{"id":30378,"date":"2014-03-10T15:06:36","date_gmt":"2014-03-10T18:06:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=30378"},"modified":"2014-03-14T08:29:46","modified_gmt":"2014-03-14T11:29:46","slug":"madeira-de-suposta-trave-da-copa-de-1950-e-analisada-na-ufla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2014\/03\/10\/madeira-de-suposta-trave-da-copa-de-1950-e-analisada-na-ufla\/","title":{"rendered":"Madeira de suposta trave da Copa de 1950 \u00e9 analisada na UFLA"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_30389\" aria-describedby=\"caption-attachment-30389\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09884.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-30389\" alt=\"Professor F\u00e1bio Mori analisa suposto fragmento de trave de 1950\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09884-249x186.jpg\" width=\"249\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09884-249x186.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09884-612x459.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09884.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-30389\" class=\"wp-caption-text\">Professor F\u00e1bio Mori analisa suposto fragmento de trave de 1950<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Em 1950, o Brasil perdeu a Copa do Mundo de Futebol no est\u00e1dio do Maracan\u00e3 para a sele\u00e7\u00e3o do Uruguai, por 2 a 1. O jogo foi hist\u00f3rico por diversos motivos, inclusive por uma das maiores discuss\u00f5es do futebol nacional: o goleiro brasileiro, Barbosa, teria sido o culpado pelo segundo gol uruguaio? Culpado ou n\u00e3o, Barbosa foi admitido como funcion\u00e1rio do Maracan\u00e3 ap\u00f3s se aposentar como goleiro. Quando a Fifa ordenou a substitui\u00e7\u00e3o das traves de madeira por modelos de ferro, o arco original foi oferecido ao ex-goleiro \u2013 que chegou a afirmar ter feito um churrasco com as madeiras.<\/span><\/p>\n<p>Esse fim \u00e9 contestado pelo historiador Fernando Magalh\u00e3es, de Muzambinho. Nessa cidade, h\u00e1 traves expostas em um museu que s\u00e3o consideradas aquelas que teriam permanecido no Maracan\u00e3. Para confirmar a hist\u00f3ria, Fernando entrevistou dirigentes desportivos da cidade, funcion\u00e1rios do Maracan\u00e3 e enviou, \u00e0 UFLA, um peda\u00e7o da madeira da trave, supostamente do Maracan\u00e3. Na UFLA, o fragmento est\u00e1 sendo analisado no Laborat\u00f3rio de Anatomia da Madeira, pelo professor F\u00e1bio Mori (DCF). Ele estabelecer\u00e1 uma compara\u00e7\u00e3o com as esp\u00e9cies j\u00e1 catalogadas na xiloteca (cole\u00e7\u00e3o de amostras de madeiras do Laborat\u00f3rio), analisar\u00e1 microscopicamente as caracter\u00edsticas e enviar\u00e1 microimagens para outros laborat\u00f3rios, a fim de identificar a esp\u00e9cie.<\/p>\n<figure id=\"attachment_30390\" aria-describedby=\"caption-attachment-30390\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09885.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-30390 \" alt=\"DSC09885\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09885-249x186.jpg\" width=\"249\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09885-249x186.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09885-612x459.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/DSC09885.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-30390\" class=\"wp-caption-text\">Madeira analisada na UFLA est\u00e1 em \u00f3timo estado<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201c\u00c9 uma madeira muito bonita e dur\u00e1vel. Apesar do tempo, n\u00e3o foi atacada por fungos. Desconfio que n\u00e3o seja uma madeira brasileira\u201d, adianta o professor F\u00e1bio. As an\u00e1lises laboratoriais n\u00e3o permitir\u00e3o dizer se de fato aquela era a madeira do gol, mas, se a esp\u00e9cie for identificada, possibilitar\u00e1 saber se era um dos tipos de madeira utilizada pela FIFA. \u201cChegar at\u00e9 a esp\u00e9cie \u00e9 um trabalho dif\u00edcil. Temos esperan\u00e7a que isso seja facilitado por encontrarmos uma xiloteca que tenha uma amostra compat\u00edvel; estabeleceremos uma compara\u00e7\u00e3o com cat\u00e1logos de madeira de outros laborat\u00f3rios brasileiros\u201d.<\/p>\n<p><b>A pesquisa<\/b><\/p>\n<p>A transfer\u00eancia das traves da Copa de 1950 para Muzambinho \u00e9 uma hist\u00f3ria conhecida na cidade e as supostas traves est\u00e3o em exposi\u00e7\u00e3o na Casa da Cultura. De acordo com pesquisa realizada por Fernando, elas chegaram \u00e0 cidade entre 1959 e 1961: \u201cVerifiquei que foram doadas pela administra\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio do Maracan\u00e3. O goleiro Barbosa dizia que queimou as traves em 52, mas h\u00e1 relatos de que as traves, de madeira, permaneceram no est\u00e1dio pelo menos at\u00e9 1958\u201d, analisa Fernando.<\/p>\n<p>Os fragmentos das traves, segundo ele, est\u00e3o em propriedade da fam\u00edlia Sandy (dessa parte veio a amostra para a UFLA), Casa da Cultura (em exposi\u00e7\u00e3o permanente e adaptada para caber no local) e com o pr\u00f3prio Fernando \u2013 este foi autografado pelo jogador Ghiggia, autor do segundo gol uruguaio na final de 1950.<\/p>\n<figure id=\"attachment_30391\" aria-describedby=\"caption-attachment-30391\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/fernando-e-ghigia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-30391\" alt=\"O historiador Fernando Meireles e Ghiggia\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/fernando-e-ghigia-249x186.jpg\" width=\"249\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/fernando-e-ghigia-249x186.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/fernando-e-ghigia-612x458.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/fernando-e-ghigia.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-30391\" class=\"wp-caption-text\">O historiador Fernando Magalh\u00e3es e Ghiggia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas as traves s\u00e3o um dos aspectos da pesquisa, que tamb\u00e9m ressaltou a vida do goleiro Barbosa e mostrou o lado uruguaio: \u201cN\u00e3o foi f\u00e1cil para os jogadores virem. Mesmo convocados, muitos n\u00e3o compareciam. Ap\u00f3s a final, eles receberam somente medalhas de prata, sendo as de ouro dadas aos \u2018cartolas\u2019. Nenhum dos jogadores uruguaios fez fortuna\u201d, conta o historiador. Fernando tamb\u00e9m constatou que houve um grande uso pol\u00edtico da Copa no Brasil, devido \u00e0 proximidade com as elei\u00e7\u00f5es; morte de oper\u00e1rios na constru\u00e7\u00e3o de est\u00e1dios; e um discurso recorrente de que a vit\u00f3ria seria brasileira, resultando em uma enorme press\u00e3o sobre os jogadores.<\/p>\n<p>Essas e outras descobertas ser\u00e3o compiladas a um resumo, que ficar\u00e1 no museu de Muzambinho e em outros que se interessarem pelo tema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1950, o Brasil perdeu a Copa do Mundo de Futebol no est\u00e1dio do Maracan\u00e3 para a sele\u00e7\u00e3o do Uruguai, por 2 a 1. 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