{"id":378,"date":"2005-08-08T00:00:00","date_gmt":"2005-08-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2005\/08\/residuos-de-couro-sao-resproveitados-na-industria-textil\/"},"modified":"2005-08-08T00:00:00","modified_gmt":"2005-08-08T00:00:00","slug":"residuos-de-couro-sao-resproveitados-na-industria-textil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2005\/08\/08\/residuos-de-couro-sao-resproveitados-na-industria-textil\/","title":{"rendered":"Res\u00edduos de couro s\u00e3o resproveitados na ind\u00fastria t\u00eaxtil"},"content":{"rendered":"<p>Na ind\u00fastria do curtimento de couro (curtume), o m\u00e9todo mais utilizado para garantir maior resist\u00eancia, durabilidade, elasticidade e as chamadas propriedades de estabilidade t\u00e9rmica e hidrot\u00e9rmica da pele do animal \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o do cromo 3. Esse metal permite a forma\u00e7\u00e3o de uma superf\u00edcie dura, de bom aspecto e resistente \u00e0 corros\u00e3o. Al\u00e9m desse uso, o cromo 3 e seus compostos s\u00e3o utilizados na produ\u00e7\u00e3o <br \/>\nde a\u00e7os inoxid\u00e1veis e de outras ligas, como as usadas para fabricar resist\u00eancias el\u00e9tricas, no revestimento de pe\u00e7as decorativas, na fixa\u00e7\u00e3o de cores na ind\u00fastria t\u00eaxtil e para endurecer o a\u00e7o. Por causa da cor azulada que o cromo <br \/>\n3 impregna, o couro resultante desse processo recebe o nome de wet blue. <\/p>\n<p>Como em muitos tratamentos qu\u00edmicos adotados em processos industriais, surgem alguns problemas no momento em que \u00e9 preciso eliminar os res\u00edduos. Estima-se que, na ind\u00fastria de curtume, eles representem entre 10 e <br \/>\n30% da produ\u00e7\u00e3o. A forma mais comum de elimin\u00e1-los \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de aterros. Por\u00e9m, se colocado em contato com o solo, o cromo 3 presente nos res\u00edduos sofre um processo de oxida\u00e7\u00e3o e se transforma em cromo 6. Essa outra forma \u00e9 mais t\u00f3xica e altamente prejudicial \u00e0 sa\u00fade. Entre os efeitos do cromo 6, ou hexavalente, no ser humano, est\u00e3o o risco de corros\u00e3o dos tecidos, produ\u00e7\u00e3o de dermatites em caso de contacto prolongado e, se houver inala\u00e7\u00e3o, \u00f3rg\u00e3os como o f\u00edgado e os rins, al\u00e9m de todo o sistema digestivo, podem ser prejudicados. A legisla\u00e7\u00e3o ambiental em vigor exige que os aterros sejam imperme\u00e1veis para que n\u00e3o contaminem o solo ou len\u00e7\u00f3is de \u00e1gua subterr\u00e2neos. <\/p>\n<p>A dificuldade est\u00e1 no fato de que, para aterrar uma tonelada de res\u00edduos, s\u00e3o gastos, em m\u00e9dia, cerca de R$ 3 mil. Isso leva muitos produtores, principalmente os pequenos e m\u00e9dios, com menos recursos, a negligenciarem essas provid\u00eancias. <\/p>\n<p>Atualmente, uma das alternativas estudadas para eliminar esses res\u00edduos s\u00f3lidos contaminados pelo cromo \u00e9 a incinera\u00e7\u00e3o. Esse m\u00e9todo, assim como no caso dos aterros, acarreta impactos ambientais. Por\u00e9m, dessa vez, \u00e9 a atmosfera que sofre a contamina\u00e7\u00e3o. Cinzas provenientes da combust\u00e3o do wet blue lan\u00e7am o cromo 6 no ar. Para evitar preju\u00edzos para o meio ambiente, seria necess\u00e1ria a retirada do cromo das cinzas por meio de filtros, o que, por outro lado, impediria o reaproveitamento do produto qu\u00edmico em outras rea\u00e7\u00f5es. Portanto, a incinera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se mostra a alternativa mais vi\u00e1vel, uma vez que o cromo \u00e9 um metal relativamente raro na superf\u00edcie terrestre (cerca de 0,03%) e, por isso, um produto caro para os propriet\u00e1rios de curtumes. <\/p>\n<p>A Equipe do Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica