Será realizada em 2016 a primeira edição do Programa Be_A_Doc / Brazil-Europe Doctoral and Research, com o objetivo de promover e intensificar a mobilidade acadêmica entre o conjunto das 72 universidades associadas ao Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB) e as 40 instituições integrantes do Coimbra Group, com vistas à qualificação acadêmica e ao fortalecimento da cooperação universitária Brasil-Europa. A Universidade Federal de Lavras (UFLA) é uma das instituições participantes.
O Be_A_Doc incentiva a mobilidade de estudantes para cursos de doutorado sanduíche e ainda professores/pesquisadores para a realização de períodos de investigação (pós-doutoramento).
Estudantes da UFLA já podem se preparar. A plataforma estará disponível para receber inscrições entre os dias 8 de março e 8 de abril. Para participar, basta que o estudante faça parte de uma das 72 universidades associadas ao GCUB e encontre na plataforma uma universidade e programa de pós-graduação de seu interesse. A lista de universidades associadas ao GCUB encontra-se aqui.
Os interessados também podem acessar a plataforma Be_A_Doc, com informações dos cursos de doutorado, dos respectivos coordenadores de cada área, contatos, procedimentos, além dos apoios, como visto, alojamento, preparação linguística, etc.
Para mais informações sobre a rede universitária europeia Coimbra Group, acesse aqui ou entre em contato com o GCUB pelo e-mail ari.gcub@grupocoimbra.org.br.
Oficialmente Lavras será sede da Liga do Desporto Universitário – Fase Estadual neste ano. A organização será da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e da Liga Esportiva Universitária (Leufla). O evento promete movimentar a cidade e a expectativa é de reunir em torno de 200 alunos-atletas, além de treinadores e torcedores.
A competição já é tradicional no calendário universitário, sendo classificatória para a Fase Regional S/SE/CO. Este ano, além das tradicionais modalidades futsal, handebol, vôlei e basquete, o evento contará com atletismo e futebol de 7. Os jogos ocorrerão nos dias 23 a 27 de março.
A UFLA tem investido cada vez mais no esporte, fazendo com que Lavras tenha sido a escolhida pela Federação Universitária Mineira (Fume). Em 2015, as equipes de Futsal Feminino e Masculino, Handebol Feminino e Masculino, Vôlei Feminino conquistaram o ouro e a vaga para a Fase Regional disputada em Santo André (SP) e dois bronzes com Basquete e Vôlei Masculino. Ressaltando ainda que a equipe de Atletismo Cria Lavras é referência nacional.
Camila Caetano – jornalista/ bolsista UFLA com informações de Karen Monaliza da Silva- diretora de Planejamento e Gestão Leufla
Fonte da imagem ilustrativa: http://www.francoise-nielly.com
Hoje, os esforços de cerca de oito mil mulheres contribuem para a construção diária da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Considerando servidoras, funcionárias terceirizadas e estudantes, o público feminino na instituição equivale a 51% da comunidade acadêmica. Seja em atividades técnicas e administrativas, seja nas ações ligadas diretamente ao ensino, pesquisa e extensão, as mulheres estão presentes em números crescentes na história, colaborando de forma ativa para os reconhecimentos de qualidade que a UFLA vem alcançando ao longo de seus 107 anos.
Em 2011, pela primeira vez, o número de mulheres ingressantes na graduação ultrapassou o de homens.
De 1908 a 1947, a Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL) recebeu 399 alunos em seu curso de graduação da época (Agronomia). Eram todos homens. Apenas em 1948, ou seja, quarenta anos depois, houve o ingresso da primeira estudante. A participação permaneceu semelhante – tímida – até o final da década de 1960. Nos anos de 1970, a presença das graduandas passou a 10% do total de alunos; a partir de então, seguiu em crescimento contínuo, alcançando, nos processos seletivos de ingresso de 2011, um momento histórico: 54,6% dos novos alunos da época eram mulheres.
