{"id":715,"date":"2007-06-21T00:00:00","date_gmt":"2007-06-21T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2007\/06\/so-02-das-escolas-publicas-tem-desempenho-de-pais-desenvolvido\/"},"modified":"2007-06-21T00:00:00","modified_gmt":"2007-06-21T00:00:00","slug":"so-02-das-escolas-publicas-tem-desempenho-de-pais-desenvolvido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/06\/21\/so-02-das-escolas-publicas-tem-desempenho-de-pais-desenvolvido\/","title":{"rendered":"S\u00f3 0,2% das escolas p\u00fablicas tem desempenho de pa\u00eds desenvolvido"},"content":{"rendered":"<p>O Estado de S\u00e3o Paulo, 21\/06\/07<\/p>\n<p>Renata Cafardo<\/p>\n<p>De 55 mil unidades do Pa\u00eds, 160 t\u00eam \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica igual ou maior que 6<\/p>\n<p>Veja o ranking completo <\/p>\n<p>Apenas 0,2% das escolas p\u00fablicas brasileiras chega a um \u00edndice considerado m\u00e9dio entre pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) em qualidade do ensino. Elas s\u00e3o 160 escolas &#8211; do total de mais de 55 mil &#8211; que t\u00eam \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) igual ou maior que 6,0, numa escala de 0 a 10. A classifica\u00e7\u00e3o foi feita pelo Estado a partir dos dados do Ideb por escola, que ser\u00e3o divulgados hoje pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). H\u00e1 cerca de dois meses, o governo lan\u00e7ou os mesmos indicadores por munic\u00edpio.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o com na\u00e7\u00f5es da OCDE pode ser feita porque o governo federal projetou o Ideb, que s\u00f3 existe no Brasil, para pa\u00edses estrangeiros, levando em conta a participa\u00e7\u00e3o em avalia\u00e7\u00f5es internacionais, como o Pisa (que mede conhecimentos de leitura, matem\u00e1tica e ci\u00eancias). O Ideb considera o desempenho dos alunos na Prova Brasil, exame realizado por todas as crian\u00e7as de 4\u00aa e 8\u00aa s\u00e9rie do Pa\u00eds, e o Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), feito por amostragem. <\/p>\n<p>Al\u00e9m do resultado das provas, o MEC usa \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o dos alunos para compor o Ideb. Segundo o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep\/MEC), Reynaldo Fernandes, o c\u00e1lculo que criou \u00edndices para os estrangeiros usou uma taxa de aprova\u00e7\u00e3o de 97%, considerada m\u00e9dia nesses pa\u00edses, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o no Pisa.<\/p>\n<p>Assim, a Holanda, por exemplo, ficou com Ideb 7,0 e o Reino Unido, com 6,5. A m\u00e9dia dos pa\u00edses da OCDE \u00e9 de 6,0, valor que tamb\u00e9m foi considerado como meta a ser atingida pelo Brasil at\u00e9 2021.<\/p>\n<p>Apesar de apenas uma pequena parcela das escolas brasileiras chegar a esse \u00edndice, h\u00e1 unidades que t\u00eam desempenho superior a pa\u00edses com educa\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia, como Cor\u00e9ia e Finl\u00e2ndia. \u00c9 o caso da escola Prof. Guiomar Gon\u00e7alves Neves, em Trajano de Morais, no Estado do Rio, que teve Ideb 8,5 e \u00e9 a melhor do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A escola municipal Helena Borsetti, em Mat\u00e3o, no interior de S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m tem Ideb superior ao projetado para a Holanda. Ela \u00e9 terceira no ranking das melhores do Brasil, de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9rie, e a mais bem colocada de S\u00e3o Paulo. O Ideb \u00e9 7,3. Segundo o secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o de Mat\u00e3o, Alexandre Luiz Martins de Freitas, a grande raz\u00e3o do sucesso da escola \u00e9 que ela est\u00e1 inserida no ambiente e na comunidade locais.