{"id":815,"date":"2007-08-02T00:00:00","date_gmt":"2007-08-02T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/08\/cota-ajuda-a-levar-indios-a-universidade\/"},"modified":"2007-08-02T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-02T00:00:00","slug":"cota-ajuda-a-levar-indios-a-universidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/08\/02\/cota-ajuda-a-levar-indios-a-universidade\/","title":{"rendered":"Cota ajuda a levar \u00edndios \u00e0 universidade"},"content":{"rendered":"<p>O Estado de S\u00e3o Paulo, 27\/07\/07<\/p>\n<p>Rold\u00e3o Arruda<\/p>\n<p>Criado h\u00e1 3 anos, programa se espalha por 20 institui\u00e7\u00f5es estaduais e federais, apesar das dificuldades da l\u00edngua<\/p>\n<p>Criado h\u00e1 tr\u00eas anos, o programa de cotas para estudantes ind\u00edgenas da Universidade Federal do Tocantins j\u00e1 atende 68 \u00edndios. Eles aprendem bem as mat\u00e9rias, mas enfrentam uma dificuldade extra com a l\u00edngua portuguesa. Depois de passar a maior parte da vida em aldeias onde n\u00e3o se fala portugu\u00eas, alguns se sentem como estrangeiros na universidade.<\/p>\n<p>O trope\u00e7o na l\u00edngua oficial brasileira \u00e9 apenas um dos v\u00e1rios desafios enfrentados pelas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino superior do Pa\u00eds que, em meio ao debate nacional sobre cotas para negros, est\u00e3o cada vez mais abertas a receber \u00edndios. Segundo levantamento do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, 20 escolas estaduais e federais da rede de ensino superior disp\u00f5em de cotas para esse grupo populacional. O n\u00famero de \u00edndios universit\u00e1rios aproxima-se de 5 mil: quase 1% no conjunto de 580 mil estudantes.<\/p>\n<p>A maior parte faz cursos de licenciatura &#8211; para retornarem como professores \u00e0s comunidades. Mas, segundo informa\u00e7\u00f5es das universidades, os \u00edndios t\u00eam cobrado mais vagas nas \u00e1reas de sa\u00fade, prote\u00e7\u00e3o ambiental e direito, nessa ordem.<\/p>\n<p>Para atender aos pedidos, a Universidade de Bras\u00edlia (UnB) criou um vestibular especial para \u00edndios, com vagas em medicina, enfermagem, odontologia e farm\u00e1cia. Atualmente a escola abriga 15 estudantes desse grupo populacional.<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, as escolas n\u00e3o d\u00e3o o mesmo tratamento a negros e \u00edndios. Na Federal do Paran\u00e1, enquanto os negros enfrentam o vestibular comum, lado a lado com outros candidatos, os \u00edndios fazem uma prova \u00e0 parte. Aos negros cabe uma fatia de 20% do total das vagas oferecidas; e aos \u00edndios, poucas vagas extras.<\/p>\n<p>Desde 2005, quando a UFPR iniciou o programa, 17 \u00edndios foram aceitos. Segundo explica\u00e7\u00f5es da pr\u00f3-reitora de gradua\u00e7\u00e3o da escola, professora Rosana Brito, \u00b4\u00b4\u00b4\u00b4n\u00e3o existem cotas para \u00edndios, mas, sim, vagas suplementares\u00b4\u00b4\u00b4\u00b4.<\/p>\n<p>Na Universidade do Tocantins a hist\u00f3ria \u00e9 outra. Depois de constatar que 69% dos estudantes matriculados j\u00e1 s\u00e3o afrodescendentes, a escola optou por um sistema de cotas s\u00f3 para pessoas provenientes das seis etnias ind\u00edgenas presentes no Estado. Elas t\u00eam direito a 5% das vagas do vestibular.<\/p>\n<p>Naquela escola, no entanto, os \u00edndios enfrentam o vestibular ao lado dos outros candidatos. Para superar os problemas que os j\u00e1 matriculados enfrentam com o portugu\u00eas, a escola estuda a possibilidade de oferecer-lhes cursos especiais dessa l\u00edngua. \u00b4\u00b4A presen\u00e7a deles na universidade faz parte de uma pol\u00edtica de repara\u00e7\u00f5es e devemos fazer todos os esfor\u00e7os para ajud\u00e1-los\u00b4\u00b4, diz a pr\u00f3-reitora de assuntos comunit\u00e1rios da escola, Ana L\u00facia Pereira. \n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S\u00e3o Paulo, 27\/07\/07 Rold\u00e3o Arruda Criado h\u00e1 3 anos, programa se espalha por 20 institui\u00e7\u00f5es estaduais e federais, apesar das dificuldades da l\u00edngua Criado h\u00e1 tr\u00eas anos, o programa de cotas para estudantes ind\u00edgenas da Universidade Federal do Tocantins j\u00e1 atende 68 \u00edndios. 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