{"id":833,"date":"2007-08-07T00:00:00","date_gmt":"2007-08-07T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/08\/pesquisadores-da-ufla-desenvolvem-pesquisas-sobre-o-mercado-e-realizam-analises-virologicas-de-sementes-de-batata\/"},"modified":"2007-08-07T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-07T00:00:00","slug":"pesquisadores-da-ufla-desenvolvem-pesquisas-sobre-o-mercado-e-realizam-analises-virologicas-de-sementes-de-batata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/08\/07\/pesquisadores-da-ufla-desenvolvem-pesquisas-sobre-o-mercado-e-realizam-analises-virologicas-de-sementes-de-batata\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da Ufla desenvolvem pesquisas sobre o mercado e realizam an\u00e1lises virol\u00f3gicas de sementes de batata"},"content":{"rendered":"<p>Monalisa n\u00e3o \u00e9 apenas a obra-prima de Leonardo da Vinci. Asterix e Baraka n\u00e3o servem somente para nomear personagens de jogos e desenhos animados. Atlantic, Bintje, Arauc\u00e1ria, Elvira, Panda, Mondial. Todos esses nomes, na verdade, s\u00e3o variedades de uma velha conhecida que figura nas mesas de casas e restaurantes de todo o mundo. Origin\u00e1ria dos Andes do Peru e da Bol\u00edvia, ela \u00e9 cultivada h\u00e1 mais de sete mil anos. Pode ser cozida ou assada e, na forma frita, \u00e9 sensa\u00e7\u00e3o entre as crian\u00e7as. Trata-se da batata, quarto alimento mais consumido no mundo, depois apenas de arroz, trigo e milho.<\/p>\n<p>No Brasil, s\u00e3o produzidas cerca de 15 toneladas de batata por hectare, quantidade baixa, se comparada com a produ\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia, que alcan\u00e7a a m\u00e9dia de 40 toneladas por hectare. Minas Gerais, em especial a regi\u00e3o sul do Estado, se destaca pela produ\u00e7\u00e3o que, somada \u00e0 de grandes produtores, como S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul, alcan\u00e7a 90% da produ\u00e7\u00e3o nacional. <\/p>\n<p>Em 2006, o Brasil registrou a maior crise do setor produtivo de batata dos \u00faltimos 30 anos. Devido \u00e0 superoferta do produto, o pre\u00e7o chegou a ficar muito abaixo do custo de produ\u00e7\u00e3o, ocasionando graves preju\u00edzos aos produtores. Al\u00e9m disso, as chuvas de dezembro e janeiro impossibilitaram muitos bataticultores de escoarem a produ\u00e7\u00e3o. O resultado foi o desperd\u00edcio noticiado na grande imprensa, quando toneladas de batatas foram parar no lixo. <\/p>\n<p>Muitos bataticultores tiveram s\u00e9rios problemas com a acentuada queda dos pre\u00e7os, chegando a perder boa parte da produ\u00e7\u00e3o. Foi o caso do empres\u00e1rio rural Nelson Hiroshi Hasui, que planta anualmente cerca de 300 hectares de batata, na cidade de Ibi\u00e1, regi\u00e3o do Alto Parana\u00edba, em Minas Gerais. No ano passado, o preju\u00edzo de Hasui ultrapassou R$ 1 milh\u00e3o. Segundo ele, durante a crise, o pre\u00e7o da saca variou entre 8 e 12 reais. \u201cHoje o pre\u00e7o subiu um pouco, varia entre 40 e 45 por saca\u201d, diz o empres\u00e1rio. De acordo com empres\u00e1rio, muitos produtores tradicionais est\u00e3o desistindo de plantar batata porque se tornou um neg\u00f3cio muito inst\u00e1vel. \u201c\u00c9 porque muitos desistiram de plantar que o pre\u00e7o melhorou\u201d, explica. <\/p>\n<p>Casos como o de Nelson Hasui mobilizaram a equipe do Centro de Intelig\u00eancia da Batata (CIB), localizado na Universidade Federal de Lavras (Ufla), em busca do desenvolvimento de uma metodologia de previs\u00e3o e acompanhamento das safras de batata em Minas Gerais. \u201cA previs\u00e3o de safra ser\u00e1 utilizada com o intuito de subsidiar os produtores em suas tomadas de decis\u00f5es a respeito da produ\u00e7\u00e3o. Na sua constru\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o aglutinadas todas as informa\u00e7\u00f5es referentes ao setor, como inten\u00e7\u00e3o de plantio, volume de insumos negociados, entre outras\u201d, explica o coordenador geral do Centro de Intelig\u00eancia em Mercados (CIM), Luiz Gonzaga de Castro J\u00fanior.