{"id":19729,"date":"2013-02-21T13:44:09","date_gmt":"2013-02-21T16:44:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=19729"},"modified":"2013-02-26T09:06:08","modified_gmt":"2013-02-26T12:06:08","slug":"sacaria-de-juta-a-prova-ufla-apresenta-alternativas-para-armazenamento-de-cafes-especiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2013\/02\/21\/sacaria-de-juta-a-prova-ufla-apresenta-alternativas-para-armazenamento-de-cafes-especiais\/","title":{"rendered":"UFLA apresenta alternativas para armazenamento de caf\u00e9s especiais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/21.02-tese-fabiana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-19730 alignleft\" alt=\"21.02 tese fabiana\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/21.02-tese-fabiana-249x186.jpg\" width=\"249\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/21.02-tese-fabiana-249x186.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/21.02-tese-fabiana-612x459.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/21.02-tese-fabiana.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>Na sexta-feira (15), o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Agr\u00edcola da Universidade Federal de Lavras registrou mais uma defesa de tese com resultados que prometem alterar a forma como o produtor brasileiro de caf\u00e9s especiais armazena e exporta o produto. A tese defendida por Fabiana Carmanini Ribeiro faz parte dos estudos coordenados pelo professor Fl\u00e1vio Meira Bor\u00e9m, refer\u00eancia em pesquisas que envolvem pr\u00e1ticas p\u00f3s-colheita para caf\u00e9s diferenciados pela qualidade.<\/p>\n<p>Em estudos anteriores, o grupo de pesquisadores j\u00e1 havia confirmado que o armazenamento do caf\u00e9 sob atmosfera artificial promove a preserva\u00e7\u00e3o da qualidade por um per\u00edodo mais longo, mantendo a apar\u00eancia e a diferencia\u00e7\u00e3o do produto no mercado. Por\u00e9m, n\u00e3o se chegou a uma defini\u00e7\u00e3o eficaz e vi\u00e1vel economicamente para caf\u00e9s classificados com notas superiores a 80 pontos na escala utilizada pela Associa\u00e7\u00e3o Americana de Caf\u00e9s Especiais (SCAA), justificando a busca por novas tecnologias que atendam \u00e0s necessidades desse mercado.<\/p>\n<p>Dessa vez, os pesquisadores avaliaram a composi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, qu\u00edmica e sensorial do caf\u00e9 beneficiado, classificado como especial, armazenado em oito diferentes tipos de acondicionamentos por 12 meses. O experimento foi instalado no Laborat\u00f3rio de Processamento de Produtos Agr\u00edcola do DEG\/UFLA e no armaz\u00e9m comercial de uma empresa exportadora, parceira no projeto. \u00a0Os gr\u00e3os de caf\u00e9 foram acondicionados em sacos de juta, sacos GrainPro, sacos pl\u00e1sticos similares ao GrainPro e dois tipos de embalagens aluminizadas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_19731\" aria-describedby=\"caption-attachment-19731\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/15.02-borem-juta.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-19731\" alt=\"Professor Fl\u00e1vio Bor\u00e9m explica a necessidade de aprimorar as formas de armazenamento e exporta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais \" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/15.02-borem-juta-249x186.jpg\" width=\"249\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/15.02-borem-juta-249x186.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/15.02-borem-juta-612x459.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/15.02-borem-juta.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19731\" class=\"wp-caption-text\">Professor Fl\u00e1vio Bor\u00e9m explica a necessidade de aprimorar as formas de armazenamento e exporta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais<\/figcaption><\/figure>\n<p>O resultado confirmou que os gr\u00e3os de caf\u00e9 perderam qualidade sensorial, independente do m\u00e9todo de acondicionamento, ap\u00f3s 12 meses de armazenamento; por\u00e9m, os gr\u00e3os de caf\u00e9 acondicionados em embalagem aluminizada e com atmosfera modificada ativamente (inje\u00e7\u00e3o de 10% de CO<sub>2<\/sub>) tiveram menor oscila\u00e7\u00e3o das notas na avalia\u00e7\u00e3o sensorial durante o per\u00edodo de armazenamento.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 12 meses, os gr\u00e3os acondicionados em saco de juta no armaz\u00e9m convencional deixaram de ser classificados na categoria de caf\u00e9s especiais e a altera\u00e7\u00e3o na qualidade j\u00e1 \u00e9 notada logo nos primeiros tr\u00eas meses de estocagem. Dessa forma, fica evidente que o acondicionamento em saco de juta n\u00e3o \u00e9 recomendado para o armazenado de caf\u00e9s especiais. Por\u00e9m, apesar desse resultado parecer \u00f3bvio, a maioria das exporta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9s especiais do Brasil e do mundo ainda acontece em sacos de juta.