{"id":93166,"date":"2015-08-17T14:59:11","date_gmt":"2015-08-17T17:59:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=93166"},"modified":"2015-08-19T17:46:18","modified_gmt":"2015-08-19T20:46:18","slug":"plantas-medicinais-pesquisa-desenvolvida-na-ufla-em-2013-continua-atraindo-internautas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2015\/08\/17\/plantas-medicinais-pesquisa-desenvolvida-na-ufla-em-2013-continua-atraindo-internautas\/","title":{"rendered":"Plantas medicinais: pesquisa desenvolvida na UFLA em 2013 continua atraindo internautas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_93170\" aria-describedby=\"caption-attachment-93170\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-93170 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais2-249x198.jpg\" alt=\"O autor da pesquisa e sua orientadora sentados em uma sala, pr\u00f3ximos a um computador.\" width=\"249\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais2-249x198.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais2-612x487.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais2.jpg 895w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-93170\" class=\"wp-caption-text\">Professora Angelita (orientadora da pesquisa), acompanhada do autor do estudo, Anderson Assaid Sim\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos dois \u00faltimos meses (junho e julho de 2015), a tese de doutorado em Agroqu\u00edmica de Anderson Assaid Sim\u00e3o esteve entre os dez documentos mais acessados no Reposit\u00f3rio Institucional da Universidade Federal de Lavras (UFLA), de acordo com dados divulgados pela Biblioteca Universit\u00e1ria. Intitulado \u201cComposi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e toxicidade de plantas medicinais utilizadas no tratamento da obesidade\u201d, o estudo foi conclu\u00eddo em 2013, sob orienta\u00e7\u00e3o da professora do Departamento de Qu\u00edmica (DQI), Angelita Duarte Corr\u00eaa, e coorienta\u00e7\u00e3o do professor do Departamento de Medicina Veterin\u00e1ria (DMV) Raimundo Vicente de Sousa.<\/p>\n<p>Em 2014, o documento esteve na lista dos mais consultados em pelo menos oito meses do ano. Um artigo relacionado \u00e0 pesquisa\u00a0acaba de ser publicado na edi\u00e7\u00e3o de junho\/julho da <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_serial&amp;pid=1516-8913&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&quot; HYPERLINK &quot;http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_serial&amp;pid=1516-8913&amp;lng=pt&amp;nrm=iso\">Brazilian Archives Technology<\/a>.<\/p>\n<p>Como quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica, a obesidade polariza aten\u00e7\u00f5es. Em abril de 2015, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgou que o \u00edndice de obesidade na popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds est\u00e1 est\u00e1vel. No entanto, o percentual de brasileiros que est\u00e3o acima do peso subiu de 43% em 2006 para 52,5% em 2014. A necessidade de avaliar, por m\u00e9todos cient\u00edficos, produtos que prometem auxiliar no tratamento da doen\u00e7a\u00a0motivou Anderson a realizar a pesquisa. Ele trabalhou com plantas medicinais que t\u00eam possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o terap\u00eautica. O objetivo foi verificar\u00a0o efeito de um fitoter\u00e1pico que \u00e0 \u00e9poca era comercializado com indica\u00e7\u00e3o para tratamento da obesidade, assim como avaliar separadamente a efic\u00e1cia de cada componente da f\u00f3rmula.<\/p>\n<p>As plantas que integravam a referida f\u00f3rmula e que foram objeto de testes por parte da pesquisa foram marmelinho [T. paniculata], babosa [Aloe vera (L.) Burn], fel da terra [Simaba ferrug\u00ednea St. Hi], carqueja [Baccharis trimea (Less.) DC] e garc\u00ednia [Garcinia cambogia Desr.]. Durante os estudos, foi determinada a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das plantas, feitos ensaios de inibi\u00e7\u00e3o de enzimas digestivas e realizada avalia\u00e7\u00e3o do potencial antioxidante de cada uma delas. Com o marmelinho &#8211; planta que apresentou maior presen\u00e7a de compostos naturais de propriedades farmacol\u00f3gicas \u2013 foram tamb\u00e9m feitos ensaios in vivo. Essa etapa teve o objetivo de fazer a caracteriza\u00e7\u00e3o do potencial da planta para preven\u00e7\u00e3o e tratamento da obesidade, assim como a caracteriza\u00e7\u00e3o toxicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Nas fases iniciais da pesquisa, todas as plantas apresentaram subst\u00e2ncias de interesse para a an\u00e1lise, como compostos fen\u00f3licos, saponinas e fibras alimentares. As plantas garc\u00ednia e fel da terra tamb\u00e9m apresentaram presen\u00e7a de c\u00e1lcio. Com a simula\u00e7\u00e3o do flu\u00eddo g\u00e1strico, as plantas provocaram inibi\u00e7\u00e3o de enzimas digestivas e demonstraram potencial antioxidante. O marmelinho apresentou os maiores teores de compostos fen\u00f3licos e vitamina C. J\u00e1 o produto simulado, produzido a partir da f\u00f3rmula em comercializa\u00e7\u00e3o no mercado (retirada de circula\u00e7\u00e3o por falta de comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica), n\u00e3o provocou inibi\u00e7\u00e3o das enzimas e teve baixa atividade antioxidante.