{"id":150214,"date":"2018-03-01T08:43:22","date_gmt":"2018-03-01T11:43:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=150214"},"modified":"2021-09-17T23:34:04","modified_gmt":"2021-09-18T02:34:04","slug":"trabalho-publicado-na-scientific-reports-nature-discute-a-sustentabilidade-do-fosforo-no-brasil-pesquisadores-da-ufla-participaram-do-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2018\/03\/01\/trabalho-publicado-na-scientific-reports-nature-discute-a-sustentabilidade-do-fosforo-no-brasil-pesquisadores-da-ufla-participaram-do-estudo\/","title":{"rendered":"Trabalho publicado na Scientific Reports\/Nature discute a sustentabilidade do f\u00f3sforo no Brasil \u2013 pesquisadores da UFLA participaram do estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/nature.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-150215\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/nature-249x185.png\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/nature-249x185.png 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/nature-768x572.png 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/nature-612x456.png 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/nature-120x89.png 120w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/nature.png 990w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>Pesquisadores de renomadas institui\u00e7\u00f5es brasileiras publicaram recentemente um trabalho na <em>Scientific Reports\/Nature<\/em>, que apresenta possibilidades de melhorar a efici\u00eancia da agricultura brasileira com tecnologias alternativas que visem \u00e0 sustentabilidade na gest\u00e3o do f\u00f3sforo. Participaram do estudo o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) Luiz Roberto Guimar\u00e3es Guilherme e o p\u00f3s-doutorando Teot\u00f4nio de Carvalho.<\/p>\n<p>A enorme base terrestre do Brasil e ainda o clima geralmente favor\u00e1vel oferecem um grande potencial para expandir ainda mais a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do pa\u00eds, tanto por intensifica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola quanto por expans\u00e3o controlada das terras cultivadas. \u201cUma grande considera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e ambiental na expans\u00e3o da agricultura brasileira \u00e9 o aumento da demanda de fertilizantes, exig\u00eancia para uma maior produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, e em particular o f\u00f3sforo. E 60% desse f\u00f3sforo \u00e9 importado. A alta demanda por esse fertilizante e a forte depend\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es tornam a agricultura brasileira particularmente vulner\u00e1vel \u00e0 futura escassez de f\u00f3sforo. Assim, as estrat\u00e9gias para reduzir essa depend\u00eancia e us\u00e1-lo de forma mais eficiente tornar-se-\u00e3o cada vez mais importantes\u201d, afirmam os pesquisadores.<\/p>\n<p>Hoje, cerca de 70% das reservas mundiais de f\u00f3sforo est\u00e3o no Marrocos. E desse valor, 80% s\u00e3o destinados para fertilizantes, utilizados em solos como os do Brasil, pobres em f\u00f3sforo. \u201cUm desafio fundamental para a sociedade \u00e9 alcan\u00e7ar a intensifica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de forma sustent\u00e1vel, sem degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente ou amea\u00e7as ao bem-estar humano\u201d, destacam.<\/p>\n<p>Algumas alternativas j\u00e1 s\u00e3o aplicadas com o intuito de diminuir o uso do f\u00f3sforo, como cultivar em solos que possuem mais mat\u00e9ria org\u00e2nica ou fazer calagem (a\u00e7\u00e3o ou efeito de adubar a terra com cal). \u201cH\u00e1 um cen\u00e1rio de utiliza\u00e7\u00e3o alta no Brasil, mas, existe uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias. Est\u00e1 sendo constru\u00edda uma poupan\u00e7a de f\u00f3sforo no Pa\u00eds, eventualmente, em certo momento, ficaremos como nos Estados Unidos, com produ\u00e7\u00e3o em alta e taxa de f\u00f3sforo constante\u201d, comenta o professor Luiz Roberto.<\/p>\n<p>Nesse estudo, ap\u00f3s fazer uma nova an\u00e1lise estrat\u00e9gica da demanda\/oferta atual, os pesquisadores constataram que os recursos secund\u00e1rios de f\u00f3sforo que s\u00e3o produzidos anualmente (por exemplo, estrumes de gado, res\u00edduos de processamento de cana-de-a\u00e7\u00facar) poderiam potencialmente fornecer at\u00e9 20% da demanda de f\u00f3sforo da safra em 2050. \u201cOs cen\u00e1rios para intensifica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil at\u00e9 2050 foram constru\u00eddos com base em tend\u00eancias e dados do censo nacional da \u00e1rea de cultivo total brasileira, produ\u00e7\u00e3o de cultura, n\u00famero de animais e consumo de fertilizantes\u201d, explicam.<\/p>\n<p>Mas, de acordo com os pesquisadores, ainda \u00e9 necess\u00e1rio buscar outras fontes alternativas de f\u00f3sforo, at\u00e9 mesmo em raz\u00e3o de novas \u00e1reas que ainda ser\u00e3o adaptadas para a agricultura. \u201cTemos \u00e1reas novas, como na regi\u00e3o de Matopiba (estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), com cerca de 70 milh\u00f5es de hectares de fronteira agr\u00edcola e um solo igual ao que o professor Alfredo Scheid Lopes estudou h\u00e1 40 anos no cerrado. Mas, hoje, j\u00e1 s\u00e3o aplicadas estrat\u00e9gias ainda mais modernas para construir a fertilidade desse solo\u201d.<\/p>\n<p>Sendo assim, uma das atuais propostas \u00e9 a reciclagem do f\u00f3sforo por meio de um sistema de tratamento de lodo. \u201cEsta \u00e9 uma importante solu\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea pega uma planta, crescida em um solo fertilizado com f\u00f3sforo, e a utiliza como alimenta\u00e7\u00e3o tanto em humanos como em animais, por exemplo, su\u00ednos, ap\u00f3s o consumo, 80% do f\u00f3sforo sair\u00e3o nas fezes. Uma cidade como Lavras, por exemplo, s\u00e3o 50 toneladas de lodo sendo produzidas diariamente. Em alguns pa\u00edses do mundo, como nos Estados Unidos, esse material, ao ser reciclado, vira adubo. Mas, primeiramente, voc\u00ea tem que ter saneamento b\u00e1sico\u201d, relatam os pesquisadores da UFLA.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 \u00e9 o principal estado que deseja trabalhar com lodo no Brasil, sendo o que mais incentiva essa alternativa de reciclagem. Pela primeira vez, no Pa\u00eds, uma usina produzir\u00e1 energia a partir da combina\u00e7\u00e3o entre res\u00edduos org\u00e2nicos e o lodo de esgoto. \u201cA Dinamarca foi o primeiro pa\u00eds a desenvolver esse processo: ap\u00f3s incinerar o lodo para gerar energia, voc\u00ea ainda pode utilizar as cinzas como fertilizante\u201d, explica o professor Luiz Roberto.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-018-20887-z.pdf\">Acesse aqui o trabalho completo.<\/a><\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores de renomadas institui\u00e7\u00f5es brasileiras publicaram recentemente um trabalho na Scientific Reports\/Nature. 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