<\/p>\n<p>Esse resultado leva em considera\u00e7\u00e3o as avalia\u00e7\u00f5es de diferentes m\u00e9todos de acondicionamento na qualidade do caf\u00e9 por meio do teor de fibras, sacarose e atributos sensoriais, al\u00e9m de altera\u00e7\u00f5es no perfil de \u00e1cidos graxos livres, acidez graxa e caracter\u00edsticas sensoriais durante o armazenamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o professor Bor\u00e9m, a preserva\u00e7\u00e3o de atributos sensoriais desej\u00e1veis nos gr\u00e3os de caf\u00e9 depende essencialmente das condi\u00e7\u00f5es de armazenagem, sendo que a maior parte da produ\u00e7\u00e3o passa por um per\u00edodo de estocagem. Ele explica que o armazenamento \u00e9 considerado uma das etapas mais importantes para a manuten\u00e7\u00e3o da qualidade do produto final, al\u00e9m de suprir demandas na entressafra e assegurar ao produtor melhor pre\u00e7o no mercado. \u201cDependendo das condi\u00e7\u00f5es de armazenamento, o caf\u00e9 tem suas caracter\u00edsticas iniciais alteradas, ocorrendo transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, qu\u00edmicas e sensoriais, as quais intensificam com o per\u00edodo e condi\u00e7\u00f5es de armazenamento\u201d, considera.<\/p>\n<p><b><i>Caf\u00e9 especial em embalagem tradicional<\/i><\/b><\/p>\n<p>O caf\u00e9 brasileiro \u00e9 armazenado, essencialmente, no sistema convencional, ou seja, em sacos de juta, ficando suscept\u00edvel \u00e0 perda de qualidade, devido a varia\u00e7\u00e3o do teor de \u00e1gua dos gr\u00e3os e sua intera\u00e7\u00e3o com o ar ambiente. Al\u00e9m dos sacos de juta, vem sendo utilizadas embalagens denominadas big-bags, com capacidade de at\u00e9 1200 quilos.<\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es na qualidade da bebida dos gr\u00e3os de caf\u00e9 s\u00e3o evidenciadas durante o armazenamento, devido \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o de compostos qu\u00edmicos e \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que conferem caracter\u00edsticas indesej\u00e1veis ao paladar, afetando negativamente alguns atributos sensoriais, como a acidez, sabor, do\u00e7ura e corpo. Tais mudan\u00e7as s\u00e3o mais acentuadas nos gr\u00e3os acondicionados em sacos de juta, intensificando-se com o per\u00edodo de armazenamento e com o aumento da temperatura e umidade relativa do ar ambiente.<\/p>\n<p>De acordo com Bor\u00e9m, no caso do produtor ou exportador usar os sacos de juta para armazenar o caf\u00e9, eles devem controlar o ambiente de armazenamento com redu\u00e7\u00e3o da temperatura e umidade relativa. Dessa maneira, as altera\u00e7\u00f5es ir\u00e3o ocorrer, por\u00e9m, menos intensas do que em armaz\u00e9m convencional.<\/p>\n<p><b><i>Embalagens alternativas<\/i><\/b><\/p>\n<p>Como o Brasil \u00e9 o maior produtor e exportador de caf\u00e9 do mundo, tamb\u00e9m \u00e9 interesse do Pa\u00eds encontrar novas formas de acondicionamento que permitam prolongar o tempo de armazenamento dos caf\u00e9s especiais, preservando sua qualidade e assegurando ao cafeicultor maior per\u00edodo de comercializa\u00e7\u00e3o, garantindo assim melhor pre\u00e7o. Mais um fator positivo para assegurar a competitividade do caf\u00e9 brasileiro, destacado no mercado internacional pelas diferen\u00e7as regionais de car\u00e1ter social, econ\u00f4mico, cultural e edafoclim\u00e1tico e pela ampla variedade de sabores e aromas.<\/p>\n<p>Outras formas de acondicionamento t\u00eam sido testadas, algumas delas usadas com sucesso por algumas empresas brasileiras de produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, como \u00e9 o caso das embalagens \u00e0 v\u00e1cuo, entretanto, essa alternativa n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel a todos os produtores devido o elevado custo.<\/p>\n<p>O uso de atmosfera artificial modificada ativamente \u00e9 a melhor tecnologia para se preservar a qualidade do caf\u00e9 especial, destacando-se o uso de inje\u00e7\u00e3o de CO2 para a preserva\u00e7\u00e3o da qualidade f\u00edsica, qu\u00edmica e sensorial do caf\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sexta-feira (15), o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Agr\u00edcola da Universidade Federal de Lavras registrou mais uma defesa de tese com resultados que prometem alterar a forma como o produtor brasileiro de caf\u00e9s especiais armazena e exporta o produto. 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