{"id":1416,"date":"2008-03-31T00:00:00","date_gmt":"2008-03-31T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2008\/03\/cerca-de-14-milhoes-de-brasileiros-com-ate-17-anos-nao-tem-acesso-a-educacao\/"},"modified":"2008-03-31T00:00:00","modified_gmt":"2008-03-31T00:00:00","slug":"cerca-de-14-milhoes-de-brasileiros-com-ate-17-anos-nao-tem-acesso-a-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2008\/03\/31\/cerca-de-14-milhoes-de-brasileiros-com-ate-17-anos-nao-tem-acesso-a-educacao\/","title":{"rendered":"Cerca de 14 milh\u00f5es de brasileiros com at\u00e9 17 anos n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia &#8211; Divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), com dados coletados em 2006, mostra que cerca de 14 milh\u00f5es de brasileiros com at\u00e9 17 anos de idade estavam fora da escola ou creche em todo o pa\u00eds. Segundo a pesquisa, desse total, 82,4% correspondiam a crian\u00e7as com at\u00e9 6 anos; 4,6% estavam na faixa et\u00e1ria de 7 a 14 anos, e 13%, de 15 a 17 anos. <\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m revela que o n\u00famero de crian\u00e7as com at\u00e9 3 anos de idade que freq\u00fcentavam creche cresceu entre 2004 e 2006. O percentual era de 13,4% no levantamento anterior e agora subiu para 15,5%. <\/p>\n<p>\u201cO Sudeste foi a regi\u00e3o que apresentou o maior percentual de crian\u00e7as freq\u00fcentando creche (19,2%). No outro extremo, a Regi\u00e3o Norte registrou o menor percentual para este indicador (8,0%)\u201d, comparou o IBGE.<\/p>\n<p>A freq\u00fc\u00eancia escolar de crian\u00e7as matriculadas no ensino fundamental tamb\u00e9m melhorou no comparativo entre os dois levantamentos. A evas\u00e3o continuou, conforme o IBGE, \u201crelativamente baixa\u201d &#8211; foi de 5,1%, em 2004, e de 4,6%, em 2006. <\/p>\n<p>Pesquisa aponta que mais de 97% das pessoas de 7 a 14 anos frequentam a escola<\/p>\n<p>A taxa de escolariza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes de 7 a 14 anos \u00e9 superior a 95% em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds e a m\u00e9dia nacional \u00e9 de 97,6%.\u201cNo Brasil, em 2006, apenas 2,4% das pessoas nesta faixa et\u00e1ria n\u00e3o estavam na escola, e em termos regionais, as diferen\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o marcantes\u201d, destaca a pesquisa.<\/p>\n<p>No levantamento por estado, o Acre registrou a menor taxa referente \u00e0s crian\u00e7as do ensino fundamental (94%). Os melhores \u00edndices foram alcan\u00e7ados por Santa Catarina (99,0%), S\u00e3o Paulo (98,8%) e Distrito Federal (98,7%). <\/p>\n<p>Todos os indicadores de freq\u00fc\u00eancia subiram em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa realizada em 2004. Mas, em rela\u00e7\u00e3o ao ensino m\u00e9dio, a evas\u00e3o ainda \u00e9 alta, por exemplo, na regi\u00e3o Norte (20,9%).<\/p>\n<p>O crescimento mais significativo da taxa de escolariza\u00e7\u00e3o foi registrado entre as crian\u00e7as de 4 a 6 anos, em idade de cursar o n\u00edvel pr\u00e9-escolar. A melhora nesse quesito foi de 5,5 pontos percentuais. <\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m aponta que, entre os estudantes com at\u00e9 17 anos de idade, a escolariza\u00e7\u00e3o feminina supera a masculina. <\/p>\n<p>Quase metade das crian\u00e7as e jovens com at\u00e9 17 anos executa tarefas dom\u00e9sticas<\/p>\n<p>Mais de 22 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes de 5 a 17 anos de idade &#8211; 49,4% do total dessa faixa et\u00e1ria &#8211; exerciam afazeres dom\u00e9sticos em 2006. A atividade em casa, que pode superar 21 horas semanais, atinge de forma mais direta as meninas e a faixa et\u00e1ria de 10 a 13 anos. <\/p>\n<p>\u201cO exerc\u00edcio de afazeres dom\u00e9sticos por crian\u00e7as e adolescentes, em fun\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es que cercam a forma\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia brasileira, \u00e9 destinado com maior freq\u00fc\u00eancia e intensidade \u00e0s meninas, tendo em vista, entre outros motivos, a perspectiva de que futuramente assumir\u00e3o a responsabilidade da sua realiza\u00e7\u00e3o e\/ou do seu gerenciamento\u201d, ressalta a pesquisa. <\/p>\n<p>O percentual de crian\u00e7as e adolescentes de 5 a 17 anos do sexo feminino que desempenham atividade dom\u00e9stica foi de 62,6%, contra 36,5% do sexo masculino.