Confira os lançamentos das editoras universitárias

“Formação de professores e práticas docentes: olhares contemporâneos”, José Augusto de Carvalho Mendes Sobrinho e Marlene Araújo de Carvalho (Org.) – Que formação docente tem se delineando no cenário educacional brasileiro? Em que medida essa formação responde às exigências e aos desafios da profissão na sociedade atual? Reconhecendo a complexidade da prática docente, este livro reúne textos atuais com perspectivas avançadas sobre questões relacionadas à formação de professores na contemporaneidade. (UFPI)

“Internet & Ensino: novos gêneros, outros desafios”, Júlio César Araújo (Org.) – Em 19 artigos, a obra analisa o mundo digital e como ele cria novas práticas de linguagem, interferindo na realidade do ensino. (UFC)

“O mito modernista”, Daniel Faria – O estudo desenvolve-se ao redor dos movimentos de vanguarda do início do século XX, tendo como fundamentação uma crítica aos conceitos estabelecidos em História e Teoria Literária a partir da confrontação das obras de Mário de Andrada e Menotti DllPicchia, considerados pelo autor como ‘o ícone sagrado’ (o primeiro) e ‘a herança maldita’ (o segundo). (UFU)

“Pesquisa como mediação de práticas socioeducativas”, Ivana Maria Lopes de Melo Ibiapina e Maria Vilani Cosme de Carvalho (Org.) – Esta coletânea de coletânea de textos foi elaborada com o objetivo de orientar as discussões no IV Encontro de Pesquisa em Educação, realizado em 2006 na UFPI. Os artigos presentes neste livro concentram seus temas em torno dos eixos da formação docente e desenvolvimento profissional, das tendências atuais da pesquisa em educação, das práticas pedagógicas e da produção dos saberes docentes, dentre outras questões. (UFPI)

“Sob o ju(o)go da lei: confronto histórico entre Direito e Justiça”, Jeanne Silva – Faz uma crítica contundente a um Direito cada vez mais identificado com o poder econômico, que se aperfeiçoa nos institutos jurídicos da defesa da propriedade privada e se esquece dos direitos básicos de todos os homens e mulheres: direito à vida, à dignidade, ao trabalho, à moradia. Reflete sobre o jugo imposto pela lei àqueles que são leigos e a desconhecem e o jogo dos agentes que a operacionalizam. (UFU)

“Cooperativas de Crédito do básico ao gerencial”, Rafael Bernardino de Sousa – O autor procura mostrar que o cooperativismo se constitui como um dos instrumentos mais eficientes para a melhoria do padrão socioeconômico da pessoa humana e o cooperativismo de crédito, em particular, tem uma importância que se destaca de forma imediata e direta na medida em que capta recursos na comunidade na qual está inserida, e os aplica na mesma comunidade gerando oportunidade de multiplicação da riqueza internamente na comunidade. (UFPB)

“Temas em Psicologia e Educação”, Maria Vilani Cosme de Carvalho (Org.) – Reconhecendo a imaterialidade que a educação abarca ao se relacionar com conhecimentos, idéias, conceitos, atitudes, hábitos e símbolos, os autores deste livro se debruçam sobre o diálogo entre Educação e Psicologia, de modo a mostrar ao leitor como a interseção desses dois campos contribui para a compreensão do processo educacional. (UFPI)

“A economia paraibana: estratégias competitivas e políticas públicas”, Fred Leite Siqueira Campos e outros – Coletânea de artigos sobre as estratégias competitivas postas em prática e sobre as políticas econômicas (privadas e públicas) dos agentes que compõem os três setores da economia paraibana. (UFPB)

(Lilian Saldanha – Assessoria de Comunicação da Andifes)

Reforma universitária está parada na Câmara há 1 ano

O Estado de São Paulo, 09/06/07

Lisandra Paraguassú

Texto traz regulamentação da autonomia para instituições federais, mas debate não avança

Enquanto os alunos da Universidade de São Paulo (USP) ocupam a reitoria da instituição há 37 dias reivindicando, entre outros pontos, a garantia da manutenção da autonomia universitária, a regulamentação do tema para as universidades federais está “esquecida” no Congresso. Um dos principais planos do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma universitária, depois de mais de três anos de debates não aparece mais entre as prioridades. E, com ela, a discussão sobre a autonomia das universidades públicas federais.

