{"id":2114,"date":"2009-05-22T10:07:00","date_gmt":"2009-05-22T13:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2009\/05\/dando-um-empurraozinho-para-quem-quer-estudar\/"},"modified":"2011-10-12T00:38:00","modified_gmt":"2011-10-12T03:38:00","slug":"dando-um-empurraozinho-para-quem-quer-estudar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2009\/05\/22\/dando-um-empurraozinho-para-quem-quer-estudar\/","title":{"rendered":"Dando um empurr\u00e3ozinho para quem quer estudar"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Amazonense de Manaus, a ent&atilde;o rec&eacute;m-formada no ensino m&eacute;dio Helena Cristina Carvalho Soares saiu com a fam&iacute;lia toda de Sergipe num Fiat Uno, deixando tudo o que tinham para tr&aacute;s. A principal raz&atilde;o da mudan&ccedil;a &eacute; simples de se entender: o irm&atilde;o de Helena tinha voca&ccedil;&atilde;o para a &aacute;rea agr&aacute;ria, ent&atilde;o um professor de l&aacute; sugeriu que ele tentasse estudar em algum lugar em que esse potencial pudesse ser bem aproveitado. Com isso, Teot&ocirc;nio prestou vestibular e passou em Agronomia. Em consequ&ecirc;ncia, seu pai n&atilde;o s&oacute; incentivou a vinda dele para Minas como mudou-se com a fam&iacute;lia toda para c&aacute;.<\/p>\n<\/p>\n<p>\n<input hspace='10' vspace='5' align='left' src='\/_adm\/upload\/image\/helena.jpg' width='210' height='342' type='image' longdesc='undefined' \/>Chegando aqui, a garota seguiu os passos do irm&atilde;o e, atualmente, cursa o 4&ordm; per&iacute;odo de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, mora no alojamento da Ufla (os pais moram h&aacute; 30Km da cidade) e &eacute; bolsista-atividade da universidade. &ldquo;L&aacute; na moradia todo mundo me conhece porque cumpro minhas atividades relativas &agrave; bolsa todas as manh&atilde;s na cantina, das 5:15h &agrave;s 7:30h&rdquo;, diz ela. Enquanto isso, Teot&ocirc;nio j&aacute; foi prefeito do alojamento e outro irm&atilde;o, mais novo, tamb&eacute;m deve prestar vestibular na Ufla ainda nesse per&iacute;odo.<\/p>\n<\/p>\n<p>Na verdade, cada um a sua maneira, uns mais e outros menos intensamente, nada menos que 784 (20%) dos cerca de 3800 estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o da Ufla ultrapassaram as barreiras sociais e, com o apoio da Pr&oacute;-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunit&aacute;rios, est&atilde;o conseguindo cursar o ensino superior.<\/p>\n<\/p>\n<p>Historicamente, desde antes da constru&ccedil;&atilde;o do alojamento misto, a Ufla j&aacute; possu&iacute;a algum tipo de assist&ecirc;ncia estudantil (ver abaixo), sempre com o objetivo de apoiar o aluno no que diz respeito ao seu ingresso e perman&ecirc;ncia na universidade. &ldquo;Isso, sem d&uacute;vida, &eacute; um dos fatores que faz com que a institui&ccedil;&atilde;o tenha um dos menores &iacute;ndices de evas&atilde;o do pa&iacute;s (apenas 2,5%)&rdquo;, afirma o Pr&oacute;-Reitor de Assuntos Estudantis e Comunit&aacute;rios, Prof. Mozart Martins Ferreira.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><font color='#ff6600'>ALOJAMENTOS<\/font> &#8211; <\/strong>Para apoiar os estudantes nesse sentido, a Praec possui tr&ecirc;s coordenadorias. Uma delas, cujo respons&aacute;vel &eacute; o Pr&oacute;-Reitor Adjunto Vitor Fernando Terra, est&aacute; ligada &agrave; moradia e &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ao todo, a Ufla disp&otilde;e de 227 vagas em suas moradias estudantis no campus. No alojamento misto, h&aacute; 36 apartamentos nos quais moram at&eacute; seis pessoas em cada. J&aacute; no alojamento feminino (quartos individuais e duplos), moram 11 meninas, sendo que a prioridade destas vagas &eacute; para as estudantes que j&aacute; moravam na moradia mista&rdquo;, explica Fernando.