{"id":758,"date":"2007-07-16T00:00:00","date_gmt":"2007-07-16T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/07\/federais-ampliam-vagas-mas-alunos-ficam-sem-estrutura\/"},"modified":"2007-07-16T00:00:00","modified_gmt":"2007-07-16T00:00:00","slug":"federais-ampliam-vagas-mas-alunos-ficam-sem-estrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/07\/16\/federais-ampliam-vagas-mas-alunos-ficam-sem-estrutura\/","title":{"rendered":"Federais ampliam vagas, mas alunos ficam sem estrutura"},"content":{"rendered":"<p>Folha de S\u00e3o Paulo, 15\/07\/07<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio Pagnan<\/p>\n<p>Das 59 unidades criadas pelo governo desde 2005, apenas 14 delas t\u00eam sede<\/p>\n<p>Governo reconhece problemas nas universidades, mas diz que eles fazem parte do crescimento &#8216;ousado&#8217; <\/p>\n<p>Alunos de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de Santos, no litoral paulista, n\u00e3o t\u00eam quadra nem piscina, os de farm\u00e1cia, em Vit\u00f3ria da Conquista (Bahia), usam vidros vazios de maionese para realizar experimentos e os estudantes de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, no Vale do Para\u00edba, n\u00e3o t\u00eam sequer computadores e podem at\u00e9 ter o curso encerrado na cidade. <\/p>\n<p>Essa \u00e9 a realidade da expans\u00e3o universit\u00e1ria do governo Lula que teve seu boom a partir do final de 2005, quando foram criadas cerca de 18 mil vagas, elevando em quase 15% o n\u00famero de cadeiras oferecidas em 2004 (123.959 vagas) nas federais. Atualmente, s\u00e3o aproximadamente 140 mil vagas oferecidas por ano. <\/p>\n<p>Das 59 novas unidades previstas para serem implantadas desde 2005, entre constru\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de novas universidades e campi, apenas 14 est\u00e3o prontas. As outras ainda est\u00e3o em obras, em fase de licita\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o sa\u00edram do papel. <\/p>\n<p>Este \u00e9 o caso, por exemplo, de campus da Unifesp em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, onde o curso de ci\u00eancia de computa\u00e7\u00e3o implantado em fevereiro deste ano pode fechar as portas na cidade, de acordo com o reitor Ulysses Fagundes Neto. <\/p>\n<p>O motivo: ainda n\u00e3o h\u00e1 terreno definido para o campus. &#8216;Demos um prazo at\u00e9 o dia 27 de julho&#8217;, disse o reitor. <\/p>\n<p>Sem sede<\/p>\n<p>Essa falta de sedes pr\u00f3prias deixa cerca de 13 mil alunos em unidades provis\u00f3rias, alugadas ou emprestadas, onde, muitas vezes, n\u00e3o cabem os laborat\u00f3rios ou n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para todos os estudantes. <\/p>\n<p>Segundo a Andifes (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior), um dos motivos para essa falta de estrutura foi o pouco tempo gasto no planejamento para a cria\u00e7\u00e3o de cursos e unidades. Muitos projetos foram desenvolvidos, no final de 2005, em um per\u00edodo de 30 ou 60 dias. <\/p>\n<p>&#8216;Essa expans\u00e3o n\u00e3o foi planejada. N\u00e3o houve um planejamento de m\u00e9dio e longo prazos. Elas [as institui\u00e7\u00f5es federais] n\u00e3o tiveram, assim como o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, tempo para criar todas as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias&#8217;, disse Alan Barbiero, reitor da Universidade Federal do Tocantins e coordenador de um grupo da Andifes que acompanha a expans\u00e3o da rede de ensino. <\/p>\n<p>A vice-pr\u00f3-reitora de gradua\u00e7\u00e3o da Unifesp, Lucia de Oliveira Sampaio, disse temer que a falta de estrutura possa provocar a evas\u00e3o de alunos e professores. &#8216;Certas