onde trabalha, tanto na economia nacional como internacional, bem como nos seus inter-relacionamentos com outros setores da economia.

Formar um profissional com esse perfil requer professores qualificados, currículos coerentes e atualizados e estruturas adequadas. Analisando algumas universidades brasileiras, observa-se que em muitas há carência de alguns desses requisitos. Em algumas faltam professores qualificados, em outras os currículos estão ultrapassados e em outras tantas as estruturas organizacionais são antigas e pouco produtivas.

Aliada à carência de alguns requisitos, encontra-se a adoção de estratégias inadequadas ou, mesmo, a falta delas para solução dos problemas. Muitas universidades públicas não dispõem de estratégias de curto, médio e longo prazo, em termos de ensino, pesquisa, extensão, financiamento e gestão. Com isso, observa-se desperdício de tempo e de recursos físicos, humanos e financeiros, formando profissionais desalinhados em relação ao mercado de trabalho, desenvolvendo pesquisas incoerentes com a realidade e com o futuro e não interagindo com a sociedade na busca de soluções para seus problemas.

Em muitas universidades, os sistemas educacionais construídos para a formação intelectuais se tornaram insatisfatórios para um ambiente cuja característica marcante é a mudança. Apesar dos esforços para sanar este problema, muitas universidades continuam a formar indivíduos pouco adaptáveis às mudanças constantes, resultando na rejeição de seus produtos pela sociedade. A nova educação deve ser baseada em um currículo flexível, organizado em torno de mudanças de interesses e necessidades dos estudantes, oferecendo oportunidades de entrada e saída em diferentes momentos com menos ênfase em certificados como pré-requisitos para participação nas atividades. O aluno deve ter alternativas para escolher, em termos de nível de formação. Ao entrar na universidade, ele deve ter a opção de escolher se quer sair com o nível técnico, graduado ou pós-graduado. Nesse sentido, é bom salientar que, no mercado brasileiro de trabalho, existe uma carência muito grande de profissionais de nível técnico.

Com relação à freqüência, hoje em dia, grande parte da educação acontece fora do horário escolar, em local e hora da própria escolha do indivíduo. O que precisamos é de um processo educacional continuado e permanente, uma vez que a educação formal não é suficiente para que o indivíduo possa viver o resto de sua vida.

Além disso, o processo educacional deve ser capaz de desenvolver indivíduos com capacidade de continuar sua própria educação. O currículo deve promover oportunidade para que ele aprenda, principalmente, a ler, ouvir, observar, expressar-se e adquirir técnicas de obter informações. Nesta nova visão do processo educativo, é necessário redefinir o papel do aluno, do professor e das universidades, rever as formas de avaliação, bem como refletir sobre o papel do educador e da educação. No tocante ao papel do aluno, este deve caracterizar-se por assumir a própria educação, ou seja, como autodidata. O autodidatismo orientado deve ser privilegiado na medida que experiências têm demonstrado que as pessoas, em sua maioria, admitem que foi o convívio com os outros, na troca de experiências, no debates de idéias, por meio de experiências vividas que aprenderam a maior parte das coisas úteis de que precisam. O essencial é ensinar a aprender, fornecendo aos indivíduos instrumento para mudar de tipo de atividade, de trabalho, várias vezes, durante a vida.

Quanto ao papel do professor, a sua função será, cada vez mais, a de “preparar situações de aprendizagem, organizar a recepção das informações televisionadas ou radiofundidas, orientar grupos de trabalho a cargo de monitores não especializados”. O papel do professor passa de instrutor para o de diagnosticador, cooperador, estrategista, guia, amigo e colega de aprendizado.

Em se tratando do papel da universidade, esta deve ter três funções: transmissão da cultura, ensino das profissões e a pesquisa científica. Estas funções devem ser realizadas com sobriedade e austeridade, ensinando somente o que os alunos podem aprender e não o que os professores desejam. A universidade não pode ser um sindicato nem um partido político, mas deve ser uma instituição universitária com o papel de agente de reforma social e acelerador do processo evolutivo da civilização contemporânea. A universidade é uma organização composta de pessoas, tecnologias, conhecimentos e práticas; posicionada na sociedade no sentido de olhar para esta, visando entender seus problemas, desenvolver tecnologias coerentes aos seus problemas, conhecimento e práticas, bem como capacitar pessoas para utilizá-los na solução dos problemas. Infelizmente, muitas universidades no Brasil, no meu entender, tomaram outra conotação. Elas construíram, em volta de si, um muro que a sociedade tenta escalar para saber o que se está acontecendo dentro dela. Somada a esse fato predomina, dentro de muitas universidades, a “filosofia do bicho da seda”, segundo o qual professores se encasulam em torno de sua área, disciplina ou linha de pesquisa, esquecendo da integração. Quando esses professores se aposentam, não há continuidade dos estudos e pesquisas ou, mesmo, o aproveitamento dos conhecimentos gerados, morrendo, assim, uma célula da universidade.

