{"id":955,"date":"2007-09-17T00:00:00","date_gmt":"2007-09-17T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/09\/atracao-em-queda\/"},"modified":"2007-09-17T00:00:00","modified_gmt":"2007-09-17T00:00:00","slug":"atracao-em-queda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/09\/17\/atracao-em-queda\/","title":{"rendered":"Atra\u00e7\u00e3o em queda"},"content":{"rendered":"<p>Correio Braziliense, 17\/09\/07<\/p>\n<p>Priscilla Borges<\/p>\n<p>Estat\u00edsticas revelam redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero dos alunos de escolas p\u00fablicas que se interessam em ingressar nas universidades federais e estaduais <\/p>\n<p>A universidade p\u00fablica n\u00e3o faz parte das prioridades dos estudantes que terminam a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica na escola p\u00fablica. Essa \u00e9 sensa\u00e7\u00e3o de quem convive no ambiente escolar \u2014 professores e alunos \u2014, confirmada pelos n\u00fameros colhidos nos processos seletivos de diversas institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds nos \u00faltimos dois anos. As estat\u00edsticas revelam que a quantidade de jovens que solicitam isen\u00e7\u00f5es das taxas de inscri\u00e7\u00e3o nos processos seletivos, que s\u00e3o destinados a egressos de escolas p\u00fablicas e estudantes de baixa renda, caiu. Diminuiu tamb\u00e9m o n\u00famero de inscritos que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio em col\u00e9gios da rede. <\/p>\n<p>Das 65 mil isen\u00e7\u00f5es de taxa de inscri\u00e7\u00e3o oferecidas pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) em 2007, apenas 31.805 foram preenchidas. Podem fazer essa solicita\u00e7\u00e3o os alunos que cursaram o ensino m\u00e9dio em escolas p\u00fablicas com renda familiar de, no m\u00e1ximo, R$ 456. Dos 41.493 jovens que se encaixavam no perfil, apenas 31 mil se inscreveram no vestibular. A Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho (Unesp) ofereceu, no mesmo per\u00edodo, 32.611 isen\u00e7\u00f5es. Desses, 24.122 eram destinadas a alunos do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio da rede estadual. A Unesp firmou um conv\u00eanio com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo e destina duas isen\u00e7\u00f5es para cada classe de 3\u00ba ano da rede. Ao todo, 21.581 estudantes se interessaram pelo benef\u00edcio. O restante das isen\u00e7\u00f5es foi distribu\u00eddo entre jovens de baixa renda (5.254) e de cursinhos comunit\u00e1rios (1.723). <\/p>\n<p>A Universidade de Bras\u00edlia (UnB) tamb\u00e9m apresentou queda no n\u00famero de pedidos para o n\u00e3o-pagamento da taxa de inscri\u00e7\u00e3o, que custa R$ 80. Para o primeiro vestibular de 2006 e a 3\u00aa etapa do Programa de Avalia\u00e7\u00e3o Seriada (PAS), 8.383 candidatos fizeram a solicita\u00e7\u00e3o. No ano seguinte, o n\u00famero caiu para 4.913. Na Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), 5.090 estudantes pediram para n\u00e3o pagar a taxa de inscri\u00e7\u00e3o do vestibular de 2007. Para a sele\u00e7\u00e3o de 2008, foram apresentados apenas 2.593 pedidos. <\/p>\n<p>A quantidade de egressos da rede p\u00fablica que se inscreve nos vestibulares das universidades p\u00fablicas tamb\u00e9m est\u00e1 menor. