{"id":721,"date":"2007-06-26T00:00:00","date_gmt":"2007-06-26T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/06\/os-universitarios-de-hoje\/"},"modified":"2007-06-26T00:00:00","modified_gmt":"2007-06-26T00:00:00","slug":"os-universitarios-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/06\/26\/os-universitarios-de-hoje\/","title":{"rendered":"Os universit\u00e1rios de hoje"},"content":{"rendered":"<p>Correio Braziliense, 24\/06\/07<\/p>\n<p>Priscilla Borges <\/p>\n<p>Alunos de baixa renda entram mais nas universidades p\u00fablicas <\/p>\n<p>Os n\u00fameros do relat\u00f3rio ajudam a quebrar alguns mitos. O primeiro \u00e9 o de que existem mais alunos pobres nas universidades privadas do que nas p\u00fablicas. O estudo do Inep mostra justamente o contr\u00e1rio. Enquanto nas p\u00fablicas 30,1% dos alunos possuem renda de at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, nas particulares, esse n\u00famero \u00e9 de 25,5%. Outro ponto interessante \u00e9 a quantidade de egressos de escolas particulares e p\u00fablicas que est\u00e3o no ensino superior. Os n\u00fameros das p\u00fablicas e das privadas \u00e9 bem parecido: 49,1% dos universit\u00e1rios das p\u00fablicas cursaram a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em col\u00e9gios p\u00fablicos e, nas privadas, eles somam 52,2% (confira tabela). <\/p>\n<p>Para Timothy Mulholland, reitor da UnB, \u00e9 importante perceber que as classes menos favorecidas est\u00e3o entrando nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Ele acredita que os dados fornecidos pelo Enade devem ser fruto de pesquisas no futuro e ser\u00e3o importantes subs\u00eddios para tomada de decis\u00f5es. A sinaliza\u00e7\u00e3o de que as universidades p\u00fablicas carecem de investimento n\u00e3o \u00e9 novidade. \u201cOs dados ajudam a esclarecer e a comprovar a realidade. O que assegura a qualidade das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas \u00e9 o investimento na qualifica\u00e7\u00e3o dos recursos humanos\u201d, destaca.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante observar que algumas atitudes dos jovens mudaram ao longo do tempo. O interesse dos universit\u00e1rios pela internet cresceu muito nos \u00faltimos anos. Em 2002, a internet era o meio de comunica\u00e7\u00e3o preferido de apenas 9,5% dos estudantes. Agora, o n\u00famero subiu para 42%. Talvez por isso o \u00edndice de leitura di\u00e1ria de jornais \u2014 de alunos de p\u00fablicas e privadas \u2014 esteja t\u00e3o baixo. Nas p\u00fablicas, apenas 15% dos universit\u00e1rios l\u00eaem jornais todos os dias, enquanto nas privadas, 21,6% fazem o mesmo. Rafael Ayan, estudante de pedagogia, diz que prefere conferir as not\u00edcias di\u00e1rias pela internet. Daniel Campos tamb\u00e9m n\u00e3o l\u00ea jornal e prefere assistir a notici\u00e1rios na televis\u00e3o. <\/p>\n<p>Bons X ruins <\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do Inep tamb\u00e9m comparou os perfis dos estudantes que fazem cursos cujo desempenho foi excelente (notas 5 no conceito Enade e no IDD) e dos alunos de cursos considerados ruins (notas 1 nos dois conceitos). As gradua\u00e7\u00f5es com desempenho melhor t\u00eam mais estudantes solteiros (88%), sem filhos (90%), renda familiar mensal mais alta (para 32% dos alunos \u00e9 superior a 15 sal\u00e1rios m\u00ednimos), os pais t\u00eam mais escolaridade, a maioria estudou em col\u00e9gios particulares, dominam mais o idioma ingl\u00eas, utilizam computador sempre e se atualizam pela internet (confira tabela). <\/p>\n<p>Daniel cursa o 4\u00ba semestre de ci\u00eancias