{"id":2217,"date":"2009-07-10T11:10:00","date_gmt":"2009-07-10T11:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2009\/07\/pesquisa-utiliza-plantas-para-diminuir-poluicao-em-solos\/"},"modified":"2009-07-10T11:10:00","modified_gmt":"2009-07-10T11:10:00","slug":"pesquisa-utiliza-plantas-para-diminuir-poluicao-em-solos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2009\/07\/10\/pesquisa-utiliza-plantas-para-diminuir-poluicao-em-solos\/","title":{"rendered":"Pesquisa utiliza plantas para diminuir polui\u00e7\u00e3o em solos"},"content":{"rendered":"<div>\n<p align='right'><img alt='' src='\/_adm\/upload\/image\/fitorremediacao_foto.jpg' \/><\/p>\n<p><font size='1'><em>Pedro Farnese \/ Ascom Ufla<\/em><\/font><\/p>\n<\/p>\n<p>A press&atilde;o populacional por recursos naturais tem causado danos ao meio ambiente. Entretanto, em alguns casos, esta destrui&ccedil;&atilde;o &eacute; feita para atender a interesses econ&ocirc;micos e\/ou pol&iacute;ticos, sem resultar em benef&iacute;cios &agrave; maioria da popula&ccedil;&atilde;o. Atualmente, o mundo tem se voltado para tentar amenizar essa situa&ccedil;&atilde;o. Preservar o ecossistema e, consequentemente, a sobreviv&ecirc;ncia humana significa, tamb&eacute;m, recuperar &aacute;reas degradadas por fen&ocirc;menos naturais ou por a&ccedil;&otilde;es do homem. V&aacute;rias pesquisas t&ecirc;m sido feitas para melhorar essa situa&ccedil;&atilde;o. Na Ufla, por exemplo, pesquisadores do Departamento de Ci&ecirc;ncia do Solo (DCS), em parceria com diversos setores da Universidade, est&atilde;o desenvolvendo uma nova t&eacute;cnica, utilizando esp&eacute;cies de plantas, para recuperar &aacute;reas que s&atilde;o contaminadas por diversos elementos qu&iacute;micos prejudiciais &agrave; sa&uacute;de, dentre os quais est&atilde;o os metais pesados.<\/p>\n<\/p>\n<p>O projeto intitulado &ldquo;Estrat&eacute;gias de recupera&ccedil;&atilde;o e monitoramento de &aacute;reas impactadas por atividades de minera&ccedil;&atilde;o na Bacia do S&atilde;o Francisco&rdquo; foi aprovado, recentemente, pelo CNPq. Sob a coordena&ccedil;&atilde;o do professor Luiz Roberto Guimar&atilde;es Guilherme, o estudo aborda a t&eacute;cnica de fitorremedia&ccedil;&atilde;o, praticada em v&aacute;rios pa&iacute;ses mas que, no Brasil, ainda &eacute; pouco explorada por desconhecimento do mercado e falta de capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. O m&eacute;todo consiste no uso de plantas para remover ou imobilizar contaminantes ambientais. &ldquo;Esse tipo de m&eacute;todo apresenta in&uacute;meras vantagens, gra&ccedil;as aos baixos custos de manuten&ccedil;&atilde;o, &agrave; prote&ccedil;&atilde;o contra a eros&atilde;o e&oacute;lica e h&iacute;drica, &agrave; melhoria na estrutura do solo, ao aumento da fertilidade das terras e &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o da est&eacute;tica das &aacute;reas contaminadas&rdquo;, explica o professor Luiz Roberto.<\/p>\n<\/p>\n<p><img alt='' align='right' width='232' height='401' src='\/_adm\/upload\/image\/solos_fito.jpg' \/><\/p>\n<\/p>\n<p><strong><font color='#003366'>DESENVOLVIMENTO<\/font><\/strong> &#8211; A proposta compreende trabalhos que est&atilde;o sendo desenvolvidos na unidade de processamento de zinco da Companhia Mineira de Metais (CMM), localizada no munic&iacute;pio de Tr&ecirc;s Marias (MG), e na &aacute;rea de minera&ccedil;&atilde;o de ouro da empresa Rio Paracatu Minera&ccedil;&atilde;o (RPM), na cidade de Paracatu (MG). Segundo o professor, a pesquisa pretende mostrar como diminuir a possibilidade de contamina&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas atingidas pelos res&iacute;duos dessas empresas mineradoras e como fazer com que algumas esp&eacute;cies de plantas cres&ccedil;am naquela regi&atilde;o. &ldquo;J&aacute; fizemos coletas de solo, sedimentos e rejeitos e estamos estudando algumas esp&eacute;cies de plantas para vegetar novamente essas &aacute;reas e evitar problemas ambientais&rdquo;, pontua Luiz Roberto.