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde esses estudantes t\u00eam 30 pontos somados \u00e0 nota final desde 2005, o n\u00famero de candidatos de col\u00e9gios p\u00fablicos subiu de 15.854 (em 2004) para 18.338 (34,1% do total) no ano de cria\u00e7\u00e3o do programa. No ano seguinte, por\u00e9m, a participa\u00e7\u00e3o caiu para 31,3% (15.534 alunos). Em 2007, houve mais uma queda: 14.630 estudantes da rede se candidataram \u00e0s vagas (29,1%). <\/p>\n<p>Trabalho X estudo <\/p>\n<p>Para os especialistas, \u00e9 preciso estudar a fundo o que acontece com os jovens brasileiros. Mas eles levantam algumas hip\u00f3teses para explicar o desinteresse dos estudantes, como a necessidade de trabalhar, a falta de est\u00edmulo e de preparo para encarar vestibulares dif\u00edceis e concorridos e a cria\u00e7\u00e3o do Programa Universidade para Todos (ProUni). \u201cO ProUni n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o ideal, mas \u00e9 importante porque coloca imediatamente mais jovens no ensino superior\u201d, comenta a pr\u00f3-reitora de gradua\u00e7\u00e3o da USP, Selma Garrido. <\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do pr\u00f3-reitor de gradua\u00e7\u00e3o da Unifesp, Luiz Eug\u00eanio Moraes Melo, h\u00e1 jovens que deixam de fazer os vestibulares das p\u00fablicas porque n\u00e3o acreditam que ser\u00e3o aprovados. Mas, para ele, a maioria dos estudantes n\u00e3o quer mesmo \u00e9 abrir m\u00e3o de trabalhar. \u201cO Brasil \u00e9 um pa\u00eds pobre. N\u00e3o basta deixar de pagar mensalidades ou a taxa de inscri\u00e7\u00e3o. Eles precisam de recursos para viver durante o per\u00edodo de estudo\u201d, avalia. <\/p>\n<p>POR QUE A UNIVERSIDADE P\u00daBLICA N\u00c3O \u00c9 MAIS PRIORIDADE PARA VOC\u00ca? <\/p>\n<p>\u201cPorque vi que \u00e9 muito dif\u00edcil passar no vestibular. Depois, os alunos ainda enfrentam muitas greves. Fiz o Enem, mas ainda n\u00e3o estou decidida se tentarei uma vaga no ProUni. Prefiro trabalhar do que estudar porque o retorno \u00e9 mais r\u00e1pido. Quero fazer cursinho para prestar um concurso\u201d <\/p>\n<p>Viviane da Silva Ferreira, 19 anos, pretende se dedicar a concursos p\u00fablicos <\/p>\n<p>\u201cOs vestibulares das faculdades particulares s\u00e3o mais f\u00e1ceis. S\u00f3 me inscrevi no PAS por press\u00e3o da minha m\u00e3e. H\u00e1 institui\u00e7\u00f5es privadas que s\u00e3o boas e n\u00e3o enfrentam greves. Quero montar uma empresa de inform\u00e1tica com meus irm\u00e3os e s\u00f3 depois de estabilizado \u00e9 que penso em cursar uma gradua\u00e7\u00e3o. \u201d <\/p>\n<p>David Tavares Rodrigues, 19 anos, sonha em montar o pr\u00f3prio neg\u00f3cio <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o d\u00e1 trabalhar e estudar quando o curso \u00e9 em institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica e eu preciso trabalhar. Al\u00e9m disso, acho que falta infraestrutura, laborat\u00f3rios e equipamentos na universidade p\u00fablica para muitos cursos. Nesse ponto, as particulares s\u00e3o vantajosas\u201d <\/p>\n<p>Mara Camila de Camargos, 18 anos, n\u00e3o vai se inscrever no vestibular da UnB <\/p>\n<p>\u201cPorque quero entrar mais r\u00e1pido no mercado de trabalho e tenho receio de que as greves me atrapalhem. Penso em fazer um concurso. Vou tentar uma bolsa no ProUni e me inscrevi no PAS, mas n\u00e3o estou estudando. O que a gente aprende na escola \u00e9 muito diferente do que \u00e9 cobrado no vestibular\u201d <\/p>\n<p>Orlando Marley Filho, 17 anos, gostaria de poder estudar e trabalhar ao mesmo tempo <\/p>\n<p>\u201cQuero ter minha independ\u00eancia, passar em um concurso p\u00fablico e depois