<\/p>\n<\/p>\n<p>Outro detalhe interessante &eacute; que &ldquo;os dois alojamentos possuem prefeitos, tr&ecirc;s num deles e dois no outro, que s&atilde;o eleitos pelos pr&oacute;prios alunos, por um per&iacute;odo de um ano. Fazemos isso porque na falta de um dos prefeitos, os moradores podem recorrer a outro&rdquo;, completa ele.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><font color='#ff6600'>1.300 REFEI&Ccedil;&Otilde;ES<\/font> &#8211; <\/strong>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, o Restaurante Universit&aacute;rio serve atualmente cerca de 1300 refei&ccedil;&otilde;es (entre almo&ccedil;o e marmitex). No caso dos alunos com baixas condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, essas refei&ccedil;&otilde;es custam apenas R$ 1,00 cada. Quanto &agrave; qualidade, a nutricionista respons&aacute;vel pelo R.U., Em&iacute;lia Cristina M&otilde;es Oliveira, afirma que &ldquo;a alimenta&ccedil;&atilde;o oferecida possui os nutrientes necess&aacute;rios para a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, sendo balanceada no que diz respeito aos macro e micronutrientes. Al&eacute;m disso, trabalhamos respeitando (de maneira geral) os h&aacute;bitos alimentares dos usu&aacute;rios&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<\/p>\n<p>E quando fala sobre o novo R.U. que est&aacute; sendo constru&iacute;do no campus, ela diz que estima-se que passem a ser servidas o dobro de refei&ccedil;&otilde;es quando o restaurante estiver funcionando.<\/p>\n<\/p>\n<p>Dentro desse mesmo contexto, a Coordenadora dos Programas Sociais da Praec, Soraya Comanducci da Silva Carvalho, fala dos dois programas de inclus&atilde;o da Ufla: o de isen&ccedil;&atilde;o da taxa de inscri&ccedil;&atilde;o e do cursinho pr&eacute;-vestibular. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; taxa especificamente, a Assistente Social afirma que &ldquo;80% dos candidatos interessados costumam conseguir a isen&ccedil;&atilde;o parcial ou mesmo total do valor. Nesse semestre, 1609 vestibulandos pediram o benef&iacute;cio e 1282 deles o conseguiram&rdquo;, diz ela.<\/p>\n<\/p>\n<p><input hspace='10' vspace='5' align='left' src='\/_adm\/upload\/image\/fotos_lateral.jpg' width='220' height='563' type='image' longdesc='undefined' \/><\/p>\n<p>J&aacute; no que diz respeito ao cursinho, o coordenador Wilson Ferreira Junior, da Pr&oacute;-Reitoria de Extens&atilde;o e Cultura, explica que &ldquo;a iniciativa existe desde o 2&ordm; semestre de 2004, sendo realizada atrav&eacute;s da parceria entre a Ufla e v&aacute;rias prefeituras da regi&atilde;o. Assim, a universidade participa com os alunos para lecionarem no cursinho e as prefeituras arcam com os custos. De l&aacute; para c&aacute;, quatro cidades t&ecirc;m feito parte do projeto (Lavras, Ijaci, Bom Sucesso e Itutinga) e, ao todo, esse projeto j&aacute; chegou a contar com 360 vestibulandos em um ano&rdquo;, exp&otilde;e ele. Outro detalhe &eacute; que, al&eacute;m de oferecer apoio aos alunos de baixa condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, tais cursinhos ainda incentivam as atividades de doc&ecirc;ncia entre os alunos que j&aacute; est&atilde;o na gradua&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><font color='#ff6600'>BOLSAS-ATIVIDADES<\/font><\/strong> &#8211; E para aqueles que estudam na institui&ccedil;&atilde;o, existem 245 bolsas-atividades para ajudar alunos de gradua&ccedil;&atilde;o (h&aacute; uma triagem para distribui&ccedil;&atilde;o entre os mesmos). Soraya diz que esses alunos costumam ter excelente rendimento. &ldquo;Geralmente, o que acontece &eacute; que a bolsa-atividade acaba tornando-se um meio que facilita o acesso &agrave; bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, pois os alunos bolsistas passam a ter mais contato com os diversos setores da institui&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, com os professores. Ent&atilde;o, eles &lsquo;passam&rsquo; de uma para outra&rdquo;, explica ela.