{"id":2076,"date":"2009-05-06T12:20:00","date_gmt":"2009-05-06T12:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2009\/05\/producao-cientifica-registra-aumentode-56\/"},"modified":"2009-05-06T12:20:00","modified_gmt":"2009-05-06T12:20:00","slug":"producao-cientifica-registra-aumentode-56","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2009\/05\/06\/producao-cientifica-registra-aumentode-56\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica registra aumento<br \/>de 56%"},"content":{"rendered":"<div>De 2007 para 2008, a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira cresceu 56% e o pa&iacute;s passou da 15&ordf; para a 13&ordf; coloca&ccedil;&atilde;o no ranking mundial de artigos publicados em revistas especializadas.No entanto, a qualidade dessa produ&ccedil;&atilde;o -medida pelo n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es que um artigo gera ap&oacute;s ser publicado- continua abaixo da m&eacute;dia mundial.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Os dados que mostram o crescimento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira foram divulgados nesta ter&ccedil;a-feira, 05\/05, pelo ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, Fernando Haddad, em evento na Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias no Rio, e foram produzidos a partir da base de dados Thomson-ISI. J&aacute; a informa&ccedil;&atilde;o sobre o impacto da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica brasileira consta do site do instituto Thomson Reuters (sciencewatch.com\/dr\/sci\/09\/may3-092). Os dados mais recentes foram divulgados no dia 3 deste m&ecirc;s.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>No aspecto quantitativo, o Brasil foi o pa&iacute;s que mais cresceu na lista das 20 na&ccedil;&otilde;es com mais artigos publicados em peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos indexados pelo ISI. Em 2008, 30.145 artigos de institui&ccedil;&otilde;es brasileiras foram aceitos nessas publica&ccedil;&otilde;es. Em 2007, esse n&uacute;mero era de 19.436. Com o crescimento, o Brasil ultrapassou R&uacute;ssia e Holanda no ranking. Esses 30 mil artigos representam 2,12% da produ&ccedil;&atilde;o mundial.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>J&aacute; a dimens&atilde;o qualitativa -pesquisada entre 2003 e 2007, intervalo maior de tempo para captar melhor o n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es a um artigo em outros textos acad&ecirc;micos- mostra que a &aacute;rea em que o Brasil mais se aproxima da m&eacute;dia mundial de cita&ccedil;&otilde;es &eacute; matem&aacute;tica, em que cada texto mereceu 1,28 cita&ccedil;&atilde;o, 11% abaixo da m&eacute;dia mundial, de 1,44.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>O presidente da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias, Jacob Palis, considerou &quot;alvissareiro&quot; o crescimento brasileiro e disse que isso reflete o aumento do fomento &agrave; pesquisa no pa&iacute;s. &quot;Estar em 13&ordm; &eacute; muito bom. Estamos colados, por exemplo, na Coreia do Sul. Claro que nossa popula&ccedil;&atilde;o &eacute; muito maior, mas tamb&eacute;m &eacute; verdade que os sul-coreanos investiram brutalmente em pesquisa nos &uacute;ltimos anos. Se continuarmos nesta marcha, estaremos bem&quot;, afirmou Palis.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Ele explica que uma das raz&otilde;es que contribu&iacute;ram para o Brasil ultrapassar a R&uacute;ssia foi o fato de este pa&iacute;s ter perdido excelentes pesquisadores para os pa&iacute;ses ocidentais. O especialista em cienciometria (que estuda a produtividade em pesquisa) Rogerio Meneghini foi cauteloso na an&aacute;lise do crescimento brasileiro. Para ele &eacute; importante analisar n&atilde;o apenas o n&uacute;mero de artigos publicados, mas tamb&eacute;m sua repercuss&atilde;o. Ele lembra tamb&eacute;m que, mesmo no caso da base Thomson-ISI, h&aacute; revistas com n&iacute;veis de qualidade que variam bastante.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Para o ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, contribuiu para esse resultado o aumento do n&uacute;mero de mestres e doutores no Brasil, que saiu de 13,5 mil para 40,6 mil de 1996 a 2007- e o crescimento das bolsas concedidas pela Capes (Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior), de 19 mil para 41 mil no mesmo per&iacute;odo. &quot;Estamos vivendo um momento em que foi poss&iacute;vel aumentar em mais de 50% a produ&ccedil;&atilde;o brasileira. Isso aconteceu gra&ccedil;as ao trabalho do MEC e do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia&quot;, disse Haddad.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Para o presidente da Capes, Jorge Guimar&atilde;es, &eacute; preciso ter em considera&ccedil;&atilde;o que a repercuss&atilde;o de um artigo leva mais tempo para ser captada. &quot;Um artigo publicado em 2008 ainda n&atilde;o est&aacute; sendo citado. Isso vale para n&oacute;s e para todos os pa&iacute;ses. Para medir o impacto, &eacute; preciso olhar mais para tr&aacute;s.&quot; Al&eacute;m disso, diz, pa&iacute;ses desenvolvidos levam vantagem por terem mais tradi&ccedil;&atilde;o no meio cient&iacute;fico e pelo fato de seus pesquisadores participarem de um n&uacute;mero muito maior de congressos internacionais, o que aumenta a visibilidade dos artigos publicados.<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div>Guimar&atilde;es admite, no entanto, que &eacute; preciso melhorar tamb&eacute;m nesse aspecto. &quot;Tamb&eacute;m estamos crescendo no n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o com a mesma velocidade.&quot;<\/div>\n<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p>\n<div><em>Fonte: Ant&ocirc;nio Gois &#8211; Folha de S&atilde;o Paulo, 06\/05<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2007 para 2008, a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira cresceu 56% e o pa&iacute;s passou da 15&ordf; para a 13&ordf; coloca&ccedil;&atilde;o no ranking mundial de artigos publicados em revistas especializadas.No entanto, a qualidade dessa produ&ccedil;&atilde;o -medida pelo n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es que um artigo gera ap&oacute;s ser publicado- continua abaixo da m&eacute;dia mundial. &nbsp; Os dados que &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2009\/05\/06\/producao-cientifica-registra-aumentode-56\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica registra aumento<br \/>de 56%<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2076","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2076\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}