estudar por prazer. Tenho medo de enfrentar a mesma situa\u00e7\u00e3o que vivo na escola p\u00fablica: \u00e0s vezes, venho para a escola e n\u00e3o tenho aulas porque faltam professores. Os alunos da rede p\u00fablica tem outras op\u00e7\u00f5es \u201d <\/p>\n<p>Murilo Fauth Pereira, 18 anos, quer seguir a carreira militar e s\u00f3 depois cursar uma gradua\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Retorno imediato <\/p>\n<p>De fato, os estudantes de escolas p\u00fablicas se dizem bastante preocupados com o mercado de trabalho. Apesar de estudarem em um col\u00e9gio bem cuidado e equipado com laborat\u00f3rios, os alunos do Centro de Ensino M\u00e9dio 1 de Brazl\u00e2ndia, Viviane da Silva Ferreira, 19, Simone Mendes Muniz, 19, David Tavares Rodrigues, 19, e Orlando Marley Filho, de 17, admitem que a maior preocupa\u00e7\u00e3o deles \u00e9 conseguir um emprego quando conclu\u00edrem o ensino m\u00e9dio. Eles pretendem pagar uma faculdade no futuro, depois que j\u00e1 tiverem independ\u00eancia financeira. Orlando s\u00f3 tentar\u00e1 a UnB por press\u00e3o dos pais e n\u00e3o est\u00e1 estudando para o vestibular da institui\u00e7\u00e3o. \u201cPrefiro trabalhar do que estudar. O retorno \u00e9 mais r\u00e1pido\u201d, garante Viviane, que pensa em fazer concursos p\u00fablicos. <\/p>\n<p>David acredita que o esfor\u00e7o necess\u00e1rio para garantir uma vaga no vestibular concorrido da UnB n\u00e3o vale a pena. \u201cH\u00e1 boas faculdades particulares e \u00e9 mais f\u00e1cil entrar\u201d, opina. Orlando comenta que grande parte dos conte\u00fados cobrados nas provas de sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o vistos na escola. Para David, o governo precisa investir mais na capacita\u00e7\u00e3o dos professores e aumentar os sal\u00e1rios da categoria. O coordenador pedag\u00f3gico do CEM 1 de Brazl\u00e2ndia, Marcelo Brito, lamenta que somente uma pequena parcela dos alunos se interesse pela vida acad\u00eamica. \u201cEstudar na UnB exige muito investimento do estudante, at\u00e9 pela dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica. Eles tamb\u00e9m n\u00e3o se sentem empenhados em se esfor\u00e7ar para passar no vestibular\u201d, comenta. <\/p>\n<p>Os jovens reclamam que a estrutura da universidade n\u00e3o favorece quem trabalha. \u201cOs hor\u00e1rios n\u00e3o deixam que a gente trabalhe e a prioridade \u00e9 minha independ\u00eancia\u201d, garante Murilo Fauth Pereira, 18. Alunos de um col\u00e9gio que sempre teve tradi\u00e7\u00e3o em preparar estudantes para o vestibular, o Centro de Ensino M\u00e9dio Setor Leste, ele e as colegas Mara Camila de Camargos, 18, e Hannah Leite, 17, tamb\u00e9m afastaram a universidade p\u00fablica de seus planos. Os estudantes se mostram desapontados com os problemas vividos pelas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. O medo das greves, da falta de professores e de equipamentos os fazem desistir. \u201cN\u00e3o h\u00e1 laborat\u00f3rios suficientes em muitos cursos. \u00c9 s\u00f3 pelo lado financeiro que a gente ainda tenta a UnB\u201d, destaca. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, com a chegada do ProUni, a dificuldade em pagar as mensalidades diminuiu. Murilo destaca que os estudantes de escolas p\u00fablicas possuem op\u00e7\u00f5es melhores hoje. \u201cPara qu\u00ea fazer um vestibular concorrido, onde a gente precisar\u00e1 se dedicar ainda mais, se \u00e9 poss\u00edvel tentar o ProUni, que oferece bolsas em boas faculdades?