<\/p>\n<p>A unidade, que tem cerca de 260 alunos, fica quase na zona rural de Mat\u00e3o. Das janelas, os alunos v\u00eaem s\u00f3 a terra vermelha caracter\u00edstica dessa regi\u00e3o do interior do Estado. Mas, dentro da escola, h\u00e1 cozinha experimental que usa alimentos plantados l\u00e1 mesmo, laborat\u00f3rios e salas amplas com poucos alunos. O curr\u00edculo foi adaptado para crian\u00e7as do meio rural, incorporando no\u00e7\u00f5es de agricultura e pesquisas da realidade local. \u201cOs professores s\u00e3o engajados, \u00e9 uma escola que d\u00e1 muito pouco trabalho\u201d, diz o secret\u00e1rio. <\/p>\n<p>Dentre as 55.967 escolas que fazem parte do \u00edndice, apenas 0,01% &#8211; ou 9 delas &#8211; t\u00eam Ideb equivalente ao da escola de Mat\u00e3o. Outras 33 unidades de ensino, o que representa 0,05% do total, chegam a 6,5 e se equiparam ao Reino Unido. <\/p>\n<p>META<\/p>\n<p>Segundo o presidente do Inep, as escolas que chegam a \u00edndices semelhantes aos encontrados em pa\u00edses desenvolvidos e com educa\u00e7\u00e3o reconhecidamente de qualidade mostram apenas desempenhos pontuais. \u201cPara a Holanda toda, como pa\u00eds, ter um \u00edndice de 7,0, ela tem de ter v\u00e1rias escolas com Ideb muito maior que isso\u201d, explica. <\/p>\n<p>Ele acrescenta que a meta do Brasil de chegar a um Ideb m\u00e9dio de 6,0 &#8211; hoje \u00e9 de 3,8 nas s\u00e9ries iniciais do ensino fundamental &#8211; n\u00e3o quer dizer que todas as escolas ou munic\u00edpios tenham de ter esse valor de \u00edndice. <\/p>\n<p>O material divulgado pelo MEC hoje vai mostrar que cada escola tem um meta diferente para 2021, de acordo com seu desempenho atual. A data foi assim fixada devido \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil, em 2022. Mesmo escolas que j\u00e1 tenham passado da m\u00e9dia 6,0 hoje ter\u00e3o de melhorar. <\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 12.857 escolas de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9ries com Ideb igual ou maior que o \u00edndice m\u00e9dio brasileiro, de 3,8. Outras 6.841 de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries est\u00e3o com \u00edndice igual ou superior \u00e0 m\u00e9dia, que \u00e9 de 3,5. <\/p>\n<p>SAIBA MAIS<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica leva em considera\u00e7\u00e3o dois fatores que interferem na qualidade do ensino. S\u00e3o eles: o rendimento escolar, por meio das taxas de aprova\u00e7\u00e3o, reprova\u00e7\u00e3o e abandono, e as m\u00e9dias de desempenho dos alunos nas avalia\u00e7\u00f5es nacionais &#8211; Saeb e Prova Brasil. A combina\u00e7\u00e3o entre o fluxo e a aprendizagem resulta em uma m\u00e9dia para cada Estado, munic\u00edpio e escola e para o Pa\u00eds que varia numa escala de 0 a 10. <\/p>\n<p>Em abril, o governo federal divulgou o Ideb por munic\u00edpios e Estados. \u00c0 \u00e9poca, Ramil\u00e2ndia (PR) ficou entre os \u00faltimos colocados no \u00edndice de 1.\u00aa a 4.\u00aa s\u00e9ries, mas foi detectado que o munic\u00edpio preencheu os dados de aprova\u00e7\u00e3o e reprova\u00e7\u00e3o de forma errada. O erro foi corrigido e o \u00edndice da cidade melhorou.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do Ideb \u00e9 que ele ser\u00e1 usado pelo MEC como indicador para verificar o cumprimento das metas fixadas no Compromisso Todos pela Educa\u00e7\u00e3o, o que resultar\u00e1 em mais recursos. H\u00e1 \u201cnotas\u201d para cada fase do ensino fundamental &#8211; de 1.\u00aa a 4.\u00aa s\u00e9ries e de 5.\u00aa a 8.