Entregue à Câmara há um ano, o projeto de reforma foi praticamente esquecido pelos principais interessados: o Ministério da Educação (MEC), que pretende incluir mudanças no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), os reitores das universidades federais, que não gostam do conceito de autonomia que está na reforma, e os donos de universidades privadas, que nunca aceitaram as alterações propostas pelo governo.

Inicialmente defensores da idéia da reforma, os reitores das federais terminaram por abandoná-la quando descobriram que o governo não tinha incluído as suas duas principais reivindicações: a possibilidade de mudar os recursos de uma rubrica de gastos para outra, definindo suas prioridades, e a de contratar pessoal de acordo com seu orçamento, sem precisar esperar por autorização do MEC. “Ficou muito aquém do que esperávamos e hoje a discussão está emperrada”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Arquimedes Ciloni. “Cabe ao Congresso retomar a discussão e aí vamos tentar fazer valer nossa proposta.”

Hoje, não há nem mesmo na Câmara onde discutir o projeto enviado pelo governo. Por tratar de temas relacionados a quatro comissões, a reforma precisa de uma comissão especial, que chegou a ser nomeada quando o projeto chegou à Casa. Depois da eleição, parte dos integrantes da comissão, inclusive o então relator Paulo Delgado (PT-MG), não se reelegeram e a comissão foi extinta. A mesa da Câmara teria que ter nomeado, mas nada foi feito.

“A reforma universitária, infelizmente, virou um cadáver insepulto rolando na Casa”, reclama o presidente da Comissão de Educação, Gastão Vieira (PMDB-MA), que era também o presidente da comissão especial que cuidaria do projeto. “Estamos esperando o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) renomear a comissão, mas, com outras prioridades na pauta, até agora nada foi feito.”

Vieira cobra uma interferência do governo para que a discussão seja retomada, mas o interesse do MEC pelo assunto parece também ter diminuído. Parte dos temas que eram tratados na reforma, em especial a expansão das instituições federais, acabou entrando no PDE, com verba desvinculada do sistema de financiamento proposto na reforma.

O secretário de ensino superior do MEC, Ronaldo Motta, diz que o governo tem sim interesse em continuar a tramitação da reforma, mas que o momento agora é de a Câmara levar adiante o projeto. Motta atribui a falta de interesse dos reitores pela reforma ao sentimento de que, após decretos que simplificaram o repasse regular de recursos, eles estariam satisfeitos. “Os reitores têm demonstrado contentamento com o conjunto de medidas tomadas sem a reforma, mas eu entendo que há um esgotamento. Vamos ter um limite que só poderá ser resolvido com um novo marco legal.”

A discussão sobre a autonomia das federais tem quase 20 anos – desde a Constituição de 88 fala-se no tema – e até hoje avançou pouco. A Constituição traz um artigo prevendo a autonomia, mas ela precisa de regulamentação. No caso das universidades do Estado de São Paulo, decreto estadual reforçou a autonomia em 1989.

Falha na alfabetização científica prejudica interesse pelo assunto

O Estado de São Paulo, 11/06/07

Resistência de adultos ao tema começa na infância, em grande parte devido ao fraco ensino da disciplina na escola

Giovana Girardi

Levantamento divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia mostrou que cerca de 41% dos brasileiros têm muito interesse por ciência. O número foi recebido com entusiasmo por especialistas – uma vez que estava quase em pé de igualdade com o do interesse por esporte e era superior ao de política -, mas não deixou de refletir um problema intrínseco do ensino.

Entre os 59% que disseram ter pouco ou nenhum interesse na área, a maioria justificou que simplesmente não entende o assunto. Os organizadores da pesquisa apontaram vários fatores como explicação, entre eles a existência de poucos museus de ciência no País, mas alertam que o cerne da questão é a deficiência no ensino de ciências. “Quando a ciência é colocada de maneira clara e interessante, ela fascina. Mas a educação nessa área ainda precisa melhorar muito. Um ensino livresco, sem desafio nem experimentação como ocorre hoje não tem como ter resultados. Melhorar é crucial”, afirma o pesquisador Ildeu de Castro Moreira, responsável do MCT pelo estudo.