Ambiental da Universidade Federal de Lavras (Ufla), Luiz Carlos Alves de Oliveira, qu\u00edmico e professor, j\u00e1 pesquisava formas de retirar metais de res\u00edduos s\u00f3lidos desde seu mestrado. Apresentado ao problema do wet blue por um aluno do Rio Grande do Sul, em 2003, Oliveira decidiu concentrar suas aten\u00e7\u00f5es na pesquisa de solu\u00e7\u00f5es ambientais para esse res\u00edduo. No mesmo ano, encontrou um m\u00e9todo novo para separar o cromo do couro. Para isso, \u00e9 utilizado um composto qu\u00edmico, que catalisa a rea\u00e7\u00e3o. A composi\u00e7\u00e3o dessa subst\u00e2ncia ainda n\u00e3o pode ser divulgada porque o processo encontra-se no per\u00edodo de sigilo para dep\u00f3sito de patente. \u00c9 fato, por\u00e9m, que, com seus estudos, Oliveira n\u00e3o apenas criou uma alternativa inteligente para um problema ambiental, como tamb\u00e9m trouxe inova\u00e7\u00e3o, a \u00faltima etapa no processo de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico. <\/p>\n<p>O m\u00e9todo desenvolvido por Oliveira permite a retirada do cromo dos res\u00edduos de couro e tamb\u00e9m evita o desperd\u00edcio do metal ao possibilitar que ele seja reaproveitado em novas rea\u00e7\u00f5es. Outra possibilidade detectada pela equipe do pesquisador \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o ativado a partir do wet blue. Dessa forma, um res\u00edduo antes in\u00fatil para a ind\u00fastria de curtimento passa a ser uma sa\u00edda para reduzir os gastos com a aquisi\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o ativado. <\/p>\n<p>Retira-se o cromo do res\u00edduo de couro, por meio do agente catalisador descoberto pelo professor Luiz. Dessa rea\u00e7\u00e3o, s\u00e3o formados dois produtos: <br \/>\no cromo 3, pronto para ser utilizado novamente no tratamento do couro, <br \/>\ne o material livre de cromo, chamado mais freq\u00fcentemente de col\u00e1geno.<\/p>\n<p>Para produzir o carv\u00e3o ativado, o wet blue \u00e9 acrescido, por exemplo, de zinco. Em seguida, por meio de um processo chamado pir\u00f3lise, \u00e9 queimado. Por\u00e9m, diferentemente da incinera\u00e7\u00e3o, essa rea\u00e7\u00e3o acontece na aus\u00eancia de oxig\u00eanio, usando o nitrog\u00eanio como g\u00e1s de arraste. \u00c9 realizado, tamb\u00e9m, um controle de temperatura, de forma que o produto dessa rea\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o as cinzas com cromo 6, mas o carv\u00e3o ativado. <br \/>\nA vantagem \u00e9 que ele j\u00e1 est\u00e1 impregnado de cromo, o que \u00e9 interessante para a ind\u00fastria t\u00eaxtil, por exemplo.<\/p>\n<p>Caf\u00e9 defeituoso e o carv\u00e3o ativado granulado resultante da tecnologia empregada <br \/>\nOliveira esclarece que a diferen\u00e7a entre o carv\u00e3o de churrasqueira &#8211; mais conhecido &#8211; e o carv\u00e3o ativado \u00e9 que o carv\u00e3o de churrasqueira \u00e9 compacto, n\u00e3o tem poros. &#8216;Ativar o carv\u00e3o significa criar poros, o que por sua vez aumenta a \u00e1rea de superf\u00edcie&#8217;, conta. Para compreender melhor a diferen\u00e7a, ele faz uma analogia entre um tijolo vazado e um tijolo compacto, desses usados para revestimento. O vazado possui maior \u00e1rea superficial que o compacto. &#8216;Um grama de carv\u00e3o ativado possui superf\u00edcie maior que a de um est\u00e1dio de futebol&#8217;, ilustra. O carv\u00e3o ativado \u00e9 um produto qu\u00edmico caro, usado por ind\u00fastrias de todo o mundo. Uma de suas principais aplica\u00e7\u00f5es \u00e9 a adsor\u00e7\u00e3o, ou seja, a retirada de res\u00edduos, por exemplo, de tinta da \u00e1gua lan\u00e7ada em rios pela ind\u00fastria t\u00eaxtil. <br \/>\nO carv\u00e3o produzido nos laborat\u00f3rios da Ufla j\u00e1 foi testado para esse fim e mostrou resultados animadores.