\u00aa s\u00e9ries &#8211; e, quando houver dados, para o ensino m\u00e9dio. <\/p>\n<p>Metade dos melhores col\u00e9gios est\u00e1 no Rio <\/p>\n<p>Qualidade exemplar, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 realidade do ensino p\u00fablico no Estado <\/p>\n<p>Metade das melhores escolas do Pa\u00eds, de acordo com o \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb), est\u00e1 no Estado do Rio. Nos dois rankings, de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9ries e de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries, h\u00e1 cinco fluminenses entre as dez melhores. A melhor escola p\u00fablica do Pa\u00eds fica no munic\u00edpio de Trajano de Morais, no interior do Rio.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, o resultado \u00e9 pontual e n\u00e3o reflete o sistema de ensino p\u00fablico no Estado. O melhor colocado no ranking de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries, por exemplo, \u00e9 o Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para o economista Claudio de Moura Castro, ex-diretor da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o do Banco Mundial, a boa coloca\u00e7\u00e3o das escolas federais n\u00e3o pode ser confundida com bom desempenho do Estado e do munic\u00edpio na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o. \u201cIsso n\u00e3o tem nada a ver com ensino p\u00fablico. S\u00e3o ilhas de excel\u00eancia, muito caras e seletivas. Custam mais de cinco vezes por aluno e t\u00eam professores de n\u00edvel universit\u00e1rio.\u201d Segundo ele, \u00e9 preciso dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 p\u00e9ssima qualidade do ensino p\u00fablico no Rio como um todo. H\u00e1 atualmente 20 mil crian\u00e7as no Estado sem aulas por falta de professores. \u201cNo entanto, isso n\u00e3o impede que institui\u00e7\u00f5es de tradi\u00e7\u00e3o se destaquem\u201d, diz o educador. <\/p>\n<p>As boas coloca\u00e7\u00f5es do Rio tamb\u00e9m foram ajudadas pela aus\u00eancia das escolas estaduais de S\u00e3o Paulo no \u00edndice. Isso porque o Estado participou apenas por amostragem da Prova Brasil, em 2005, avalia\u00e7\u00e3o que comp\u00f5e o Ideb. <\/p>\n<p>Os rankings tamb\u00e9m mostram que as escolas do interior do Brasil s\u00e3o as mais bem colocadas quando se fala das s\u00e9ries iniciais do ensino fundamental. S\u00e3o apenas duas escolas da capital entre as melhores. \u201cAs escolas t\u00eam um trabalho mais pr\u00f3ximo da comunidade, o professor \u00e9 reconhecido na rua. Isso influencia muito principalmente na educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as pequenas, que precisam se sentir acolhidas\u201d, explica o educador da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP) e presidente da Uni\u00e3o Paulista de Conselhos Municipais de Educa\u00e7\u00e3o, Artur da Costa Neto.<\/p>\n<p>A especialista da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Silvia Colello lembra que as cidades menores t\u00eam mais facilidade em implementar projetos, que \u00e0s vezes s\u00e3o invi\u00e1veis em grandes metr\u00f3poles. \u201cA gest\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 muito complicada nas cidades grandes\u201d, completa. A rede da capital paulista, por exemplo, tem cerca de mil escolas, enquanto h\u00e1 cidades do interior com menos de dez, o que se torna mais f\u00e1cil de administrar. <\/p>\n<p>O munic\u00edpio de Barra do Chap\u00e9u, no Vale do Ribeira, foi o primeiro colocado no ranking de munic\u00edpios do Ideb e volta a aparecer com uma de duas escolas na lista das melhores agora. A cidade tem apenas uma escola urbana e outras quatro rurais. <\/p>\n<p>CONTE\u00daDO<\/p>\n<p>J\u00e1 o ranking das escolas de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries tem sete escolas de capitais do Pa\u00eds, entre as dez melhores. \u201cPara alunos maiores, o que importa \u00e9 o conte\u00fado, por isso essa diferen\u00e7a\u201d, diz o educador da PUC. Mesmo assim, h\u00e1 uma escola de Sert\u00e3ozinho, cidade paulista da