O advento dos novos tipos de estruturas e estratégias educacionais implica em uma revisão profunda nos métodos de avaliação de resultados e, principalmente, de gestão das universidades. Se for adotada a autodidaxia como estratégia, a avaliação tenderá ser mais para abordagens subjetivas, sendo os testes objetivos usados para diagnosticar falhas e deficiências. Deve ser dada ênfase especial a autoavaliação.

Com relação à gestão, há necessidade de revisão das estruturas organizacionais, com a adoção de formas mais alinhadas ao ambiente de negócio. Nesse sentido, é necessária à utilização de organogramas mais flexíveis e que permitam uma maior interação entre os setores envolvidos, além de possibilitar a profissionalização destes. Hoje em dia, já existem estruturas mais adequadas ao ambiente de educação universitária, como a matricial, as unidades de negócio e a governança coorporativa.
Em síntese, precisamos reestruturar o sistema educacional, ligando a educação à vida, associa-la a objetivos concretos, estabelecer uma correlação estreita com a sociedade e a economia, e, finalmente, criar e redescobrir uma educação em estreita simbiose com o ambiente. A situação atual não pode continuar, em face da importância das universidades no contexto de uma sociedade. Por isso, é preciso repensar suas estruturas e estratégias. Do contrário, corre-se o risco de cair no descrédito da sociedade ou, mesmo, o de não conseguir parceiros para apoiar suas atividades.

Antônio Carlos dos Santos
Engenheiro Agrônomo, mestre e doutor em administração rural e chefe do Departamento de Economia e Administração da Universidade Federal de Lavras
E-mail: acsantos@ufla.br

Inscrições abertas para os programas Unibral e Probral de intercâmbio acadêmico e científico

O DAAD e a Capes estão recebendo até 30 de junho inscrições de projetos de cooperação acadêmica e científica entre instituições de ensino superior da Alemanha e do Brasil, dentro dos programas Unibral (graduação) e Probral (pesquisa científica).

O Unibral visa estimular o intercâmbio de estudantes e docentes de graduação, bem como a aproximação curricular entre as instituições parceiras e o reconhecimento mútuo de créditos, por meio de projetos conjuntos de pesquisa.

Já o Probral apóia projetos conjuntos de pesquisa e cooperação científica, que promovam a formação em nível de pós-graduação (doutorado sanduíche e pós-doutorado) e o aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores.

Atualmente, existem 21 projetos Unibral e 77 Probral em andamento, em diferentes áreas do conhecimento.

Artigo sobre programas Unibral bem-sucedidos, publicado na newsletter do DAAD em maio 2007: http://rio.daad.de/DOWNLOAD/mai2007%20-%20unibral%20e%20probral%20-%20novos%20editais%20e%20historias%20de%20sucesso.doc

Unibral: Mais informações
no site do DAAD http://rio.daad.de/shared/inter_institucional.htm
e da Capes http://www.capes.gov.br/bolsas/cooperacao/alemanha/unibral.html .

Probral: Mais informações
no site do DAAD http://rio.daad.de/shared/inter_institucional.htm
e da Capes http://www.capes.gov.br/bolsas/cooperacao/alemanha/probral.html .

Bolsa para Curso Avançado de Alemão

Saiu o edital 2007 para bolsas do tradicional e concorridíssimo Curso de
Inverno de Língua e Cultura Alemãs (Deutschlandkundlicher Winterkurs) do
Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).
Como nos anos anteriores, o programa distribuirá bolsas para os cursos de
inverno nas universidades de Freiburg, Essen e Leipzig, que em 2008 serão
realizados de 7 de janeiro a 15 de fevereiro (seis semanas).
Inscrições via escritório do DAAD no Rio de Janeiro somente até 6 de julho.