coisas t\u00eam um tempo. Dizer: &#8216;Vamos mudar do dia para a noite&#8217;, n\u00e3o existe. <\/p>\n<p>Faz a coisa, pega, n\u00e3o tem lugar, o cara tem equipamento e n\u00e3o tem onde p\u00f4r. O planejamento foi muito r\u00e1pido para a gente. N\u00f3s estamos num esfor\u00e7o astron\u00f4mico para que a coisa d\u00ea certo&#8217;, afirmou. <\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Superior, Ronaldo Mota, reconhece existir problemas, mas diz que eles n\u00e3o s\u00e3o mais importantes que as conquistas do &#8216;projeto ousado&#8217; do governo. <\/p>\n<p>(Colaboraram ALESSANDRA BALLES , da Reda\u00e7\u00e3o, e SIMONE IGLESIAS , da Ag\u00eancia Folha, em Porto Alegre)<\/p>\n<p>Falta de estrutura prejudica alunos em novas federais <\/p>\n<p>Universidades rec\u00e9m-inauguradas no projeto de expans\u00e3o do governo n\u00e3o t\u00eam equipamentos nem pr\u00e9dio pr\u00f3prio<\/p>\n<p>Estudantes dependem de instrumentos alugados e chegam a comprar at\u00e9 vidros de maionese vazios para fazer experimentos <\/p>\n<p>O estudante de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica Eric Blasques Dassouki, 18, da Unifesp (Universidade Federal de S\u00e3o Paulo) de Santos, teve apenas tr\u00eas aulas pr\u00e1ticas no primeiro semestre deste ano. A grade curricular previa uma por semana. No segundo semestre, por\u00e9m, ele n\u00e3o tem certeza se ter\u00e1 uma aula sequer.<\/p>\n<p>A incerteza de Dassouki ocorre porque o campus santista, criado em fevereiro de 2006, ainda n\u00e3o possui pr\u00e9dio pr\u00f3prio. A universidade funciona em dois pr\u00e9dios alugados. A piscina e a quadra, indispens\u00e1veis para o curso, s\u00e3o emprestadas por clubes, mas nem sempre. &#8216;J\u00e1 chegamos a entrar na quadra para ter aula de basquete, mas fomos tirados de l\u00e1 porque haveria um campeonato de handebol feminino. A piscina ficou um temp\u00e3o interditada porque havia quebrado uma bomba&#8217;, disse ele.<\/p>\n<p>A primeira etapa do campus de Santos, em obras, deve ser conclu\u00edda no in\u00edcio de 2008. Nessa etapa n\u00e3o est\u00e1 prevista, por\u00e9m, a constru\u00e7\u00e3o de quadra nem piscina -inclusa na segunda etapa. Quando ficar\u00e1 pronta? &#8216;N\u00e3o tem data. Temos que acabar o outro [pr\u00e9dio] primeiro&#8217;, afirmou o reitor Ulysses Fagundes Neto.<\/p>\n<p>Os pr\u00e9dios em Santos ficam distantes cerca de cinco quil\u00f4metros um do outro. Num deles ficam os computadores, noutro a biblioteca. Nenhum deles t\u00eam um laborat\u00f3rio experimental que os alunos de psicologia precisam. &#8216;As aulas pr\u00e1ticas foram transferidas para o segundo semestre por falta do laborat\u00f3rio&#8217;, disse a estudante Maria Luiza Gon\u00e7alves, 21.<\/p>\n<p>No ano passado, segundo a estudante, as aulas sobre o sistema respirat\u00f3rio n\u00e3o foram ministradas por falta de pe\u00e7as, n\u00e3o havia pulm\u00e3o para estudo, e uma das poucas aulas de anatomia que sua turma teve foram realizadas no campus de S\u00e3o Paulo, a 85 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Dist\u00e2ncia \u00e9 algo que a aluna ci\u00eancia e tecnologia Fernanda Toscano, 21, da UFABC (Universidade Federal do ABC), diz conhecer bem para assistir aulas. Assim como em Santos, as aulas s\u00e3o ministradas em duas unidades distantes porque os 1.500 alunos n\u00e3o cabem num campus s\u00f3. &#8216;Quando n\u00e3o consigo carona, eu venho a p\u00e9. D\u00e1 uma hora e 20 minutos.&#8217;<\/p>\n<p>O pr\u00e9dio da universidade deve ficar pronto em outubro.