Depois de 2011, quando a inversão de predominância foi efetivamente registrada, o quadro não se alterou muito. Nos três anos posteriores, notam-se apenas pequenas variações percentuais. Em 2015, no entanto, a variação foi mais expressiva e o número de ingressantes mulheres foi de 49%. A expectativa é de que homens e mulheres permaneçam se revezando de forma equitativa nesses resultados, seguindo a predominância estatística dos gêneros na população.
Confira no gráfico os percentuais consolidados em décadas*:
*A década de 1900 engloba dados de apenas dois anos (1908 e 1909). A década de 2010 agrupa dados de ingresso que vão de 2010 a 2015. Os números são relativos a cursos presenciais.
Dos 26 cursos de graduação presenciais da UFLA, a maior parte (14) registrou maior percentual de mulheres entre os aprovados para ingresso em 2015. É o caso de Zootecnia (60%), Medicina Veterinária (71%), Administração (52%), Administração Pública (51%), Ciências Biológicas (59%), Engenharia de Alimentos (65%), Engenharia Ambiental e Sanitária (53%), Nutrição (78%), Letras (68%), Pedagogia (88%), Direito (60%), Química (58%), Filosofia (59%) e Medicina (55%).
Resgatando os registros de cursos mais antigos, afloram as curiosidades: na Zootecnia, logo na primeira turma, quatro mulheres já haviam ingressado no curso. Isso ocorreu em 1975, quando a turma tinha 22 homens. Já a primeira turma do curso de Medicina Veterinária foi formada em 1993 e metade dos ingressantes eram mulheres (7 mulheres e 14 homens). Hoje, em ambos os cursos, as mulheres já constituem a maioria dos ingressantes.
O total de alunas da graduação (presencial e a distância) na UFLA era de 5.134 até o final o período letivo 2015/1, de acordo com dados da Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação (DGTI). O número equivale a 54% dos graduandos.
Mulheres em maior número na pós-graduação
No último período letivo de 2016 da pós-graduação na UFLA, dos 2.517 estudantes matriculados, 1.361 são mulheres e 1.149 homens. O número superior de mulheres foi registrado pela primeira vez no ano 1994. Quando foi criado o primeiro curso de pós-graduação da UFLA, em 1975 – Agronomia Fitotecnia – foram matriculados 14 homens e cinco mulheres.
O número de homens ingressantes em programas de pós-graduação da UFLA foi maior nas décadas de 70, 80 e 90, quando a ordem começou a alterar. Na década de 90, em dois períodos as mulheres foram maioria e, a partir de 2000, essa relação passou a ser mais frequente. Na última década, a partir de 2006, em todos os anos e períodos as mulheres foram maioria.
E isso não quer dizer que se trata de uma luta de gênero, nem ao menos uma disputa para ver quantas mulheres e homens permanecem na carreira acadêmica e se destacam no meio universitário. Os dados revelam uma constatação importante: as mulheres têm feito suas próprias escolhas e conseguido avançar profissionalmente tanto quanto os homens, como sempre foi desejado.
Os números revelam que as mulheres são em maior número em diferentes modalidades de pós-graduação. No Mestrado, dos 857 estudantes matriculados, 459 são mulheres, ou seja, 53,55%. No doutorado, essa variação é semelhante – 53,17% para a participação feminina, na maioria dos programas. No pós-doutoramento, a relação é ainda mais discrepante – 63,15% das pesquisas são conduzidas por mulheres. Na Residência em Medicina Veterinária, dos 51 matriculados, 34 são mulheres (66,66%).
Em alguns cursos, os dados confirmam a predominância constatada na graduação e no mercado de trabalho, como é o caso do curso de Ciências dos Alimentos, com a participação de 44 mulheres e nove homens e, na Ciência da Computação, vê-se o inverso, 31 homens e apenas três mulheres. Em outras áreas, os dados podem ser surpreendentes – Engenharia de Biomateriais, as mulheres estão em larga vantagem, 25 mulheres e seis homens.
Nas últimas seis décadas, presença de mulheres servidoras passou de 4% para 39%
Dos 1244 servidores (professores e técnicos administrativos) que formam hoje o quadro da UFLA, 481 são mulheres. O cenário é bem diferente do encontrado em 1963, quando eram 21 homens e apenas uma mulher.