Mais informações:

http://rio.daad.de/shared/graduacao.htm

Programação do Museu de História Natural integra 5ª Semana Nacional de Museus

O Museu de História Natural, vinculada a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, Comunitários e Culturais (Praecc), da Coordenadoria de Cultura passou a fazer parte das atividades da Política Nacional de Museus sendo cadastrado no Sistema Brasileiro de Museus, do Ministério da Cultura. O Museu é reconhecido junto a outros 2.405 museus universais espalhados por todo o Brasil.

Segundo Vânia Natal de Oliveira, chefe do MHN “é importante o nosso reconhecimento e agradecimento, à iniciativa de pessoas representativas e visionárias da comunidade universitária, incluindo professores, pesquisadores, estudantes e, também, profissionais de outras instituições que se interessaram em reunir, em um único espaço na Universidade Federal de Lavras, um rico acervo que descreve a formação do planeta Terra e os seus seres vivos. Um agradecimento especial deve ser feito à professora Lea Rosa Mourgués-Schurter, do Departamento de Biologia da Ufla, que elaborou o projeto de criação do museu e coordenou a sua implantação”.

A programação inclui apresentação do Coral Vozes do Campus, Teatro de Fantoches, oficinas, visitas guiadas, exposição de fotografias “Flores e Cores”, pelo professor Silvério José Coelho, do Setor de Paisagismo do Departamento de Agricultura da Ufla

Em parceria com o Setor de Epidemiologia da Vigilância Sanitária do município de Lavras, foi realizada a palestra e exposição sobre a importância de medidas de prevenção da dengue na cidade e na Universidade.

A programação comemorativa continua até o dia 18 de maio.

Mais informações: (35) 3829-1206

Abertas as inscrições para o Seminário Ética e Inovação Tecnológica

Estão abertas as inscrições para o Seminário Ética e Inovação Tecnológica, que será promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), nos dias 5 e 6 de junho, no Hotel BH Platinum, em Belo Horizonte.

O evento vai reunir especialistas do Brasil e de outros países, a fim de estimular a reflexão sobre os avanços científicos e tecnológicos nas diversas áreas do conhecimento e suas conseqüências para a sociedade. “O seminário é fruto da preocupação da Fapemig de estabelecer contato direto com sua clientela e de se manter em sintonia com as diretrizes emanadas das políticas públicas para a área e com os anseios e questões originadas da produção científica e tecnológica”, diz o presidente da Fundação, José Geraldo de Freitas Drumond.

Sob o ponto de vista da ética e da inovação, serão discutidas questões como tecnologia e informação, bioética, projeto genoma humano, tecnologia e meio ambiente, medicina e inovação e impacto social das novas tecnologias. Além do anfitrião, José Geraldo de Freitas Drumond, estão entre os palestrantes o coordenador geral do Grupo de Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo e presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI), Gilberto Dupas; o diretor da Unidade de Bioética OPS/OMS de Santiago (Chile), Fernando Lolas Stepke, e o professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais, Sérgio Danilo Pena.

Inscrições e outras informações no endereço www.fapemig.br/seminario

Ufla sediará Pólo de Excelência do Café

Minas Gerais: referência mundial em Ciência, Tecnologia e Inovação no Agronegócio Café

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Sectes, implantará o “Programa de Pólos de Excelência”. O objetivo é consolidar a liderança de Minas Gerais em setores estratégicos, nos quais possua tradição, massa crítica e vantagens competitivas. Pretende-se instalar pólos em setores produtivos como o Mineral, Metalúrgico, Gemas e Jóias, Café, Leite, Floresta e Milho.

O secretário Alberto Duque Portugal já apresentou a proposta ao Governador Aécio Neves, que autorizou a implantação imediata dos Pólos de Excelência do Café e do Leite. Em reunião recente com o secretário Alberto Portugal, a superintendente de C&T Déa Fonseca e a coordenadora do Programa Rede Mineira de Inovação na Agroindústria Efigênia Brandão Póvoa, o reitor Antônio Nazareno Mendes, o pró-reitor de Pesquisa José Roberto Scolforo e o pró-reitor de Extensão Rubens José Guimarães, negociaram a vinda do Pólo de Excelência do Café para a Ufla, na área do Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão do Agronegócio Café – Cepecafé.

O Pólo de Excelência do Café será na região Sul de Minas, por agregar o maior número de instituições geradoras de conhecimento no Agronegócio Café, como a Ufla, Epamig, Embrapa-Café, Fundação Procafé, Escola Agrotécnica Federal de Machado, Centro de Excelência do Café da Seapa-MG, além da Emater-MG e outras instituições que atuam nos vários segmentos da cadeia (produção, industrialização e comercialização), como o Centro de Comércio de Café, o Sindicafé, Associações de Cooperativas e de Sindicatos.