<\/p>\n<p>O CIB \u00e9 fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Seapa) e o CIM, da Ufla. Foi criado com a miss\u00e3o de viabilizar a capta\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o sobre o agroneg\u00f3cio batata em Minas Gerais, al\u00e9m de criar conhecimento por meio de an\u00e1lises e estudos e catalisar esfor\u00e7os estrat\u00e9gicos para definir pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento sustent\u00e1vel. <\/p>\n<p>Em 2006, ano de cria\u00e7\u00e3o do Centro, a equipe de pesquisadores do CIB, coordenada pela administradora N\u00e1dia Carvalho, desenvolveu um projeto de caracteriza\u00e7\u00e3o dos principais munic\u00edpios produtores de batata nas regi\u00f5es do sul de Minas, Alto Parana\u00edba e Tri\u00e2ngulo Mineiro. O estudo identificou tipos e variedades do produto, destacando os principais usos e percentuais de produ\u00e7\u00e3o, caracterizando os sistemas produtivos com suas respectivas porcentagens de aplica\u00e7\u00e3o e apontando os canais e as margens de comercializa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Na pesquisa, foram aplicados question\u00e1rios, respondidos por t\u00e9cnicos da Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural de Minas Gerais (Emater-MG), nos 25 munic\u00edpios que mais produzem no Estado. \u201cLevantamos informa\u00e7\u00f5es como \u00e1rea, m\u00e3o-de-obra e escoamento da produ\u00e7\u00e3o, identificando para onde ela se destina, ou seja, se \u00e9 para consumo in natura ou para ind\u00fastria, por exemplo\u201d, explica N\u00e1dia Carvalho. <\/p>\n<p>Os resultados apontaram que o n\u00famero de produtores nos munic\u00edpios pesquisados fica, em sua maioria, abaixo de 50. Em alguns, localizados no sul de Minas, o n\u00famero \u00e9 mais alto, variando entre 100 e 330. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, nem todos os munic\u00edpios listados plantam nas tr\u00eas safras do ano, que acontecem, normalmente, nos per\u00edodos de janeiro a mar\u00e7o, abril a julho e agosto a dezembro. Grande parte da produ\u00e7\u00e3o regional \u00e9 destinada a Belo Horizonte, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Vit\u00f3ria e Campinas. <\/p>\n<p>A pesquisa levou em conta detalhes diversos como m\u00e3o-de-obra, infra-estrutura, maquin\u00e1rio, sistema de irriga\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, insumos, plantio, colheita, cultivares plantadas, forma de gest\u00e3o, entre outros. Muitos desses dados ser\u00e3o utilizados na pesquisa para previs\u00e3o de safra, que ser\u00e1 desenvolvida neste ano nos principais munic\u00edpios produtores de batata do Estado. \u201cVamos levantar as potencialidades desses munic\u00edpios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de batata, ver desse potencial o que est\u00e1 sendo utilizado e, a partir da\u00ed, fazer um planejamento e o acompanhamento para dar suporte ao setor\u201d, diz N\u00e1dia Carvalho.