{"id":157202,"date":"2018-06-05T13:51:06","date_gmt":"2018-06-05T16:51:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/?p=157202"},"modified":"2021-09-20T14:35:16","modified_gmt":"2021-09-20T17:35:16","slug":"areas-de-mata-nativa-atingidas-pelo-rompimento-de-barragem-em-mariana-pesquisa-realizada-na-ufla-deve-indicar-melhor-forma-de-recuperacao-do-ambiente-degradado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2018\/06\/05\/areas-de-mata-nativa-atingidas-pelo-rompimento-de-barragem-em-mariana-pesquisa-realizada-na-ufla-deve-indicar-melhor-forma-de-recuperacao-do-ambiente-degradado\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFLA estudam formas de recupera\u00e7\u00e3o de ambientes degradados em Mariana"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-05-at-13.40.05.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-157366\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-05-at-13.40.05-249x140.jpeg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-05-at-13.40.05-249x140.jpeg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-05-at-13.40.05-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-05-at-13.40.05-612x344.jpeg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-05-at-13.40.05-120x68.jpeg 120w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-05-at-13.40.05.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>Entre as consequ\u00eancias do rompimento da Barragem de Fund\u00e3o em Mariana (MG), em 2015, est\u00e1 a degrada\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de florestas nativas \u00e0s margens do Rio Gualaxo do Norte e do Rio Doce. Dos 37 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de lama que desceram pelos rios, uma parte se acumulou nas margens do curso d\u2019\u00e1gua, em um volume que pode chegar a dois metros de profundidade e se estende por cerca de 100 quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Um desafio que surgiu a partir desse cen\u00e1rio \u00e9 o de encontrar formas eficientes de garantira restaura\u00e7\u00e3o de tais \u00e1reas, j\u00e1 que agora as \u00e1rvores ter\u00e3o que germinar e se desenvolver em um novo material \u2013 a lama \u2013 que n\u00e3o possui as mesmas caracter\u00edsticas do solo.<\/p>\n<p>Para ajudar a resolver esse problema, uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) est\u00e1 avaliando se esp\u00e9cies nativas daquela regi\u00e3o da Bacia do Rio Doce s\u00e3o capazes de germinar, crescer e sobreviver adequadamente sobre o material constitu\u00eddo pela lama. Os estudos come\u00e7aram em janeiro de 2017 e at\u00e9 o momento os pesquisadores j\u00e1 colheram, na regi\u00e3o, sementes de 37 esp\u00e9cies de \u00e1rvores nativas e prepararam mudas a partir delas.<\/p>\n<p>Nesta primeira etapa do projeto, as sementes e mudas est\u00e3o sendo cultivadas em viveiro da UFLA, sob condi\u00e7\u00f5es controladas, para observa\u00e7\u00e3o da capacidade de germina\u00e7\u00e3o das sementes e posterior crescimento das mudas. Para isso, a equipe utiliza nos testes a lama colhida na regi\u00e3o e tamb\u00e9m o solo caracter\u00edstico do local. No viveiro, as sementes das esp\u00e9cies foram plantadas na lama, no solo e em uma mistura de solo com lama. Os pesquisadores v\u00e3o comparar os resultados de germina\u00e7\u00e3o em cada um desses materiais. Far\u00e3o o mesmo com as mudas, para avaliar o crescimento e a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A coordenadora da pesquisa, professora Soraya Alvarenga Botelho, do Departamento de Ci\u00eancias Florestais (DCF), explica que at\u00e9 momento os experimentos indicam, embora ainda muito iniciais, que algumas esp\u00e9cies conseguem germinar mais facilmente; outras t\u00eam dificuldades para romper a crosta que se forma na superf\u00edcie da lama. \u201cAinda h\u00e1 muito trabalho pela frente, porque depois que j\u00e1 tivermos os resultados dos experimentos feitos no viveiro da UFLA, precisaremos repeti-los em campo, no local afetado pelo rompimento da barragem. \u00c9 um estudo de anos, mas ao final poderemos indicar as melhores metodologias para se garantir a recupera\u00e7\u00e3o adequada das matas daquele local degradado. Poderemos ou constatar que as esp\u00e9cies n\u00e3o sobreviver\u00e3o e que ser\u00e1 necess\u00e1ria alguma forma de interven\u00e7\u00e3o naquele material, ou identificar que h\u00e1 esp\u00e9cies capazes de prosperar e indicar a melhor forma de fazer esse manejo\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>O estudo, dentro da UFLA, passa ainda por v\u00e1rias outras etapas: foi necess\u00e1rio confirmar a qualidade das sementes por meio de testes de germina\u00e7\u00e3o; a lama recolhida na regi\u00e3o de Bento Rodrigues foi analisada para se identificar sua composi\u00e7\u00e3o; mensalmente uma pequena amostra das mudas em an\u00e1lise precisa ser desmanchada para medi\u00e7\u00e3o, pesagem e verifica\u00e7\u00e3o do sistema radicular para acompanhamento das condi\u00e7\u00f5es de crescimento; e em uma etapa posterior ser\u00e1 necess\u00e1rio analisar a composi\u00e7\u00e3o das plantas para verificar que se h\u00e1 altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas em decorr\u00eancia do tipo de material que lhes servem como substrato.