{"id":2131,"date":"2009-05-28T11:38:00","date_gmt":"2009-05-28T11:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2009\/05\/acordo-brasil-uniao-europeia-financiara-pesquisas-sobre-biocombustiveis\/"},"modified":"2009-05-28T11:38:00","modified_gmt":"2009-05-28T11:38:00","slug":"acordo-brasil-uniao-europeia-financiara-pesquisas-sobre-biocombustiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2009\/05\/28\/acordo-brasil-uniao-europeia-financiara-pesquisas-sobre-biocombustiveis\/","title":{"rendered":"Acordo Brasil-Uni\u00e3o Europ\u00e9ia financiar\u00e1 pesquisas sobre biocombust\u00edveis"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Fonte renov&aacute;vel de energia, de baixo custo e grande disponibilidade na natureza, a biomassa &eacute; uma importante promessa no campo das energias alternativas, especialmente no que diz respeito &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de biocombust&iacute;veis. A fim de fomentar pesquisas sobre o tema, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), em parceria com a Comunidade Europ&eacute;ia e oito Funda&ccedil;&otilde;es de Amparo &agrave; Pesquisa (FAPs) brasileiras, entre elas a de Minas Gerais (FAPEMIG), acaba de lan&ccedil;ar o Edital 06\/09 &#8211; Programa de Coopera&ccedil;&atilde;o Brasil e Uni&atilde;o Europ&eacute;ia na &Aacute;rea de Biocombust&iacute;veis de Segunda Gera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<\/p>\n<p>A iniciativa vai contemplar grupos de pesquisadores brasileiros, em coopera&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica com pesquisadores europeus, que trabalhem em quest&otilde;es voltadas para o desenvolvimento de novas tecnologias para a produ&ccedil;&atilde;o de biocombust&iacute;veis de segunda gera&ccedil;&atilde;o. Elas devem propor, por exemplo, melhorias e avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mat&eacute;rias primas oriundas da biomassa, &agrave;s t&eacute;cnicas de convers&atilde;o, &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de processos e &agrave; sustentabilidade.<\/p>\n<\/p>\n<p>Os projetos devem ser coordenados por doutores de reconhecida compet&ecirc;ncia nacional e internacional, al&eacute;m de inclu&iacute;rem a&ccedil;&atilde;o coordenada com um projeto europeu submetido ao edital da Diretoria Geral de Pesquisa da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia (FP-7-Energy-2009-Brazil:Energy Second Generation Biofuels &ndash; EU Brazil Coordinated Call). As propostas devem ser redigidas em portugu&ecirc;s e ingl&ecirc;s e s&oacute; ser&atilde;o aprovadas se o projeto equivalente tamb&eacute;m for selecionado na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia.<\/p>\n<\/p>\n<p>Ser&atilde;o investidos recursos federais no valor de R$11,6 milh&otilde;es, sendo R$6 milh&otilde;es do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT) e R$5,6 milh&otilde;es do CNPq, que ser&atilde;o liberados em parcelas, de acordo com a disponibilidade or&ccedil;ament&aacute;ria e financeira das duas institui&ccedil;&otilde;es. Caso as propostas aprovadas sejam sediadas em entidades localizadas nos estados das Funda&ccedil;&otilde;es de Amparo &agrave; Pesquisa participantes, poder&atilde;o receber recursos das respectivas FAPs, em substitui&ccedil;&atilde;o aos que seriam aportados pelo CNPq. Al&eacute;m da FAPEMIG, est&atilde;o na parceria as FAPs dos estados do Amazonas (Fapeam), Distrito Federal (FAPDF), Piau&iacute; (Fapepi), S&atilde;o Paulo (Fapesp), Rio de Janeiro (Faperj), Cear&aacute; (Facepe) e Rio Grande do Sul (Fapergs).<\/p>\n<\/p>\n<p>O julgamento das propostas brasileiras e europ&eacute;ias ficar&aacute; a cargo do Comit&ecirc; Assessor para Julgamento do Edital Bilateral Brasil &ndash; Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, composto por pesquisadores e especialistas do Brasil e do exterior. O Comit&ecirc; Assessor BR-UE poder&aacute; recomendar a associa&ccedil;&atilde;o de projetos que sejam considerados complementares e a reformula&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria ou de equipes. As FAPs participantes do Edital tamb&eacute;m avaliar&atilde;o as propostas sediadas em seus estados e decidir&atilde;o sobre a possibilidade de aporte dos recursos substitutivos aos do CNPq.