<\/p>\n<p>O projeto, encaminhado \u00e0 Fapemig pelo Edital Universal 2007,  visa a criar uma rede de informa\u00e7\u00f5es com os principais agentes do setor, identificando m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o e potencialidades dos principais munic\u00edpios produtores, a fim de orientar bataticultores e fortalecer a cultura da batata. A proposta ser\u00e1 aplicada durante as tr\u00eas safras, analisando quatro fases em cada uma delas: inten\u00e7\u00e3o de plantio, plantio, colheita e comercializa\u00e7\u00e3o. \u201cVamos acompanhar n\u00e3o s\u00f3 a quest\u00e3o do produtor, mas tamb\u00e9m a parte dos insumos e a do com\u00e9rcio\u201d, explica N\u00e1dia. <\/p>\n<p>Durante a pesquisa, inicialmente com algumas visitas de campo, ser\u00e3o aplicados question\u00e1rios para levantamento de dados, que ser\u00e3o tratados e posteriormente disponibilizados para consulta no site do centro(www.cimagro.com.br\/cib). \u201cDepois que montarmos a rede de informa\u00e7\u00f5es, o processo ficar\u00e1 mais din\u00e2mico, com os pr\u00f3prios informantes enviando informa\u00e7\u00f5es\u201d, diz Luiz Gonzaga de Castro J\u00fanior.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 ampliar a pesquisa realizada em 2006, aumentando a variedade de dados e o n\u00famero de produtores envolvidos. \u201cPretendemos atender todos os produtores, pois muitos j\u00e1 ligam para o CIB pedindo informa\u00e7\u00f5es que, para eles, s\u00e3o fundamentais\u201d, conta o pesquisador. Segundo ele, a primeira pesquisa foi uma caracteriza\u00e7\u00e3o voltada principalmente para t\u00e9cnicos e grandes produtores. O novo projeto abrange n\u00famero maior de produtores e considera todos os elos da cadeia produtiva. \u201cQuando se monta uma previs\u00e3o, n\u00e3o se pode considerar somente a inten\u00e7\u00e3o de plantio por parte dos produtores. \u00c9 preciso cruzar informa\u00e7\u00f5es entre todos os elos da cadeia para ver se de fato haver\u00e1 aumento produtivo da batata ou redu\u00e7\u00e3o\u201d, esclarece. <\/p>\n<p>Segundo afirma o coordenador do CIM, a id\u00e9ia \u00e9 que a previs\u00e3o de safra seja um projeto cont\u00ednuo, garantindo uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o aos bataticultores. \u201cO lan\u00e7amento do projeto vai dar suporte ao produtor e isso n\u00e3o pode come\u00e7ar e parar\u201d, diz. H\u00e1 uma grande oscila\u00e7\u00e3o no mercado produtor de batata por quest\u00f5es vinculadas \u00e0 demanda. \u201cAs pessoas brincam que o produtor fica rico em um ano e pobre em outro\u201d, comenta Gonzaga. \u201cSe aumenta a oferta, o pre\u00e7o cai e podem acontecer casos extremos, como no ano passado\u201d, diz. \u201cSe houver a previs\u00e3o de safra e o setor tentar organizar essa safra atrav\u00e9s da informa\u00e7\u00e3o, no final n\u00e3o haver\u00e1 quest\u00f5es de supera\u00e7\u00e3o da oferta ou escassez do produto e, <br \/>\nconseq\u00fcentemente, n\u00e3o haver\u00e1 grandes oscila\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o, reduzindo o risco para o produtor.\u201d<\/p>\n<p>Da semente \u00e0 ind\u00fastria<\/p>\n<p>A completa caracteriza\u00e7\u00e3o do sistema produtivo implica em detalhar cada uma das etapas e instrumentos do processo. No caso da batata, significa acompanhar desde a semente at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o, seja na forma in natura ou processada. No Brasil, os dois extremos n\u00e3o t\u00eam tradi\u00e7\u00e3o. O Pa\u00eds importa 98% da batata processada consumida, o que inclui a forma congelada pr\u00e9-frita, a batata em flocos (para sopa) e a frita industrializada. Segundo N\u00e1dia Carvalho, o consumo interno desse tipo de produto \u00e9 alto, mas a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pequena. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o financeira, \u00e9 preciso fazer um investimento muito alto e trabalhar com parceiros fortes para sobreviver no mercado\u201d, afirma. \u201cO Brasil tem mercado para a batata processada, mas muitos empres\u00e1rios acham que \u00e9 arriscado\u201d, diz a coordenadora do CIB.