{"id":777,"date":"2007-07-18T00:00:00","date_gmt":"2007-07-18T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/07\/reinvencao-universitaria\/"},"modified":"2007-07-18T00:00:00","modified_gmt":"2007-07-18T00:00:00","slug":"reinvencao-universitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/07\/18\/reinvencao-universitaria\/","title":{"rendered":"Reinven\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia Fapesp, 18\/07\/2007<\/p>\n<p>Por Thiago Romero <\/p>\n<p>\u201cA reinven\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia como sociedade e como civiliza\u00e7\u00e3o, mais do que um desafio pol\u00edtico, \u00e9 um desafio acad\u00eamico. Um projeto que requer o resgate do passado como mem\u00f3ria e a constru\u00e7\u00e3o do futuro como utopia. Exige, portanto, uma nova concep\u00e7\u00e3o paradigm\u00e1tica para seu progresso humano e material, o que sup\u00f5e um choque de educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia. Da\u00ed a raz\u00e3o de ser da universidade.\u201d <\/p>\n<p>As palavras de Alex Bolonha Fi\u00faza de Mello, reitor da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), foram ditas no \u00faltimo dia da 59\u00aa Reuni\u00e3o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia, na semana passada, em Bel\u00e9m, durante um longo discurso sobre o modelo ideal de educa\u00e7\u00e3o superior para as universidades da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. <\/p>\n<p>Essa reinven\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria se justificaria pelo fato de a Amaz\u00f4nia estar entre as regi\u00f5es do planeta com mais recursos naturais acumulados em sua riqueza de potencialidades. Segundo Fi\u00faza de Mello, somente com aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento para a gera\u00e7\u00e3o de riqueza, essa \u201cciviliza\u00e7\u00e3o florestal formada por mais de 20 milh\u00f5es de habitantes\u201d conseguir\u00e1 galgar patamares sustent\u00e1veis de progresso humano. <\/p>\n<p>\u201cMas, se o Brasil, historicamente, \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o incompleta, perif\u00e9rica e tem capacidade de gerar conhecimento diminuta, pontual e localizada, a Amaz\u00f4nia, em termos nacionais, \u00e9 a periferia da consci\u00eancia nacional. Esse \u00e9 o maior desafio quando pensamos em reformular ou construir uma nova universidade na regi\u00e3o\u201d, disse o reitor, que, na ocasi\u00e3o, lan\u00e7ou o livro Para construir uma universidade na Amaz\u00f4nia \u2013 Realidade e utopia (Editora da UFPA). <\/p>\n<p>Fi\u00faza de Mello prop\u00f5e alguns desafios para as universidades atuais e para as que, espera, ainda ser\u00e3o constru\u00eddas na regi\u00e3o. Um deles \u00e9 a defesa da qualidade do conhecimento produzido por meio da forma\u00e7\u00e3o de mais doutores qualificados a transformar a natureza em bioneg\u00f3cios. <\/p>\n<p>\u201cUma regi\u00e3o que representa 60% do territ\u00f3rio brasileiro, 12% da popula\u00e7\u00e3o e 8% do PIB nacional n\u00e3o pode formar apenas 2% dos doutores e abrigar apenas 2% das universidades do pa\u00eds\u201d, lamentou. <\/p>\n<p>Para ele, as institui\u00e7\u00f5es de ensino na Amaz\u00f4nia precisam ter voca\u00e7\u00e3o internacional. \u201cUma regi\u00e3o que faz fronteira com sete pa\u00edses n\u00e3o pode ter universidades dom\u00e9sticas. Precisa tamb\u00e9m ter um plano de desenvolvimento e um projeto institucional de longo prazo, e n\u00e3o ficar ao sabor do cotidiano, do individualismo e do espontane\u00edsmo\u201d, disse. <\/p>\n<p>Outro desafio se d\u00e1 pela impossibilidade de atingir todos os munic\u00edpios da regi\u00e3o com educa\u00e7\u00e3o presencial. As universidades na Amaz\u00f4nia necessitariam, mais do que em qualquer outra regi\u00e3o do pa\u00eds, de um programa eficiente de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. <\/p>\n<p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia n\u00e3o deve ser vista como uma modalidade de ensino na regi\u00e3o, e sim como uma revolu\u00e7\u00e3o do ensino. A dist\u00e2ncia obriga que o aluno, ao receber a informa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tendo o amparo do professor, tenha que se desenvolver sozinho. Em uma regi\u00e3o continental com espa\u00e7os de dif\u00edcil acesso dentro da floresta, a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia se torna priorit\u00e1ria\u201d, destacou. <\/p>\n<p>Fi\u00faza de Mello defende ainda a Amaz\u00f4nia como um \u201ccentro cosmopolita de debates p\u00fablicos\u201d. \u201cSe a floresta \u00e9 de interesse mundial, n\u00e3o podemos deixar de ser globais. Precisamos trazer os debates mundiais para a regi\u00e3o e fazer circular aqui as maiores cabe\u00e7as do mundo. A Amaz\u00f4nia depende fundamentalmente de conhecimento e deve atrair grandes cientistas e pensadores mundiais.\u201d <\/p>\n<p>\u201cPrecisamos remodelar o conceito de universidade na Amaz\u00f4nia com base em uma perspectiva moderna, progressista e atual. Esses conceitos servem para todas as institui\u00e7\u00f5es de ensino na regi\u00e3o, que devem gerar conhecimento para produzir riqueza\u201d, disse Fi\u00faza de Mello \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP. \n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia Fapesp, 18\/07\/2007 Por Thiago Romero \u201cA reinven\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia como sociedade e como civiliza\u00e7\u00e3o, mais do que um desafio pol\u00edtico, \u00e9 um desafio acad\u00eamico. Um projeto que requer o resgate do passado como mem\u00f3ria e a constru\u00e7\u00e3o do futuro como utopia. 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