O Pólo terá um comitê gestor e um conselho deliberativo que serão responsáveis pela gestão dos recursos destinados às pesquisas e atividades desenvolvidas. O Comitê provisório para instalação do Pólo foi constituído por representantes da Sectes, Seapa, Ufla e Embrapa-Café. A instalação oficial deverá ocorrer em Três Pontas, no próximo dia 26 de junho, durante a abertura da Expocafé-2007, que contará com a presença do governador Aécio Neves. No evento, será assinado um termo de outorga pelo governador Aécio Neves e pelo reitor Antônio Nazareno Mendes, assegurando a alocação inicial de R$ 400 mil para elaboração do diagnóstico, plano de divulgação e marketing, realização de seminários, estruturação do Pólo, elaboração do plano de negócios e concessão de bolsas para gerenciamento.

Também, o Pólo de Excelência do Leite será instalado em breve. A sede será na cidade de Juiz de Fora e contará com a atuação direta do Instituto Cândido Tostes–ILCT, da Epamig e da Embrapa-Gado de Leite na coordenação; a Ufla também participará do Comitê Gestor, juntamente com a UFJF e UFV. Em reunião realizada no ILCT no último dia 4, em Juiz de Fora, participaram pela Ufla o reitor Antônio Nazareno Mendes e a professora Nadja Gomes Alves, do Departamento de Zootecnia, que fará parte do Comitê Gestor representando a Universidade.

Livro de autoria de professor e de ex-doutorando da Ufla, ajuda aumentar segurança alimentar

Uma ferramenta científica e fundamentada em rigorosas avaliações técnicas que garantirá segurança alimentar aos brasileiros e confiabilidade nas exportações dos produtos e derivados do agronegócio. De forma resumida, são estas as características principais do livro “Metais em Fertilizantes Inorgânicos – avaliação de risco à saúde após a aplicação”, organizado pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) a partir da tradução e adaptação do original editado pela The Fertilizer Institute (TFI), nos EUA, em 2000.

Adaptado pelos agrônomos Luiz Roberto Guimarães Guilherme e Giuliano Marchi, a publicação terá tiragem de 1 mil exemplares e será distribuída, gratuitamente, para escolas de agronomia, agrônomos, técnicos, cientistas e indústrias ligadas ao agronegócio. A biografia dos dois autores da adaptação confere à edição seriedade e respeitabilidade, pois ambos são eminentes estudiosos da questão. Luiz Roberto tem mestrado em Solos e Nutrição de Plantas pela Esal (Universidade Federal de Lavras-Ufla) e é Ph.D. em Ciência do Solo, pela Universidade de Michigan (EUA) e em Toxicologia Ambiental, pelo Center for Integrative Toxicology at MSU, também nos EUA. Ele estuda o comportamento de metais pesados no ambiente há cerca de 15 anos, tendo orientado 10 acadêmicos de Mestrado e 8 de Doutorado.

Já Giuliano Marchi é mestre e doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Lavras (Ufla) e realizou parte de seu doutorado na University of California at Riverside. Sua tese de doutorado foi considerada, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, como uma das três melhores defendidas na área de Ciências Agrárias de 2005. Aprovado em concurso na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, atualmente está na Embrapa Cerrados na área de Sistemas de Produção Sustentáveis.

Eminentemente técnico, o livro coordenado pelos dois especialistas, deve se constituir num importante instrumento para tornar mensurável o impacto dos chamados metais pesados, denominados “elementos-traço” no jarguão agronômico, na agricultura brasileira. Segundo os organizadores, com a edição dessa publicação, a Anda abandona uma postura reativa, onde ela respondia aos questionamentos – muitas vezes infundados e, ou, tecnicamente discutíveis – de uma sociedade ávida de informações, para assumir uma posição pró-ativa.

Além do conter a análise e os estudos fundamentados em medições e pesquisas feitas no mercado americano, a publicação terá ainda um capítulo que contempla um ensaio feito no Brasil, de acordo com dados e informações colhidas na realidade de solo do País. Sua edição coincide com o início da aplicação da Instrução Normativa 27 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que dispõe sobre os limites máximos de metais pesados que podem conter os fertilizantes, corretivos, inoculantes e biofertilizantes.

Universidade Federal de Lavras