{"id":72425,"date":"2014-11-11T15:13:00","date_gmt":"2014-11-11T17:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=72425"},"modified":"2014-11-19T10:48:05","modified_gmt":"2014-11-19T12:48:05","slug":"professores-da-ufla-assinam-artigo-na-science-que-alerta-para-o-risco-de-o-brasil-perder-lideranca-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2014\/11\/11\/professores-da-ufla-assinam-artigo-na-science-que-alerta-para-o-risco-de-o-brasil-perder-lideranca-ambiental\/","title":{"rendered":"Professores da UFLA assinam artigo na Science que alerta para o risco de o Brasil perder lideran\u00e7a ambiental"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_72426\" aria-describedby=\"caption-attachment-72426\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mineracao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-72426 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mineracao-249x130.jpg\" alt=\"\u00c1rea de minera\u00e7\u00e3o na Serra dos Caraj\u00e1s  - Par\u00e1.\" width=\"249\" height=\"130\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mineracao-249x130.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mineracao.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-72426\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1rea de minera\u00e7\u00e3o na Serra dos Caraj\u00e1s &#8211; Par\u00e1 (foto: F\u00e1bio Olmos)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Artigo publicado na sexta-feira (7\/11) na revista \u201cScience\u201d traz uma an\u00e1lise feita por pesquisadores brasileiros e estrangeiros sobre os danos do novo C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o, em an\u00e1lise no Congresso, em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental do Pa\u00eds. Entre os autores do artigo, que j\u00e1 ganhou repercuss\u00e3o nacional e internacional, est\u00e3o os professores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) J\u00falio Louzada e Paulo Pompeu, ambos do Departamento de Biologia (DBI) e membros da Rede de Pesquisa Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (rede que congrega mais 100 pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es brasileiras e estrangeiras).<\/p>\n<p>O artigo, publicado na sess\u00e3o <em>insights<\/em> e perspectivas, enfatiza a percep\u00e7\u00e3o de um grupo de pesquisadores brasileiros e brit\u00e2nicos sobre os efeitos que as mudan\u00e7as propostas pelo Projeto de Lei (PL 3682\/2012) podem representar para as \u00e1reas protegidas, enfraquecendo o status internacional do Brasil como um l\u00edder ambiental.<\/p>\n<p>O documento, em an\u00e1lise no Congresso, permite a abertura de 10% do territ\u00f3rio das \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o exclusiva e \u00e1reas ind\u00edgenas a concess\u00f5es de mineradoras, al\u00e9m de proibir a cria\u00e7\u00e3o de novas unidades de conserva\u00e7\u00e3o em terras com concentra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios ou alto potencial hidrel\u00e9trico.<\/p>\n<p>Segundo a an\u00e1lise in\u00e9dita apresentada pelos pesquisadores, pelo menos 20% de todas as \u00e1reas estritamente protegidas e reservas ind\u00edgenas do Brasil coincidem com as \u00e1reas que foram oficialmente registradas como de interesse para a minera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, muitos dos sistemas h\u00eddricos associados com \u00e1reas protegidas ser\u00e3o influenciados pela constru\u00e7\u00e3o de grandes usinas hidrel\u00e9tricas. A sobreposi\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas protegidas e ind\u00edgenas com \u00e1reas de interesse miner\u00e1rio ou hidrel\u00e9trico ocorre principalmente na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>De acordo com o professor J\u00falio Louzada, o Projeto de Lei est\u00e1 sendo tratado sob uma perspectiva simplista, facilitando que megaprojetos sejam avaliados como op\u00e7\u00e3o \u00fanica de desenvolvimento. \u00a0Deve ser alertado, por\u00e9m, os efeitos desses projetos em\u00a0longo prazo, seus impactos diretos e indiretos, com an\u00e1lise abrangente de custo-benef\u00edcio. \u201c\u00c9 preciso que o tema seja amplamente difundido e debatido de forma democr\u00e1tica pela sociedade\u201d, considera.