“Temos problema no ensino de ciências assim como temos com a educação em geral”, lembra o físico e educador da USP Luis Carlos Menezes. “Mas o agravante é que os professores de português ou matemática sabem ler, escrever, fazer conta. Podem ter problemas pedagógicos, mas sabem o conteúdo. Ocorre que vemos professores de ciências que realmente não entendem o assunto que estão falando.”

Uma revisão de estudos psicológicos divulgada no mês passado na revista Science aponta que a resistência dos adultos à ciência tem origem na infância, em parte por causa do que as crianças sabem ‘naturalmente’ e em parte pelo que elas aprendem (ou deixam de aprender), escrevem Paul Bloom e Deena Skolnick Weisberg, da Universidade Yale.

Os pesquisadores alegam que essa desconfiança ocorre porque alguns tópicos científicos são contra-intuitivos, como o fato de a Terra ser esférica. Para os pequenos, dizem, é difícil entender que vivendo em uma esfera as pessoas não acabariam despencando. Por isso um ensino adequado é imperativo desde cedo. “A primeira barreira a ser derrubada é a idéia de que ciência é algo difícil. A alfabetização científica tem de ser pensada como uma linguagem para ser falada e discutida por todos, não só pelo cientista”, diz Menezes.

“O País tem uma péssima tradição em só começar a tratar de ciência nos últimos anos do ensino fundamental. Mas é já com os pequenos que esses preconceitos têm de ser trabalhados”, complementa Jorge Werthein, ex-representante da Unesco no Brasil.

A bióloga Andréa Ribeiro dos Santos, ligada à Fiocruz, percebeu isso na prática ao realizar trabalho sobre metamorfose com alunos de 4ª a 8ª séries de escola pública em Nilópolis (RJ). “Muitos têm aversão a alguns insetos porque não os conhecem”, conta. “A maioria disse ter mais medo de abelha do que do mosquito da dengue, uma vez que eles não associavam que este inseto é transmissor de doenças. Os menores entendiam que o foco da dengue estava em vasilha com água, mas não associavam a larva ao adulto.”

Investigar é chave para aprender

Professores com bom material conseguem instigar mais os alunos a descobrir como a ciência é feita

Na hora de buscar responsáveis pelas deficiências no ensino de ciências do País, a culpa sempre recai nos professores. Mas especialistas alertam que a solução vai além de somente melhorar a formação dos docentes. É preciso dar instrumentos para eles conseguirem inovar em sala de aula.

“Hoje vemos ações de formação de professores e outras para melhorar o livro didático, mas não existe conexão entre elas. A formação pode até aprimorar o discurso, mas o livro engessa”, comenta Ana Rosa Abreu, diretora educacional do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Sangari do Brasil, instituto que desenvolve modelos de ensino de ciência.

“Nas poucas escolas que têm laboratório, a imagem que os estudantes fazem é de um local antisséptico, para poucos. Para entrar ali tem todo um ritual. A ciência deixa de fazer parte do cotidiano”, complementa a educadora, que defende uma metodologia investigativa de ensino para que o aprendizado se torne natural.

É nisso que se baseia o Ciência e Tecnologia em Criatividade, um programa educativo desenvolvido pelo instituto para ser usado no ensino fundamental. “Por anos ouvimos professores dizendo que gostariam de fazer diferente, mas não tinham coragem de ousar nem sabiam como. Criamos um instrumento para isso”, diz. “O Ministério da Educação tem de entender que o modelo do livro didático é muito restrito. É preciso colocar materiais na mão dessas crianças para elas descobrirem os conceitos por conta própria.”

Jim Heinhold, de 9 anos, é um exemplo de que isso funciona. Aluno do Colégio Via Sapiens, em Cotia, que usa o sistema da Sangari, observa intrigado um pó branco em uma colher colocada sobre uma chama de fogo. O material não gruda, não derrete, nada acontece. Mas o garoto não desanima. “Já sei. É talco”, fala com ar sabichão para a professora Ana Cristina de Lima, que vêm instigando a turma da 4ª série a descobrir o que são quatro “substâncias misteriosas”. Jim diz que a matéria é sua favorita. E gosta tanto que já sabe o que quer ser quando crescer: cientista.

