{"id":148203,"date":"2018-01-25T09:30:34","date_gmt":"2018-01-25T12:30:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=148203"},"modified":"2021-09-17T23:20:51","modified_gmt":"2021-09-18T02:20:51","slug":"pitaia-conheca-a-fruta-exotica-tipica-do-verao-que-tem-conquistado-o-mercado-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2018\/01\/25\/pitaia-conheca-a-fruta-exotica-tipica-do-verao-que-tem-conquistado-o-mercado-brasileiro\/","title":{"rendered":"Pitaia: conhe\u00e7a a fruta ex\u00f3tica, t\u00edpica do ver\u00e3o, que tem conquistado o mercado brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-148224 alignleft\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_7948-249x166.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_7948-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_7948-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_7948-612x408.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_7948-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/>Ela pode parecer estranha por fora, ganhou o nome de \u201cfruta do drag\u00e3o\u201d em alguns pa\u00edses, mas o sabor suavemente adocicado da pitaia tem atra\u00eddo muita gente. A fruta, da fam\u00edlia <em>cactaceae,<\/em> \u00e9 t\u00edpica de regi\u00f5es de clima quente e teve sua origem no M\u00e9xico. No Brasil, o cultivo da pitaia come\u00e7ou na d\u00e9cada de 90, com a produ\u00e7\u00e3o concentrada no estado de S\u00e3o Paulo. Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), o primeiro cultivo feito para estudos teve in\u00edcio em 2007, com o objetivo de ampliar as pesquisas com essa frut\u00edfera. Desde ent\u00e3o, uma s\u00e9rie de experimentos t\u00eam sido desenvolvidos como: propaga\u00e7\u00e3o, aduba\u00e7\u00e3o, poda, <em>poliniza\u00e7\u00e3o<\/em> artificial, colheita e p\u00f3s-colheita.<\/p>\n<p>Para o professor do Departamento de Agricultura (DAG\/UFLA), Jos\u00e9 Darlan Ramos, o cultivo da pitaia pode ser uma grande alternativa de diversifica\u00e7\u00e3o da propriedade, sendo indicada principalmente para o pequeno produtor \u201cEla \u00e9 uma frut\u00edfera que tem uma boa aceita\u00e7\u00e3o, e se encaixa nos princ\u00edpios da agricultura familiar, n\u00e3o exige muito em seu manejo, apresenta&nbsp; certa rusticidade e por isso n\u00e3o necessita de uso de agroqu\u00edmicos, consequentemente colaborando com a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.\u201d<\/p>\n<p>A fruta \u00e9 escamosa e possui tr\u00eas principais variedades para o consumo:&nbsp; <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Hylocereus_polyrhizus&amp;action=edit&amp;redlink=1\"><em>Hylocereus polyrhizus<\/em><\/a>, vermelha por dentro com casca rosada, conhecida como pitaia vermelha, a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Hylocereus_monacanthus&amp;action=edit&amp;redlink=1\"><em>Hylocereus megalanthus<\/em><\/a>, com polpa branca e casca amarela, que \u00e9 a pitaia-amarela, e a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Hylocereus_undatus\"><em>Hylocereus undatus<\/em><\/a>, de polpa branca e casca rosada, que \u00e9 a mais comum, a pitaia-branca.<\/p>\n<p>Cada uma delas com sua particularidade, de acordo com o professor: \u201cA pitaia de casca vermelha e polpa branca e a vermelha de polpa vermelha possuem um mercado equilibrado entre si, contudo a de casca amarela e polpa branca pode apresentar tem o dobro do pre\u00e7o\u201d. A explica\u00e7\u00e3o de acordo com o pesquisador, \u00e9 por conta da baixa produtividade, ainda, das esp\u00e9cies devido \u00e0 ao fato do cultivo ainda ser recente: \u201cExiste uma s\u00e9rie de dificuldades que a pesquisa ainda n\u00e3o conseguiu resolver, na verdade, as pesquisas est\u00e3o se iniciando com a pitaia vermelha de polpa branca e com a de polpa vermelha. Das tr\u00eas, a amarela \u00e9 a que tem melhor sabor, mas demora muito para se desenvolver e atingir a matura\u00e7\u00e3o. Ainda h\u00e1 muito para ser estudado. \u201d<\/p>\n<p>No mercado, o valor comercial da pitaia \u00e9 alto j\u00e1 que a oferta \u00e9 menor que a demanda, conforme explica o professor Darlan: \u201cApesar de ter tido um alto crescimento no plantio nos \u00faltimos dois anos, essas plantas ainda n\u00e3o come\u00e7aram a produzir. Na nossa regi\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o do fruto vai de novembro a maio. No in\u00edcio desse per\u00edodo o pre\u00e7o \u00e9 alto, contudo em janeiro e fevereiro o pre\u00e7o cai. O quilo chega a variar de R$100 no in\u00edcio e final da colheita e chega a R$8 no pico da oferta.\u201d Para o especialista, com o tempo \u00e9 poss\u00edvel que esse pre\u00e7o se estabilize e que a fruta possa ser encontrada com mais facilidade \u201cTalvez num curto per\u00edodo tenhamos tecnologias dispon\u00edveis para prolongar esse per\u00edodo de oferta, que facilite tanto para o mercado quanto para o produtor.\u201d<\/p>\n<p><em><strong>E voc\u00ea, j\u00e1 conhece a pitaia? Em breve uma s\u00e9rie de mat\u00e9rias sobre a fruta ser\u00e3o disponibilizadas aqui na nossa p\u00e1gina.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pitaia: conhe\u00e7a a fruta ex\u00f3tica e t\u00edpica do ver\u00e3o\" width=\"474\" height=\"267\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KpnejritblQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em><strong>Karina Mascarenhas- jornalista, bolsista Dcom\/Fapemig.&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fruta, da fam\u00edlia cactaceae, \u00e9 t\u00edpica de regi\u00f5es de clima quente e teve sua origem no M\u00e9xico. Em 2007, a UFLA deu in\u00edcio ao primeiro cultivo para estudos, com o objetivo de ampliar as pesquisas com essa frut\u00edfera. 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