<\/p>\n<p><strong>Rede de Prote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os autores do estudo apelam para que o governo garanta que a reconhecida rede de \u00e1reas protegidas brasileira receba os recursos financeiros necess\u00e1rios para gerir os ecossistemas de forma sustent\u00e1vel. Tamb\u00e9m alertam que as propostas para minimizar e mitigar os danos ambientais de projetos de desenvolvimento em larga escala s\u00e3o inadequadas e que, mesmo que apenas uma fra\u00e7\u00e3o dessas concess\u00f5es minerais sejam aprovadas, os impactos podem ser enormes, especialmente nos ecossistemas mais amea\u00e7ados do Brasil.<\/p>\n<p>O artigo alerta para as amea\u00e7as que a minera\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de usinas hidrel\u00e9tricas representam para os ecossistemas do Brasil. As \u00e1reas com interesse registrado para a minera\u00e7\u00e3o perfazem 34.117 km<sup>2<\/sup>, atualmente classificadas como \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o integral &#8211; incluindo os Parques Nacionais, Reservas Biol\u00f3gicas e ref\u00fagios de vida silvestre. Isso \u00e9 equivalente a uma \u00e1rea do tamanho da Su\u00ed\u00e7a. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior para as terras ind\u00edgenas, das quais 28% ou 281.443 km<sup>2<\/sup> t\u00eam sobreposi\u00e7\u00e3o com \u00e1reas de interesse de minera\u00e7\u00e3o registrado &#8211; uma \u00e1rea maior do que o Reino Unido ou o estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O texto enfatiza ainda que o Brasil n\u00e3o deve perder o crescente reconhecimento, conquistado nos \u00faltimos anos, como l\u00edder mundial no combate \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o ambiental. Segundo nota divulgada pelos autores, \u201co pa\u00eds tem a maior rede de \u00e1reas protegidas do mundo, enquanto avan\u00e7os na governan\u00e7a ambiental, incluindo terras privadas, t\u00eam contribu\u00eddo para uma redu\u00e7\u00e3o de 80% na taxa de desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira durante a \u00faltima d\u00e9cada. Essas novas propostas, no entanto, podem amea\u00e7ar esse sucesso e minar a reputa\u00e7\u00e3o ambiental do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisadora da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental Joice Ferreira, primeira autora do estudo, ressalta: &#8220;O prop\u00f3sito desta an\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 dizer que o Brasil n\u00e3o deve se desenvolver e beneficiar-se de seus recursos naturais abundantes, mas que n\u00e3o devemos amea\u00e7ar nossa reputa\u00e7\u00e3o duramente conquistada de sucesso e lideran\u00e7a em favor de projetos de desenvolvimento mal planejados que deixam um longo legado de danos ambientais. \u00c9 poss\u00edvel gerenciar o nosso desenvolvimento de forma mais sustent\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o dos seus pr\u00f3prios recursos ambientais e biodiversidade, t\u00e3o vitais para o bem-estar dos seus cidad\u00e3os, o Brasil desempenha um papel importante na motiva\u00e7\u00e3o e apoio \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de trajet\u00f3rias de desenvolvimento mais sustent\u00e1veis ao redor do mundo&#8221;, disse <em>Toby Gardner do Stockholm Environment Institute<\/em>, um dos autores do estudo, que trabalha no Brasil h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. &#8220;No entanto, essa posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a est\u00e1 amea\u00e7ada&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/content\/346\/6210\/706.summary\">Leia o artigo na \u00edntegra<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado na sexta-feira (7\/11) na revista \u201cScience\u201d traz uma an\u00e1lise feita por pesquisadores brasileiros e estrangeiros sobre os danos que o novo C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[835],"class_list":["post-72425","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-menores","tag-publicacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72425","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72425"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72425\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72879,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72425\/revisions\/72879"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72425"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72425"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}