<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 uma das cinco em andamento na UFLA aprovadas em edital da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) \u2013 Chamada 04\/2016 &#8211; que t\u00eam como objetivo colaborar no processo de recupera\u00e7\u00e3o, no Estado, das \u00e1reas afetadas pelo rompimento da barragem.<\/p>\n<p><em>Fases da pesquisa<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/grafico-pesquisa-rio-doce.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-157203 size-large\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/grafico-pesquisa-rio-doce-612x324.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/grafico-pesquisa-rio-doce-612x324.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/grafico-pesquisa-rio-doce-249x132.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/grafico-pesquisa-rio-doce-768x407.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/grafico-pesquisa-rio-doce-120x64.jpg 120w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/grafico-pesquisa-rio-doce.jpg 1020w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Solo x lama: entenda por que as diferen\u00e7as trazem desafios para a recupera\u00e7\u00e3o da mata nativa<\/strong><\/p>\n<p>A olho nu \u00e9 poss\u00edvel perceber a diferen\u00e7a entre o solo da regi\u00e3o da Bacia do Rio Doce e a lama que se espalhou com o rompimento da barragem. A cor e a textura s\u00e3o bem diferentes. A professora Soraya explica que, no solo da regi\u00e3o, est\u00e1 presente o min\u00e9rio de ferro, e quando ele \u00e9 extra\u00eddo, o que sobra do processo \u2013 o rejeito \u2013 \u00e9 formado por componentes do solo, mas trata-se de um material que j\u00e1 n\u00e3o tem todas as caracter\u00edsticas de um solo. Falta mat\u00e9ria org\u00e2nica e outros componentes. Esse material tem uma consist\u00eancia diferente e seu comportamento diante da chuva ou da estiagem tamb\u00e9m \u00e9 diferente. \u201cNo per\u00edodo seco, a superf\u00edcie fica mais endurecida, como um tamp\u00e3o, e o interior permanece pastoso\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Quando amostras do rejeito chegaram \u00e0 UFLA, passaram por an\u00e1lises qu\u00edmicas. \u201cN\u00e3o identificamos metais pesados, como era o grande receio. H\u00e1 um desequil\u00edbrio de componentes em rela\u00e7\u00e3o ao que se encontra normalmente no solo; o PH \u00e9 mais alto e o teor de ferro tamb\u00e9m \u00e9 mais elevado. Por ser um material diferente, que n\u00e3o podemos chamar de solo, s\u00e3o importantes os estudos que mostrem o melhor caminho para a recupera\u00e7\u00e3o da mata da nativa dos locais onde ele se acumulou\u201d, explica.<\/p>\n<p>De acordo com Soraya, a barragem do Fund\u00e3o possu\u00eda 54 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos desse rejeito, e o rompimento ocasionou deslizamento de 37 milh\u00f5es, parte dos quais chegou ao mar, outra parte ficou retida em barragem existente no percurso (da usina hidrel\u00e9trica Risoleta Neves \u2013 Candonga) e uma parte acabou se acumulando \u00e0s margens do rio. \u00c9 sobre esse \u00faltimo caso que a pesquisa atua. Como a\u00e7\u00e3o emergencial, a funda\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela recupera\u00e7\u00e3o j\u00e1 fez o plantio de esp\u00e9cies herb\u00e1ceas, para evitar que o rejeito volte a se deslocar em per\u00edodo de chuvas, mas o desafio ser\u00e1 o crescimento das \u00e1rvores nativas que t\u00eam exig\u00eancias e ciclo de vida diferente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas ap\u00f3s rompimento da barragem de Mariana\" width=\"474\" height=\"267\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uu_NIUn3M98?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as consequ\u00eancias do rompimento da Barragem de Fund\u00e3o em Mariana (MG), em 2015, est\u00e1 a degrada\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de florestas nativas \u00e0s margens (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[166,896,2126,2127,2130,237],"class_list":["post-157202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-estudantes","tag-ex-alunos","tag-ingressantes","tag-internacional","tag-pequisa-e-inovacao","tag-servidores"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=157202"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157202\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":159189,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157202\/revisions\/159189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=157202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=157202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=157202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}