<\/p>\n<p>No caso da batata semente, o n\u00famero de importa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m supera o de produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Fran\u00e7a e Holanda s\u00e3o os principais exportadores para o Brasil. De acordo com N\u00e1dia Carvalho, o solo brasileiro \u00e9 apropriado para plantio, mas a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 cara. \u201cTem que haver toda uma estrutura para produzir e armazenar essa batata,\u201d observa. De acordo com o bataticultor Nelson Hasui, o neg\u00f3cio de batata semente \u00e9 ainda mais arriscado que a produ\u00e7\u00e3o de batata para consumo. \u201cQuando temos crise no mercado de batata, ningu\u00e9m compra a semente; ent\u00e3o, s\u00f3 nos resta plantar ou jogar fora\u201d, afirma. \u201cO preju\u00edzo pode chegar a 100%,\u201d complementa.<\/p>\n<p>Apesar dos riscos, Hasui tamb\u00e9m investe nesse tipo de produ\u00e7\u00e3o. Para atender \u00e0s exig\u00eancias do Minist\u00e9rio da Agricultura e Abastecimento, o empres\u00e1rio envia amostras ao Centro de Indexa\u00e7\u00e3o de V\u00edrus de Minas Gerais, localizado na Ufla, sob a coordena\u00e7\u00e3o da professora Ant\u00f4nia dos Reis Figueira. Esse \u00e9 o \u00fanico laborat\u00f3rio do g\u00eanero em Minas Gerais, desde 1986. Nele s\u00e3o realizados testes virol\u00f3gicos em batatas semente, semelhantes ao teste de HIV, capazes de detectar quatro tipos de v\u00edrus, causadores de doen\u00e7as na planta\u00e7\u00e3o: o v\u00edrus do enrolamento (PRLV), o v\u00edrus do mosaico (PVY), o PVX e o PVS. <\/p>\n<p>O v\u00edrus do enrolamento (ou PRLV) torna as folhas da planta quebradi\u00e7as e enroladas, gerando tub\u00e9rculos menores e menos numerosos que os de plantas sadias. J\u00e1 o v\u00edrus PVY pode causar de mosaico a necrose (morte da c\u00e9lula), al\u00e9m de levar ao subdesenvolvimento da planta, sendo capaz de provocar perdas de at\u00e9 100% da planta\u00e7\u00e3o. O PVS e o PVX s\u00e3o caracterizados por n\u00e3o induzirem a sintomas vis\u00edveis, podendo, entretanto, causar perdas significativas, principalmente se estiverem associados ao PVY e ao PRLV. <\/p>\n<p>Segundo esclarece a respons\u00e1vel t\u00e9cnica pelo laborat\u00f3rio, Luciene de Oliveira Ribeiro, as an\u00e1lises s\u00e3o solicitadas por produtores, a fim de identificar o \u00edndice de v\u00edrus nos tub\u00e9rculos que ser\u00e3o utilizados como sementes, seguindo exig\u00eancias do Minist\u00e9rio da Agricultura para sua certifica\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o. A exig\u00eancia tem a finalidade de efetuar o controle de pragas e doen\u00e7as e estabelecer par\u00e2metros para comercializa\u00e7\u00e3o. \u201cAtendemos produtores de todo o Estado de Minas Gerais e de qualquer outro que nos procure\u201d, diz a coordenadora Ant\u00f4nia Figueira. Para emitir o resultado, \u00e9 realizado o teste Elisa (Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay), que permite a detec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus atrav\u00e9s do uso de anticorpos. Todos os procedimentos seguidos s\u00e3o estabelecidos e acompanhados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura. \u201cNosso laborat\u00f3rio est\u00e1 passando por uma reforma completa, que vai atender \u00e0s exig\u00eancias do Minist\u00e9rio para que tenhamos o ISO 17025\u201d, diz Luciene.