{"id":1303,"date":"2008-02-12T00:00:00","date_gmt":"2008-02-12T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ascom.ufla.br\/site\/index.php\/2008\/02\/138-das-vagas-das-universidades-federais-sao-para-cotas\/"},"modified":"2008-02-12T00:00:00","modified_gmt":"2008-02-12T00:00:00","slug":"138-das-vagas-das-universidades-federais-sao-para-cotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2008\/02\/12\/138-das-vagas-das-universidades-federais-sao-para-cotas\/","title":{"rendered":"13,8% das vagas das universidades federais s\u00e3o para cotas"},"content":{"rendered":"<p>Fernanda Bassete<\/p>\n<p>O G1 fez um levantamento das institui\u00e7\u00f5es federais com reserva de vagas. Vagas s\u00e3o destinadas a candidatos socialmente carentes, afrodescendentes ou ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>De um total de 128.368 vagas oferecidas nos \u00faltimos processos seletivos de 55 institui\u00e7\u00f5es federais de ensino superior, 17.708 s\u00e3o destinadas \u00e0s cotas, o que representa 13,8% do total das vagas. <\/p>\n<p>Essa taxa de reserva de vagas para candidatos socialmente carentes, afrodescendentes ou ind\u00edgenas no ensino superior federal \u00e9 inferior aos objetivos do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), que defende que as universidades p\u00fablicas reservem 50% das suas vagas para alunos nessas condi\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Ao todo, o Brasil possui 56 universidades federais (uma delas ainda est\u00e1 em implementa\u00e7\u00e3o, por isso foi desconsiderada no c\u00e1lculo do total de vagas) e menos da metade (20 universidades) oferece algum tipo de reserva de vagas. Algumas oferecem isen\u00e7\u00f5es nas taxas de inscri\u00e7\u00e3o como a\u00e7\u00e3o afirmativa, outras est\u00e3o estudando qual a melhor forma de implantar um programa de cotas e algumas n\u00e3o reservam vagas e tamb\u00e9m n\u00e3o planejam reservar. Veja no infogr\u00e1fico como funcionam a reserva de vagas nas institui\u00e7\u00f5es que a oferecem: <\/p>\n<p>O projeto de lei da Reforma Universit\u00e1ria est\u00e1 em discuss\u00e3o no Congresso e prev\u00ea a reserva 50% das vagas nas universidades p\u00fablicas. Segundo o secret\u00e1rio do Ensino Superior, Ronaldo Mota, a distribui\u00e7\u00e3o das vagas ficaria a crit\u00e9rio de cada institui\u00e7\u00e3o, por causa da autonomia universit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Crit\u00e9rios provocam pol\u00eamicas<\/p>\n<p>Com base na autonomia universit\u00e1ria, cada institui\u00e7\u00e3o aplica o modelo de reservas de vagas aprovado em discuss\u00f5es com seus conselhos universit\u00e1rios. Os modelos variam e alguns chegam a causar pol\u00eamica: no crit\u00e9rio de ra\u00e7a, por exemplo, a Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), reserva 20% das vagas para \u00b4estudantes de cor preta ou parda que possuam fen\u00f3tipos que os caracterizam como pertencentes ao grupo racial negro\u00b4. Depois de aprovados no vestibular, uma banca de avaliadores examina o candidato para ver se ele se enquadra no que \u00e9 exigido.<\/p>\n<p>No ano passado, Ana Gabriela Clemente da Silva, filha de pai negro e m\u00e3e branca, passou no vestibular para medicina pelo sistema de cotas da UFPR mas teve de recorrer \u00e0 Justi\u00e7a para conseguir se matricular, pois a banca examinadora entendeu que ela n\u00e3o tinha os fen\u00f3tipos dos negros. A Justi\u00e7a determinou que a universidade a matriculasse e a universidade recorreu da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>G\u00eameo barrado<\/p>\n<p>O estudante Alex Teixeira, de Bras\u00edlia, passou pela mesma situa\u00e7\u00e3o no vestibular do ano passado ao se inscrever na Universidade de Bras\u00edlia (UnB) pelo sistema de cotas. Ele teve a inscri\u00e7\u00e3o no sistema rejeitada pela universidade, enquanto o irm\u00e3o g\u00eameo id\u00eantico, Alan, foi aceito. S\u00f3 depois de entrar com recurso \u00e9 que Alex teve a sua inscri\u00e7\u00e3o homologada. <\/p>\n<p>Antes de aceitar a inscri\u00e7\u00e3o do candidato para o sistema de cotas, uma banca de examinadores avaliava fotos dos vestibulandos. Por causa dessa confus\u00e3o, a universidade mudou o sistema de avalia\u00e7\u00e3o e agora a sele\u00e7\u00e3o dos cotistas \u00e9 feita por meio de entrevistas pessoais e n\u00e3o mais por fotografias.<\/p>\n<p>Brancos contra cotas<\/p>\n<p>Vestibulandos brancos contr\u00e1rios aos sistema de cotas tamb\u00e9m entraram em disputas judiciais para tentar garantir o direito de concorrer \u00e0 totalidade das vagas, independente da reserva estipulada em edital. Em Santa Catarina, por exemplo, pelo menos 55 mandados de segurn\u00e7a questionaram o sistema de reserva de vagas na Universidade Federal do estado (UFSC). At\u00e9 o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal entrou com a\u00e7\u00e3o contra as cotas, que chegaram a ser suspensas em decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, mas voltaram a valer por decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal (TRF4). <\/p>\n<p>V\u00e1rios estudantes do Rio Grande do Sul tamb\u00e9m est\u00e3o na Justi\u00e7a contra o sistema de cotas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).<\/p>\n<p>O levantamento <\/p>\n<p>A reportagem do G1 solicitou ao MEC o levantamento das universidades federais que possuem reserva de vagas, mas o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o tem n\u00fameros exatos sobre a distribui\u00e7\u00e3o de cotas no pa\u00eds. A tabela fornecida possu\u00eda dados incorretos e a assessoria de imprensa da Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o Superior (Sesu) informou que os n\u00fameros eram estimados e n\u00e3o representavam a realidade. <\/p>\n<p>O G1 entrou em contato com todas as institui\u00e7\u00f5es federais para levantar o n\u00famero de vagas ofertadas no vestibular e quantas eram reservadas. As informa\u00e7\u00f5es foram passadas pelas coordena\u00e7\u00f5es dos vestibulares ou pelas assessorias de imprensa das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>(Colaborou Iris Russo e Simone Harnik)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernanda Bassete O G1 fez um levantamento das institui\u00e7\u00f5es federais com reserva de vagas. Vagas s\u00e3o destinadas a candidatos socialmente carentes, afrodescendentes ou ind\u00edgenas. 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