{"id":310,"date":"2005-03-17T00:00:00","date_gmt":"2005-03-17T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2005\/03\/pesquisa-com-campim-pode-controlar-diabetes\/"},"modified":"2005-03-17T00:00:00","modified_gmt":"2005-03-17T00:00:00","slug":"pesquisa-com-campim-pode-controlar-diabetes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2005\/03\/17\/pesquisa-com-campim-pode-controlar-diabetes\/","title":{"rendered":"Pesquisa com campim pode controlar diabetes"},"content":{"rendered":"<p>Caiu um dogma. N\u00e3o se pode mais dizer que os diab\u00e9ticos devem ficar longe de qualquer tipo de a\u00e7\u00facar. Devem, sim, ficar longe dos a\u00e7\u00facares que atravessam rapidamente as paredes do intestino e se acumulam no sangue como a glicose, mol\u00e9cula essencial para qualquer organismo produzir a energia necess\u00e1ria para se manter. <\/p>\n<p>Pesquisadores do Instituto de Bot\u00e2nica de S\u00e3o Paulo e da Universidade Federal de Lavras (Ufla) extra\u00edram do capim-favorito &#8211; uma gram\u00ednea que cresce \u00e0 beira de estradas &#8211; um tipo espec\u00edfico de a\u00e7\u00facar chamado betaglucano, que pode ter um efeito ben\u00e9fico: diminuir a quantidade de glicose da corrente sang\u00fc\u00ednea, como demonstraram experimentos realizados com ratos. <\/p>\n<p>O betaglucano participa da composi\u00e7\u00e3o de fibras como capins, cana, arroz, trigo e milho ou nos cereais, a exemplo da aveia, da cevada e do centeio, em teores que variam de 1% a 7%. J\u00e1 o arabinoxilano \u00e9 um tipo de a\u00e7\u00facar mais abundante, variando de 20% a 30%. <\/p>\n<p>Com at\u00e9 30 cent\u00edmetros de altura \u2013 o capim-favorito, tem flores p\u00farpura e folhas curtas e avermelhadas, quando est\u00e3o sob o sol cont\u00ednuo, ou verdes como as da cana-de-a\u00e7\u00facar, mais largas e estrutura fechada ou anel, diriam os especialistas, com seis carbonos. Quando isolado, \u00e9 um a\u00e7\u00facar sol\u00favel em \u00e1gua quente, formando uma solu\u00e7\u00e3o transparente; em intera\u00e7\u00e3o com outras mol\u00e9culas, o betaglucano forma part\u00edculas em suspens\u00e3o. <\/p>\n<p>O prof. Raimundo Vicente de Souza, do Departamento de Medicina Veterin\u00e1ria \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo desenvolvimento das pesquisas, que conseguiram purificar as fra\u00e7\u00f5es de betaglucano, cujo efeito se tornou evidente em um experimento com quatro grupos de ratos mantidos no laborat\u00f3rio da Universidade de Lavras.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, esses resultados sugerem tamb\u00e9m que os betaglucanos ou alguns de seus fragmentos atravessem as paredes do intestino e sejam absorvidos durante a digest\u00e3o de gram\u00edneas e cereais, controlando dessa forma a quantidade de glicose que chega ao organismo ap\u00f3s a comilan\u00e7a de p\u00e3o, bolo ou chocolate. <\/p>\n<p>Outra id\u00e9ia, igualmente sujeita a confirma\u00e7\u00e3o, \u00e9 que esse a\u00e7\u00facar consiga agir de modo indireto, ativando a produ\u00e7\u00e3o de insulina ou mesmo as mol\u00e9culas desse horm\u00f4nio que j\u00e1 circulam no sangue. <\/p>\n<p>Fonte: Revista Pesquisa Fapesp &#8211; www.revistapesquisa.fapesp.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caiu um dogma. 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