regi\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto, uma de Miguel Pereira, no Rio, e uma de Juiz de Fora, em Minas, entre as melhores. <\/p>\n<p>O Estado pior qualificado dos rankings \u00e9 a Bahia, que tem sete representantes na lista das piores de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries. Entre as escolas dos anos iniciais do ensino fundamental, h\u00e1 tr\u00eas daquele Estado e outras quatro do Paran\u00e1. <\/p>\n<p>Para a pedagoga e professora da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUC), Evelise Maria Labatut Portilho, o \u00edndice mostra os extremos do Estado. \u201cNunca tivemos tanta gente em escolas, tanta gente nas universidades, mas tamb\u00e9m nunca tivemos tantos analfabetos funcionais\u201d, diz. \u201cH\u00e1 mais gente inclu\u00edda, mas tamb\u00e9m h\u00e1 muito mais exclu\u00eddos.\u201d<\/p>\n<p>7,1 <\/p>\n<p>foi a maior m\u00e9dia obtida por uma escola federal de 1.\u00aa a 4.\u00aa s\u00e9ries na avalia\u00e7\u00e3o. Foi o Col\u00e9gio Dom Pedro II, no Rio. De acordo com especialistas, as boas m\u00e9dias de escolas do Rio n\u00e3o refletem a situa\u00e7\u00e3o do ensino p\u00fablico no Estado <\/p>\n<p>(COLABORARAM EVANDRO FADEL E FELIPE WERNECK)<\/p>\n<p>Nem ciclos de ensino, nem atrasos <\/p>\n<p>No Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da UFRJ, 55% dos professores t\u00eam mestrado <\/p>\n<p>Felipe Werneck, RIO <\/p>\n<p>No Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAP-UFRJ), que teve o melhor desempenho nacional no grupo de escolas de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries, n\u00e3o h\u00e1 sistema de ciclos nem toler\u00e2ncia a atrasos. Quem chega depois das 7 horas fica retido no audit\u00f3rio at\u00e9 a aula seguinte. L\u00e1, 98% dos 87 professores efetivos trabalham em regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. A especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 outro fator apontado pela dire\u00e7\u00e3o como decisivo para o resultado: 55% dos professores t\u00eam mestrado no curr\u00edculo, 8% t\u00eam doutorado e 27%, alguma especializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A escola, que completar\u00e1 60 anos em 2008, tem 760 alunos matriculados nos ensinos fundamental e m\u00e9dio. O ingresso na alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 feito por meio de sorteio desde 1999. \u201cAqui, o aluno n\u00e3o fica o dia todo, mas o professor fica\u201d, diz a diretora Celina Costa. O aluno n\u00e3o fica mais tempo porque n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o dispon\u00edvel. \u201cNosso projeto pedag\u00f3gico prev\u00ea o hor\u00e1rio integral. O pr\u00e9dio \u00e9 uma reivindica\u00e7\u00e3o antiga.\u201d A escola tem or\u00e7amento de R$ 240 mil pagos pela UFRJ, e est\u00e1 recebendo neste ano do MEC verba adicional de R$ 178 mil para infra-estrutura. Um professor com mestrado recebe, em m\u00e9dia, R$ 2,5 mil. <\/p>\n<p>Marcelo Bueno formou-se no col\u00e9gio e hoje \u00e9 diretor-adjunto de Ensino. Ele e Celina foram eleitos para os cargos pelos alunos, professores e funcion\u00e1rios. \u201cOs professores desenvolvem pesquisas e t\u00eam estreito contato com o ensino superior, por isso est\u00e3o permanentemente atualizados\u201d, diz Bueno. O CAP funciona como campo de est\u00e1gio para a licenciatura da UFRJ. L\u00e1, cada turma tem cerca de 30 alunos. \u201cTodos s\u00e3o conhecidos pelo nome. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 muito afetiva e n\u00e3o se restringe \u00e0 sala de aula.