{"id":2098,"date":"2009-05-13T16:38:00","date_gmt":"2009-05-13T16:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2009\/05\/desenvolvimento-da-cachaca-no-brasil-e-tema-de-palestra\/"},"modified":"2009-05-13T16:38:00","modified_gmt":"2009-05-13T16:38:00","slug":"desenvolvimento-da-cachaca-no-brasil-e-tema-de-palestra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2009\/05\/13\/desenvolvimento-da-cachaca-no-brasil-e-tema-de-palestra\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento da cacha\u00e7a no Brasil \u00e9 tema de palestra"},"content":{"rendered":"<div align='left'>\n<p>&ldquo;Uma dose de hist&oacute;ria, um sabor que vem de longe&rdquo;. Foi dessa maneira que a professora Maria das Gra&ccedil;as Cardoso, do Departamento de Qu&iacute;mica (DQI) definiu sua palestra que retratou os 500 anos da bebida genuinamente brasileira, a cacha&ccedil;a. A apresenta&ccedil;&atilde;o, que ocorreu na tarde desta quarta-feira, dia 13, durante a III Semana Acad&ecirc;mica, mostrou a trajet&oacute;ria de sucesso que o produto vem alcan&ccedil;ando ao logo do tempo, a busca pela qualidade, a expans&atilde;o do mercado nacional e internacional e os trabalhos realizados pelo Laborat&oacute;rio de An&aacute;lises F&iacute;sioqu&iacute;micas de Aguardente da Ufla.&nbsp;<\/p>\n<\/p>\n<div>A hist&oacute;ria da cacha&ccedil;a no Brasil remonta dos prim&oacute;rdios do s&eacute;culo XVI, mais especificamente entre os anos de 1532 e 1548. Seu primeiro ind&iacute;cio apareceu no engenho da capitania de S&atilde;o Vicente, quando se verificou a produ&ccedil;&atilde;o do vinho de cana de a&ccedil;&uacute;car, a garapa azeda, como subproduto do a&ccedil;&uacute;car que era servido aos escravos. A bebida deu origem a cacha&ccedil;a e, com o passar do tempo e o aperfei&ccedil;oamento de sua produ&ccedil;&atilde;o, em alambiques de barro, atraiu muitos consumidores e passou a ter import&acirc;ncia econ&ocirc;mica para o Brasil. &ldquo;A cacha&ccedil;a saiu das senzalas e se introduziu n&atilde;o apenas na mesa do senhor do engenho, mas, tamb&eacute;m, nas casas portuguesas. Foi a primeira bebida destilada aqui no Brasil e est&aacute; conquistando cada vez mais apreciadores em todo o mundo&rdquo;, explica a professora Maria das Gra&ccedil;as.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Diferente do que muitos pensam, a cacha&ccedil;a n&atilde;o necessariamente &eacute; a mesma coisa que aguardente. Segundo a professora, toda cacha&ccedil;a &eacute; uma aguardente, mas o contr&aacute;rio n&atilde;o e verdadeiro. &ldquo;Ambos os termos se referem a bebidas fermentodestiladas. A aguardente pode ser feita, por exemplo, de banana, pequi, p&ecirc;ra, laranja e, &eacute; claro, de cana de a&ccedil;&uacute;car, com gradua&ccedil;&atilde;o alco&oacute;lica de 38&ordm; a 54&ordm; GL. J&aacute; a cacha&ccedil;a &eacute; feita exclusivamente da cana de a&ccedil;&uacute;car, por&eacute;m, com grau de 38&ordm; a 48&ordm; GL&rdquo;.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Atualmente, v&aacute;rias marcas de alta qualidade figuram no com&eacute;rcio nacional e internacional. S&atilde;o produzidos cerca de 1,5 bilh&atilde;o de litros de cacha&ccedil;a anualmente no pa&iacute;s, grande parte consumida no mercado interno. No Brasil, representa a segunda bebida alco&oacute;lica mais consumida, perdendo apenas para a cerveja. As exporta&ccedil;&otilde;es do produto t&ecirc;m aumentado a cada ano, principalmente para os pa&iacute;ses europeus que s&atilde;o os maiores consumidores da bebida brasileira.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Segundo Maria das Gra&ccedil;as, essa nova realidade do mercado de cacha&ccedil;a no pa&iacute;s tem ocorrido gra&ccedil;as &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o dos produtores com a qualidade do produto. &ldquo;Tenho constatado essa tend&ecirc;ncia a partir de 1996, quando criamos o Laborat&oacute;rio de An&aacute;lises Fisicoqu&iacute;micas de Aguardente na Ufla. Muitos produtores de diversos estados t&ecirc;m nos procurado para realizarmos um amplo trabalho de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, buscando a qualidade e maneiras de agregar valor ao produto&rdquo;.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Al&eacute;m de analisar a qualidade das bebidas, o laborat&oacute;rio tamb&eacute;m se dedica &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de subprodutos, como a caipirinha e licores, e os tipos de madeiras que possuam caracter&iacute;sticas sensoriais excelentes, semelhantes ao carvalho europeu, que &eacute; utilizado para o processo de envelhecimento da bebida. &ldquo;Com isso, garantimos qualidade da bebida, com custos de produ&ccedil;&atilde;o reduzidos&rdquo;, finaliza a professora.<\/div>\n<\/p>\n<p><strong>Leia mais<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<li><a target='_blank' href='http:\/\/www.ascom.ufla.br\/noticia_detail.php?id=1867'>Estudantes se dedicam a atividades variadas<\/a><\/li>\n<li><a target='_blank' href='http:\/\/www.ascom.ufla.br\/noticia_detail.php?id=1860'>Semana Acad&ecirc;mica movimenta <em>campus<\/em><\/a><\/li>\n<li><a target='_blank' href='http:\/\/www.ascom.ufla.br\/noticia_detail.php?id=1876'>Desenvolvimento da cacha&ccedil;a no Brasil &eacute; tema de palestra<\/a><\/li>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Uma dose de hist&oacute;ria, um sabor que vem de longe&rdquo;. 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