<\/p>\n<p>Por seu melhor desempenho, o marmelinho foi escolhido para o teste com ratos, desenvolvido no Biot\u00e9rio Setorial do DMV. Durante 42 dias, os animais, submetidos a uma dieta hipercal\u00f3rica, receberam doses da planta nas formas de extrato e de farinha. Os ratos foram divididos em tr\u00eas grupos: um que recebia extrato, outro que recebia farinha e outro que n\u00e3o recebia nenhum dos produtos. Pelo experimento, ficou comprovado que a farinha e o extrato aquoso do marmelinho foram eficazes na redu\u00e7\u00e3o da gordura hep\u00e1tica, da glicose e dos triacilglicer\u00f3is s\u00e9ricos, al\u00e9m de n\u00e3o terem apresentado toxicidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93172\" aria-describedby=\"caption-attachment-93172\" style=\"width: 612px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-93172 size-large\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais-612x198.jpg\" alt=\"pesquisa-plantas-medicinais\" width=\"612\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais-612x198.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais-249x80.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pesquisa-plantas-medicinais.jpg 1321w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-93172\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o da fase experimental da pesquisa, por Anderson Assaid Sim\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dessa forma, nesta pesquisa se concluiu que as plantas estudadas apresentam subst\u00e2ncias com potencial terap\u00eautico para utiliza\u00e7\u00e3o em formula\u00e7\u00e3o de medicamentos destinados ao tratamento da obesidade, tendo se destacado os resultados alcan\u00e7ados com o marmelinho. No entanto, o fitoter\u00e1pico que apresentava a uni\u00e3o de todas elas n\u00e3o demonstrou o efeito necess\u00e1rio, o que pode alertar para o fato de que o produto antes comercializado n\u00e3o\u00a0tinha o potencial de gerar o\u00a0efeito emagrecedor divulgado.<\/p>\n<p>Professora Angelita esclarece que os estudos com essas plantas precisam ser aprofundados. <strong>\u201cN\u00e3o recomendamos que as pessoas consumam o marmelinho, ou qualquer outra dessas plantas, com a inten\u00e7\u00e3o de emagrecer. S\u00e3o necess\u00e1rias pesquisas que avaliem outros par\u00e2metros, de forma a garantir a indica\u00e7\u00e3o segura do uso\u201d<\/strong>, explica.<\/p>\n<p>A pesquisa foi desenvolvida com o apoio financeiro da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais (<a href=\"http:\/\/www.fapemig.br\/\">Fapemig<\/a>), tendo sido tamb\u00e9m ampliada e contemplada com recursos do Projeto Pesquisador Mineiro, da Fapemig.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><u>Artigos produzidos a partir do trabalho de Anderson no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Agroqu\u00edmica da UFLA (publica\u00e7\u00f5es):<\/u><\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-89132015000400494&amp;lng=pt&amp;nrm=iso\">Anti-obesity Effects of the Administration of Tournefortia paniculata Cham Extract on Wistar Rats Subjected to a Hypercaloric Diet<\/a> &#8211; Brazilian Archives of Biology and Technology\/2015.<\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/chemical-composition-of-medicinal-plants-use.pdf\">Chemical composition of medicinal plants used as auxiliary treatments for obesity<\/a> \u2013 African Journal of Biotechnology\/ 2014.<\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Farmacotoxic-evaluation-of-extracts-of-medicinal-plants-used-in-the-treatment-of-obesity.pdf\">Pharmacotoxic evaluation of extracts of medicinal plants used in the treatmet of obesity<\/a> &#8211; African Journal of Biotechnology\/ 2014.<\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Antioxidants-from-Medicinal-Plants-Used-in-the-treatment-of-obesity.pdf\">Antioxidants from Medicinal Plants Used in the Treatment of Obesity<\/a> \u2013 European Journal of Medicinal Plants\/2013.<\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Inhibition-of-digestive-enzymes-by-medicinal-plant.pdf\">Inhibition of digestive enzymes by medicinal plant aqueous extracts used to aid the treatment of obesity<\/a>. Journal of Medicinal Plants Research\/2012.<\/p>\n<p>Consulte a tese: <a href=\"http:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/1712\">http:\/\/repositorio.ufla.br\/handle\/1\/1712<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Outros tr\u00eas trabalhos que estiveram entre os mais acessados no Reposit\u00f3rio Institucional UFLA nos \u00faltimos dois meses foram:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.anpad.org.br\/diversos\/trabalhos\/EMA\/ema_2010\/2010_EMA51.pdf\">Consumo consciente: a atitude do cliente perante o comportamento s\u00f3cio-ambiental empresarial<\/a>, de Maria Jos\u00e9 da Silva Fabi, Cl\u00e9ria Donizete da Silva Louren\u00e7o e Sabrina Soares da Silva. Departamento de Administra\u00e7\u00e3o e Economia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/repositorio.ufla.br\/jspui\/handle\/1\/2023\">Estudo comparativo entre faseolamina comercial e farinha de feij\u00e3o como perspectiva ao tratamento da obesidade e do diabetes mellitus tipo 2<\/a>, de Luciana Lopes Silva, orientada por Cust\u00f3dio Donizete dos Santos. Departamento de Qu\u00edmica.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/repositorio.ufla.br\/jspui\/handle\/1\/1364\">Potencial alelop\u00e1tico de plantas de cobertura no controle de pic\u00e3o-preto<\/a> (Bidens pilosa L.), de C\u00edcero Monti Teixeira, Jo\u00e3o Batista Silva Ara\u00fajo e Gabriel Jos\u00e9 e Carvalho. Departamento de Agricultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dois \u00faltimos meses (junho e julho de 2015), a tese de doutorado em Agroqu\u00edmica de Anderson Assaid Sim\u00e3o esteve entre os dez documentos mais acessados no Reposit\u00f3rio Institucional da Universidade Federal de Lavras (UFLA), de acordo com dados divulgados pela Biblioteca Universit\u00e1ria. 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