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m revela que entre as crian\u00e7as de 10 a 13 anos est\u00e1 o maior percentual de ocupa\u00e7\u00e3o com os afazeres em casa (60%). Para as crian\u00e7as na faixa de 5 a 9 anos, o \u00edndice foi de 24,7%. <\/p>\n<p>Pelas regi\u00f5es do Brasil, o percentual das crian\u00e7as que gastam mais de 21 horas por semana com atividades dom\u00e9sticas \u00e9 detalhado da seguinte forma pelo IBGE: \u201cCabe o destaque para a Regi\u00e3o Nordeste onde essa propor\u00e7\u00e3o era a mais alta, aproximadamente 14,7%. A Regi\u00e3o Sul foi a que apresentou a menor propor\u00e7\u00e3o nesta faixa de tempo de dedica\u00e7\u00e3o (9,1%)\u201d. <\/p>\n<p>Apesar do n\u00famero de crian\u00e7as que executam tarefas dom\u00e9sticas, a pesquisa n\u00e3o aponta rela\u00e7\u00e3o direta entre o quadro e a falta de escolaridade. \u00c9 maior a porcentagem de crian\u00e7as que freq\u00fcentam a escola entre as que exercem alguma atividade dom\u00e9stica. <\/p>\n<p>Combate ao trabalho infantil no Brasil ainda precisa ser intensificado, avalia OIT<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria decrescente do percentual geral de trabalho infantil no Brasil demonstrada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios n\u00e3o \u00e9 suficiente para dispensar maior empenho governamental no combate \u00e0 pr\u00e1tica. A avalia\u00e7\u00e3o foi feita pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), em nota assinada pela diretora do escrit\u00f3rio brasileiro da entidade, La\u00eds Abramo. <\/p>\n<p>Apesar de reafirmar a cren\u00e7a de que as piores formas de trabalho infantil possam ser eliminadas do pa\u00eds at\u00e9 2015, La\u00eds Abramo condicionou o cumprimento da meta a um refor\u00e7o de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA OIT-Brasil enfatiza a import\u00e2ncia de que a sociedade em geral e, em especial, os governos federal, estaduais, distrital e municipais e as organiza\u00e7\u00f5es de empregadores e de trabalhadores mobilizem esfor\u00e7os em prol da educa\u00e7\u00e3o e adotem medidas imediatas e em car\u00e1ter de urg\u00eancia, para resgatar e proteger as meninas, meninos e adolescentes de toda forma de explora\u00e7\u00e3o\u201d, avaliou. <\/p>\n<p>Na nota, a diretora lembra a ocorr\u00eancia recente de casos de mortes e viol\u00eancias extremas praticadas contra crian\u00e7as e adolescentes e destaca como aspecto negativo revelado pela Pnad a estagna\u00e7\u00e3o, desde 2004, na redu\u00e7\u00e3o do trabalho infantil para crian\u00e7as entre 5 e 13 anos de idade. Em 2006, 4,5% dos brasileiros nessa faixa et\u00e1ria estavam no mercado de trabalho. <\/p>\n<p>\u201cA persist\u00eancia deste n\u00facleo duro demonstra a necessidade de intensificar os esfor\u00e7os para combater o trabalho infantil no Brasil, que se concentra hoje principalmente no trabalho familiar n\u00e3o remunerado e nas atividades informais urbanas, em especial nas cidades do Norte e do Nordeste do pa\u00eds.\u201d <\/p>\n<p>La\u00eds Abramo ainda ainda critica o impacto do trabalho infantil na freq\u00fc\u00eancia escolar. A pesquisa do IBGE indica que 20,4% das crian\u00e7as e adolescentes entre 5 e 17 anos deixaram de ir \u00e0 escola por motivos relacionados ao trabalho. A OIT definiu a educa\u00e7\u00e3o como tema deste ano do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, que ser\u00e1 celebrado em 12 de junho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia &#8211; Divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), com dados coletados em 2006, mostra que cerca de 14 milh\u00f5es de brasileiros com at\u00e9 17 anos de idade estavam fora da escola ou creche em todo o pa\u00eds. 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