<\/p>\n<p>Ao chegar para an\u00e1lise, as batatas semente que n\u00e3o possuem broto recebem a aplica\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia denominada bissulfureto, que provoca a brota\u00e7\u00e3o no prazo m\u00e1ximo de 10 dias. Os brotos da batata s\u00e3o retirados, isolados em saco pl\u00e1stico, identificados e macerados. Com o aux\u00edlio de uma pipeta, o extrato da macera\u00e7\u00e3o \u00e9 colocado em uma placa Elisa, onde permanece de um dia para outro na c\u00e2mara fria, a uma temperatura de 4\u00baC. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s as etapas finais de processamento, a placa \u00e9 colocada no espectrofot\u00f4metro, aparelho que faz a leitura da placa Elisa por meio de colora\u00e7\u00e3o e, acoplado a uma impressora, imprime os resultados. Cada placa leva o anticorpo destinado ao v\u00edrus que se quer identificar. Quando o resultado \u00e9 positivo, os orif\u00edcios da placa ganham colora\u00e7\u00e3o amarela, o que significa que o v\u00edrus est\u00e1 presente e reagiu com o anticorpo colocado. A medida \u00e9 feita pela absorb\u00e2ncia (quantidade de luz absorvida a 405 nm) da subst\u00e2ncia durante o teste. \u00c9 detectada a presen\u00e7a de v\u00edrus, quando o valor da absorb\u00e2ncia \u00e9 igual ou maior a duas vezes a absorb\u00e2ncia do controle sadio. \u201cAo fim do teste, emitimos um laudo, sendo uma c\u00f3pia enviada ao produtor e outra para controle do Minist\u00e9rio da Agricultura\u201d, relata Luciene.<\/p>\n<p>Dicas e Curiosidades<\/p>\n<p>\u2022 Nutricionistas da Food Agriculture and Organization (FAO) afirmam que uma dieta composta de batata e leite poderia suprir, em car\u00e1ter de emerg\u00eancia, todos os nutrientes dos quais o organismo humano precisa para se manter.<\/p>\n<p>\u2022 No Brasil, o tub\u00e9rculo ficou conhecido por batata inglesa porque era exigido nas refei\u00e7\u00f5es de t\u00e9cnicos ingleses que trabalhavam na constru\u00e7\u00e3o de ferrovias.<\/p>\n<p>\u2022 Durante a II Guerra Mundial, a batata consagrou-se como o alimento que salvou milh\u00f5es de pessoas da morte por desnutri\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>\u2022 Alguns governantes impuseram medidas para a difus\u00e3o da batata na Europa, como Frederico Guilherme, da Pr\u00fassia, que ordenou a amputa\u00e7\u00e3o do nariz de todos os camponeses que n\u00e3o cultivassem o tub\u00e9rculo.<\/p>\n<p>\u2022 Ao comprar batatas, procure as firmes, com poucos olhos e sem manchas pretas. <\/p>\n<p>\u2022 Quando houver brotos, remova-os. Eles produzem sabor amargo e podem conter solamina, subst\u00e2ncia t\u00f3xica capaz de causar diarr\u00e9ia, c\u00e3ibras e fadiga. <\/p>\n<p>\u2022 Conserve as batatas em local escuro e fresco, mas n\u00e3o na geladeira. Temperaturas menores que 7\u00baC transformam amido em a\u00e7\u00facar, dando \u00e0 batata um sabor adocicado e tornando-a escura ao ser frita.<\/p>\n<p>\u2022 Batatas e cebolas n\u00e3o devem ser armazenadas juntas. Os \u00e1cidos das cebolas estimulam a decomposi\u00e7\u00e3o das batatas, e vice-versa.<\/p>\n<p>\u2022 Antes de fritar, coloque as batatas j\u00e1 cortadas por cerca de meia hora no congelador. Elas ficar\u00e3o secas e macias ap\u00f3s a fritura.<\/p>\n<p>FONTE: CIB e Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Batata (ABBA)<\/p>\n<p>Ariadne Lima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monalisa n\u00e3o \u00e9 apenas a obra-prima de Leonardo da Vinci. Asterix e Baraka n\u00e3o servem somente para nomear personagens de jogos e desenhos animados. Atlantic, Bintje, Arauc\u00e1ria, Elvira, Panda, Mondial. Todos esses nomes, na verdade, s\u00e3o variedades de uma velha conhecida que figura nas mesas de casas e restaurantes de todo o mundo. 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