Entre os funcionários terceirizados são 315 homens e 216 mulheres (participação feminina de 41%).
Histórico de lutas
A ascensão da mulher no meio acadêmico é um dado para ser celebrado, sobretudo pela rigidez dos sistemas de seleção que colocam as mulheres em nível de igualdade. Seja como estudante, seja como servidora, as mulheres conquistaram lugar de destaque, como almejado em lutas passadas. No entanto, estar em maior número não reduz os desafios enfrentados por “elas”. É preciso debater os mecanismos para se evitar os abusos, diferentes formas de assédio e outros preconceitos enfrentados na sociedade, incluindo o ambiente universitário.
Texto: Ana Eliza Alvim, Cibele Aguiar e Camila Caetano.
Os robôs Timão e Pumba, acima; e Trojaninho, abaixo.
A família de robôs da equipe Troia está crescendo: entre os dias 29/2 e 2/3, o grupo de robótica da UFLA participou da IV Inatel Week of Control and Automation, em Santa Rita do Sapucaí (MG). Lá, competiu com três novos protótipos – dois deles na categoria de Sumô Lego e um na categoria Seguidor de Linha (Follow Line). E o número de troféus também aumentou, com a conquista de um dos robôs de sumô do primeiro lugar. Oito membros representaram a Troia no evento.
“O nosso robô Pumba conquistou o primeiro lugar entre doze protótipos participantes, deixando para trás equipes de peso”, comemora o líder da divisão de Gestão da Troia, Diogo Oliveira. As máquinas dessa categoria são feitas pelas equipes de acordo com especificações rigorosas de dimensão e peso; na luta, seu objetivo é empurrar o oponente para fora de um ringue circular. O outro robô da Troia, Timão, foi eliminado porque teve de confrontar o Pumba, o qual a equipe decidiu passar adiante. A Troia ficou com o título da categoria Sumô Lego.
O outro robô participante foi o Trojaninho, da categoria Seguidor de Linha. Ele obteve o quarto lugar. “Foi uma experiência muito interessante, pois fomos com projetos inéditos. O quarto lugar na Follow Line foi um importante incentivo, pois motiva os demais membros a continuar estudando e criando projetos cada vez melhores”, ressaltou a integrante da equipe, Carolina Campos. Nessa modalidade, o robô é autônomo e deve terminar um percurso determinado feito em uma linha desenhada em um fundo de cor oposta, no menor tempo possível.
Participaram das competições, além da UFLA e Inatel: a USP-São Carlos, USP-São Paulo, UFPR, UFSC, UFRJ, PUC-São Paulo, Unicamp, Unifei e Cefet-BH. Remotamente estiveram presentes também equipes do Irã, UFCG e UFG.
A Inatel Week of Control and Automation (IWCA), em sua quarta edição, ocorreu paralelamente ao II Seminário De Automação Industrial e Sistemas Eletroeletrônicos e Aula Magna dos cursos de Engenharia do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). A programação incluiu palestras, workshops e a competição de robótica.
O Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Lavras (DEN/UFLA) prepara a realização do Workshop Internacional em Ecologia Química das Interações Multitróficas. O evento ocorrerá no período de 21/3 a 23/3, no anfiteatro do Departamento de Agricultura (DAG). Os interessados em participar devem se inscrever por meio de contato com os organizadores, pelo e-mail workshopecoquimica@gmail.com. As vagas são limitadas e o investimento é de R$ 30,00.
Na programação, estarão sete palestrantes, tanto vinculados à UFLA quanto a outras universidades. A contribuição internacional será do pesquisador da Universidade Estadual de Nova Jersey (State University of New Jersey) Cesar Rodriguez-Saona. Nos três dias, o evento será realizado das 9h às 17h. Participantes também podem colaborar com as discussões científicas, submetendo trabalhos para apresentação oral. Resumos com 250 palavras devem ser enviados para o e-mail workshopecoquimica@gmail.com. De três a cinco trabalhos serão selecionados para apresentações de 15 minutos.