\u201d, questiona. <\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00f5es apostam na inclus\u00e3o <\/p>\n<p>V\u00e1rias universidades federais est\u00e3o investindo em programas para facilitar o acesso de jovens de baixa renda ou afrodescendentes<\/p>\n<p>Apesar dos dados negativos em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de candidatos egressos de escolas p\u00fablicas que tentam uma vaga nas universidades estaduais e federais, \u00e9 importante ressaltar que muitas delas lan\u00e7aram programas de inclus\u00e3o social nos \u00faltimos dois anos. As a\u00e7\u00f5es promoveram o aumento da presen\u00e7a de jovens da rede p\u00fablica, de baixa renda e afrodescendentes nessas institui\u00e7\u00f5es. Mas os especialistas no assunto reconhecem: ainda \u00e9 pouco. <\/p>\n<p>Al\u00e9m das pol\u00edticas de cotas, as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior adotaram programas de incentivo aos estudantes que contemplam b\u00f4nus nas notas para os egressos de escolas p\u00fablicas \u2014 caso da USP e da Unicamp, por exemplo \u2014, aumento da concess\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es de taxas de inscri\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o de cursos de forma\u00e7\u00e3o continuada para professores da rede de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de ensino e programas de apoio \u00e0 perman\u00eancia dos aprovados na universidade. <\/p>\n<p>A Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e o Governo do Distrito Federal anunciaram na semana passada que todos os estudantes da rede p\u00fablica de ensino do DF receber\u00e3o isen\u00e7\u00e3o das inscri\u00e7\u00f5es do Programa de Avalia\u00e7\u00e3o Seriada (PAS) e dos vestibulares a partir de 2008. Segundo o reitor da UnB, Timothy Mulholland, o objetivo do projeto \u00e9 estimular esses alunos a tentar uma vaga na institui\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 muitos jovens que nunca sonharam com a UnB. Queremos que eles sonhem com isso\u201d, afirma. <\/p>\n<p>Timothy reconhece que isent\u00e1-los de pagar as taxas de inscri\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente. Ele destaca que \u00e9 preciso investir em pol\u00edticas de manuten\u00e7\u00e3o do jovem na universidade e, especialmente, ampliar as vagas em cursos noturnos. Essa \u00e9 uma das principais demandas dos estudantes, que desejam trabalhar e estudar ao mesmo tempo, mas ainda pouco contemplada pelas estaduais e federais. <\/p>\n<p>Na USP, 85 cursos s\u00e3o oferecidos tamb\u00e9m no per\u00edodo da noite. Na Unicamp, eles s\u00e3o 20. Na UnB, s\u00e3o 15. A Unifesp promoveu uma grande expans\u00e3o das vagas. Em tr\u00eas anos, a quantidade aumentou de 300 para 1.150 neste ano, distribu\u00eddas em tr\u00eas unidades e, especialmente, foram abertas vagas noturnas. \u201cElas foram as mais concorridas, isso mostra que \u00e9 onde precisamos investir\u201d, destaca o pr\u00f3-reitor da Unifesp, Luiz Eug\u00eanio Moraes Melo. <\/p>\n<p>Na opini\u00e3o da professora de pedagogia da Unicamp, Maria M\u00e1rcia Malavasi, existem muitos fatores que afastam os estudantes da rede p\u00fablica das institui\u00e7\u00f5es federais e estaduais. A primeira \u00e9 que muitos n\u00e3o conseguem levar o curso sem um trabalho, j\u00e1 que precisam comprar livros, custear alimenta\u00e7\u00e3o e transporte (por muitas vezes, at\u00e9 a pr\u00f3pria fam\u00edlia). \u201cUma