{"id":720,"date":"2007-06-26T00:00:00","date_gmt":"2007-06-26T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/06\/educar-e-medir-ter-metas-e-cobrar\/"},"modified":"2007-06-26T00:00:00","modified_gmt":"2007-06-26T00:00:00","slug":"educar-e-medir-ter-metas-e-cobrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/06\/26\/educar-e-medir-ter-metas-e-cobrar\/","title":{"rendered":"Educar \u00e9 medir, ter metas e cobrar"},"content":{"rendered":"<p>Revista Veja, Edi\u00e7\u00e3o 2014<\/p>\n<p>Camila Antunes e Marcos Todeschini  <\/p>\n<p>Novo indicador do MEC diz quanto cada escola do pa\u00eds deve progredir <\/p>\n<p>Mede-se de tudo em sociedades modernas: do n\u00edvel de riqueza do pa\u00eds aos h\u00e1bitos \u00e0 mesa de sua popula\u00e7\u00e3o. Indicadores ajudam a tra\u00e7ar cen\u00e1rios para a economia que orientam decis\u00f5es em empresas e governos. Dados socioecon\u00f4micos d\u00e3o contornos \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas. At\u00e9 a d\u00e9cada de 80, o Brasil era ainda um pa\u00eds pouco afeito a estat\u00edsticas, limitado a n\u00fameros produzidos a cada dez anos por meio dos censos. Sobre as escolas brasileiras, sabia-se que eram assoladas por taxas de repet\u00eancia similares \u00e0s de pa\u00edses africanos. E s\u00f3. <\/p>\n<p>Apenas em 1990 surgiu o primeiro medidor no pa\u00eds para aferir a qualidade da educa\u00e7\u00e3o, o Saeb, seguido de uma leva de avalia\u00e7\u00f5es durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O governo Lula intensificou ainda mais as medi\u00e7\u00f5es, o que permitiu, enfim, enxergar com precis\u00e3o as defici\u00eancias em sala de aula em todos os n\u00edveis de ensino. Na semana passada, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) divulgou um novo ranking de escolas p\u00fablicas de ensino fundamental \u2013 o mais completo j\u00e1 feito no pa\u00eds. \u00c9 o mais recente dos medidores oficiais, o Ideb. Os especialistas o definem como um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos outros: ele n\u00e3o s\u00f3 mostra um panorama da educa\u00e7\u00e3o brasileira como, pela primeira vez, estabelece metas objetivas para 46.000 escolas p\u00fablicas do pa\u00eds. \u00c9 um sistema de cobran\u00e7as e incentivos. As escolas que superarem a meta receber\u00e3o mais verbas. Resume o ministro Fernando Haddad: &#8216;O objetivo \u00e9 faz\u00ea-las chegar em quinze anos ao padr\u00e3o dos pa\u00edses desenvolvidos&#8217;. <\/p>\n<p>O est\u00edmulo para que as escolas brasileiras elevem o n\u00edvel vem em boa hora. O Ideb mostra que elas ainda est\u00e3o a anos-luz da excel\u00eancia. Eis o pior dado: a m\u00e9dia geral, segundo o novo medidor, n\u00e3o passou de sofr\u00edveis 3,8 (numa escala de zero a 10). Rar\u00edssimas escolas da lista n\u00e3o tiraram nota vermelha na avalia\u00e7\u00e3o. Mais precisamente, 178 delas, solit\u00e1rias ilhas de bom ensino que conseguiram cravar notas acima de 6 \u2013 a m\u00e9dia da OCDE (organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane pa\u00edses da Europa e os Estados Unidos). Sim: apenas 0,3% das escolas brasileiras oferta ensino de qualidade compar\u00e1vel ao que predomina nas salas de aula dos pa\u00edses mais ricos. Sobre elas, o levantamento do MEC traz um dado surpreendente: o melhor ensino p\u00fablico do pa\u00eds n\u00e3o aparece apenas nas escolas que recebem mais dinheiro do governo ou ficam nas maiores cidades do pa\u00eds, mas, tamb\u00e9m, naquelas sediadas em munic\u00edpios mais pobres e menos conhecidos. Esse \u00e9 o caso da metade das escolas que fugiram da zona de notas vermelhas, segundo o Ideb. O resultado ajuda a derrubar um velho mito, o de que s\u00f3 h\u00e1 bom ensino onde sobra dinheiro.  <\/p>\n<p>Ao revelar o mapa da excel\u00eancia, o novo medidor do MEC tamb\u00e9m tem o m\u00e9rito de jogar luz sobre pr\u00e1ticas que levam ao sucesso escolar. A maioria delas n\u00e3o \u00e9 mirabolante \u2013 tampouco \u00e9 dispendiosa. As boas escolas, sobretudo as do interior, costumam enfrentar suas mazelas com o esfor\u00e7o de gente como Milena Ferreira, 26 anos, diretora do col\u00e9gio Helena Borsetti, em Mat\u00e3o, no interior de S\u00e3o Paulo. \u00c9 a terceira melhor do pa\u00eds, no ciclo de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9rie, segundo o Ideb. Para sanar a falta de uma biblioteca, Milena liderou na cidade um mutir\u00e3o para arrecadar livros. O saldo: 800 volumes doados em uma semana. Eles ficam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos alunos em duas caixas de papel\u00e3o. &#8216;As crian\u00e7as amam ler&#8217;, orgulha-se a diretora. O exemplo de Mat\u00e3o ilustra uma id\u00e9ia bastante propagada no mundo acad\u00eamico: a de que diretores engajados \u00e0s quest\u00f5es do ensino s\u00e3o a alma de uma boa escola. Um levantamento com as vinte campe\u00e3s no Ideb mostra que todas elas est\u00e3o sob o comando de um diretor que est\u00e1 no cargo h\u00e1 pelo menos tr\u00eas anos. Nas outras escolas do pa\u00eds, a m\u00e9dia \u00e9 de um novo diretor por ano. Conclui Maria Helena Guimar\u00e3es, secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o no Distrito Federal: &#8216;Educador bom \u00e9 aquele que leva o trabalho \u00e0s \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias e se responsabiliza pelos resultados&#8217;.<\/p>\n<p>O Ideb mostra, em suma, que bom ensino n\u00e3o depende de solu\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas, mas, sim, de empenho. Nas escolas campe\u00e3s, a equipe de educadores certamente trabalha mais (e queixa-se menos) do que a m\u00e9dia nacional, os pais s\u00e3o mais entusiastas da rotina escolar e os estudantes passam mais tempo em sala de aula. Col\u00e9gio n\u00famero 1 no ranking de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9rie, o Ciep Guiomar Gon\u00e7alves Neves oferece h\u00e1 cinco anos per\u00edodo integral. A decis\u00e3o de esticar a jornada de estudos foi tomada em conjunto com os pais (e n\u00e3o significou um centavo a mais \u00e0 folha de pagamento). Os professores apenas seguiram com o estabelecido em contrato: quarenta horas semanais dedicadas ao col\u00e9gio. A campe\u00e3 est\u00e1 sediada em um dos v\u00e1rios cen\u00e1rios improv\u00e1veis para a excel\u00eancia acad\u00eamica revelados pelo Ideb. Fica em Trajano de Morais, munic\u00edpio de 10.000 habitantes a 250 quil\u00f4metros do Rio de Janeiro, onde se vive do cultivo de frutas e legumes. Os pais dos estudantes ganham em m\u00e9dia dois sal\u00e1rios m\u00ednimos por m\u00eas \u2013 e muitos n\u00e3o venceram as primeiras s\u00e9ries do ensino fundamental. Ainda assim, a escola consegue o feito de formar alunos com raro entusiasmo pelos estudos. <\/p>\n<p>Um dos melhores da turma, o estudante Marco Aur\u00e9lio do Amaral, de 12 anos, tem a reputa\u00e7\u00e3o de prod\u00edgio da matem\u00e1tica e traduz o clima local: &#8216;As aulas s\u00e3o \u00f3timas&#8217;. De novo, o Ideb remete \u00e0 id\u00e9ia do esfor\u00e7o para chegar ao bom ensino. Em escolas campe\u00e3s, como a de Marco Aur\u00e9lio, os professores n\u00e3o s\u00f3 cultivam o h\u00e1bito de preparar as aulas (b\u00e1sico, por\u00e9m raro no pa\u00eds) como tamb\u00e9m estudam mais. Enquanto 32% dos professores brasileiros nunca pisaram numa universidade, nas vinte melhores escolas do pa\u00eds 92% t\u00eam diploma de gradua\u00e7\u00e3o, sendo que 63% poliram seu curr\u00edculo com uma especializa\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, o que os atrai \u00e0s boas escolas \u00e9 um fator meramente subjetivo: &#8216;Elas levam o ensino a s\u00e9rio&#8217;. <\/p>\n<p>Noutros casos, essa elite de professores \u00e9 motivada por meio de bons planos de carreira, como o do Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp), campe\u00e3o no ranking de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9rie. Tem-se l\u00e1 um sistema raro \u2013 e de bom resultado. A cada nova especializa\u00e7\u00e3o, os professores ganham aumento de sal\u00e1rio e licen\u00e7a de at\u00e9 quatro anos para prosseguir com os estudos. Com esse tipo de pol\u00edtica, o CAp segura em seus quadros profissionais como a professora Ana L\u00facia Mayor, de 44 anos, doutora em literatura. &#8216;Aqui se valoriza o m\u00e9rito.