{"id":960,"date":"2007-09-19T00:00:00","date_gmt":"2007-09-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/09\/nossa-falta-de-educacao\/"},"modified":"2007-09-19T00:00:00","modified_gmt":"2007-09-19T00:00:00","slug":"nossa-falta-de-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/09\/19\/nossa-falta-de-educacao\/","title":{"rendered":"Nossa falta de educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Correio Braziliense, 19\/09\/07<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Cl\u00e1udio Garcia<\/p>\n<p>Mais um relat\u00f3rio internacional atesta nossa falta de educa\u00e7\u00e3o. Desta vez, por\u00e9m, o desafio era maior. O Brasil foi comparado aos mais desenvolvidos do planeta no quesito investimento em ensino. Apesar de representar a 10\u00aa economia do planeta, o pa\u00eds ficou na \u00faltima coloca\u00e7\u00e3o no ranking de gastos com estudantes entre 36 na\u00e7\u00f5es, a maioria da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). Gastamos em m\u00e9dia US$ 1.303 por ano com um aluno, contra US$ 7.527 no padr\u00e3o OCDE. Parece injusta e at\u00e9 humilhante a metodologia, mas o fato \u00e9 que os estudantes brasileiros tamb\u00e9m s\u00e3o menos favorecidos quando a amostragem inclui apenas os emergentes. <\/p>\n<p>Basta lembrar a lista dos pa\u00edses mais competitivos elaborada pela escola de administra\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a IMD \u2014 uma das cinco principais da Europa \u2014 e divulgada no primeiro semestre do ano. O Brasil caiu cinco posi\u00e7\u00f5es entre 2006 e 2007, para a 49\u00aa, numa rela\u00e7\u00e3o de 55 participantes. Entre as justificativas, est\u00e3o a infra-estrutura problem\u00e1tica e as defici\u00eancias em educa\u00e7\u00e3o. Governos como o chin\u00eas e o indiano aproveitaram o longo per\u00edodo sem recess\u00e3o neste come\u00e7o de s\u00e9culo para investir no setor. <\/p>\n<p>A \u00cdndia vinha cometendo o mesmo erro do Brasil: gastos desproporcionais entre os diferentes n\u00edveis educacionais, priorizando o ensino superior em detrimento do b\u00e1sico. Essa aplica\u00e7\u00e3o permitiu, por exemplo, que o pa\u00eds formasse 200 mil engenheiros por ano, metade deles com atua\u00e7\u00e3o internacional. Autoridades est\u00e3o corrigindo o rumo, na tentativa de reduzir o analfabetismo de 39%. A China, cuja economia cresce no ritmo de 10% a cada ano, tem um planejamento escolar mais r\u00edgido, com previs\u00e3o de recursos elevados para alfabetiza\u00e7\u00e3o. O analfabetismo, em 15% no ano 2000, est\u00e1 em queda. <\/p>\n<p>Entre chineses e indianos, al\u00e9m dos europeus e norte-americanos, o conceito de que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 prioridade e sin\u00f4nimo de prest\u00edgio social est\u00e1 mais arraigado que no Brasil. Ensino de qualidade, como mostrou o estudo sobre competitividade global, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento do pa\u00eds e o crescimento econ\u00f4mico a longo prazo. Talvez isso explique a raz\u00e3o pela qual muitas na\u00e7\u00f5es com PIB per capita menor que o brasileiro destinam, proporcionalmente, mais verba para a forma\u00e7\u00e3o educacional. \n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Correio Braziliense, 19\/09\/07 Jo\u00e3o Cl\u00e1udio Garcia Mais um relat\u00f3rio internacional atesta nossa falta de educa\u00e7\u00e3o. Desta vez, por\u00e9m, o desafio era maior. O Brasil foi comparado aos mais desenvolvidos do planeta no quesito investimento em ensino. 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