{"id":1746,"date":"2008-09-29T10:29:00","date_gmt":"2008-09-29T10:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2008\/09\/custos-de-producao-continuam-pressionando-renda-agricola\/"},"modified":"2008-09-29T10:29:00","modified_gmt":"2008-09-29T10:29:00","slug":"custos-de-producao-continuam-pressionando-renda-agricola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2008\/09\/29\/custos-de-producao-continuam-pressionando-renda-agricola\/","title":{"rendered":"Custos de produ\u00e7\u00e3o continuam pressionando renda agr\u00edcola"},"content":{"rendered":"<div>O Departamento de Administra&ccedil;&atilde;o e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE\/UFLA) divulgou os resultados do levantamento dos <strong>&Iacute;ndices de Pre&ccedil;os Agr&iacute;colas<\/strong> do m&ecirc;s de <strong>setembro<\/strong>, identificando que os custos de produ&ccedil;&atilde;o continuam influenciando os ganhos dos produtores agr&iacute;colas. Esta situa&ccedil;&atilde;o vem acontecendo desde o m&ecirc;s de julho.<\/div>\n<\/p>\n<div>\n<p>Em <strong>setembro<\/strong>, o <strong>&Iacute;ndice de Pre&ccedil;os Pagos (IPP)<\/strong> pelos insumos agropecu&aacute;rios teve <strong>alta<\/strong> de <strong>4,53%<\/strong>, puxada pelos aumentos m&eacute;dios nos pre&ccedil;os dos animais de tra&ccedil;&atilde;o (21,7%), dos animais de rebanho leiteiro (16,0%), das sementes e mudas (14,58%), dos bernicidas (4,71%), dos formicidas (4,47%), dos antibi&oacute;ticos (4,23%), dos verm&iacute;fugos (4,21%) e das ra&ccedil;&otilde;es, cuja alta foi de 2,88%. &nbsp;Nos meses anteriores, a press&atilde;o nos custos de produ&ccedil;&atilde;o vinha das altas dos fertilizantes.<\/p>\n<\/p>\n<p>Em m&eacute;dia, o <strong>IPP<\/strong> acumula alta de <strong>19,33%,<\/strong><span> em 2008. S&atilde;o levantados, mensalmente, os pre&ccedil;os de 187 insumos agropecu&aacute;rios.<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p><span>Avaliando a renda m&eacute;dia do produtor em <strong>setembro<\/strong>, medida pelo <strong>&Iacute;ndice de Pre&ccedil;os<\/strong> <strong>Recebidos (IPR)<\/strong> pela venda de seus produtos agr&iacute;colas, o resultado foi de <strong>0,09%.<\/strong> &nbsp;Nos meses de julho e agosto, a renda no campo teve queda de 4,97% e 0,08%, respectivamente. <\/span><\/p>\n<\/p>\n<p>J&aacute; no acumulado do ano, o <strong>IPR <\/strong>est&aacute; em <strong>14,63%.<\/strong> S&atilde;o pesquisados mensalmente 42 produtos agr&iacute;colas.&nbsp;<\/p>\n<\/p>\n<p><span>Os fatores que mais influenciaram a renda do setor agropecu&aacute;rio em <strong>setembro<\/strong> foram, principalmente, as baixas nas cota&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios itens que comp&otilde;em o segmento dos <strong>hortifrutigranjeiros<\/strong>, al&eacute;m da queda no pre&ccedil;o do <strong>caf&eacute;<\/strong> pago ao cafeicultor, que foi de <strong>-2,41%<\/strong> e do pre&ccedil;o do <strong>leite tipo C<\/strong> pago ao pecuarista, cuja queda foi de <strong>2,79%,<\/strong> seguindo a tend&ecirc;ncia do m&ecirc;s passado, quando havia ca&iacute;do 3,47%.<\/span><\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>De acordo com o prof. Ricardo Reis, coordenador dos &Iacute;ndices Agr&iacute;colas, &ldquo;<em>esse recuo do pre&ccedil;o do leite pago ao pecuarista, em plena entressafra, est&aacute; associado, principalmente, ao aumento dos estoques dos derivados l&aacute;cteos na ind&uacute;stria, pressionando os pre&ccedil;os no varejo para baixo, afetando toda a cadeia produtiva, principalmente o elo mais fraco, que &eacute; o produtor<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<\/p>\n<p><span>Entre os <strong>hortifrutigranjeiros<\/strong>, as maiores quedas verificadas em setembro foram as seguintes: laranja (-27,27%), batata (-24,91%) e tomate (-28,75%). A <strong>arroba do su&iacute;no<\/strong> tamb&eacute;m teve queda de pre&ccedil;o, para o suinocultor, de 15,38%.<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p>No entanto, o pre&ccedil;o do <strong>feij&atilde;o<\/strong> continua em alta e, em setembro, ficou mais caro no campo <strong>28,0%<\/strong>, enquanto o <strong>milho<\/strong> teve um aumento de <strong>1,07%.<\/strong> Ainda segundo o prof. Ricardo, &ldquo;<em>n&atilde;o h&aacute; um cen&aacute;rio de aumento da produ&ccedil;&atilde;o do feij&atilde;o, cujos pre&ccedil;os tendem a continuar em alta, podendo repetir a situa&ccedil;&atilde;o vivenciada no final do ano passado, quando o pre&ccedil;o do produto chegou a certas regi&otilde;es ao valor de R$300,00 a saca<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Departamento de Administra&ccedil;&atilde;o e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE\/UFLA) divulgou os resultados do levantamento dos &Iacute;ndices de Pre&ccedil;os Agr&iacute;colas do m&ecirc;s de setembro, identificando que os custos de produ&ccedil;&atilde;o continuam influenciando os ganhos dos produtores agr&iacute;colas. Esta situa&ccedil;&atilde;o vem acontecendo desde o m&ecirc;s de julho. 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