Na rede municipal de São Paulo algumas escolas têm adotado um esquema mais modesto, mas que também busca promover a construção do conhecimento pelo aluno. É o projeto apelidado de “Mãos na Massa”, desenvolvido pela Estação Ciência.

“Na escola pública, ciência não é muito priorizada diante da necessidade de ensinar a ler e a escrever. Aqui nós não temos muitos materiais, mas buscamos trabalhar com temas que tenha significado para os alunos”, conta a professora Janete Santos de Brito, que dá aulas para uma turma do 3º ano em escola de Santo Amaro. “Fazendo experiências, os alunos conseguem estabelecer relações. Eles guardam o novo conhecimento não por mera memorização, mas porque passa a fazer sentido para eles”, diz.

PDE: mais uma sigla para a educação

Correio Braziliense, 12/06/07

Magno de Aguiar Maranhão

Educador, presidente da Associação de Ensino Superior do Rio de Janeiro

www.magnomaranhao.pro.br

Assentada a poeira levantada pelo anúncio do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC, seguido pelo anúncio do Plano do Desenvolvimento da Educação, PDE, podemos dizer, sem fazer torcida contra, que devemos conter nosso entusiasmo, por mais ousados que eles possam parecer. Na área educacional, que concentra nosso interesse, já nos envolvemos (só para citar épocas mais recentes) em debates infindáveis e acalorados sobre a reforma universitária; sobre cotas sociais e raciais; sobre os desacertos eternos do ensino público; sobre o Fundeb, já classificado até como a redenção da educação básica; e sobre o Plano Nacional de Educação, cujas metas dificilmente serão cumpridas até 2011, como se estabeleceu.

No entanto, os empecilhos para a concretização desses projetos “redentores” multiplicaram-se de tal forma ao longo do tempo que já nos damos por felizes se apenas alguns brasileiros tiverem a sorte de ser beneficiados por eles.

Para entendermos porque devemos nos preparar para lutar contra as limitações dos planos recém-anunciados, gostaria de lembrar a nota divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), frisando o caráter restrito do PAC, conjunto de medidas na área econômica que visam, sobretudo, a um crescimento do PIB, sanando problemas como deficiências de infra-estrutura e falta de investimentos da iniciativa privada.

Já o PDE, que tem prazo até 2022 para atingir todas as suas metas, é tão-somente a reunião de uma série de projetos que buscam resultados perseguidos por outros programas, alguns já implementados e mais que avaliados nos últimos 10 anos pós-LDB. Assim como o PAC não é um programa de governo nem tenciona resolver a equação brasileira, até porque não abarca questões sociais relevantes, o PDE também não pretende revolucionar a educação. Isso, apesar de um otimista presidente Lula afirmar que PAC e PDE são “anéis da mesma corrente para a construção de um novo Brasil” e que jamais fomos brindados com um plano educacional tão abrangente.

Admito, porém, que será uma vitória considerável se algum setor que o PDE contempla obtiver uma melhoria sólida e permanente e nos aproximarmos de seu objetivo maior: equiparar a performance dos nossos alunos à dos alunos de países avançados, cujos estudantes são avaliados regularmente pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O plano é bom. Seu problema é que parte dele tem sabor de requentado. No nível da educação básica, entra com um novo indicador, o IDEB, que, segundo o governo, avaliará, como nunca antes, a quantas anda o ensino público, pois vai associar as notas dos alunos no Prova Brasil e Saeb com as taxas de aprovação e abandono escolar. A escala do IDEB vai de zero a 10, mas em somente 10 de mais de 5.500 municípios brasileiros os alunos de 1ª a 4ª série alcançaram a média 6 e, no ensino médio, 16 estados estão abaixo da média 3. Ou seja, criaram mais um termômetro para o ensino público, que só fez comprovar que nenhum dos remédios já inventados para a doença foi aplicado.