cont\u00e1beis da UnB e se encaixa em algumas das caracter\u00edsticas. Os pais do jovem tamb\u00e9m t\u00eam diploma de curso superior, ele utiliza a internet e elogia a cobran\u00e7a dos professores. Mas ele tamb\u00e9m trabalha e se sustenta sozinho, como 67% dos estudantes cujo curso \u00e9 nota m\u00e1xima. Nas gradua\u00e7\u00f5es com desempenho ruim, mais alunos t\u00eam filhos, a renda mensal \u00e9 menor (7% t\u00eam renda maior que 15 sal\u00e1rios m\u00ednimos e 32% tem renda de at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos), os pais t\u00eam menos escolaridade e a exig\u00eancia dos professores \u00e9 diferente. <\/p>\n<p>Isabel Carvalho Paz, 42, esperou os filhos crescerem para encarar uma faculdade. Mesmo trabalhando, ela acabou de concluir o curso de letras na Faculdade Michelangelo, que tirou notas 1 no conceito Enade e no IDD. Mas ela n\u00e3o acredita que o desempenho ruim revele a qualidade do curso. Isabel diz que h\u00e1 muitos professores dedicados e alunos desinteressados. Para ela, os estudantes entram na faculdade sem uma boa base e n\u00e3o t\u00eam motiva\u00e7\u00e3o para fazer a gradua\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Mais satisfeitos <\/p>\n<p>Enquanto os estudantes das universidades p\u00fablicas t\u00eam muito do que reclamar, os alunos de institui\u00e7\u00f5es particulares se mostram bem mais contentes com o que lhes \u00e9 oferecido. Segundo o estudo do Inep, 63,4% deles dizem que as instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas s\u00e3o amplas, arejadas e bem mobiliadas. A propor\u00e7\u00e3o de alunos que avalia positivamente o m\u00e9todo de trabalho dos professores, a disposi\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos e a quantidade de equipamentos dispon\u00edveis tamb\u00e9m \u00e9 maior do que nas p\u00fablicas. <\/p>\n<p>Os alunos do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (UniCeub) Aloisio Antonio Menezes, 22, estudante do 8\u00ba semestre de direito, Carlos Andr\u00e9s, 21, do 6\u00ba semestre de jornalismo, e Astir Fernandes do Valle, 40, do 9\u00ba semestre de biomedicina, garantem que n\u00e3o podem reclamar da estrutura da institui\u00e7\u00e3o. Para Astir, os laborat\u00f3rios s\u00e3o bem equipados e os professores, atenciosos. Carlos e Aloisio elogiam o acervo da biblioteca e a qualidade dos professores. \u201cAcho que temos mais voz e menos burocracia nas institui\u00e7\u00f5es privadas\u201d, opina Carlos. <\/p>\n<p>Aloisio trabalha em hor\u00e1rio integral, mora com os pais e n\u00e3o tem filhos. Para ele, os estudantes das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas t\u00eam mais tempo para se dedicar aos estudos e levam vantagem no grande n\u00famero de pesquisas realizadas dentro das universidades. \u201cMas as privadas est\u00e3o correndo atr\u00e1s disso tamb\u00e9m\u201d, comenta. Para Astir, o vestibular d\u00e1 vantagens \u00e0s p\u00fablicas porque seleciona estudantes com menos problemas na forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. <\/p>\n<p>Por isso, Carlos n\u00e3o concorda com o Enade. Ele acredita que o melhor seria analisar o desempenho dos formados no mercado de trabalho. Rafael Ayan tamb\u00e9m afirma que o modelo da avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o mostra a realidade das faculdades. <\/p>\n<p>\n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Correio Braziliense, 24\/06\/07 Priscilla Borges Alunos de baixa renda entram mais nas universidades p\u00fablicas Os n\u00fameros do relat\u00f3rio ajudam a quebrar alguns mitos. 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