{"id":157467,"date":"2018-06-07T13:40:31","date_gmt":"2018-06-07T16:40:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/?p=157467"},"modified":"2021-09-20T14:36:36","modified_gmt":"2021-09-20T17:36:36","slug":"estudo-promove-a-reconstrucao-do-clima-da-amazonia-a-partir-de-aneis-de-crescimento-de-arvores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2018\/06\/07\/estudo-promove-a-reconstrucao-do-clima-da-amazonia-a-partir-de-aneis-de-crescimento-de-arvores\/","title":{"rendered":"Estudo promove a reconstru\u00e7\u00e3o do clima da Amaz\u00f4nia a partir de an\u00e9is de crescimento de \u00e1rvores"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_157468\" aria-describedby=\"caption-attachment-157468\" style=\"width: 222px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_0712.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-157468\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_0712-249x166.jpg\" alt=\"\" width=\"222\" height=\"148\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_0712-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_0712-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_0712-612x408.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_0712-120x80.jpg 120w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/IMG_0712.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-157468\" class=\"wp-caption-text\">Professora Ana Carolina (DCF) e doutoranda Daniela<\/figcaption><\/figure>\n<p>As florestas abrigam in\u00fameras esp\u00e9cies de animais e plantas, que contribuem para uma diversidade de pesquisas. No in\u00edcio do s\u00e9culo passado, pesquisadores come\u00e7aram a tra\u00e7ar um m\u00e9todo cient\u00edfico para estabelecer a idade de uma \u00e1rvore, atrav\u00e9s dos an\u00e9is de crescimento presentes em seu tronco. Esse estudo \u00e9 chamado de Dendrocronologia, uma ci\u00eancia em expans\u00e3o, j\u00e1 que os estudos em florestas tropicais come\u00e7aram h\u00e1 pouco mais de 30 anos. Na UFLA, pesquisadoras do Departamento de Ci\u00eancias Florestais, em parceria com o professor David Stahle, da Universidade do Arkansas (University of Arkansas), dos Estados Unidos, e com o pesquisador Jochen Sch\u00f6ngart (INPA, Brasil), iniciaram em 2015, pesquisas a partir de an\u00e9is de \u00e1rvores da Amaz\u00f4nia, com o objetivo de obter um mapeamento hist\u00f3rico jamais visto do clima da floresta.<\/p>\n<p>Conforme explica a professora do Departamento de Ci\u00eancias Florestais da UFLA Ana Carolina Maioli C. Barbosa, as plantas respondem a est\u00edmulos externos; por isso, quando as condi\u00e7\u00f5es ambientais s\u00e3o adversas, a parte metab\u00f3lica para e elas entram em dorm\u00eancia, tudo isso fica registrado anualmente em seus an\u00e9is de crescimento. \u201c A largura de um anel para outro \u00e9 maior quando choveu muito naquele ano, e isso significa que a planta cresceu. Se o espa\u00e7o entre um anel e outro \u00e9 estreito quer dizer que ali houve um per\u00edodo de seca\u201d, ilustra a doutoranda Daniela Granato de Souza, que coletou as amostras das \u00e1rvores na Floresta Estadual do Paru, localizada no Estado do Par\u00e1. A explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sustent\u00e1vel dessa floresta \u00e9 controlada pelo governo federal, e atrav\u00e9s de parcerias com empresas privadas, as amostras de discos completos que est\u00e3o na UFLA puderam ser coletadas.<\/p>\n<p>A dificuldade&nbsp;da dendrocronologia tropical se deve ao fato de a floresta abrigar muitas esp\u00e9cies de \u00e1rvores com anatomias diferentes; por isso, trabalhos mais aplicados com rela\u00e7\u00e3o ao crescimento dos an\u00e9is surgiram somente por volta do ano 2000. Para esses estudos realizados na universidade, o Cedro foi escolhido pelas pesquisadoras por ser uma esp\u00e9cie diretamente afetada pelas chuvas; al\u00e9m disso, sua disponibilidade no Brasil \u00e9 ampla, podendo ser encontrado na Amaz\u00f4nia, Mata Atl\u00e2ntica, no Cerrado e na Caatinga. Foram coletadas cerca de 100 amostras de Cedro, das quais 60% foram aproveitadas para as gerar os dados que as pesquisadoras precisavam.<\/p>\n<p>Segundo a orientadora do estudo professora Ana Carolina, os primeiros resultados da pesquisa mostraram-se promissores, j\u00e1 que o registro da variabilidade clim\u00e1tica da Amaz\u00f4nia poder\u00e1 ser usado para saber o hist\u00f3rico do clima e o que esperar das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas futuras \u201c A gente mostrou com esse trabalho que tivemos eventos de extremos clim\u00e1ticos que n\u00e3o est\u00e3o registrados nos dados instrumentais, porque s\u00e3o de \u00e9pocas anteriores aos dados dispon\u00edveis. \u201d<\/p>\n<p>O primeiro artigo do projeto intitulado <em>Tree rings and&nbsp;rainfall in&nbsp;the&nbsp;equatorial Amazon<\/em> foi publicado em abril deste ano na Climate Dynamics. Os resultados obtidos no estudo dessas \u00e1rvores da bacia Amaz\u00f4nia foram publicados no banco mundial de dados <em>paleoclim\u00e1ticos<\/em>&nbsp;e podem ser acessados por pesquisadores de qualquer lugar do mundo. De acordo com a professora, muitos outros estudos ainda ser\u00e3o poss\u00edveis \u201cAs amostras que coletamos poder\u00e3o ser utilizadas, por exemplo, para verificar a calibra\u00e7\u00e3o da curva de carbono, e ainda para estudos sobre is\u00f3topos est\u00e1veis, que podem ainda fornecer outras informa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas dessa regi\u00e3o. \u201d<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Reconstru\u00e7\u00e3o do clima Amaz\u00f4nia\" width=\"474\" height=\"267\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e6yO5dnZ3YY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em><strong>Reportagem: Karina Mascarenhas- jornalista, bolsista Dcom\/Fapemig<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados obtidos por pesquisadoras da UFLA fazem parte de uma rede mundial e v\u00e3o ajudar a determinar os n\u00edveis de chuva e seca na maior floresta tropical do mundo<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1,10],"tags":[2128,2131],"class_list":["post-157467","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-menores","tag-pesquisa-e-inovacao","tag-todos-os-publicos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=157467"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157467\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":159191,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157467\/revisions\/159191"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=157467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=157467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=157467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}