{"id":71918,"date":"2014-11-05T12:47:53","date_gmt":"2014-11-05T15:47:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=71918"},"modified":"2014-11-05T12:47:53","modified_gmt":"2014-11-05T15:47:53","slug":"dicas-de-portugues-crase-com-nomes-de-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2014\/11\/05\/dicas-de-portugues-crase-com-nomes-de-mulheres\/","title":{"rendered":"Dicas de Portugu\u00eas: Crase com nomes de mulheres"},"content":{"rendered":"<p>O acento indicativo de crase antes de nomes pr\u00f3prios de mulheres \u00e9 tido como facultativo, pois se escreve \u201c\u00e0\u201d diante de alguns nomes femininos, mas n\u00e3o diante de outros. O que demarca nossa op\u00e7\u00e3o \u00e9 a possibilidade de esse nome, principalmente o de batismo, ser anteposto por um artigo definido, o que lhe d\u00e1 um tom de afetividade ou de familiaridade, indicando a pessoa como conhecida ou \u201cde casa\u201d. No Brasil, al\u00e9m disso, esse uso tem car\u00e1ter regionalista &#8211; em algumas regi\u00f5es, como Sul e Sudeste, \u00e9 habitual: o Marcos, a Lea, a Joana. Isso quer dizer que, se voc\u00ea costuma empregar o artigo definido diante de um nome de mulher, pode usar o \u201ca craseado\u201d quando a situa\u00e7\u00e3o pedir (ou seja, quando a express\u00e3o ou verbo diante do nome exigir a preposi\u00e7\u00e3o a).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, no caso de mulheres a quem se chama pelo nome de batismo, vale o uso regional. Se voc\u00ea diz: \u201cGosto de Beatriz. Penso em Rita\u201d, n\u00e3o usar\u00e1 crase: Contei a Beatriz o que relatei a Rita. Mas se voc\u00ea diz: \u201cGosto da Beatriz. Penso na Rita\u201d, escrever\u00e1: Contei \u00e0 Beatriz o que relatei \u00e0 Rita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 quando se faz refer\u00eancia a nome e sobrenome, t\u00e3o somente a familiaridade \u00e9 que vai determinar o uso do acento indicativo de crase:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1) a crase n\u00e3o ocorrer\u00e1 se o nome da pessoa for mencionado formalmente, envolto em distin\u00e7\u00e3o, ou se tratar de personalidade p\u00fablica, pois nessas circunst\u00e2ncias o nome da pessoa, seja homem ou mulher, nunca \u00e9 precedido de artigo definido:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Referiu-se a Rachel de Queiroz.\u00a0 [cp. Gosta de Rachel de Queiroz]\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fizemos uma homenagem a Euclides da Cunha. [nunca \u201cao Euclides da Cunha\u201d, pois gostamos de Euclides da Cunha]\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2) a crase ocorrer\u00e1 se, apesar do nome completo, a pessoa for referida com amizade, numa atmosfera afetiva. \u00c9 muito comum este tipo de uso nos agradecimentos que se fazem em livros, teses e disserta\u00e7\u00f5es, situa\u00e7\u00e3o que por sua formalidade e tipo de divulga\u00e7\u00e3o comporta o nome completo das pessoas homenageadas, embora possam ser da intimidade do autor. \u00c9 importante que se mantenha a coer\u00eancia: se o nome do homem \u00e9 articulado [o, ao], tamb\u00e9m o da mulher dever\u00e1 ser precedido de artigo [a, \u00e0].<\/p>\n<p>Vejamos um exemplo real:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desejo externar os meus agradecimentos<\/p>\n<p>ao Dr. Alceu Lima, por sua contribui\u00e7\u00e3o nesta pesquisa;<\/p>\n<p>ao Prof. Nilo Lima, pela dedicada orienta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00e0 Profa. Maria Lima e Silva, por sua amizade;<\/p>\n<p>ao Renato Cruz e Sousa, pelo companheirismo;<\/p>\n<p>\u00e0 Rejane Silva e Silva, pela revis\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paulo Roberto Ribeiro \u2013 ASCOM<\/p>\n<p>Fonte: www.linguabrasil.com.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acento indicativo de crase antes de nomes pr\u00f3prios de mulheres \u00e9 tido como facultativo, pois se escreve \u201c\u00e0\u201d diante de alguns nomes femininos, mas n\u00e3o diante de outros. 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