\u201d Autonomia \u00e9 a palavra-chave. <\/p>\n<p>Os alunos da manh\u00e3 podem cursar aulas de apoio \u00e0 tarde, e vice-versa. H\u00e1 oficinas de m\u00fasica, teatro e artes pl\u00e1sticas; laborat\u00f3rios de ingl\u00eas, franc\u00eas e inform\u00e1tica. Mas n\u00e3o h\u00e1 aula de inform\u00e1tica. \u201cO computador \u00e9 usado para fins did\u00e1ticos, com acompanhamento de um professor ou monitor para controlar o conte\u00fado acessado.\u201d Os laborat\u00f3rios de f\u00edsica e qu\u00edmica est\u00e3o em obras. <\/p>\n<p>O CAP foi criado para receber preferencialmente filhos de professores e funcion\u00e1rios da UFRJ, o que n\u00e3o ocorre mais. No primeiro ano do ensino m\u00e9dio, h\u00e1 uma prova de nivelamento, depois sorteio. Quando h\u00e1 vagas ociosas, tamb\u00e9m \u00e9 feito sorteio para a 5\u00aa s\u00e9rie. \u201cO pique dos estudos aqui \u00e9 pesado, \u00e9 uma escola para quem quer estudar.\u201d Mas tamb\u00e9m h\u00e1 problemas: por causa de uma greve de servidores, a biblioteca estava fechada. <\/p>\n<p>O diretor de ensino avalia que o desempenho da escola \u00e9 resultado de um trabalho cont\u00ednuo. \u201c\u00c9 \u00f3bvio que ficamos contentes, mas isso n\u00e3o pauta a nossa maneira de trabalhar.\u201d<\/p>\n<p>ILHAS DE EXCEL\u00caNCIA <\/p>\n<p>O col\u00e9gio Pedro II do Humait\u00e1, outra unidade federal com tradi\u00e7\u00e3o no Estado, ficou em 2\u00ba no mesmo ranking, e o Pedro II do centro, em 4\u00ba. <\/p>\n<p>Eduarda Lazari Maia, de 15 anos, cursou a 8\u00aa s\u00e9rie no ano passado no CAP-UFRJ e pretende fazer arquitetura. Ela destacou o bom relacionamento com os professores. \u201cEles est\u00e3o sempre dispon\u00edveis e a conversa \u00e9 aberta. Mas \u00e9 bastante puxado tamb\u00e9m\u201d, diz. <\/p>\n<p>A 253 quil\u00f4metros do Rio existe um Centro Integrado de Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Ciep) onde o ensino \u00e9 integral na pr\u00e1tica, e n\u00e3o apenas na teoria do antrop\u00f3logo e ex-vice-governador do Estado Darcy Ribeiro (1922-1997). <\/p>\n<p>O Ciep Professora Guiomar Neves, em Trajano de Morais, teve o melhor desempenho nacional para 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9ries do ensino fundamental. Para o professor Elielton Moreira Riguetti, de 31 anos, diretor da escola desde julho de 2004, a principal contribui\u00e7\u00e3o para o resultado \u00e9 o comprometimento de todos os professores. A escola come\u00e7ou a funcionar em 1994 e tem 430 alunos, dos quais 120 de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9ries. Dos 30 professores, 8 dedicam-se exclusivamente a esses alunos. <\/p>\n<p>\u201cO resultado deixou toda a equipe muito feliz, saber que o nosso trabalho est\u00e1 sendo reconhecido\u201d, afirma Riguetti. Ele vai completar tr\u00eas anos no cargo e contou que a equipe \u00e9 a mesma at\u00e9 hoje. O hor\u00e1rio integral \u00e9 fator decisivo. \u201cTemos as aulas comuns mais estudos dirigidos, recrea\u00e7\u00e3o, artes, salas de leitura e v\u00eddeo.\u201d O piso salarial de um professor do ensino fundamental na escola \u00e9 de R$ 800. \u201cTodos t\u00eam curso superior ou est\u00e3o cursando. Tamb\u00e9m estimulamos muito a participa\u00e7\u00e3o dos pais.\u201d<\/p>\n<p>Melhor escola de SP fica em 90\u00ba lugar entre as municipais no Pa\u00eds <\/p>\n<p>Nenhuma paulistana est\u00e1 no topo do ranking com Ideb igual ou superior a 6, na escala de 0 a 10 <\/p>\n<p>Maria Rehder <\/p>\n<p>Nenhuma escola da rede municipal de S\u00e3o Paulo aparece no topo do ranking das melhores do Pa\u00eds, que tiveram o \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) superior a 6, em uma escala de 0 a 10. Entre as dez melhores escolas p\u00fablicas de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9ries do Pa\u00eds, tr\u00eas s\u00e3o do interior paulista: a terceira melhor foi a Emef Professora Helena Borsetti, de Mat\u00e3o, com Ideb 7,3; a sexta melhor foi a Emef Leonor Mendes de Barro, de Barra do Chap\u00e9u, no Vale do Ribeira, com Ideb 7,1; e a nona \u00e9 de Juqui\u00e1, a escola Jo\u00e3o Adorno Vass\u00e3o, com 6,7.