{"id":146030,"date":"2017-11-27T13:18:48","date_gmt":"2017-11-27T15:18:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=146030"},"modified":"2017-11-29T18:26:33","modified_gmt":"2017-11-29T20:26:33","slug":"semana-da-consciencia-negra-na-ufla-dce-realiza-atividades-focadas-em-promover-reflexao-sobre-a-questao-racial-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2017\/11\/27\/semana-da-consciencia-negra-na-ufla-dce-realiza-atividades-focadas-em-promover-reflexao-sobre-a-questao-racial-no-brasil\/","title":{"rendered":"Semana da Consci\u00eancia Negra na UFLA: DCE realiza atividades para promover reflex\u00f5es sobre a quest\u00e3o racial no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6316.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-146033 alignleft\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6316-249x166.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6316-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6316-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6316-612x408.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6316-120x80.jpg 120w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6316.jpg 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>Em refer\u00eancia ao Dia da Consci\u00eancia Negra, celebrado em 20\/11, o Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE \u2013 Gest\u00e3o Por Todos os Cantos) realizou uma s\u00e9rie de atividades na UFLA com o objetivo de promover reflex\u00f5es sobre a quest\u00e3o racial no Brasil. A Semana da Consci\u00eancia Negra seguiu at\u00e9 o dia 24\/11, contando com oficinas, mesas redondas, exerc\u00edcios de reflex\u00e3o e apresenta\u00e7\u00f5es culturais, em uma programa\u00e7\u00e3o aberta a toda comunidade acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Entre os principais assuntos debatidos, estiveram o empoderamento de mulheres e homens negros, a intoler\u00e2ncia para com as religi\u00f5es de matriz africana, os aspectos da desigualdade racial e a implementa\u00e7\u00e3o do sistema de cotas raciais no Brasil para ingresso nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o em universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Para o coordenador de Diversidade e Diferen\u00e7as da Pr\u00f3-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunit\u00e1rios (Praec), professor Renato Belo, a UFLA deve cumprir seu papel no debate sobre a quest\u00e3o racial no Brasil, pois a universidade \u00e9 um lugar de conhecimento aceito como leg\u00edtimo pela sociedade e indutora de a\u00e7\u00f5es do Estado. \u201cEsse papel se amplia cada vez mais pela demanda interna, pois mais negros e negras adentraram nas universidades nos \u00faltimos anos, e, tamb\u00e9m, pela consci\u00eancia hist\u00f3rica de um passado nacional que conviveu com as hoje intoler\u00e1veis atrocidades, para qualquer cidad\u00e3o minimamente civilizado, cometidas contra a popula\u00e7\u00e3o negra. A avalia\u00e7\u00e3o anal\u00edtica e cr\u00edtica desse passado, que deveria nos assombrar, \u00e9 decisiva para nosso presente e futuro como na\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Cotas raciais em pauta<\/strong><\/p>\n<p>Institu\u00eddo pela <a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/cotas\/docs\/lei_12711_29_08_2012.pdf\">Lei&nbsp;n\u00ba 12.711\/2012<\/a>, o sistema de cotas no Brasil prev\u00ea que as universidades p\u00fablicas reservem, no m\u00ednimo, 50% de suas vagas na gradua\u00e7\u00e3o para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino m\u00e9dio em escolas p\u00fablicas, com vagas destinadas a pessoas autodeclaradas pretas, pardas e ind\u00edgenas, e a pessoas com defici\u00eancia. Dos 10.779 estudantes hoje na UFLA, 3.186 s\u00e3o cotistas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6389.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-146032 alignright\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6389-249x166.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6389-249x166.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6389-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6389-612x408.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6389-120x80.jpg 120w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6389.jpg 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>O debate realizado pelo DCE no Centro de Conviv\u00eancia abriu espa\u00e7o para que a comunidade pudesse levantar quest\u00f5es e esclarecer d\u00favidas sobre o tema. A mesa redonda foi composta pelo coordenador de Diversidade e Diferen\u00e7as, Renato Belo, pelo chefe do departamento de Ci\u00eancias Humanas, Marcelo Sevaybricker Moreira, pelo professor do Departamento de Direito, Gustavo Seferian, e pela estudante do 3\u00ba per\u00edodo de Direito e integrante do DCE, Isabela Maria.