De acordo com a professora do DEN Maria Fernada Peñaflor, uma das organizadoras, o tema central do Workshop é a interação inseto-planta mediada por odores e químicos não voláteis de plantas. Será também abordada a comunicação planta-planta. Grande parte das pesquisas a serem apresentadas tratam de sistemas agrícolas e buscam entender a complexidade das interações envolvendo insetos e plantas, de modo a auxiliar no desenvolvimento de estratégias sustentáveis no manejo de pragas, utilizando odores de plantas.
Com informações de Marina Chaves, bolsista Ascom/DQI.
— Qual é o pronome de tratamento a ser utilizado para vereadores? É possível ter havido alteração para Vossa Excelência?
O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria (abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o seu presidente, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (1991).
Aproveitando o tema, disponibilizamos a listagem das autoridades a quem se sugere tratar, nas comunicações oficiais, por Vossa Excelência (ou, de forma abreviada, V. Exa.):
No Poder Executivo
– Presidente da República, Vice-Presidente, Secretário-Geral, Chefe do Gabinete Militar, Chefe da Casa Civil, Procurador-Geral, Consultor-Geral e demais cargos ligados à presidência da República
– Ministros de Estado e Secretários Executivos dos Ministérios
– Governador, Vice-Governador e Secretários de Estado
– Embaixadores
– Prefeito Municipal
No Poder Legislativo
Presidente, Vice-Presidente e membros do Senado Federal
Idem Câmara dos Deputados
Idem Assembleias Legislativas Estaduais
Idem Tribunal de Contas da União e Estaduais
Presidentes das Câmaras Municipais
No Poder Judiciário
Presidente e membros de todos os Tribunais, vale dizer: ministros, desembargadores, juízes e promotores.
Nas Forças Armadas
Chefes de Estado-Maior das três Armas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e oficiais generais
As Pró-Reitorias de Graduação (PRG) e de Pós-Graduação (PRPG) divulgaram seus respectivos calendários letivos para o período 2016/1. Tais documentos informam as datas dos principais eventos acadêmicos do período, incluindo prazos de matrículas, editais (mudança interna e transferência externa), procedimentos para colação de grau, recessos e outros. Os calendários foram aprovados pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFLA (CEPE) no início de março.
Para a graduação presencial, o período 2016/1 inicia-se no dia 25 de abril e termina em 25 de agosto. A previsão de início do 2º período letivo de 2016 é 19 de setembro.
Já o período letivo 2016/1 para a pós-graduação stricto sensu da UFLA será iniciado no dia 9 de maio e se encerrará em 26 de agosto. O segundo período letivo de 2016, para a pós-graduação, também está previsto para se iniciar em 19 de setembro. O prazo de matrículas dos estudantes que foram selecionados para ingresso em cursos de pós-graduação da UFLA no primeiro período letivo de 2016 vai de 7/3 a 2/5.
Clique na imagem e assista à matéria da TVU-Lavras sobre a pesquisa.
Na UFLA, vegetarianos têm menores taxas de colesterol e não apresentam sinais de anemia. Taxas de glicemia e gordura corporal desses estudantes poderiam estar mais baixas.
A opção pelo vegetarianismo pode trazer muitos benefícios à saúde, desde que o indivíduo siga um cardápio balanceado, ingerindo todos os nutrientes que o corpo precisa. Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Lavras (UFLA) analisou o estado nutricional e os hábitos de estudantes universitários vegetarianos, comparando-os com os onívoros (aqueles que comem carne). O resultado mostrou que os vegetarianos estão com as taxas de colesterol mais baixas e não apresentam anemia.
De acordo com o professor do Departamento de Nutrição (DNU), que orientou o trabalho, Michel Cardoso Angelis Pereira, os dados confirmam que é possível manter a saúde mesmo sem a ingestão de carne. No entanto, outros aspectos observados indicam a necessidade de os jovens vegetarianos darem mais atenção a uma dieta equilibrada. “Esperávamos encontrar, entre os vegetarianos, menores taxas de glicose (açúcar no sangue) e menor Índice de Massa Corporal (IMC), mas não foi o que ocorreu. As taxas estão bem próximas das encontradas no grupo que consome carne. A explicação pode estar no alto consumo, pelos estudantes, de produtos industrializados”.