<\/p>\n<p>J\u00e1 a melhor escola da capital de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9ries &#8211; a Emef Jackson de Figueiredo, localizada no Tatuap\u00e9, na zona leste da cidade &#8211; s\u00f3 aparece em 90\u00ba lugar no ranking geral das escolas municipais do Brasil, com Ideb 5,9. Para os pais dos alunos, a localiza\u00e7\u00e3o da escola, a atitude dos professores em sala de aula e a organiza\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica da equipe fazem a diferen\u00e7a. Logo na porta da unidade, um muro reproduz quadros da pintora Tarsila do Amaral e caricaturas de cantores famosos, como Chico Buarque, recepcionam os estudantes. \u201cGosto tanto daqui que passo mais tempo na escola do que em casa\u201d, disse a dona de casa Maria Ribeiro Casfikis, de 41 anos. Ela cursa Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA) na escola, onde tamb\u00e9m estudam seus dois filhos. J\u00e1 a pior na capital foi a Emef Senador Milton Campos, da Brasil\u00e2ndia, na zona norte, cujo Ideb foi 2,8. No ranking geral das municipais ela aparece em 14.998\u00ba lugar.<\/p>\n<p>MUDAN\u00c7AS<\/p>\n<p>Para Vera Masag\u00e3o Ribeiro, especialista em Educa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental A\u00e7\u00e3o Educativa, n\u00e3o \u00e9 surpresa a coloca\u00e7\u00e3o das escolas p\u00fablicas da capital no ranking nacional. \u201cNos \u00faltimos anos, a rede municipal de ensino da capital tem sofrido com as mudan\u00e7as de gest\u00e3o pol\u00edtica. A cada novo governo, novos projetos s\u00e3o criados e a continuidade dos antigos n\u00e3o \u00e9 priorizada.\u201d <\/p>\n<p>Outro fator apontado pela especialista \u00e9 a mudan\u00e7a de secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o em uma mesma gest\u00e3o. \u201cNos \u00faltimos governos, a pasta da Educa\u00e7\u00e3o contou com mais de um secret\u00e1rio, o que tamb\u00e9m teve impacto na qualidade de ensino. Acredito que falta para a rede municipal de ensino uma boa pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do professor, que reduza a rotatividade de profissionais e fa\u00e7a com que eles criem v\u00ednculos.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), destaca que em uma rede menor \u00e9 mais f\u00e1cil obter melhor desempenho. \u201cEm uma megal\u00f3pole \u00e9 mais dif\u00edcil obter a intera\u00e7\u00e3o entre a escola e os membros de sua comunidade, o que \u00e9 importante para uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade. J\u00e1 em cidades menores a rela\u00e7\u00e3o se torna mais f\u00e1cil. Mas \u00e9 claro que temos exce\u00e7\u00f5es, como bairros perif\u00e9ricos, que tamb\u00e9m conseguem tal intera\u00e7\u00e3o da escola e comunidade.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Cl\u00e1udio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo (Sinpeem), \u00e9 preciso ter cautela ao fazer um ranking das escolas por meio de avalia\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. \u201cO contexto socioecon\u00f4mico que as escolas est\u00e3o inseridas tamb\u00e9m tem impacto de forma direta na qualidade da educa\u00e7\u00e3o oferecida.\u201d A rede estadual de S\u00e3o Paulo fez a Prova Brasil por amostragem e n\u00e3o autorizou a divulga\u00e7\u00e3o dos dados. Por isso, constam 5.324 escolas estaduais, mas sem nota. <\/p>\n<p>(COLABOROU MARCELA SPINOSA)<\/p>\n<p>Paulistas participar\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o neste ano <\/p>\n<p>Renata Cafardo <\/p>\n<p>A secret\u00e1ria estadual de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, Maria L\u00facia Vasconcelos, garantiu que o Estado vai participar neste ano da Prova Brasil. Por decis\u00e3o do ex-secret\u00e1rio Gabriel Chalita, apenas uma amostra dos alunos das mais de 5 mil escolas estaduais paulistas havia feito a prova do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) em 2005. Por causa disso, S\u00e3o Paulo n\u00e3o figura em nenhuma lista dos novos resultados do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb), que ser\u00e1 divulgado hoje. O indicador \u00e9 feito a partir da nota na Prova Brasil.