{"id":896,"date":"2007-08-30T00:00:00","date_gmt":"2007-08-30T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/08\/desigualdade-persiste-em-educacao-e-saneamento\/"},"modified":"2007-08-30T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-30T00:00:00","slug":"desigualdade-persiste-em-educacao-e-saneamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/08\/30\/desigualdade-persiste-em-educacao-e-saneamento\/","title":{"rendered":"Desigualdade persiste em educa\u00e7\u00e3o e saneamento"},"content":{"rendered":"<p>O Estado de S\u00e3o Paulo, 30\/08\/07<\/p>\n<p>Lisandra Paraguass\u00fa<\/p>\n<p>Pa\u00eds conseguiu diminuir pela metade a fome e a pobreza, mas est\u00e1 longe de cumprir at\u00e9 2015 metas tra\u00e7adas por pa\u00edses membros da ONU <\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; O terceiro relat\u00f3rio brasileiro sobre os Objetivos do Mil\u00eanio (ODMs) &#8211; uma s\u00e9rie de metas tra\u00e7adas pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas e acordadas com pa\u00edses membros &#8211; mostra que, se avan\u00e7ou nas conquistas sociais, o Brasil tem dificuldade de alcan\u00e7ar os mais pobres entre os mais pobres. O exemplo mais gritante dessa dificuldade para atacar o chamado \u201cn\u00facleo duro da pobreza\u201d est\u00e1, por exemplo, nos dados sobre os jovens que o Estado n\u00e3o consegue manter na escola por tempo suficiente para lhes dar, ao menos, a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n<p>\u201cA compara\u00e7\u00e3o entre estudantes segundo a renda familiar demonstra a persist\u00eancia de desigualdades\u201d, diz o relat\u00f3rio feito pelo pr\u00f3prio governo brasileiro. No ensino fundamental, apesar da dita universaliza\u00e7\u00e3o, 96,5% das crian\u00e7as de 7 a 14 anos mais ricas freq\u00fcentam a escola. Entre as mais pobres, s\u00e3o 91,4%. No ensino m\u00e9dio a diferen\u00e7a \u00e9 muito maior: 71,9% dos jovens entre 15 e 17 anos est\u00e3o no ensino m\u00e9dio. Apenas 22,4% dos mais pobres.<\/p>\n<p>Mesmo com os programas sociais, como o Bolsa Fam\u00edlia, que exigem a freq\u00fc\u00eancia escolar em troca do pagamento, ainda s\u00e3o os mais pobres que ficam mais tempo na escola sem avan\u00e7ar, repetem o ano, deixam de estudar mais cedo.<\/p>\n<p>\u201cApesar dos avan\u00e7os da sociedade brasileira, ainda \u00e9 muito alta a propor\u00e7\u00e3o de alunos que progridem de forma lenta e dos que abandonam os estudos &#8211; o que contribui para manter em patamares baixos a taxa de conclus\u00e3o no ensino fundamental\u201d, diz o texto. Por isso, admite o governo, a taxa esperada de conclus\u00e3o do ensino fundamental \u00e9 de pouco mais de 50% dos estudantes, muito abaixo do que diz a meta: que at\u00e9 2015 todas as crian\u00e7as concluam um ciclo completo de ensino.<\/p>\n<p>Concentrados especialmente nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, esse \u201cn\u00facleo duro da pobreza\u201d tem um perfil claro: \u00e9 formado pelas tais crian\u00e7as que o Estado n\u00e3o consegue manter na escola, perde mais m\u00e3es e filhos para doen\u00e7as end\u00eamicas e convive com falta de \u00e1gua tratada e esgoto sanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>A oito anos da data limite para o cumprimento dos objetivos, em 2015, o Brasil j\u00e1 cumpriu o primeiro deles, de diminuir pela metade a fome e a pobreza no Pa\u00eds. Tamb\u00e9m conseguiu alcan\u00e7ar a meta de reduzir o desmatamento. Nas restantes, os resultados avan\u00e7aram, mas o pr\u00f3prio relat\u00f3rio admite que as m\u00e9dias nacionais ainda escondem uma enorme desigualdade, mesmo que tenha havido uma aproxima\u00e7\u00e3o entre os mais pobres e os mais ricos.<\/p>\n<p>Outro objetivo em que o Pa\u00eds aparece com problemas \u00e9 tamb\u00e9m ligado diretamente \u00e0 qualidade de vida das fam\u00edlias mais pobres, o saneamento b\u00e1sico. O objetivo 7, que trata da sustentabilidade ambiental, trata da revers\u00e3o da perda de recursos ambientais &#8211; onde o Brasil tem avan\u00e7ado -, do acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e esgoto sanit\u00e1rio e a melhora na vida da popula\u00e7\u00e3o de assentamentos prec\u00e1rios.<\/p>\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva afirmou ontem que chegou a imaginar, no in\u00edcio do mandato, que poderia incentivar empresas a doar um dia da sua produ\u00e7\u00e3o para ajudarem no cumprimento dos Objetivos do Mil\u00eanio. A id\u00e9ia surgiu ao conhecer a iniciativa do empres\u00e1rio ga\u00facho Daniel Tevah, que faz essa doa\u00e7\u00e3o na sua ind\u00fastria de confec\u00e7\u00f5es. \u201cMas a\u00ed eu achei que isso era imposs\u00edvel e n\u00e3o haveria tanta sensibilidade humana para isso\u201d, disse o presidente durante a cerim\u00f4nia em que foi apresentado o relat\u00f3rio brasileiro dos ODMs.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil atingir as metas. \u201cN\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil. Muitas vezes n\u00e3o existe foco.\u201d <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S\u00e3o Paulo, 30\/08\/07 Lisandra Paraguass\u00fa Pa\u00eds conseguiu diminuir pela metade a fome e a pobreza, mas est\u00e1 longe de cumprir at\u00e9 2015 metas tra\u00e7adas por pa\u00edses membros da ONU Bras\u00edlia &#8211; O terceiro relat\u00f3rio brasileiro sobre os Objetivos do Mil\u00eanio (ODMs) &#8211; uma s\u00e9rie de metas tra\u00e7adas pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas e acordadas &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/08\/30\/desigualdade-persiste-em-educacao-e-saneamento\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Desigualdade persiste em educa\u00e7\u00e3o e saneamento<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-896","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/896","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=896"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/896\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=896"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=896"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=896"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}