pequena parcela da popula\u00e7\u00e3o enxerga no ensino superior um horizonte para a pr\u00f3pria vida\u201d, pondera. <\/p>\n<p>Para Jaqueline Santos Querino, 18, e Jo\u00e3o Pedro Lopes Pinto, 19, estudar \u00e9 importante, mas a universidade deixou de ser a preocupa\u00e7\u00e3o principal. Os dois ainda tentar\u00e3o vagas em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, mas garantem que n\u00e3o ficar\u00e3o chateados se n\u00e3o forem aprovados. \u201cA concorr\u00eancia para entrar em uma federal \u00e9 muito grande. A particular \u00e9 mais f\u00e1cil e a estrutura f\u00edsica \u00e9 melhor. Ser um bom profissional depende da gente\u201d, comenta Jo\u00e3o. \u201cOnde eu for aprovada, est\u00e1 bom\u201d, emenda Jaqueline. A jovem tamb\u00e9m pretende trabalhar o quanto antes. \u201cQuero minha independ\u00eancia\u201d, afirma a estudante. <\/p>\n<p>Bolsas nas particulares <\/p>\n<p>Para o coordenador adjunto do vestibular da Unicamp, Renato Pedrosa, o Programa Universidade para Todos (ProUni) teve um grande impacto na procura dos estudantes de escolas p\u00fablicas pelas vagas das federais e estaduais. \u201cAcho que s\u00f3 n\u00e3o perdemos mais candidatos por conta do Programa de A\u00e7\u00e3o Afirmativa e Inclus\u00e3o Social (PAAIS) que iniciamos em 2005\u201d, comenta. Os estudantes de col\u00e9gios p\u00fablicos passaram a ganhar 30 pontos a mais na nota final e a aprova\u00e7\u00e3o deles aumentou. Em 2004, foram aprovados 831 alunos (28%). Em 2005, o n\u00famero pulou para 1.021 (34,1%); em 2006, voltou a cair para 969 (32%) e, em 2007, chegou a 991 (32,4%). Para os organizadores, o n\u00famero tende a se estabilizar. <\/p>\n<p>O mais interessante \u00e9 que o n\u00famero de estudantes egressos de escolas p\u00fablicas aumentou em 39 dos 56 cursos da Unicamp. Em gradua\u00e7\u00f5es como hist\u00f3ria, medicina, letras, m\u00fasica e ci\u00eancias sociais, a quantidade dobrou. \u201cUm dos pontos importantes para o sucesso do programa foi a divulga\u00e7\u00e3o feita nas escolas. No primeiro ano, havia uma demanda reprimida e por isso aumentamos o n\u00famero de participantes e aprovados. Agora, a tend\u00eancia \u00e9 no sentido da estabiliza\u00e7\u00e3o\u201d, analisa Pedrosa. <\/p>\n<p>A Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) tamb\u00e9m lan\u00e7ou um programa para incluir alunos de escolas p\u00fablicas na institui\u00e7\u00e3o neste ano. Eles ganham um b\u00f4nus de 3% na nota do vestibular. Com o benef\u00edcio, conseguiram atingir o objetivo de colocar mais alunos com esse perfil na institui\u00e7\u00e3o. Em 2006, entraram 2.448 estudantes com esse perfil. Neste ano, foram 2.719. \u201cTenho certeza de que estamos no caminho certo. Precisamos acabar com a cultura de auto-exclus\u00e3o e mostrar a esses jovens que eles podem sim entrar na universidade p\u00fablica\u201d, destaca Selma Garrido, pr\u00f3-reitora de gradua\u00e7\u00e3o da USP. \n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Correio Braziliense, 17\/09\/07 Priscilla Borges Estat\u00edsticas revelam redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero dos alunos de escolas p\u00fablicas que se interessam em ingressar nas universidades federais e estaduais A universidade p\u00fablica n\u00e3o faz parte das prioridades dos estudantes que terminam a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica na escola p\u00fablica. 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