<\/p>\n<p>\u201cVamos corrigir esse erro\u201d, disse a secret\u00e1ria Maria L\u00facia ao Estado. Ela acredita que os pr\u00f3ximos rankings v\u00e3o ter escolas paulistas bem colocadas. Ela lembra que S\u00e3o Paulo tem a maior rede estadual do Pa\u00eds, com mais de 5.300 escolas e 5 milh\u00f5es de alunos, o que dificulta um bom desempenho.<\/p>\n<p>Segundo a secret\u00e1ria, o Estado vai continuar participando tamb\u00e9m do Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), feito pelo MEC, mas que analisa alunos por amostragem em portugu\u00eas e matem\u00e1tica, a cada dois anos. O Prova Brasil \u00e9 universal, ou seja, tem a participa\u00e7\u00e3o de todos os alunos de 4\u00aa e 8\u00aa s\u00e9ries nas mesmas duas disciplinas e acontece todo ano.<\/p>\n<p>SARESP<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo tem ainda uma prova pr\u00f3pria, o Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o do Rendimento Escolar do Estado de S\u00e3o Paulo (Saresp), que tamb\u00e9m examina portugu\u00eas e matem\u00e1tica. No ano passado, o exame havia sido cancelado. A secretaria alegou que o Estado n\u00e3o precisava gastar os R$ 9 milh\u00f5es todo ano porque o MEC j\u00e1 realizava prova semelhante. Nesse ano, segundo Maria L\u00facia, os alunos de S\u00e3o Paulo voltar\u00e3o a fazer tamb\u00e9m o Saresp.<\/p>\n<p>\u201cAvalia\u00e7\u00f5es d\u00e3o muita preocupa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m s\u00e3o muito eficientes\u201d, diz a secret\u00e1ria. Segundo ela, o Estado vai ainda estipular uma expectativa m\u00ednima de aprendizagem para seus alunos, publicando os conte\u00fados que devem ser adquiridos em cada s\u00e9rie. A partir disso, de acordo com a secret\u00e1ria, ser\u00e1 mais f\u00e1cil tonar \u00fateis os resultados das avalia\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>5,9<\/p>\n<p>foi a nota da escola municipal de ensino fundamental <br \/>\nJackson de Figueiredo, na zona leste da capital. De acordo com a avalia\u00e7\u00e3o, apesar de ser a melhor da cidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 <br \/>\napenas a 90.\u00aa do Pa\u00eds <\/p>\n<p>Para as 5 mil piores, aten\u00e7\u00e3o especial do MEC <\/p>\n<p>Unidades com pior desempenho ter\u00e3o assessoria t\u00e9cnica do minist\u00e9rio e recursos extras <\/p>\n<p>Lisandra Paraguass\u00fa, BRAS\u00cdLIA <\/p>\n<p>As 5 mil escolas do Pa\u00eds que apresentaram os piores \u00cdndices de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) devem receber aten\u00e7\u00e3o especial do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Da mesma forma que os munic\u00edpios com mais problemas ser\u00e3o tratados, essas escolas ter\u00e3o um diagn\u00f3stico dos seus problemas feito pelo pr\u00f3prio MEC e recursos financeiros extras para investimento.