<\/p>\n<p>O estudante de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o da Unifesp de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos Victor Coelho, 19, tamb\u00e9m se diz infeliz com seu curso. &#8216;A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 desanimadora. Tem muita gente pensando em desistir do curso. Eu mesmo sou um deles.&#8217;<\/p>\n<p>Coelho explica seus motivos. Para a turma de 50 alunos, a universidade conseguiu 25 m\u00e1quinas emprestadas pela prefeitura, mesmo assim inadequadas para o curso. As aulas s\u00e3o assistidas em duplas. Durante as provas, metade da turma faz, a outra espera.<br \/>\n&#8216;Tamb\u00e9m n\u00e3o tem biblioteca, n\u00e3o tem lanchonete, n\u00e3o tem nada. A universidade est\u00e1 jogando o nome dela no lixo.&#8217;<\/p>\n<p>Os alunos devem receber computadores no segundo semestre, segundo a reitoria, mas o curso pode ser fechado na cidade por falta de terreno para construir seu campus.<\/p>\n<p>O aluno de farm\u00e1cia Jo\u00e3o Carlos Menezes, 22, da federal da Bahia em Vit\u00f3ria da Conquista, disse ter levado um susto no in\u00edcio do ano letivo, em outubro do ano passado. &#8216;S\u00f3 tinha cadeira, professor e quadro&#8217;, afirmou ele.<\/p>\n<p>Menezes diz que o material para os experimentos, como batata e iodo, s\u00e3o adquiridos pelo pr\u00f3prios alunos, at\u00e9 os vidros de maionese vazios. (ROG\u00c9RIO PAGNAN E ALESSANDRA BALLES) <\/p>\n<p>Para governo, problemas s\u00e3o normais <\/p>\n<p>Secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Superior do MEC nega ter havido falta de planejamento ou de recursos na expans\u00e3o universit\u00e1ria<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Superior, Ronaldo Mota, 52, nega ter havido falta de planejamento ou de recursos na expans\u00e3o universit\u00e1ria e diz que os problemas surgidos s\u00e3o naturais num projeto dessa dimens\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8216;Quando voc\u00ea tira uma fotografia, voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea o filme. Em uma fotografia de uma obra, por mais importante que ela seja, aparecem as coisas boas e as ruins. A seq\u00fc\u00eancia da fotografia n\u00f3s temos certeza que ser\u00e1 muito positiva. N\u00e3o somos ing\u00eanuos. Sabemos que fazer envolve enfrentar dificuldades, mas vale a pena&#8217;, afirmou ele.<\/p>\n<p>Para Mota, o principal motivo de problemas \u00e9 a caracter\u00edstica do projeto, que visa a interioriza\u00e7\u00e3o. &#8216;Para quem n\u00e3o quer dificuldade bastaria n\u00e3o crescer. Se quisesse menos dificuldades, era s\u00f3 crescer onde j\u00e1 tem. N\u00e3o foi essa a op\u00e7\u00e3o do governo Lula. Foi exatamente a de procurar as regi\u00f5es mais remotas, realizar um grande programa de interioriza\u00e7\u00e3o.&#8217;<\/p>\n<p>Para demostrar n\u00e3o haver falta de recursos, ele diz que h\u00e1 quatro anos as verbas de custeio para manuten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica das universidades giravam em torno de R$ 550 milh\u00f5es, passando hoje para R$ 1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao comentar as cr\u00edticas dos reitores, de ter havido falta de planejamento de m\u00e9dio e longo prazos, ele disse que tudo foi feito &#8216;com conhecimento e consentimento&#8217; dos reitores e dos conselhos, mas admite que uma pr\u00f3xima etapa deve ser mais bem planejada.<\/p>\n<p>&#8216;O Reuni [Programa de Apoio a Planos de Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais], a nova etapa de expans\u00e3o, deve estabelecer um crescimento muito mais coerente. As universidades n\u00e3o precisar\u00e3o fazer nenhum tipo de defini\u00e7\u00e3o precipitada, poder\u00e3o se planejar e se organizar a partir de uma disposi\u00e7\u00e3o expressa e de forma muita clara.