{"id":1503,"date":"2008-05-06T00:00:00","date_gmt":"2008-05-06T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2008\/05\/projeto-pedagogico-deve-dar-aos-jovens-visao-mais-ampla-do-mundo\/"},"modified":"2008-05-06T00:00:00","modified_gmt":"2008-05-06T00:00:00","slug":"projeto-pedagogico-deve-dar-aos-jovens-visao-mais-ampla-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2008\/05\/06\/projeto-pedagogico-deve-dar-aos-jovens-visao-mais-ampla-do-mundo\/","title":{"rendered":"Projeto pedag\u00f3gico deve dar aos jovens vis\u00e3o mais ampla do mundo"},"content":{"rendered":"<p>Fazer com que o jovem na faixa dos 15 aos 17 anos se interesse pela escola e que a escola permita ao jovem descobrir suas potencialidades. Estes s\u00e3o desafios discutidos por um grupo de trabalho formado por especialistas da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (SEB\/MEC) e do N\u00facleo de Assuntos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. As discuss\u00f5es buscam delinear um projeto pedag\u00f3gico para que o ensino m\u00e9dio se torne mais atrativo ao estudante e leva em conta, entre outros aspectos, a organiza\u00e7\u00e3o curricular, forma\u00e7\u00e3o docente e o ingresso no ensino superior.<\/p>\n<p>O ensino m\u00e9dio tem sido definido pelo ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad, como o elo fr\u00e1gil da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. O diretor de concep\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es curriculares da SEB, Marcelo Pereira da Silva, concorda com o ministro e acredita que, atualmente, o ensino m\u00e9dio deixa de cumprir sua fun\u00e7\u00e3o principal \u2013 formar a juventude para um mundo em descoberta \u2013 na medida em que \u00e9 orientado especialmente para o ingresso ao ensino superior. <\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do grupo de trabalho \u00e9 que esta etapa de ensino ofere\u00e7a ao estudante diversas perspectivas de futuro. \u201cIsso significa pensar o ensino m\u00e9dio que garanta ao aluno s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o, e possibilite a ele conhecer o mundo da ci\u00eancia, da cultura, do trabalho e da tecnologia\u201d, afirma Marcelo. Para isso, os membros do grupo resolveram envolver a comunidade na discuss\u00e3o e reativaram o f\u00f3rum nacional de coordenadores do ensino m\u00e9dio, com representantes de todas as secretarias estaduais de educa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tomam parte dos debates membros do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) e de entidades dos trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o, entre outras categorias. Na pauta de discuss\u00f5es est\u00e1 a formula\u00e7\u00e3o dos indicadores de qualidade do ensino m\u00e9dio, que incluem informa\u00e7\u00f5es sobre o modelo de gest\u00e3o, os projetos pedag\u00f3gicos, o desempenho do aluno, perfil do corpo docente e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. A discuss\u00e3o passa tamb\u00e9m pelos componentes curriculares b\u00e1sicos que devem ser assegurados no ensino m\u00e9dio, al\u00e9m da forma como tem se operado a transi\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para a superior. <\/p>\n<p>Segundo Marcelo, o curr\u00edculo escolar no pa\u00eds \u00e9 tradicionalmente organizado por disciplinas, mas poderia ser flexibilizado. \u201cO volume de informa\u00e7\u00e3o que o jovem recebe hoje \u00e9 muito grande\u201d, avalia. Sobre o ingresso na educa\u00e7\u00e3o superior, Marcelo diz que a transi\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e superior tem ocorrido fundamentalmente sob orienta\u00e7\u00e3o do vestibular. \u201cIsso faz com que, em muitas redes, o curr\u00edculo do ensino m\u00e9dio passe a ser pautado pelos processos seletivos de ingresso em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior\u201d.<\/p>\n<p>Ensino m\u00e9dio integrado \u2013 Uma das possibilidades de oferta do ensino m\u00e9dio discutidas \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o entre ensino m\u00e9dio regular e forma\u00e7\u00e3o profissional. \u201cQueremos aprofundar esse modelo pedag\u00f3gico de modo que n\u00e3o se reduza \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio\u201d, explica. Segundo Marcelo, a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que toda a oferta de ensino m\u00e9dio seja voltada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o profissional, mas oferecer perspectivas ao aluno interessado em inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. O ensino m\u00e9dio integrado, j\u00e1 ofertado em centros de forma\u00e7\u00e3o profissional e tecnol\u00f3gica (cefets) e escolas t\u00e9cnicas, atrela a forma\u00e7\u00e3o proped\u00eautica \u00e0 profissional. <\/p>\n<p>De acordo com Marcelo, o que diferencia o ensino m\u00e9dio de car\u00e1ter profissionalizante do ensino m\u00e9dio regular n\u00e3o \u00e9 a natureza desta etapa de ensino, mas a \u00eanfase em determinada forma\u00e7\u00e3o, no caminho profissionalizante ou n\u00e3o. \u201cO aluno pode ir para outros campos, da cultura, das artes, da ci\u00eancia\u201d, exemplifica. Na vis\u00e3o dele, o fundamental \u00e9 que esta etapa tenha como norte \u201cuma forma\u00e7\u00e3o que possibilite aos jovens descobrirem suas possibilidades\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fazer com que o jovem na faixa dos 15 aos 17 anos se interesse pela escola e que a escola permita ao jovem descobrir suas potencialidades. Estes s\u00e3o desafios discutidos por um grupo de trabalho formado por especialistas da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (SEB\/MEC) e do N\u00facleo de Assuntos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. 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