<\/p>\n<p>O professor Marcelo Moreira apontou os principais argumentos contr\u00e1rios e favor\u00e1veis \u00e0s cotas raciais, normalmente veiculados na imprensa. De acordo com o pesquisador, o sistema de cotas faz parte de um conjunto de pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa, que s\u00e3o medidas implementadas com foco na promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social. \u201cEssas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o desenvolvidas ap\u00f3s um diagn\u00f3stico para detectar grupos que vivem uma situa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a social e, a partir disso, constitui-se uma medida focalizada em cada grupo. Elas t\u00eam objetivo de repara\u00e7\u00e3o imediata, diferente das pol\u00edticas universalistas, que t\u00eam efeitos a longo prazo. No caso das cotas, as reservas de vagas s\u00e3o direcionadas \u00e0queles grupos diagnosticados como inseridos em uma condi\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o socioecon\u00f4mica\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Para o professor Renato Belo, as cotas raciais objetivam reparar parte da injusti\u00e7a social oriunda de um per\u00edodo escravocrata t\u00e3o duradouro. \u201cAs cotas funcionam no sentido de abrir espa\u00e7o a popula\u00e7\u00f5es que estiveram e ainda est\u00e3o marginalizadas \u2013 como \u00e9 o caso dos negros no Brasil &#8211; de lugares de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento. Sua import\u00e2ncia tamb\u00e9m est\u00e1 em pluralizar e diversificar o acesso e a composi\u00e7\u00e3o das universidades brasileiras, que t\u00eam papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o dos quadros e nas decis\u00f5es pol\u00edticas do pa\u00eds\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6200.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-146031 alignleft\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/IMG_6200-249x166.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"157\"><\/a>A estudante e representante do DCE, Isabela Maria, mostrou o desejo de ver o aumento de estudantes negros dentro das universidades. \u201cPor muitas dificuldades socioecon\u00f4micas vividas pela popula\u00e7\u00e3o negra, o ambiente acad\u00eamico continua sendo um privil\u00e9gio predominantemente usufru\u00eddo por brancos. Representamos 54% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, mas ainda somos poucos no ensino superior. Precisamos ter mais voz nesses espa\u00e7os\u201d, defendeu.<\/p>\n<p><strong>Est\u00e9tica negra como empoderamento<\/strong><\/p>\n<p>O orgulho e a aceita\u00e7\u00e3o de ter o cabelo crespo ou cacheado tamb\u00e9m foi pauta de discuss\u00e3o, durante uma roda de conversa realizada no Anfiteatro da Biblioteca.<\/p>\n<p>Isabela Maria contou sobre seu processo de transi\u00e7\u00e3o capilar e de como o contexto em que vivia, em determinado per\u00edodo de sua vida, influenciou para que fizesse interven\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas de alisamento do cabelo. A estudante relatou que era dif\u00edcil a conviv\u00eancia social com os colegas de escola por causa do cabelo considerado \u201cdiferente\u201d e da falta de refer\u00eancias de pessoas negras que utilizavam o cabelo crespo ou cacheado.<\/p>\n<p>O estudante de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e organizador do coletivo Orgulho Crespo, Cleyson Duarte, tamb\u00e9m apresentou suas experi\u00eancias. Para al\u00e9m da transi\u00e7\u00e3o capilar e a aceita\u00e7\u00e3o do cabelo crespo\/cacheado, o debate envolveu assuntos como o racismo, a sexualiza\u00e7\u00e3o da mulher negra, os estere\u00f3tipos comuns \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra, e a dificuldade de socializa\u00e7\u00e3o dentro das escolas e universidades.<\/p>\n<p><em><strong>Colabora\u00e7\u00e3o:&nbsp;Mayara Toyama- estagi\u00e1ria Dcom\/UFLA&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Semana da Consci\u00eancia Negra\" width=\"474\" height=\"267\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BPhgZ2Byaj4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong><em>Confira as fotos da Semana da Consci\u00eancia Negra:<\/em><\/strong><\/p>\nngg_shortcode_0_placeholder\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em refer\u00eancia ao Dia da Consci\u00eancia Negra, celebrado em 20\/11, o Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE \u2013 Gest\u00e3o Por Todos os Cantos) realizou uma s\u00e9rie de atividades na UFLA com o objetivo de promover reflex\u00f5es sobre a quest\u00e3o racial no Brasil. 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