Michel ressalta que os vegetarianos que participaram da pesquisa demonstram saber buscar a reposição de ferro em outros alimentos (já que não apresentam anemia). Eles também tiveram maior consumo de carboidratos, ácidos graxos insaturados e fibras, conforme era esperado pelos pesquisadores; no entanto, a vida corrida do ambiente universitário, muitas vezes longe da família, pode favorecer para o consumo de produtos que não colaboram para o projeto de vida saudável que tem o vegetariano.
A pesquisa foi desenvolvida ao longo de dois anos pela graduanda em Nutrição Alexandra Vieira Gonçalves, em conjunto com outras alunas da graduação e de pós-graduação da UFLA. Um grupo, formado por 29 estudantes vegetarianos da UFLA e de 29 estudantes que utilizam normalmente a carne na alimentação, foi voluntário para os estudos. Eles anotaram tudo o que ingeriram em três dias (dias alternados) e disponibilizaram as informações para a equipe de pesquisa. Assim, foi possível calcular a quantidade de nutrientes ingeridos. Exames bioquímicos e a análise de aspectos corporais (percentual de gordura e IMC) complementaram as análises.
“A principal contribuição do estudo é a evidência de que não é necessário comer carnes para manter a saúde, sendo possível buscar os nutrientes em outros alimentos. Mas quem faz a opção pelo vegetarianismo precisa ter uma preocupação adicional na manutenção da dieta equilibrada, sendo indispensável o acompanhamento de um nutricionista”, comenta o professor.
O fato de ser vegetariana e ter o desejo de contribuir com reflexões sobre o vegetarianismo e as dietas equilibradas motivaram Alexandra a fazer a pesquisa. “De maneira geral, percebemos que tanto vegetarianos quanto onívoros podem melhorar a qualidade da alimentação, aprendendo combinações de alimentos que ajudam a absorção dos nutrientes. Por isso, nossa intenção daqui para frente é oferecer atividades de educação alimentar e nutricional aos vegetarianos, com cursos, palestras, etc. Também pretendemos colaborar com sugestões para o Restaurante Universitário da UFLA”, diz Alexandra.
Mais sobre o vegetarianismo
A opção pela dieta vegetariana pode ter diferentes motivações. Questões éticas, por exemplo, levam o indivíduo a não concordar com a criação de animais para o abate ou a alegar que o meio ambiente pode sofrer danos com essas estruturas de produção para o consumo. Há também aqueles que abandonam a carne por considerar que ela pode favorecer doenças cardíacas, a incidência de câncer e outros problemas de saúde.
Professor Michel esclarece que os estudos sobre os malefícios que a carne pode causar ainda são contraditórios. “O que está comprovado é que o consumo exagerado desse alimento realmente não é bom. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também já alertou quanto ao perigo do consumo de embutidos, considerados agentes causadores de câncer”. Ele também diz que carnes e seus derivados são grandes fontes de gorduras saturadas e colesterol e, devido às formas de preparo, também acabam sendo uma das principais formas de consumo excessivo de sódio pela população. “Portanto, para quem consome carnes e seus derivados, é preciso ter mais prudência para não exceder no consumo do sal”, alerta.
“O vegetarianismo é uma opção viável para a manutenção da saúde”, constata o professor. Uma das principais vantagens para os vegetarianos é que eles acabam ingerindo quantidades superiores de substâncias funcionais (promotoras da saúde, encontradas em grãos, frutas e hortaliças, por exemplo), entre elas, os antioxidantes (que reduzem a ação agressiva dos radicais livres, responsáveis pelo desenvolvimento de diversas doenças). O alto consumo de fibras também está relacionado com a prevenção de diferentes tipos de câncer, ajudam a reduzir a glicemia e a probabilidade de doenças cardiovasculares, além de melhorar o funcionamento do intestino.