Outros itens estão na fila de espera das prioridades educacionais há tempos: a fixação de um piso nacional para professores; a responsabilidade da esfera federal com a ampliação da educação infantil; a implantação de atividades que mantenham as crianças por mais tempo na escola; a adaptação dos estabelecimentos para alunos especiais; a capacitação de 2 milhões de professores por meio do ensino a distância; a expansão do transporte escolar; a informatização da rede pública até 2010, entre outras medidas que poderiam ter sido tomadas isoladamente.

No âmbito da educação técnica, a meta é construir 150 escolas técnicas. Na educação superior, o Prouni receberá incremento de 150 mil bolsas e será aberto aos bolsistas parciais o financiamento, via Fies, da parcela da mensalidade que precisam desembolsar nas instituições particulares. A evasão de cérebros será contida, e doutores terão apoio do governo para continuar no Brasil. Haverá expansão de vagas nas universidades públicas federais, com a contratação de milhares de professores e funcionários — embora não saibamos como isso vai se concretizar, já que o PAC quer enxugar os gastos públicos.

Na verdade, não se elaborou um plano. Criou-se uma nova sigla, sob a qual vários projetos serão abrigados. Não é disso que a educação brasileira precisa, e, sim, de comprometimento do Estado, para que, com ou sem PDE, PAC e afins, ou apesar deles, as coisas comecem a acontecer.

Ufla amplia sua inserção internacional

Em recente visita ao Canadá, o professor José da Cruz Machado, atual diretor do Escritório de Assuntos Internacionais da Ufla, teve a oportunidade de tratar da renovação de mais um Acordo de Cooperação acadêmico-cientifico, em nível Institucional, desta vez com a Universidade de Guelph, uma das mais qualificadas Instituições daquele país, detentora de reconhecimento internacional pelas suas importantes contribuições em áreas de biotecnologia, ecologia, segurança alimentar, engenharia e inúmeras outras de grande interesse da Ufla.

Durante sua visita, reuniões e encontros foram realizados com setores estratégicos daquela Instituição, incluindo encontro com o diretor de Cooperação e Relações Internacionais. O novo termo de cooperação da Ufla com aquela Universidade encontra-se em fase de elaboração entre os setores responsáveis por este assunto em ambas Instituições, havendo expectativa de assinatura do mesmo pelos respectivos reitores ainda neste semestre. Com o Acordo, diversos setores da Ufla poderão ser beneficiados de diversas formas, principalmente no que tange a atividades de pós-graduação e graduação, com a realização de intercâmbios em ambos os sentidos. Oportunidades estão sendo criadas para a aproximação de grupos de pesquisa em áreas de interesse mútuo.

Mais detalhes sobre a Universidade de Guelph, podem ser obtidos em consulta ao site: www.uoguelph.ca ou dirigir-se diretamente ao ESAI na Ufla: esai@ufla.br .

Notícias sobre esses acordos e outros temas de natureza internacional podem ser também acompanhadas pelo site do Escritório na página da Ufla.

Ex-aluna da Ufla defende tese de doutorado no Canadá

Cibele Ferreira Machado acaba de defender sua Tese de Doutorado, intitulada: “Expressão gênica durante e após germinação de sementes de tomate em diferentes estádios de maturação (Gene expression during germination and post-germination of dried and non-dried.developing seeds of tomato)”. Cibele iniciou seu curso de Doutorado em 2002, na Universidade de Guelph, no Canadá, após realizar curso de Graduação em Engenharia Florestal na Ufla(1996-2000) e Mestrado na ESALQ, Piracicaba (2000-2002).

Trata se de estudo que focaliza diversos aspectos da qualidade de sementes de tomateiro em relação ao processo de secagem em diversas fases de seu desenvolvimento. Neste trabalho, que contou com a orientação acadêmica do professor Dr. Derek Bewley, um dos mais renomados cientistas na área de sementes em todo o mundo, Cibele teve a oportunidade de utilizar avançadas ferramentas em estudos biológicos, com destaque para metodologias moleculares aplicadas a este tipo investigação. Além do apoio do governo brasileiro, na forma de bolsa e parte das taxas acadêmicas, concedidas pela Capes, este projeto contou também com recursos complementares da Universidade de Guelph e da Empresa Syngenta.
De volta ao Brasil, a recém-doutora terá a oportunidade de oferecer sua parcela de contribuição para o desenvolvimento da área biológica voltada para sementes, que é uma das áreas mais carentes e estratégicas para o crescimento e sustentabilidade da Agricultura brasileira.