&#8217; A professora pertence a uma minoria de escolas patrocinada pelo governo federal. Elas recebem quatro vezes mais dinheiro do que os outros col\u00e9gios e emplacaram oito das vinte campe\u00e3s do novo ranking. <\/p>\n<p>Um indicador como o Ideb n\u00e3o s\u00f3 contribui para divulgar os bons exemplos como tamb\u00e9m revela, para a maioria das m\u00e1s escolas, o abismo que as separa da excel\u00eancia. O diagn\u00f3stico oficial deveria servir como ponto de partida para uma mudan\u00e7a nos rumos em sala de aula. O problema \u00e9 que, no Brasil, medidores como o Ideb costumam passar em branco nas escolas \u2013 boas e ruins. Ao ouvir que o col\u00e9gio municipal Esfinge, de Lauro de Freitas, na Bahia, havia aparecido em \u00faltimo lugar no ranking do MEC, com m\u00e9dia 0,1 (sim, na mesma escala de zero a 10), Nailma dos Santos indagou: &#8216;Ideb? \u00c9 um novo canal de televis\u00e3o?&#8217;. Detalhe: Nailma \u00e9 a diretora da escola. Ao ignorar a exist\u00eancia do novo indicador, ela tamb\u00e9m n\u00e3o levar\u00e1 em conta a meta estipulada pelo MEC para que sua escola suba de n\u00edvel. Deveria. No fim do 3\u00ba ano do ensino fundamental, as crian\u00e7as de l\u00e1 ainda aprendem as primeiras s\u00edlabas. <\/p>\n<p>A escola de Lauro de Freitas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica do estado no ranking das vinte piores do pa\u00eds: s\u00e3o ao todo dez escolas baianas na rabeira (o estado s\u00f3 ficou \u00e0 frente de Alagoas). Outra que fracassou   foi a estadual Celina Pinho, de Salvador. Em  meio a uma greve de professores que j\u00e1 passou de um m\u00eas, a escola \u00e9 palco de viol\u00eancia entre os estudantes \u2013 e de salas abandonadas. Questionado sobre o paradeiro da diretora, um aluno que havia decidido atender o telefone respondeu: &#8216;Foi passear&#8217;. <\/p>\n<p>Os dois p\u00e9ssimos exemplos vindos da Bahia infelizmente n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos revelados pelo MEC. O conjunto deles n\u00e3o deixa d\u00favida sobre a urg\u00eancia de um medidor como o Ideb passar a ser levado a s\u00e9rio. A experi\u00eancia mostra que indicadores do g\u00eanero t\u00eam sido ignorados no Brasil n\u00e3o apenas por desconhecimento mas, principalmente, pela avers\u00e3o a levantamentos cujos dados permitem montar rankings, indicadores de quem est\u00e1 fazendo mais com o mesmo e at\u00e9 com menos. O discurso-padr\u00e3o de professores e alunos que preferem boicotar as avalia\u00e7\u00f5es baseia-se na ladainha ideol\u00f3gica segundo a qual \u00e9 &#8216;injusto&#8217; comparar institui\u00e7\u00f5es egressas de realidades t\u00e3o diferentes ou &#8216;humilhar&#8217; as piores ao dar visibilidade a seus fracassos. <\/p>\n<p>Esse discurso n\u00e3o cola mais. Eles ignoram o que h\u00e1 d\u00e9cadas se depreendeu da experi\u00eancia internacional. Os rankings t\u00eam gerado em outros pa\u00edses uma saud\u00e1vel competi\u00e7\u00e3o entre escolas e universidades \u2013 e servido como est\u00edmulo para que as piores elevem o n\u00edvel das aulas. No Brasil, pa\u00eds lembrado como um dos melhores em avalia\u00e7\u00f5es do ensino, tem-se ainda efeito quase nulo dos v\u00e1rios indicadores dispon\u00edveis. &#8216;At\u00e9 hoje, nenhum deles teve uso pr\u00e1tico&#8217;, diz o ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o Paulo Renato Souza. Espera-se que agora, com a cobran\u00e7a de metas, as escolas passem a prestar mais aten\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros. Elas ser\u00e3o reavaliadas a cada dois anos. Segundo o MEC, todas dever\u00e3o chegar \u00e0 nota 6, m\u00e9dia do mundo desenvolvido, at\u00e9 2022. O Ideb mostra que lhes resta, ainda, um longo caminho pela frente.  <\/p>\n<p>As v\u00e1rias medidas da educa\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Al\u00e9m do novo Indice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb), o MEC aplica outras cinco avalia\u00e7\u00f5es para testar os estudantes e auferir a qualidade do ensino \u2013 em geral, p\u00e9ssima. Eis a lista <\/p>\n<p>No Ensino B\u00e1sico <\/p>\n<p>IDEB (Indice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica) <\/p>\n<p>O que \u00e9: um novo indicador que resulta do cruzamento das notas dos estudantes na Prova Brasil ou no Saeb com a taxa de aprova\u00e7\u00e3o dos alunos. Serve para medir a qualidade do ensino por escola, munic\u00edpio e estado \u2013 e \u00e9 o primeiro a estabelecer metas para sua melhoria. <\/p>\n<p>ENEM (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio) <\/p>\n<p>O que \u00e9: uma prova anual para medir o n\u00edvel dos estudantes de escolas p\u00fablicas e particulares ao fim do ciclo b\u00e1sico. Faz quem quer. Os alunos podem usar a nota no exame para pleitear bolsas universit\u00e1rias no MEC e ingressar em 23% das faculdades <\/p>\n<p>Prova Brasil <\/p>\n<p>O que \u00e9: o \u00fanico exame oficial que abrange alunos de 41000 escolas p\u00fablicas de ensino fundamental do pa\u00eds. Com base no resultado dos estudantes, cada escola recebe uma nota e um lugar no ranking nacional <\/p>\n<p>SAEB (Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica) <\/p>\n<p>O que \u00e9: prova aplicada a uma amostra de estudantes (definida por sorteio) de escolas p\u00fablicas e particulares. O objetivo \u00e9 mapear as defici\u00eancias gerais no ensino e as falhas espec\u00edficas de estados e munic\u00edpios <\/p>\n<p>No Ensino Superior <\/p>\n<p>ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) <\/p>\n<p>O que \u00e9: sucessor do Prov\u00e3o, o teste mede o n\u00edvel de conhecimento de uma amostra de estudantes sorteada nos 13000 cursos de gradua\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, entre novatos e formandos. Com base no resultado, os cursos recebem uma nota que permite compar\u00e1-los <\/p>\n<p>SINAES (Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o do Ensino Superior)<\/p>\n<p>O que \u00e9: avalia\u00e7\u00e3o que confere notas \u00e0s universidades com base no resultado do Enade e em outros dois crit\u00e9rios: a opini\u00e3o de uma comiss\u00e3o de especialistas e a (bem mais subjetiva) auto-avalia\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>Cartilha nota 10 <\/p>\n<p>Um levantamento sobre as vinte escolas campe\u00e3s no novo ranking do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) ajuda a entender por que elas se tornaram rar\u00edssimas ilhas de excel\u00eancia no ensino brasileiro <\/p>\n<p>PROFESSORES COM CURSO SUPERIOR COMPLETO <\/p>\n<p>Escolas campe\u00e3s: 92% <br \/>\nM\u00e9dia brasileira: 68% <\/p>\n<p>JORNADA ESCOLAR <\/p>\n<p>Escolas campe\u00e3s: 5 horas di\u00e1rias <br \/>\nM\u00e9dia brasileira: 4 horas di\u00e1rias <\/p>\n<p>LEITURA OBRIGAT\u00d3RIA <\/p>\n<p>Escolas campe\u00e3s: de 4 a 12 livros por ano <br \/>\nM\u00e9dia brasileira: a maioria das escolas n\u00e3o faz exig\u00eancias de leitura <\/p>\n<p>PERMAN\u00caNCIA DO DIRETOR NO CARGO <\/p>\n<p>Escolas campe\u00e3s: pelo menos 3 anos <br \/>\nM\u00e9dia brasileira: 1 ano <\/p>\n<p>\n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Veja, Edi\u00e7\u00e3o 2014 Camila Antunes e Marcos Todeschini Novo indicador do MEC diz quanto cada escola do pa\u00eds deve progredir Mede-se de tudo em sociedades modernas: do n\u00edvel de riqueza do pa\u00eds aos h\u00e1bitos \u00e0 mesa de sua popula\u00e7\u00e3o. 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