&#8217;<\/p>\n<p>Ao ser questionado se houve precipita\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, na primeira etapa, ele voltou a dizer que n\u00e3o. &#8216;O Reuni ser\u00e1 um modelo mais harm\u00f4nico, mas o anterior n\u00e3o teve problema de planejamento. T\u00ednhamos consci\u00eancia de que alguns problemas seriam enfrentados, mas n\u00e3o houve nenhum preju\u00edzo essencial \u00e0 qualidade, e ser\u00e3o resolvidos gradativamente.&#8217;<\/p>\n<p>Sobre as cr\u00edticas de que a expans\u00e3o teria sido feita no afogadilho com o objetivo eleitoreiro de munir os discursos de reelei\u00e7\u00e3o do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, Mota tamb\u00e9m usou o Reuni. &#8216;\u00c9 t\u00e3o equivocada essa vis\u00e3o. O suposto candidato j\u00e1 ganhou. Por que, agora, vem um programa mais forte ainda e ningu\u00e9m o acusa de eleitoreiro?&#8217;, afirmou ele.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio, um dos principais problemas, a falta de pessoal, deve ser solucionado ainda neste ano, com a incorpora\u00e7\u00e3o de 2.880 novos docentes e 5.000 t\u00e9cnicos administrativos, dos quais cerca de 2.000 professores e metade dos t\u00e9cnicos destinados \u00e0 expans\u00e3o. &#8216;Isso consolida, de forma definitiva, a expans\u00e3o.&#8217;<\/p>\n<p>Sobre a assist\u00eancia estudantil, Mota afirmou que ela cresceu de R$ 32 milh\u00f5es para R$ 53 milh\u00f5es, de 2006 para 2007, mas \u00e9 insuficiente. &#8216;N\u00e3o tem a promessa que vai ter restaurante nem moradia para todos, mas certamente devemos ter uma aten\u00e7\u00e3o especial aos talentosos e carentes&#8217;, disse.<\/p>\n<p>Para os alunos, o secret\u00e1rio deu um recado. &#8216;Mesmo com todas as dificuldades, eu tenho certeza de que a sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica final ser\u00e1 muito positiva. Esses momentos que as primeiras turmas passam n\u00e3o s\u00e3o diferentes das experi\u00eancias que as primeiras turmas das melhores universidades do pa\u00eds e do mundo tiveram.&#8217; (RP)<\/p>\n<p>Para reitores, burocracia afeta expans\u00e3o <\/p>\n<p>Um dos problemas enfrentados na expans\u00e3o universit\u00e1ria, segundo diretores e reitores, s\u00e3o os tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos que distanciam o tempo da vontade e o da concretiza\u00e7\u00e3o de projetos.<\/p>\n<p>&#8216;N\u00e3o \u00e9 como numa universidade particular, em que voc\u00ea precisa de uma cadeira, vai l\u00e1 e compra&#8217;, diz a vice-pr\u00f3-reitora de gradua\u00e7\u00e3o da Unifesp, Lucia de Oliveira Sampaio.<\/p>\n<p>Isso impede, disse, que os cursos em locais improvisados recebam investimentos porque os pr\u00e9dios n\u00e3o s\u00e3o da universidade.<\/p>\n<p>A diretora do departamento de extens\u00e3o e interioriza\u00e7\u00e3o da Universidade do Amazonas, Mangela Ranciaro, tamb\u00e9m atribui \u00e0 burocracia o fato de que ainda n\u00e3o terem come\u00e7ado as obras de dois dos novos tr\u00eas campi previstos.<\/p>\n<p>O diretor do campus de Sobral da Universidade do Cear\u00e1, Jo\u00e3o Arruda, disse que pedidos de mudan\u00e7a no projeto de constru\u00e7\u00e3o do campus fizeram com que, dos R$ 4 milh\u00f5es necess\u00e1rios, apenas R$ 380 mil fossem liberados.<\/p>\n<p>O reitor da Universidade do Piau\u00ed, Luiz Santos J\u00fanior, n\u00e3o v\u00ea problemas. Dois dos tr\u00eas campi est\u00e3o prontos -um aguarda Lula para a inaugura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Processo foi apressado, dizem especialistas <\/p>\n<p>A expans\u00e3o do n\u00famero de vagas nas federais era necess\u00e1ria, mas foi feita de maneira apressada, afirmam especialistas da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8216;A pol\u00edtica para a rede federal \u00e9 uma das que, em linhas gerais, \u00e9 acertada no governo Lula, mas n\u00e3o pode crescer sem estrutura&#8217;, diz Jos\u00e9 Marcelino Rezende, professor da USP de Ribeir\u00e3o Preto e ex-diretor do Inep (instituto de pesquisas educacionais, ligado ao MEC).