Os riscos para o vegetariano ocorrem apenas se ele retira produtos de origem animal e não se preocupa em repor alguns nutrientes por meio de dieta equilibrada. Nesse caso, pode vir a apresentar anemias por deficiência de ferro e/ou vitamina B12, deficiência de proteínas e cálcio, o que pode levar à hipertensão e osteoporose, por exemplo. Isso é mais comum no caso do vegano (vegetariano que não consome também ovos, leite e seus derivados) que não usa meios adequados para reposição desses nutrientes.
O assunto também foi tema de matéria da TVU-Lavras (assista)
Com contribuição de Camila Caetano, jornalista e bolsista Ascom.
O Centro Internacional para o Desenvolvimento de Energia Sustentável (ISEDC), localizado em Moscou, Rússia, está oferecendo, em parceria com a Unesco, vinte bolsas de estudo com a duração de quatro semanas, na capital russa, no âmbito do Programa de Bolsas UNESCO/ISEDC – Edição 2016. O treinamento será realizado em instituições especializadas, na Federação Russa, no período de 3 a 28 de outubro de 2016. Como o meio de instrução é o idioma inglês, somente são elegíveis candidatos com proficiência nessa língua.
Os candidatos poderão escolher entre as seguintes áreas de estudo, as quais estão alinhadas com os objetivos da UNESCO e as prioridades do programa: Energia e desenvolvimento sustentável; Gestão ecológica de recursos energéticos; Energia renovável; e Geração de energia sustentável e renovável.
Os dossiês de candidatura devem ser elaborados em inglês ou francês e encaminhados por correio, em duas vias, à DAMC/MRE, onde deverão ser recebidos até o dia 15 de março de 2016, contendo: a) o formulário simplificado de candidatura a bolsas da UNESCO, devidamente preenchido; b) 6 (seis) fotos; c) fotocópia(s) autenticada(s) do(s) diploma(s); d) fotocópia do certificado de proficiência no idioma inglês; e) uma carta de apresentação do candidato, em inglês, com informações sobre seu perfil, área na qual deseja realizar a pesquisa, objetivos e resultados esperados quanto à utilização dos conhecimentos adquiridos na sua área de estudo/trabalho, bem como para o país; e f) uma carta de recomendação, em inglês, de professor universitário ou outro profissional da área de atuação do candidato, com informações sobre as qualificações do candidato e sobre a relevância do seu projeto de pesquisa.
O endereço para o envio dos dossiês de candidatura é: Divisão de Acordos e Assuntos Multilaterais Culturais (DAMC) Ministério das Relações Exteriores Esplanada dos Ministérios, Bloco H, Anexo I, sala 408 Brasília – DF, Brasil 70.170-900
Uma cópia digitalizada do dossiê de candidatura deverá ser adiantada, por e-mail, ao endereço eletrônico damc.itamaraty@gmail.com .
A Fundação Carolina, instituição espanhola voltada à mobilidade acadêmica e concessão de bolsas de estudos internacionais, oferece 342 bolsas a licenciados universitários, professores, pesquisadores, artistas e profissionais procedentes de todos os países latino-americanos, integrantes da Comunidade Ibero-Americana de Nações, para estudar na Espanha, entre 2016 e 2017. Ainda estão abertas as inscrições para bolsas de doutorado. Interessados podem se inscrever até 7 de abril.
O processo seletivo será constituído por diversas etapas, incluindo entrevista com comitês acadêmicos e profissionais especializados, que analisarão os méritos dos candidatos. Os interessados devem se inscrever neste site.
O programa acadêmico é dividido em seis áreas do conhecimento e 180 programas:
Ciência e Novas Tecnologias: 37 bolsas de estudo em 21 programas.
Energia, Meio Ambiente e Infra-estrutura: 55 bolsas de estudo em 28 programas.
Ciências da Saúde: 47 bolsas de estudo em 28 programas.
Economia e Finanças, Organização e Desenvolvimento Empresarial: 83 bolsas de estudo em 40 programas.
Ciências Jurídicas e Sociais: 60 bolsas de estudo em 32 programas.
Artes, Humanidades e Comunicação: 60 bolsas de estudo em 31 programas.