Com a realização deste curso deu se início a uma fase de intercâmbio entre alguns setores da Ufla e daquela Instituição canadense. Segundo professor José da Cruz Machado, atual diretor do Escritório de Assuntos Internacionais da Ufla, que esteve presente nas solenidades de defesa de Cibele, a renovação de um Acordo de Cooperação mais amplo e duradouro entre a Ufla e a Universidade de Guelph encontra-se em apreciação neste momento devendo ser o mesmo concretizado ainda neste semestre.

Reitor da FURG representa Andifes em Seminário de Acesso ao Ensino Superior

O reitor João Carlos Brahm Cousin (FURG) representa a Andifes, na tarde de hoje (04/06), no “Seminário de Acesso ao Ensino Superior”, que acontece no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento termina na próxima quarta-feira (06/05) e tem a intenção de promover um amplo debate sobre o vestibular, avaliando sua forma de aplicação e seu aspecto pedagógico.

João Carlos Cousin participa como debatedor na mesa redonda “Reforma do Ensino Superior: Financiamento dos Processos Seletivos”. Também estarão discutindo o assunto a professora Betânia Leite Ramalho (UFRN) e o procurador federal, Eduardo Melo. A professora Verbena Moreira S. de Souza Lisita (UFG) será a mediadora. A mesa redonda debaterá especificamente o financiamento dos processos seletivos.

O evento reúne as Comissões do Concurso Vestibular das Universidades Públicas e Privadas de todo o país, sendo uma integração de três outros seminários realizados nas cinco regiões brasileiras: o XXXI Seminário de Acesso ao ensino superior das universidades do norte e nordeste (SAESSUN), o XI Seminário de acesso ao ensino superior das universidades do centro-oeste (SAESCO) e o III Seminário de Acesso de Ensino Superior das universidades Sul e Sudeste (SAESSUSE).

Durante os três dias do evento serão realizadas cinco mesas-redondas, formadas por profissionais de universidades de várias regiões do país e de universidades do Chile (USACH) e da Argentina (UNER). O encontro também conta com a participação de membros do MEC e da Procuradoria Geral.(Com informações da Assessoria de Comunicação da UFSC)

Servidores técnico-administrativos da Ufla deflagram greve

Os servidores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Assembléia Geral Extraordinária realizada, hoje, dia 04/06/2007, no Salão de Convenções deflagraram Greve por tempo indeterminado.

Dentre as reivindicações a categoria luta em Defesa da Universidade Pública; Liberação das IFES das amarras impostas pela centralização das decisões sobre recursos humanos no MPGO; Ampliação dos cursos noturnos em todas as áreas de conhecimento; Compromisso, do MEC, em submeter à discussão com os Reitores e as entidades representativas da comunidade, qualquer projeto de alteração da legislação que se relacione com a autonomia ou seu exercício.

E também, pelo estabelecimento de Garantia da implantação da 2ª etapa da Carreira: Incentivo de Qualificação e Níveis de Capacitação; Aplicação de, no mínimo, 1% (hum por cento) da folha de pagamento na Capacitação dos Profissionais da Universidade; Suspensão imediata do processo de terceirização e de contratação temporária em curso e a instalação de mesa de discussão sobre o tema; Adoção do regime de trabalho de 30 horas semanais, sem redução salarial, agregado ao funcionamento em turnos, garantindo a ampliação dos nossos serviços e uma maior satisfação dos nossos usuários.

Os servidores lutam por liberação de vagas de técnico-administrativo para concurso público, com vistas à reposição da força de trabalho nas IFES; Manutenção do pagamento dos aposentados vinculados à folha geral de pagamento do pessoal das Universidades; Manutenção do tratamento isonômico e paritário; Extensão de todos os direitos e benefícios, como, por exemplo, o auxílio alimentação aos aposentados e pensionistas.

