{"id":154747,"date":"2018-04-30T11:18:48","date_gmt":"2018-04-30T14:18:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/?p=154747"},"modified":"2021-09-20T14:07:56","modified_gmt":"2021-09-20T17:07:56","slug":"pesquisa-da-ufla-comprova-que-silagem-de-espiga-de-milho-nutre-mais-e-estimula-mastigacao-dos-rebanhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2018\/04\/30\/pesquisa-da-ufla-comprova-que-silagem-de-espiga-de-milho-nutre-mais-e-estimula-mastigacao-dos-rebanhos\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UFLA comprova que silagem de espiga de milho nutre mais e estimula mastiga\u00e7\u00e3o dos rebanhos"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_154748\" aria-describedby=\"caption-attachment-154748\" style=\"width: 233px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/silagem-de-milho.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-154748\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/silagem-de-milho-249x140.png\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"131\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/silagem-de-milho-249x140.png 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/silagem-de-milho-768x431.png 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/silagem-de-milho-612x344.png 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/silagem-de-milho-120x67.png 120w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/silagem-de-milho.png 1319w\" sizes=\"auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-154748\" class=\"wp-caption-text\">A presen\u00e7a da palha e do sabugo aumenta a concentra\u00e7\u00e3o de fibras na dieta dos animais<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pesquisa do Departamento de Zootecnia (DZO) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) comprovou os benef\u00edcios de uma nova t\u00e9cnica utilizada para alimentar gado de corte e de leite no Pa\u00eds: a silagem de espiga de milho. Testes apontaram que a alternativa garante uma dieta rica em fibras e estimula a mastiga\u00e7\u00e3o dos animais. Com o procedimento, o res\u00edduo da palha do milho ainda prepara o solo para plantio.<\/p>\n<p>Os produtores rurais j\u00e1 investem na planta\u00e7\u00e3o de milho para a produ\u00e7\u00e3o de silagem (alimento fermentado \u00e0 base de milho). Mas, se antes era usado planta inteira, gr\u00e3os \u00famidos ou reconstitu\u00eddos, o diferencial da nova tecnologia est\u00e1 na extra\u00e7\u00e3o da espiga de milho por uma plataforma despigadora adaptada \u00e0 m\u00e1quina autopropelida.<\/p>\n<p>Segundo o professor do DZO, Thiago Bernardes, que estuda o processo h\u00e1 oito meses, a silagem de espigas garante uma ra\u00e7\u00e3o que, al\u00e9m dos gr\u00e3os, inclui palhas e sabugo. O composto aumenta a concentra\u00e7\u00e3o de fibra na dieta dos ruminantes. \u201cHoje, a pecu\u00e1ria intensiva tem utilizado alimentos que n\u00e3o promovem a mastiga\u00e7\u00e3o do animal. Ent\u00e3o, a composi\u00e7\u00e3o proposta pela pesquisa da UFLA pode suprir essa necessidade\u201d, recomenda.<\/p>\n<p>Outra vantagem \u00e9 a quantidade de colmo e folha que permanece no campo ap\u00f3s a colheita.&nbsp; \u201cO res\u00edduo tem sido aproveitado como palha para o sistema de plantio direto e como fonte de pot\u00e1ssio para o solo\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica ainda facilita o dia-a-dia do m\u00e9dio e grande produtor rural. Alugada por aproximadamente R$ 500 por hectare, a m\u00e1quina colhe e processa as espigas, al\u00e9m de armazenar o composto no silo.&nbsp; \u201cN\u00e3o h\u00e1 necessidade de maquin\u00e1rio espec\u00edfico para a colheita de gr\u00e3os, como ocorre com a silagem de gr\u00e3os \u00famidos ou a necessidade das opera\u00e7\u00f5es de adi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e moagem (gr\u00e3os reconstitu\u00eddos)\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Para chegar aos resultados, pesquisadores da UFLA coletam amostras do milho ensilado em fazendas do sul de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A originalidade do estudo do Departamento de Zootecnia da UFLA, em destaque na revista do setor publicada na Alemanha <em>Maiskomitee<\/em>, est\u00e1 nos ajustes da tecnologia para a realidade do campo brasileiro. Isso porque a silagem de espiga de milho nasceu na It\u00e1lia na d\u00e9cada de 1960, migrou para os Estados Unidos e chegou \u00e0s propriedades rurais brasileiras h\u00e1 apenas cinco anos. \u201cAt\u00e9 ent\u00e3o, o produtor reproduzia as recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas dos norte-americanos e europeus. O objetivo da pesquisa \u00e9 detectar se a silagem de espiga \u00e9 vi\u00e1vel do ponto de vista econ\u00f4mico e t\u00e9cnico para os produtores brasileiros\u201d, informa o professor do DZO, Thiago Bernardes.<\/p>\n<p>Os produtores rurais desconheciam, por exemplo, o percentual de umidade da espiga necess\u00e1ria para evitar perdas na silagem, que deve ser de 35%.&nbsp; O estudo busca solucionar dois problemas ainda encontrados pelos pecuaristas e agricultores no Pa\u00eds: tipos de h\u00edbridos de milhos mais adequados para a silagem de espiga e os efeitos da umidade da espiga sobre moagem a conserva\u00e7\u00e3o da ra\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Para isso, pesquisadores da UFLA testam quais h\u00edbridos s\u00e3o mais recomendados para a silagem de espiga de milho em territ\u00f3rio nacional. \u201cEstudamos mais de 100 tipos de h\u00edbridos tendo em vista a viabilidade econ\u00f4mica das sementes, controle de pragas, entre outros fatores\u201d, comenta o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastria brasileira de milho<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o terceiro maior produtor mundial de milho e o segundo maior exportador, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos. O plantio do milho cresceu nas \u00faltimas d\u00e9cadas, principalmente no uso de ra\u00e7\u00e3o para gado, j\u00e1 que o pa\u00eds \u00e9 o maior exportador mundial de carne.<\/p>\n<p>A silagem, a base de milho, tem sido uma alternativa para alimentar o rebanho no mundo inteiro. Por isso, produtores rurais investem na planta\u00e7\u00e3o de milho para a produ\u00e7\u00e3o de silagem, principalmente para superar os transtornos da seca e degrada\u00e7\u00e3o dos pastos.&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Pollyana Dias, jornalista, bolsista Dcom\/Fapemig.&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Silagem de espiga de milho nutre mais e estimula mastiga\u00e7\u00e3o dos rebanhos\" width=\"474\" height=\"267\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pSUFZQ_7Yuw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do Departamento de Zootecnia da UFLA comprovou os benef\u00edcios de uma nova t\u00e9cnica utilizada para alimentar gado de corte e de leite no Pa\u00eds: a silagem de espiga de milho. 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