{"id":735,"date":"2007-06-28T00:00:00","date_gmt":"2007-06-28T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/06\/leite-e-derivados-pressionam-inflacao-de-junho\/"},"modified":"2007-06-28T00:00:00","modified_gmt":"2007-06-28T00:00:00","slug":"leite-e-derivados-pressionam-inflacao-de-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/06\/28\/leite-e-derivados-pressionam-inflacao-de-junho\/","title":{"rendered":"Leite e derivados pressionam infla\u00e7\u00e3o de junho"},"content":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC) da Universidade Federal de Lavras (Ufla) ficou em 0,39%, no m\u00eas de junho. Em maio, esse \u00edndice havia sido de 0,1%. Com essas varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os, a infla\u00e7\u00e3o medida pela Ufla, em 2007, est\u00e1 acumulada em 2,49%. <\/p>\n<p>Entre os onze grupos que comp\u00f5em o IPC da Ufla, a taxa de infla\u00e7\u00e3o de junho ficou localizada na categoria alimentos que teve alta, em m\u00e9dia, de 1,32%. Os produtos in natura ca\u00edram 1,61%, mas os semi-elaborados ficaram mais caros 1,97% e os industrializados tiveram alta de 1,6%. E foram as altas do leite e latic\u00ednios que puxaram a taxa de infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas. Para o consumidor, o leite tipo C aumentou 6,0%; o tipo longa vida, alta de 8,26%; o iogurte teve um aumento de 5,4%; a mussarela, subiu 6,88% e o creme de leite ficou mais caro 17,02%.<\/p>\n<p>De acordo com o professor Ricardo Reis, coordenador das pesquisas do IPC e dos \u00cdndices de Pre\u00e7os Agr\u00edcolas, a alta do leite tamb\u00e9m foi verificada no campo, quando o pecuarista recebeu 12,66% a mais pela venda do leite fluido tipo C e 4,42% pelo leite tipo B. E essa tend\u00eancia deve continuar nos pr\u00f3ximos meses, devido ao per\u00edodo da entressafra agr\u00edcola e ao mercado internacional aquecido, valorizando o leite em p\u00f3. Tradicionais pa\u00edses exportadores de leite e derivados, como Argentina e Austr\u00e1lia, foram afetados por problemas clim\u00e1ticos, interferindo no abastecimento externo. <\/p>\n<p>Afirma, ainda, o professor que a taxa de infla\u00e7\u00e3o de junho s\u00f3 n\u00e3o foi maior devido \u00e0 queda nos pre\u00e7os da maioria dos grupos pesquisados: a categoria bens de consumo dur\u00e1veis (eletrodom\u00e9sticos, m\u00f3veis e inform\u00e1tica) variou -0,06%; as despesas com transporte tiveram queda de 0,2%; produtos de higiene pessoal, -0,33%; material de limpeza,  -0,3%; educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,01%, a mesma varia\u00e7\u00e3o dos gastos com lazer, -0,01%. N\u00e3o se identificaram mudan\u00e7as de pre\u00e7os, na m\u00e9dia, dos grupos servi\u00e7os gerais (\u00e1gua, luz, telefone e g\u00e1s de cozinha) e despesas com moradia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos alimentos, a pesquisa da Ufla identificou altas nos pre\u00e7os dos itens que comp\u00f5em o vestu\u00e1rio (0,43%) e as bebidas (0,7%).<\/p>\n<p>O custo da cesta b\u00e1sica de alimentos, para uma fam\u00edlia de quatro pessoas, teve uma varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,8% em junho, passando a custar R$268,91. Em maio, seu valor era de R$271,10. Nesse caso, a cesta de alimentos foi influenciada pelas quedas de pre\u00e7os do tomate (-10,84%), do arroz (-3,43%), do feij\u00e3o (-1,31%), do macarr\u00e3o (-0,93%) e do a\u00e7\u00facar (-2,01%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC) da Universidade Federal de Lavras (Ufla) ficou em 0,39%, no m\u00eas de junho. 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