{"id":1865,"date":"2008-12-01T10:09:00","date_gmt":"2008-12-01T10:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2008\/12\/renda-agricola-e-influenciada-pelas-quedas-dos-precos-do-leite-e-dos-graos\/"},"modified":"2008-12-01T10:09:00","modified_gmt":"2008-12-01T10:09:00","slug":"renda-agricola-e-influenciada-pelas-quedas-dos-precos-do-leite-e-dos-graos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2008\/12\/01\/renda-agricola-e-influenciada-pelas-quedas-dos-precos-do-leite-e-dos-graos\/","title":{"rendered":"Renda Agr\u00edcola \u00e9 influenciada pelas quedas dos pre\u00e7os do leite e dos gr\u00e3os"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O ritmo de varia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia dos pre&ccedil;os agropecu&aacute;rios apresentou tend&ecirc;ncia de queda para o produtor rural, em <strong>novembro<\/strong>. Neste m&ecirc;s, o <strong>&Iacute;ndice de Pre&ccedil;os Recebidos (IPR)<\/strong> pela venda dos produtos agr&iacute;colas ficou <strong>negativo<\/strong> em <strong>4,77%.<\/strong> S&atilde;o levantados os pre&ccedil;os de 42 produtos, na pesquisa feita pelo Departamento de Administra&ccedil;&atilde;o e Economia (DAE) da Universidade Federal de Lavras (UFLA).<\/p>\n<\/p>\n<p>Este resultado aconteceu, em parte, devido &agrave; <strong>queda do pre&ccedil;o do leite fluido pago ao pecuarista<\/strong>, cuja baixa foi de 14,47%, para o leite tipo B e 5,66%, para o tipo C.<\/p>\n<\/p>\n<p>E o pre&ccedil;o do <strong>leite tipo C<\/strong> pago ao pecuarista continuou sua tend&ecirc;ncia de queda. Em outubro, ficou mais barato 2,16%, a exemplo dos dois meses anteriores, quando caiu 2,79% e 3,47%, em setembro e em agosto, respectivamente. Nos &uacute;ltimos quatro meses, o pre&ccedil;o m&eacute;dio do leite tipo B e do tipo C j&aacute; caiu, para o pecuarista, 15,04%.<\/p>\n<\/p>\n<p>Al&eacute;m de o setor leiteiro ter puxado para baixo esse &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os, os <strong>gr&atilde;os<\/strong> tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para a <strong>queda<\/strong> da renda no campo. Em <strong>novembro<\/strong>, o pre&ccedil;o recebido pelo <strong>feij&atilde;o<\/strong> teve varia&ccedil;&atilde;o negativa de 14,52% e o <strong>milho<\/strong>, baixa de 13,89%. J&aacute; a cota&ccedil;&atilde;o do <strong>caf&eacute;<\/strong> teve <strong>alta<\/strong> de 2,92%.<\/p>\n<\/p>\n<p>De acordo com o prof. Ricardo Reis, do Departamento de Administra&ccedil;&atilde;o e Economia da UFLA, e coordenador dos &Iacute;ndices Agr&iacute;colas e do &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor, essa queda do pre&ccedil;o do leite para o pecuarista influenciou a infla&ccedil;&atilde;o de novembro. No levantamento do IPC da UFLA, que estima a infla&ccedil;&atilde;o para o consumidor, os principais produtos l&aacute;cteos ficaram mais baratos no varejo, a exemplo do leite longa vida, cuja queda foi de 1,5% e do leite em p&oacute;, que ficou mais barato 1,53%.<\/p>\n<\/p>\n<p>Outro fator que afetou a renda do produtor agr&iacute;cola foi a queda nos pre&ccedil;os de venda de animais do rebanho leiteiro, como o novilho (-15,79%) e a vaca para abate<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;(-17,65%), dificultando os neg&oacute;cios nessa atividade.<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p>Entre os <strong>hortifrutigranjeiros<\/strong>, as maiores baixas para os produtores ficaram localizadas no quiabo (-20,83%), na berinjela (-20,0%) e na batata fi&uacute;za (-14,29%). As maiores altas entre os hortifruti foram: laranja (33,33%), batata (34,15%) e couve-flor (25,0%).<\/p>\n<\/p>\n<p>No caso dos pre&ccedil;os pagos pelos insumos agr&iacute;colas, medidos pelo <strong>&Iacute;ndice de Pre&ccedil;os Pagos (IPP)<\/strong>, a varia&ccedil;&atilde;o em <strong>novembro<\/strong> foi <strong>negativa<\/strong> em <strong>1,44%.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>Para estes insumos, s&atilde;o pesquisados 187 produtos e, entre estes, as principais quedas ocorreram nos setores de ra&ccedil;&otilde;es (-8,93%), fungicidas (-7,26%) e herbicidas <span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(-19,88%). As maiores altas ficaram concentradas nos pre&ccedil;os m&eacute;dios dos antibi&oacute;ticos (9,13%), verm&iacute;fugos (6,31%) e vacinas (6,77%).<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p>O <strong>&Iacute;ndice de Pre&ccedil;os Recebidos (IPR)<\/strong> estima a renda do setor rural e o <strong>&Iacute;ndice de Pre&ccedil;os Pagos (IPP)<\/strong> reflete a varia&ccedil;&atilde;o dos custos de produ&ccedil;&atilde;o desse segmento. No acumulado do ano, a estimativa da renda agr&iacute;cola aumentou 0,09%, enquanto os custos tiveram alta de 9,78%.<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ritmo de varia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia dos pre&ccedil;os agropecu&aacute;rios apresentou tend&ecirc;ncia de queda para o produtor rural, em novembro. Neste m&ecirc;s, o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agr&iacute;colas ficou negativo em 4,77%. 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