A próxima Assembléia Geral foi agendada para o dia 6 de junho, às 9 horas, no Salão de Convenções. Na pauta, discussão sobre a avaliação do movimento nacional e formação do Comando de Greve.

Mais informações: (35) 3829-1169

Professsor Magno Ramalho recebe, hoje, o maior prêmio nacional de ciência

A cerimônia de entrega do prêmio será realizada em São Paulo/SP, hoje, dia 4/6/2007, onde os vencedores receberão um troféu e uma premiação especial pela qualidade e eficiência da participação.

O professor e pesquisador do departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras (Ufla), Magno Antônio Patto Ramalho é o ganhador do prêmio Fundação Conrado Wessel – FCW 2006, categoria “Ciência Aplicada ao Campo”, concedido a personalidades que atuam em Ciência Tecnologia e Inovação.

O “Prêmio Fundação Conrado Wessel” é destinado à personalidade ou entidade de reconhecimento nacional no campo da Arte, Ciência e Cultura, mediante critérios e normas estabelecidos em regulamento específico pela Diretoria Executiva e pelo conselho Curador da Fundação.

O perfil dos premiados em Ciência e Cultura, na visão da FCW, revela qualidades de talento inovador, liderança, abrangência social, trabalho incansável, integridade e ética.

Na Ciência, o prêmio contempla cinco modalidades: Ciência Geral, Ciência Aplicada à Água, Ciência Aplicada ao Campo, Ciência Aplicada ao Meio Ambiente e Medicina. As modalidades se distinguem pelo objetivo do cientista ou da entidade premiada, valendo a característica predominante, mantido o entendimento da Comissão Julgadora.

Indicado a essa premiação pelo Reitor Antônio Nazareno Mendes, em fevereiro de 2007, o professor Magno Ramalho foi vencedor da categoria Ciência Aplicada ao Campo e se destacou, principalmente, pelos trabalhos de melhoramento genético do feijoeiro.

“Um prêmio deste nível é como se fosse uma coroação de um trabalho de 36 anos em prol da Ciência brasileira!”, comenta o professor Magno.

Os concorrentes ao prêmio foram analisados por uma comissão julgadora, composta por representantes da Academia Brasileira de Letras, Fapesp, Capes, CNPq, SBPC, dos Ministérios da Agricultura, Ciência e Tecnologia, Cultura, Educação, Meio Ambiente e Saúde, do Comando da Marinha e da Secretaria de Aqüicultura e Pesca.

Sobre a premiação
O prêmio foi criado em 2002, com o objetivo de incentivar atividades relacionadas a Arte, a Ciência e a Cultura, ganhando abrangência nacional. Para a Fundação esta premiação corresponde ao que de mais nobre se pode pensar para o Brasil: “o incentivo à Ciência, âncora do desenvolvimento nacional, o incentivo à Cultura, raiz do bem estar social e da paz mundial, o incentivo à Arte, veículo da perfeição espiritual”.

Segundo o reitor, prof. Antônio Nazareno Mendes, “é importante que o mérito daqueles que se dedicam à ciência com competência, liderança, integridade e ética seja reconhecido, como é o caso do prof. Magno. É um notável pesquisador na área de genética e melhoramento de plantas, com expressiva contribuição ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro nas últimas décadas, inspirando-nos com seu estímulo e motivação nos trabalhos de melhoramento vegetal, particularmente aos nossos estudantes de graduação e de pós-graduação”.

Biografia
Magno Antônio Patto Ramalho, natural de Ribeirão Vermelho/MG, Engenheiro Agrônomo pela Ufla, mestre e doutor pela ESALQ/USP, é um apaixonado pela pesquisa e pela docência. Professor da Universidade Federal de Lavras (Ufla) desde 1971, já recebeu várias distinções e honrarias: Medalha de Honra como 1º colocado da turma de Agronomia da Esal, em 1970; Patrono da turma de Agronomia da ESAL em 1986; Homenagem da Comunidade Esaliana nas comemorações dos 85 anos de Fundação da Instituição em 1993; Prêmio Mérito Faepe – Categoria Ensino, em 1995; Homenagem da Revista Ciência e Prática por ter sido autor com maior número de artigos publicados no período de 1977 a 1995, Mérito Universitário pela Ufla em 2006, entre outros.