<\/p>\n<p>Patente<\/p>\n<p>Res\u00edduo do couro deixa de ser problema para ser solu\u00e7\u00e3o: carv\u00e3o ativado tem alto valor agregado <br \/>\nOliveira reconhece que, quando descobriu o catalisador capaz de purificar o wet blue, ficou inseguro quanto \u00e0 originalidade de seu estudo. A solu\u00e7\u00e3o de um problema t\u00e3o antigo e de dimens\u00f5es mundiais parecia t\u00e3o simples que foi dif\u00edcil para ele acreditar ser, de fato, o primeiro a pensar naquilo. Depois de pesquisar na literatura espec\u00edfica da \u00e1rea, decidiu iniciar o processo de pedido de patente e, para isso, procurou o Escrit\u00f3rio de Gest\u00e3o Tecnol\u00f3gica da FAPEMIG, respons\u00e1vel por orientar pesquisadores de todas as \u00e1reas do conhecimento sobre a prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual. Ele registrou a tecnologia de retirada de cromo do res\u00edduo de couro como inventor independente e a transferiu para a Vert Eco Tecnologias, empresa de base tecnol\u00f3gica do Instituto de Inova\u00e7\u00e3o, incubadora localizada em Belo Horizonte (MG). <\/p>\n<p>A vantagem desse tipo de patente \u00e9 que o pesquisador recebe 50% dos royalties obtidos com a comercializa\u00e7\u00e3o do produto final. J\u00e1 a tecnologia de transforma\u00e7\u00e3o do couro limpo em carv\u00e3o ativado \u00e9 uma patente conjunta entre a FAPEMIG e Ufla. Ela ainda n\u00e3o entrou em fase de testes e pesquisas de mercado, mas, nesse caso, cada uma das partes recebe 33% dos royalties. Oliveira afirma que, em ambas as situa\u00e7\u00f5es, ele se considera o maior beneficiado. &#8216;Com uma patente registrada, fica muito mais f\u00e1cil aprovar projetos em \u00f3rg\u00e3os de fomento como o CNPq e a pr\u00f3pria FAPEMIG. Essas patentes, de fato, j\u00e1 resultaram em retorno para minhas pesquisas, como a obten\u00e7\u00e3o de bolsas para alunos financiadas pelo Instituto de Inova\u00e7\u00e3o&#8217;, explica.<\/p>\n<p>No momento, a Vert Eco Tecnologias elabora, junto com os pesquisadores, uma estrat\u00e9gia para levar a tecnologia de purifica\u00e7\u00e3o do wet blue aos curtumes da forma mais eficiente. Para garantir que o segredo da descoberta seja mantido, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fornecer ao produtor de couro um kit com o catalisador e instru\u00e7\u00f5es de uso. Assim, at\u00e9 o momento, o mais adequado parece ser montar uma unidade central com o papel de tratar os res\u00edduos vindos de curtumes de todo o Estado. No momento, o tratamento para o wet blue j\u00e1 foi testado em escala piloto e a obten\u00e7\u00e3o de financiamento para realizar esse tratamento em escala industrial \u00e9 o mais recente desafio de Oliveira e sua equipe. <\/p>\n<p>Outras aplica\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Professor Luiz Carlos Alves de Oliveira, coordenador da pesquisa <br \/>\n&#8216;O col\u00e1geno (couro livre de cromo) ou o couro ainda virgem de qualquer beneficiamento qu\u00edmico \u00e9 pura prote\u00edna e fonte de amino\u00e1cidos e nitrog\u00eanio&#8217;, explica Oliveira. Por isso, em geral, a prote\u00edna do couro pode ser usada para produzir material fotogr\u00e1fico, adubo, ra\u00e7\u00e3o animal, gelatina para a ind\u00fastria aliment\u00edcia e produtos da ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos. Mas, segundo o professor, &#8216;a maioria dos empres\u00e1rios n\u00e3o investe em peso nessas outras aplica\u00e7\u00f5es, pois o couro propriamente dito continua possuindo um valor muito superior no mercado se usado em cal\u00e7ados, bolsas, roupas e acess\u00f3rios&#8217;.