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o R$ 30 milh\u00f5es neste ano para as escolas urbanas, al\u00e9m de R$ 66 milh\u00f5es para as escolas rurais, que j\u00e1 haviam sido reservados no Or\u00e7amento. <\/p>\n<p>Cada escola com problemas ter\u00e1 direito a R$ 6 mil por ano para investimentos em infra-estrutura f\u00edsica, materiais pedag\u00f3gicos e apoio metodol\u00f3gico. Para fazer o diagn\u00f3stico dos problemas de cada uma, o minist\u00e9rio vai revitalizar o Fundo de Desenvolvimento da Escola (Fundescola), um programa criado no governo de Fernando Henrique Cardoso que tem por objetivo melhorar a situa\u00e7\u00e3o das unidades escolares. <\/p>\n<p>Ser\u00e3o os especialistas do Fundescola os respons\u00e1veis pelos diagn\u00f3sticos de cada uma, que ir\u00e3o trabalhar com equipes da pr\u00f3pria escola e das secretarias estaduais e municipais de Educa\u00e7\u00e3o. Um plano ser\u00e1 desenhado e cada escola ter\u00e1 de descriminar como ser\u00e3o usados os recursos.<\/p>\n<p>\u201cAs escolas v\u00e3o receber um plano de apoio pedag\u00f3gico e de infra-estrutura feito pelo Fundescola, que \u00e9 um programa que vinha sendo desenvolvido em poucos munic\u00edpios e foi aperfei\u00e7oado e atualizado agora\u201d, explica o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad. <\/p>\n<p>De acordo com o ministro, n\u00e3o necessariamente as 5 mil escolas com piores resultados est\u00e3o nos mil munic\u00edpios tamb\u00e9m com piores Idebs, apesar de haver essa coincid\u00eancia em muitos casos.<\/p>\n<p>QUALIFICA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Escolas que estejam nessas cidades receber\u00e3o o atendimento dado ao sistema educacional tamb\u00e9m. No entanto, o minist\u00e9rio acredita que aquelas com problemas s\u00e9rios de fluxo e qualidade da educa\u00e7\u00e3o t\u00eam problemas espec\u00edficos, que precisam ser atacados individualmente. <\/p>\n<p>Um dos maiores problemas das escolas, no entanto, n\u00e3o deve entrar no programa, chamado de Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola): a falta de professores qualificados. Segundo o ministro, a qualifica\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de professores ficar\u00e1 a cargo da Universidade Aberta do Brasil, um sistema de ensino a dist\u00e2ncia que pretende formar 2 milh\u00f5es de docentes do ensino b\u00e1sico no Brasil. \u201cApenas no Piau\u00ed j\u00e1 tivemos 16 mil inscritos para 2,5 mil vagas\u201d, conta. <\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do PDE Escola foi assinada ontem, no Pal\u00e1cio do Planalto, durante uma cerim\u00f4nia com diversos atos para educa\u00e7\u00e3o. Entre eles, a abertura de um edital para produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado digital, para servir de apoio aos professores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, e um concurso para produ\u00e7\u00e3o de livros para pessoas rec\u00e9m-alfabetizadas.<\/p>\n<p>SELO<\/p>\n<p>Durante a cerim\u00f4nia, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva ainda entregou o selo de Cidade Livre de Analfabetismo a 64 cidades com menos de 4% de analfabetos. Tamb\u00e9m foram homenageados 10 munic\u00edpios com Ideb superior a 6 e 225 com Ideb maior do que 5. Al\u00e9m disso, os 20 estudantes que apresentaram os melhores resultados no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) receberam bolsas para sua p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S\u00e3o Paulo, 21\/06\/07 Renata Cafardo De 55 mil unidades do Pa\u00eds, 160 t\u00eam \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica igual ou maior que 6 Veja o ranking completo Apenas 0,2% das escolas p\u00fablicas brasileiras chega a um \u00edndice considerado m\u00e9dio entre pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2007\/06\/21\/so-02-das-escolas-publicas-tem-desempenho-de-pais-desenvolvido\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">S\u00f3 0,2% das escolas p\u00fablicas tem desempenho de pa\u00eds desenvolvido<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-715","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=715"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/715\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}