{"id":64853,"date":"2014-09-09T13:55:55","date_gmt":"2014-09-09T16:55:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=64853"},"modified":"2014-09-09T13:55:55","modified_gmt":"2014-09-09T16:55:55","slug":"dicas-de-portugues-duvidas-frequentes-da-lingua-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2014\/09\/09\/dicas-de-portugues-duvidas-frequentes-da-lingua-portuguesa\/","title":{"rendered":"Dicas de Portugu\u00eas: D\u00favidas frequentes da L\u00edngua Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>Muitas vezes, as pessoas t\u00eam d\u00favida a respeito do uso de alguns termos. Assim, descrevendo o emprego correto de alguns casos, procuraremos &#8220;clarear&#8221; algumas d\u00favidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n&#8211; <strong>H\u00e1<\/strong> ou<strong> A<\/strong>\u00a0?<\/p>\n<p>Quando nos referimos a um determinado espa\u00e7o de tempo, escrevemos<em> h\u00e1 <\/em>ou <em>a<\/em>, nas seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><strong>H\u00e1<\/strong>\u00a0&#8211; Quando o espa\u00e7o de tempo j\u00e1 tiver decorrido e puder ser substitu\u00eddo por <em>faz<\/em>.<br \/>\n<strong>Exemplo:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Ela saiu<em> h\u00e1 <\/em>dez minutos. (= ela saiu faz dez minutos).<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>A<\/strong>\u00a0&#8211; Quando o espa\u00e7o de tempo ainda n\u00e3o transcorreu, ou, se transcorreu, n\u00e3o puder se substitu\u00eddo por <em>faz<\/em>.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Ela voltar\u00e1 daqui <em>a<\/em> dez minutos.<\/li>\n<li>Estamos a quase dez mil anos do nascimento de Cristo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Para eu<\/strong> ou <strong>Para mim <\/strong>?<\/p>\n<p>Usa-se <em>para eu<\/em>\u00a0(<em>para tu<\/em>), quando o <em>eu<\/em> (<em>tu<\/em>) \u00e9 sujeito (geralmente seguido de um infinitivo).<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Empresta-me este livro <em>para eu<\/em> ler.<\/li>\n<li>Esse trabalho \u00e9 <em>para tu<\/em> realizares.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Usa-se <em>para mim<\/em> (<em>para ti<\/em>), quando ap\u00f3s essa express\u00e3o n\u00e3o existir verbo (ou, em estando\u00a0ali\u00a0o verbo, o pronome n\u00e3o ser sujeito).<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Empresta este livro <em>para mim<\/em>.<\/li>\n<li>Este trabalho \u00e9 <em>para ti<\/em>.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Lembre-se:<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Mim<\/em><\/strong> nunca faz nada, portanto <strong><em>mim<\/em><\/strong> n\u00e3o pode ser sujeito.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Isso n\u00e3o significa que sempre o infinitivo \u00e9 precedido pelo pronome <em>eu<\/em>\u00a0(ou <em>tu<\/em>). Quando ele for impessoal, n\u00e3o ter\u00e1 sujeito. Logo, poder\u00e1 haver antes dele o pronome <em>mim\u00a0<\/em>(ou <em>ti<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>\u00c9 dif\u00edcil para <em>mim<\/em> entender essa gente.<\/li>\n<li>\u00c9 imposs\u00edvel para<em> ti<\/em> sair sair \u00e0 noite.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&#8211; <strong>Enfim<\/strong> ou <strong>Em fim<\/strong> ?<\/p>\n<p>As express\u00f5es <em>enfim<\/em>\u00a0(= <em>finalmente<\/em>) e <em>em fim<\/em>\u00a0(= <em>no final<\/em>) n\u00e3o devem ser confundidas: <em>enfim<\/em> escreve-se junto, com N e <em>em fim<\/em> constitui-se de dois termos, a preposi\u00e7\u00e3o <em>em<\/em>\u00a0+ o substantivo <em>fim<\/em>.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><em>Enfim<\/em> s\u00f3s, gra\u00e7as a Deus!<\/li>\n<li>Estes professores est\u00e3o <em>em fim <\/em>de carreira: sua aposentadoria esta prevista para breve.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&#8211; Est\u00e1 no hor\u00e1rio de o trem chegar ou est\u00e1 no hor\u00e1rio do trem chegar ?<\/strong><\/p>\n<p>A primeira alternativa \u00e9 a correta, porque <em>o trem<\/em>\u00a0\u00e9 o sujeito e n\u00e3o <em>do trem<\/em>. A maneira de o aluno gravar isso \u00e9 a seguinte: alterar a ordem das palavras &#8211; esta no hor\u00e1rio de chegar o trem (e n\u00e3o &#8211; esta no hor\u00e1rio do chegar trem &#8211; constru\u00e7\u00e3o agramatical na l\u00edngua portuguesa).<br \/>\n<strong>O mesmo serve para estes exemplos:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Surgiu a ocasi\u00e3o <em>de ela<\/em> mostrar sua bondade. (de mostrar ela)<\/li>\n<li>Pelo fato <em>de o<\/em> chefe ter ido l\u00e1, eu me assusto. (de ter ido o chefe)<\/li>\n<\/ol>\n<p>&#8211;\u00a0 <strong>Se n\u00e3o<\/strong> ou<strong> Sen\u00e3o<\/strong> ?<\/p>\n<p>Emprega-se o primeiro, quando o <em>se<\/em> pode ser substitu\u00eddo por <em>caso<\/em> ou <em>na hip\u00f3tese de que<\/em>.<br \/>\n<strong>Exemplo:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><em>Se n\u00e3o<\/em> chover, viajarei amanh\u00e3. (= <em>caso n\u00e3o<\/em> chova &#8211; ou <em>na hip\u00f3tese de que n\u00e3o<\/em> chova &#8211; , viajarei amanh\u00e3).<\/li>\n<\/ol>\n<p>Se n\u00e3o se tratar dessa alternativa, a express\u00e3o sempre se escrever\u00e1 com uma s\u00f3 palavra: <em>sen\u00e3o<\/em>.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>V\u00e1 de uma vez, sen\u00e3o voc\u00ea chegar\u00e1 tarde. (<em>sen\u00e3o<\/em> = caso contr\u00e1rio)<\/li>\n<li>Nada havia a fazer sen\u00e3o conforma-se com a situa\u00e7\u00e3o. (<em>sen\u00e3o<\/em> = a n\u00e3o ser)<\/li>\n<\/ol>\n<p>Paulo Roberto Ribeiro \u2013 Ascom<\/p>\n<p>Fonte: dificuldadesdalinguaportuguesa.blogspot.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas vezes, as pessoas t\u00eam d\u00favida a respeito do uso de alguns termos. Assim, descrevendo o emprego correto de alguns casos, procuraremos &#8220;clarear&#8221; algumas d\u00favidas. &nbsp; &#8211; H\u00e1 ou A\u00a0? Quando nos referimos a um determinado espa\u00e7o de tempo, escrevemos h\u00e1 ou a, nas seguintes situa\u00e7\u00f5es: H\u00e1\u00a0&#8211; Quando o espa\u00e7o de tempo j\u00e1 tiver decorrido &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2014\/09\/09\/dicas-de-portugues-duvidas-frequentes-da-lingua-portuguesa\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Dicas de Portugu\u00eas: D\u00favidas frequentes da L\u00edngua Portuguesa<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[625,10],"tags":[661],"class_list":["post-64853","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dicas-portugues","category-menores","tag-dicas-de-portugues"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64853"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64853\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64880,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64853\/revisions\/64880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}