<\/p>\n<\/p>\n<p>Atualmente, duas plantas est&atilde;o se destacando nos estudos. Na &aacute;rea que cont&eacute;m grande concentra&ccedil;&atilde;o de zinco, verificou-se que a planta popularmente conhecida como calamin&aacute;cea possui uma maior toler&acirc;ncia a este metal. J&aacute; na regi&atilde;o de Paracatu, grande parte do solo possui um alto teor de ars&ecirc;nio, o metal mais nocivo &agrave; sa&uacute;de do homem. Verificou-se nesta &aacute;rea que as samambaias, da fam&iacute;lia das Pteridaceae, conseguem se proliferar. Essas plantas apresentaram, nesses meios contaminados, altas taxas de absor&ccedil;&atilde;o e crescimento, al&eacute;m de boa produ&ccedil;&atilde;o de biomassa.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><font color='#003366'>RECURSOS E PARCERIAS<\/font><\/strong> &#8211; A equipe de pesquisadores que desenvolvem os trabalhos de fitorremedia&ccedil;&atilde;o est&aacute; na expectativa para a aprova&ccedil;&atilde;o de um novo projeto, submetido ao Programa de Apoio a N&uacute;cleos de Excel&ecirc;ncia (Pronex MG), da Fapemig. Os recursos solicitados, da ordem de R$ 750 mil, representar&atilde;o um melhor suporte de equipamentos e um avan&ccedil;o ainda maior nos experimentos j&aacute; realizados. O estudo &ldquo;Estrat&eacute;gias de recupera&ccedil;&atilde;o e melhoramento de &aacute;reas impactadas por atividades de minera&ccedil;&atilde;o&rdquo; prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de um N&uacute;cleo de Excel&ecirc;ncia em pesquisas sobre fitorremedia&ccedil;&atilde;o, que contar&aacute; com a parceria de diversas institui&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais.<\/p>\n<\/p>\n<p>Participam da concep&ccedil;&atilde;o deste grupo as empresas Alcoa Alum&iacute;nio S\/A (Alcoa), Companhia Mineira de Metais (CMM), Embrapa, as Universidades Federais do Rec&ocirc;ncavo Baiano (UFRB) e Rural de Pernambuco (UFRPE) e a University of Florida, EUA. Participa dessa parceria, tamb&eacute;m, a University of Guelph, no Canad&aacute;, onde o maior executivo da multinacional Kinross &#8211; Rio Paracatu Minera&ccedil;&atilde;o (RPM), estudou e doou cerca de um milh&atilde;o de d&oacute;lares para pesquisas que se destinam &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos impactos ambientais nas &aacute;reas onde a empresa atua. Deste valor, a Ufla j&aacute; conquistou 32 mil d&oacute;lares para os estudos.<\/p>\n<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador do projeto submetido ao Pronex MG, professor Nilton Curi, a proposta de criar um n&uacute;cleo de excel&ecirc;ncia com institui&ccedil;&otilde;es t&atilde;o variadas &eacute; uma maneira de se diagnosticar seu car&aacute;ter multidisciplinar, abrindo ainda a oportunidade de interc&acirc;mbio com as pesquisas desenvolvidas no Brasil e em outros pa&iacute;ses. &ldquo;Essa &eacute; uma caracter&iacute;stica desej&aacute;vel nas atividades de ensino e pesquisa. A parceria garante a viabilidade e a operacionalidade do N&uacute;cleo, j&aacute; que diversas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o dos trabalhos poder&atilde;o atuar de forma integrada, visando adequar suas a&ccedil;&otilde;es aos objetivos e necessidades dos projetos de pesquisa a serem desenvolvidos&rdquo;.<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Farnese \/ Ascom Ufla A press&atilde;o populacional por recursos naturais tem causado danos ao meio ambiente. Entretanto, em alguns casos, esta destrui&ccedil;&atilde;o &eacute; feita para atender a interesses econ&ocirc;micos e\/ou pol&iacute;ticos, sem resultar em benef&iacute;cios &agrave; maioria da popula&ccedil;&atilde;o. Atualmente, o mundo tem se voltado para tentar amenizar essa situa&ccedil;&atilde;o. 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