{"id":129810,"date":"2017-05-02T09:25:30","date_gmt":"2017-05-02T12:25:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=129810"},"modified":"2021-09-16T14:26:26","modified_gmt":"2021-09-16T17:26:26","slug":"uma-nova-alternativa-para-o-consumo-de-figo-verde-pesquisa-da-ufla-realiza-a-desidratacao-da-fruta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2017\/05\/02\/uma-nova-alternativa-para-o-consumo-de-figo-verde-pesquisa-da-ufla-realiza-a-desidratacao-da-fruta\/","title":{"rendered":"Uma nova alternativa para o consumo de figo verde &#8211; pesquisa da UFLA realiza a desidrata\u00e7\u00e3o da fruta"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2201.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-129811 \" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2201-249x160.jpg\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2201-249x160.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2201-768x495.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2201-612x394.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/a>Os pesquisadores j\u00e1 obtiveram o figo desidratado a partir da fruta madura, o que possibilitar\u00e1 o consumo por um pre\u00e7o mais acess\u00edvel, pois atualmente o produto \u00e9 importado de pa\u00edses asi\u00e1ticos<\/em>. <em>Agora, a expectativa \u00e9 de chegar \u00e0 mesma qualidade com o figo verde. <\/em><\/p>\n<p>O mercado de frutas desidratadas no Brasil tem se destacado cada vez mais. Uma t\u00e9cnica antiga, mas de consumo recente no pa\u00eds. Elas, em sua maioria, s\u00e3o importadas, e por isso o custo acaba sendo elevado. Exemplo disso \u00e9 o figo, que prov\u00e9m geralmente da Turquia. Para reverter essa situa\u00e7\u00e3o, pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) come\u00e7aram a estudar maneiras de desidrat\u00e1-lo, a fim de estimular o com\u00e9rcio interno.<\/p>\n<figure id=\"attachment_129815\" aria-describedby=\"caption-attachment-129815\" style=\"width: 212px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_1986.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-129815 \" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_1986-249x203.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"173\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_1986-249x203.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_1986-768x625.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_1986-612x498.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_1986.jpg 1102w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129815\" class=\"wp-caption-text\">Figo osmoticamente tratado<\/figcaption><\/figure>\n<p>A pesquisa foi realizada por Ronaldo Elias de Mello J\u00fanior, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Jefferson Luiz Gomes Correa, durante o mestrado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia dos Alimentos. \u201cO objetivo da desidrata\u00e7\u00e3o \u00e9 de aumentar a durabilidade da fruta, sem perder o sabor e as propriedades e a nossa expectativa \u00e9 de possibilitar colocar no mercado um figo seco brasileiro, com um pre\u00e7o mais acess\u00edvel\u201d, comenta o professor.<\/p>\n<p>A pesquisa levou em conta tanto a fruta madura quanto verde. Atualmente, os pesquisadores chegaram ao produto final do figo maduro desidratado, similar ao que \u00e9 hoje consumido por meio de produtos importados. J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o ao verde, est\u00e3o na etapa final.<\/p>\n<p>O pesquisador Ronaldo conta que a pesquisa exigiu um trabalho \u00e1rduo. \u201cNo figo verde tivemos um grande desafio, pois ele ainda n\u00e3o tem o sabor e textura desenvolvidos. Visitamos uma empresa que faz o figo verde em calda, para acompanhar todo o processo. Surgiu a ideia, que para amolecer o tecido da fruta poder\u00edamos utilizar o cozimento ou algo similar. Come\u00e7amos com esse teste, mas n\u00e3o deu certo. Por ser um produto verde, com maior resist\u00eancia, decidimos partir o figo ao meio e n\u00e3o mais cozinhar, apenas fazer um pr\u00e9-tratamento t\u00e9rmico e posteriormente a desidrata\u00e7\u00e3o osm\u00f3tica e a complementar. At\u00e9 o momento deu certo, agora estamos na etapa final de secagem, para verificar se ter\u00e1 total potencialidade para o mercado\u201d, explica Ronaldo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_129813\" aria-describedby=\"caption-attachment-129813\" style=\"width: 212px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2171.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-129813 \" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2171-249x187.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"159\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2171-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2171-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/SAM_2171-612x459.jpg 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129813\" class=\"wp-caption-text\">Processo para desidrata\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A maior parte da coleta da fruta foi realizada em propriedades rurais de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Para\u00edso, em parceria com Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio (Sedeagro). O conv\u00eanio teve ainda a parceria da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).<\/p>\n<p>Os pesquisadores explicam que a maior parte da produ\u00e7\u00e3o de figo no Brasil n\u00e3o chega ao amadurecimento da fruta. \u201cO figo quando vai ficando maduro exala muito cheiro no campo, atraindo muitos p\u00e1ssaros, ent\u00e3o os produtores teriam que cobrir todos os figos individualmente, um trabalho extremo, por isso \u00e9 importante atendermos a essa particularidade, realizando a desidrata\u00e7\u00e3o do figo verde\u201d, afirma Ronaldo.<\/p>\n<p>A segunda fase da pesquisa ser\u00e1 realizada no doutorado de Ronaldo. A expectativa \u00e9 de obter um produto nacional com caracter\u00edsticas que atendam aos padr\u00f5es dos consumidores. O professor Jefferson ressalta que o consumo de produtos desidratados vem crescendo no Brasil, principalmente entre as pessoas que buscam uma alimenta\u00e7\u00e3o de qualidade, visto que, possuem alto valor nutricional e ainda auxiliam nas dietas, por isso a necessidade de se aprofundar em pesquisas com esse foco. Al\u00e9m do figo verde, os pesquisadores ir\u00e3o trabalhar com outras frutas durante o doutorado.<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edcios do figo<\/strong><\/p>\n<p>Baixo teor de gordura e alto teor de minerais, \u00e1gua e fibras. Possui uma significativa quantidade de c\u00e1lcio, magn\u00e9sio, f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio, e vitamina B1. Elevado potencial antioxidante. E ainda cont\u00e9m propriedades anti-inflamat\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>Texto: Camila Caetano, jornalista- bolsista Dcom\/Fapemig.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pesquisadores j\u00e1 obtiveram o figo desidratado a partir da fruta madura, o que possibilitar\u00e1 o consumo por um pre\u00e7o mais acess\u00edvel. 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