<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio de implanta\u00e7\u00e3o tem de ser minimamente consensual, e n\u00e3o &#8216;oscilar ao sabor eleitoral&#8217;, diz ele, em refer\u00eancia ao grande n\u00famero de vagas abertas antes do primeiro turno, no ano passado. &#8216;Mas \u00e9 importante ressaltar que, mesmo de um jeito atropelado, a expans\u00e3o era necess\u00e1ria.&#8217;<\/p>\n<p>Tem opini\u00e3o semelhante o reitor da Universidade Federal do Tocantins, Alan Barbiero, coordenador de um grupo da Andifes que acompanha a expans\u00e3o. Para ele, os problemas ser\u00e3o ajustados. &#8216;Claro que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a ideal. Quando a Unicamp come\u00e7ou, os laborat\u00f3rios funcionavam nas garagens dos professores. Hoje, ela \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia. Poderia ser mais bem planejada, mas o importante \u00e9 que foi feita [a expans\u00e3o]&#8217;, afirmou.<\/p>\n<p>Nelson Cardoso Amaral, professor da federal de Goi\u00e1s que fez trabalho sobre o tema, tamb\u00e9m concorda. &#8216;Foi tudo muito r\u00e1pido, algumas decis\u00f5es nem chegaram a passar pelos conselhos universit\u00e1rios, mas os problemas ser\u00e3o corrigidos nos pr\u00f3ximos anos.&#8217;<\/p>\n<p>J\u00e1 para Ryon Braga, da Hoper Educacional, o mais adequado \u00e9 promover a inclus\u00e3o social, mas por meio do ProUni [Programa Universidade para Todos] ou de projetos similares. &#8216;Um aluno de institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica custa cinco vezes o de uma universidade privada. O governo conseguiria colocar muito mais alunos no ensino superior&#8217;, afirmou ele.<\/p>\n<p>O ProUni \u00e9 um programa que tamb\u00e9m faz parte do projeto de expans\u00e3o do n\u00famero de vagas oferecidas pelo governo federal e que concede bolsas parciais e integrais em institui\u00e7\u00f5es privadas a alunos de baixa renda.<\/p>\n<p>Para Amaral, a expans\u00e3o das federais e das vagas oferecidas no ProUni precisa ser feita de modo paralelo. &#8216;O correto teria sido expandir as federais antes das bolsas do ProUni, mas o governo optou pelo contr\u00e1rio.&#8217;<\/p>\n<p>Neste ano, foram ofertadas 108.642 bolsas no primeiro semestre e 54.816 no segundo, e o valor estimado da ren\u00fancia fiscal foi de R$ 126.050.707. Em 2006, foram 138.668 bolsas -ren\u00fancia de R$ 114.721.465.\n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Folha de S\u00e3o Paulo, 15\/07\/07 Rog\u00e9rio Pagnan Das 59 unidades criadas pelo governo desde 2005, apenas 14 delas t\u00eam sede Governo reconhece problemas nas universidades, mas diz que eles fazem parte do crescimento &#8216;ousado&#8217; Alunos de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de Santos, no litoral paulista, n\u00e3o t\u00eam quadra nem piscina, os de farm\u00e1cia, em Vit\u00f3ria da Conquista &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/07\/16\/federais-ampliam-vagas-mas-alunos-ficam-sem-estrutura\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Federais ampliam vagas, mas alunos ficam sem estrutura<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-758","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=758"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/758\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}