<\/p>\n<p>Mesmo assim, em busca de um produto agregado de valor cient\u00edfico, que possa representar uma efetiva inova\u00e7\u00e3o no mercado, os departamentos de Qu\u00edmica e Veterin\u00e1ria da Ufla se uniram em um projeto para o desenvolvimento de uma ra\u00e7\u00e3o animal a partir do col\u00e1geno. <br \/>\n&#8216;A legisla\u00e7\u00e3o vigente pro\u00edbe a fabrica\u00e7\u00e3o <br \/>\nde ra\u00e7\u00f5es a partir de fontes animais, com exce\u00e7\u00e3o do couro e do leite&#8217;, explica o professor M\u00e1rio C\u00e9sar Guerreiro, que integra a equipe do professor Oliveira. Ele acredita que \u00e9 exatamente essa ressalva que representa uma abertura para inserir no mercado a ra\u00e7\u00e3o a partir do col\u00e1geno de couro bovino.<\/p>\n<p>Ainda inserido no contexto da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, com vistas a reaproveitar res\u00edduos transformando-os em materiais com alto valor agregado, Oliveira e seu grupo de pesquisa trabalham no tratamento de res\u00edduos do caf\u00e9. Uma das aplica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis envolve o aproveitamento de gr\u00e3os defeituosos. &#8216;O Brasil produz, anualmente, 30 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9, das quais dois milh\u00f5es possuem os chamados defeitos PVA, sigla para designar os defeitos mais comuns (preto, verde e ardido)&#8217;, conta Oliveira. Os gr\u00e3os pretos s\u00e3o aqueles que tiveram o processo de forma\u00e7\u00e3o interrompido, os verdes, que n\u00e3o atingiram o ponto de matura\u00e7\u00e3o e os ardidos, gr\u00e3os bons que sofreram fermenta\u00e7\u00e3o. Nenhum dos tr\u00eas tipos pode ser colocado junto dos gr\u00e3os sadios, pois comprometeria a qualidade do produto final, a chamada &#8216;pureza&#8217; do caf\u00e9, pr\u00e9-requisito para a exporta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 grande a quantidade de cascas de caf\u00e9 produzida. Esse res\u00edduo pode ser reaproveitado em pequenas medidas, mas ainda de forma problem\u00e1tica. Se usadas como adubo, as cascas tornam o solo \u00e1cido. J\u00e1 para a alimenta\u00e7\u00e3o (produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o animal), os taninos presentes agem como fatores antinutricionais, impedindo a digest\u00e3o de certos nutrientes quando se ligam a eles.  <\/p>\n<p>Utilizando o mesmo m\u00e9todo desenvolvido para a transforma\u00e7\u00e3o de wet blue, os professores Luiz de Oliveira e M\u00e1rio Guerreiro desenvolveram, juntos, dois outros tipos de carv\u00e3o ativado. Um \u00e0 base das cascas do caf\u00e9 e outro a partir de gr\u00e3os defeituosos (carv\u00e3o granulado). Esse \u00e9 mais um pedido de patente conjunto entre FAPEMIG e Ufla. Al\u00e9m disso, o vapor gerado por meio do aquecimento controlado desses res\u00edduos antes n\u00e3o-aproveit\u00e1veis permite recolher subst\u00e2ncias como a cafe\u00edna e o \u00f3leo essencial do caf\u00e9, o que garante o aroma t\u00e3o apreciado pelas pessoas e t\u00e3o cobi\u00e7ado pela ind\u00fastria aliment\u00edcia. Para a economia, essa inova\u00e7\u00e3o poderia representar, tamb\u00e9m, uma alternativa para a regula\u00e7\u00e3o do mercado. Em caso de supersafra, situa\u00e7\u00e3o em que o valor do gr\u00e3o no mercado fica baixo, \u00e9 poss\u00edvel retirar o chamado bom caf\u00e9 do mercado e us\u00e1-lo para essas outras finalidades, o que j\u00e1 acontece, de forma semelhante, com o a\u00e7\u00facar e o \u00e1lcool. <\/p>\n<p>\n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na ind\u00fastria do curtimento de couro (curtume), o m\u00e9todo mais utilizado para garantir maior resist\u00eancia, durabilidade, elasticidade e as chamadas propriedades de estabilidade t\u00e9rmica e hidrot\u00e9rmica da pele do animal \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o do cromo 3. Esse metal permite a forma\u00e7\u00e3o de uma superf\u00edcie dura, de bom aspecto e resistente \u00e0 corros\u00e3o. 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