<\/p>\n<\/p>\n<p>As propostas devem ser enviadas at&eacute; 12 de julho em dois arquivos independentes, um em portugu&ecirc;s e o outro em ingl&ecirc;s, nos formatos &ldquo;doc&rdquo;, &ldquo;pdf&rdquo;, &ldquo;rtf&rdquo; ou &ldquo;post script&rdquo;, limitado a 1.5 MB. Os arquivos devem ser anexados ao Formul&aacute;rio de Propostas on line, dispon&iacute;vel na p&aacute;gina do CNPq. O resultado dos julgamentos ser&aacute; divulgado at&eacute; 30 de outubro e as propostas aprovadas ser&atilde;o contratadas at&eacute; mar&ccedil;o de 2010. Para visualizar o edital, clique aqui. Mais informa&ccedil;&otilde;es pelo e-mail <a href='mailto:cocmi@cnpq.br'>cocmi@cnpq.br<\/a><\/p>\n<\/p>\n<p><strong>Fonte inesgot&aacute;vel<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>O biocombust&iacute;vel de segunda gera&ccedil;&atilde;o &eacute; aquele formado por biomassa, principalmente a celulose, gerando etanol ou &oacute;leo. A vantagem &eacute; o baixo custo de sua mat&eacute;ria-prima, que tamb&eacute;m &eacute; abundante e renov&aacute;vel. Atualmente, poucos pa&iacute;ses, como Canad&aacute; e Estados Unidos, produzem o biocombust&iacute;vel de segunda gera&ccedil;&atilde;o, mas todos com a ajuda de subs&iacute;dios governamentais. Segundo o pesquisador da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Marcelo Ehlers Loureiro, contemplado no Edital de Biocombust&iacute;veis lan&ccedil;ado pela parceira FAPEMIG-FAPESP, o problema desse tipo de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; o custo elevado. &ldquo;Atualmente, o procedimento n&atilde;o &eacute; rent&aacute;vel economicamente devido ao alto custo, principalmente, das enzimas utilizadas no processo&rdquo;, diz.<\/p>\n<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, uma solu&ccedil;&atilde;o seria o desenvolvimento de novas variedades de mat&eacute;ria-prima (como, por exemplo, de cana-de-a&ccedil;&uacute;car) mais adequadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do etanol, que tenham menor teor de lignina ou m-celulose, subst&acirc;ncias resultantes da produ&ccedil;&atilde;o do biocombut&iacute;vel que t&ecirc;m efeitos negativos na transforma&ccedil;&atilde;o de celulose em &aacute;lcool. Outras propostas seriam a redu&ccedil;&atilde;o dos custos das enzimas de sacariza&ccedil;&atilde;o (processo de transforma&ccedil;&atilde;o da celulose em etanol), a melhoria da efici&ecirc;ncia da fermenta&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o de mercados para os subprodutos da produ&ccedil;&atilde;o do biocombust&iacute;vel, como a m-celulose e a lignina, que pode ser aproveitada na ind&uacute;stria qu&iacute;mica.<\/p>\n<\/p>\n<p>Para Ehlers, o financiamento de pesquisas sobre o tema e iniciativas como o acordo entre Brasil e Comunidade Europ&eacute;ia s&atilde;o fundamentais nessa quest&atilde;o. &ldquo;Devido &agrave; falta de recursos, existem poucos grupos de pesquisa no Brasil trabalhando com a produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;lcool a partir da biomassa. Visto o grande potencial do Pa&iacute;s e a aus&ecirc;ncia de tecnologia adequada, esse tipo de fomento &agrave; pesquisa vai tornar vi&aacute;vel o desenvolvimento de compet&ecirc;ncia cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica no Brasil para uma produ&ccedil;&atilde;o mais eficiente do etanol de biomassa, al&eacute;m de integrar grupos brasileiros mais qualificados e experientes com grupos expoentes na Europa&rdquo;, conclui o pesquisador, que pretende concorrer no novo Edital.<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte renov&aacute;vel de energia, de baixo custo e grande disponibilidade na natureza, a biomassa &eacute; uma importante promessa no campo das energias alternativas, especialmente no que diz respeito &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de biocombust&iacute;veis. 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