O professor Magno participou de mais de 60 bancas de trabalhos de conclusão e publicou 12 livros ou capítulos, participou de 139 eventos científicos e 212 artigos em Revistas Científicas, orientou mais de 70 dissertações de mestrado e 30 teses de doutorado.

Nesses 36 anos de dedicação à Ufla, o professor Magno tem marcado sua atuação pela capacidade de ensinar, de buscar novos conhecimentos e de coordenar projetos de pesquisa.

Conheça a Fundação Conrado Wessel: Incentivo à Arte, à Ciência e à Cultura e apoio a entidades filantrópicas pelo site: www.fcw.org.br

Faculdades privadas devem R$ 11 bilhões à Receita

BRASÍLIA – As dívidas das instituições privadas de ensino superior junto à Receita Federal somam cerca de R$ 11 bilhões, dos quais 70% (R$ 8,3 bilhões) referem-se a contribuições previdenciárias em atraso. Foi o que o secretário-adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo Cardoso, informou nesta quarta-feira, 30 de maio, à Comissão de Educação e Cultura, durante audiência sobre o Projeto de Lei 920/07. O projeto, de autoria do Executivo, amplia as possibilidades de regularização fiscal das instituições participantes do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

O Projeto de Lei 920/07 permite a quitação de débitos fiscais já inscritos na dívida ativa, usando os certificados de valor (títulos públicos) recebidos em contrapartida às bolsas de estudo concedidas. Atualmente, esses certificados só podem ser usados para pagar débitos fiscais e previdenciários correntes, isto é, ainda não inscritos na dívida ativa. O objetivo do governo é fortalecer o Fies e elevar as possibilidades de acesso ao ensino superior.

Segundo Paulo Ricardo Cardoso, do total da dívida de R$ 11 bilhões, apenas R$ 1,4 bilhão foi parcelado para ser pago, e não há previsão de pagamento do restante. Dos R$ 8,3 bilhões referentes às contribuições previdenciárias, apenas R$ 278 milhões foram parcelados.

O procurador-geral da Fazenda Nacional, Luis Inácio Lucena Adams, revelou que os débitos inscritos na dívida ativa alcançam R$ 494 milhões. São 1.107 inscrições, relativas a 372 diferentes instituições de ensino superior privado.

Por sua vez, o vice-presidente de Operações de Crédito da Caixa Econômica Federal (CEF), José Humberto Maurício de Lira, informou que o estoque de recursos financeiros destinados a bancar o Fies é de R$ 980 milhões, dos quais R$ 82 milhões oriundos do Orçamento da União; R$ 343 milhões da própria CEF, retirados da receita das loterias; e R$ 555 milhões da retro-alimentação do Fies, ou seja, os recursos referentes ao ressarcimento dos créditos antes concedidos.

Durante a audiência, o relator do PL 920/07, deputado Rogério Marinho (PSB-RN), sugeriu que os R$ 494 milhões inscritos na dívida ativa sejam aportados diretamente ao Fies. Também recomendou que os alunos com contrato do Fies possam começar a amortizar o principal da dívida somente a partir do 25º mês após a conclusão do curso. Atualmente, é a partir do 13º mês. As autoridades presentes comprometeram-se a estudar a proposta, mas advertiram que ela apresenta dificuldades para ser implementada.

O vice-presidente da CEF, José Humberto Maurício de Lira, por exemplo, explicou que a ampliação da carência provocaria atraso no retorno financeiro do programa, obrigando a redução da concessão de novos financiamentos nos semestres subseqüentes.

Ao encerrar a reunião, o presidente da comissão, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), afirmou que o projeto representa um ‘ato de coragem do governo’, e comparou-o ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis). Também participaram da audiência pública representantes da Fazenda Nacional, Maria Carmosita Maia, e do Tesouro Nacional, Gustavo Lobo.

Universidade Federal de Lavras