<\/p>\n<\/p>\n<p>O caso do estudante de curso de Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o, Raphael Naves, &eacute; um bom exemplo de como a bolsa-atividade pode ajudar. Natural de Ijaci, no primeiro per&iacute;odo, ele trabalhava para se manter estudando. Diante das dificuldades e vendo que n&atilde;o estava conseguindo se dedicar ao curso como gostaria, no segundo per&iacute;odo, ele participou da sele&ccedil;&atilde;o e obteve a bolsa. &ldquo;Hoje, al&eacute;m de ter um apoio financeiro, ainda acumulo parte dos cr&eacute;ditos que o meu curso exige&rdquo;, diz Raphael.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><font color='#ff6600'>SA&Uacute;DE DA MULHER<\/font><\/strong> &#8211; Na &aacute;rea de sa&uacute;de, parte do servi&ccedil;o est&aacute; disposto aos alunos gratuitamente. &ldquo;Temos um ginecologista, que al&eacute;m de prestar atendimento junto &agrave;s alunas, ainda coordena um Programa de Sa&uacute;de da Mulher no campus. Al&eacute;m disso, h&aacute; dentistas que atendem por taxas m&iacute;nimas para alunos com baixa condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica. J&aacute; na &aacute;rea ps&iacute;quica, temos uma psic&oacute;loga e um conv&ecirc;nio com a entidade Abra&ccedil;o, que presta esse tipo de servi&ccedil;o na cidade&rdquo;, explana a Coordenadora de Sa&uacute;de, Regina Aparecida Teixeira.<\/p>\n<\/p>\n<p>Quanto aos outros m&eacute;dicos especialistas, temos um conv&ecirc;nio no qual conseguimos 50% de desconto em consult&oacute;rios da cidade, especificamente para esses alunos&rdquo;, completa Regina.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong><font color='#ff6600'>AUMENTO DOS RECURSOS<\/font><\/strong> &#8211; Com isso, observa-se que h&aacute; uma certa tradi&ccedil;&atilde;o em oferecer apoio aos estudantes da Ufla. &ldquo;Tentamos ajudar o m&aacute;ximo poss&iacute;vel, algumas vezes at&eacute; fazendo acima das possibilidades&rdquo;, afirma o Pr&oacute;-Reitor Mozart. No entanto, ele mesmo explica que s&oacute; no ano passado o governo federal criou o Programa Nacional de Assist&ecirc;ncia Estudantil. A estudante Helena parece entender bem isso, &ldquo;em rela&ccedil;&atilde;o a outras universidades, acredito que a Ufla est&aacute; bem na frente nesse sentido. Al&eacute;m disso, n&atilde;o sei como eu faria se n&atilde;o tivesse apoio, mesmo assim, em alguns momentos, ainda acabo encontrando dificuldades, especialmente por quest&otilde;es burocr&aacute;ticas&rdquo;, comenta ela.<\/p>\n<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, conclui o Prof. Mozart, &ldquo;o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; prometendo dobrar os recursos para assist&ecirc;ncia estudantil no ano que vem, especialmente por conta desse prov&aacute;vel novo formato de ingresso dos estudantes nas universidades. Como a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; aumentar o n&uacute;mero de estudantes em fun&ccedil;&atilde;o de uma maior mobilidade dos mesmos pelo pa&iacute;s, o MEC tamb&eacute;m pretende aumentar os recursos em rela&ccedil;&atilde;o a esta nova demanda. Isso, com certeza, nos dar&aacute; margem para ampliarmos ainda mais nosso trabalho&rdquo;, finaliza.<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amazonense de Manaus, a ent&atilde;o rec&eacute;m-formada no ensino m&eacute;dio Helena Cristina Carvalho Soares saiu com a fam&iacute;lia toda de Sergipe num Fiat Uno, deixando tudo o que tinham para tr&aacute;s. 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