{"id":129605,"date":"2017-04-11T15:34:23","date_gmt":"2017-04-11T18:34:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=129605"},"modified":"2021-09-16T14:24:22","modified_gmt":"2021-09-16T17:24:22","slug":"artigo-produzido-na-ufla-discute-masculinidades-feminilidades-e-educacao-matematica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2017\/04\/11\/artigo-produzido-na-ufla-discute-masculinidades-feminilidades-e-educacao-matematica\/","title":{"rendered":"Artigo produzido na UFLA discute \u201cMasculinidades, feminilidades e educa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica\u201d"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_129607\" aria-describedby=\"caption-attachment-129607\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/matematica-ensino.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-129607\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/matematica-ensino-249x178.png\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"178\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/matematica-ensino-249x178.png 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/matematica-ensino-768x550.png 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/matematica-ensino-612x439.png 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/matematica-ensino.png 1637w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-129607\" class=\"wp-caption-text\">imagem ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre o ensino da matem\u00e1tica e as concep\u00e7\u00f5es sociais de g\u00eanero? O mestrando da Universidade Federal de Lavras (UFLA) Lucas Alves Lima Barbosa, do Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o (PPGE), buscou a resposta a essa quest\u00e3o e desenvolveu o artigo <em><strong>\u201cMasculinidades, feminilidades e educa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica: an\u00e1lise de g\u00eaneros sob a \u00f3tica discursiva de docentes matem\u00e1ticos\u201d<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Lucas entrevistou professores de matem\u00e1tica da rede p\u00fablica de ensino do munic\u00edpio de Inconfidentes, no sul de Minas Gerais, para verificar quais eram suas percep\u00e7\u00f5es sobre o aprendizado dos conte\u00fados por meninos e meninas. De acordo com o pesquisador, h\u00e1 instrumentos de medi\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o que passaram a incluir a identifica\u00e7\u00e3o de g\u00eanero na an\u00e1lise dos resultados. \u201cO que se observa \u00e9 que, seguindo o senso comum, os n\u00fameros mostram um melhor desempenho dos meninos na matem\u00e1tica. O artigo, entretanto, busca refletir sobre o car\u00e1ter socialmente constru\u00eddo dessa realidade.\u201d<\/p>\n<p>O trabalho adota a concep\u00e7\u00e3o de <em>g\u00eanero<\/em>, deixando bem definida sua diferencia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 terminologia <em>sexo<\/em>. \u201cG\u00eanero \u00e9 tudo aquilo que, socialmente e culturalmente, nos de\ufb01ne como sendo homens ou mulheres. Pertencer a um determinado g\u00eanero acrescenta aos nossos feitios uma s\u00e9rie de modos de agir, de se vestir, de se comunicar, de trabalhar, de se divertir e de se praticar a sexualidade\u201d.<\/p>\n<p>A partir das falas dos entrevistados, o autor argumenta que a dicotomia masculino\/feminino no aprendizado da matem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 algo natural, mas constru\u00eddo e reproduzido nos processos de ensino. As expectativas que os professores projetam sobre cada um dos dois grupos s\u00e3o diferentes, e acabam por fazer com que ofere\u00e7am maiores est\u00edmulos aos meninos.<\/p>\n<p>Em geral, quando convidados a explicar os motivos pelos quais acreditam que meninas e meninos t\u00eam aproveitamentos diferentes em matem\u00e1tica, os professores apoiam-se em tr\u00eas grupos de argumentos: o de que o comportamento feminino \u00e9 diferente do masculino; o de que as atividades desenvolvidas no cotidiano pelos meninos favorecem esse resultado e o aquele apoiado na naturaliza\u00e7\u00e3o (baseado na ideia de que \u00e9 assim simplesmente por ser assim).<\/p>\n<p>No estudo, s\u00e3o tamb\u00e9m observados os relatos dos professores sobre suas pr\u00f3prias experi\u00eancias ao cursarem a gradua\u00e7\u00e3o em matem\u00e1tica, as dificuldades e os estranhamentos com os quais se depararam.<\/p>\n<p>O artigo \u201cMasculinidades, feminilidades e educa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica: an\u00e1lise de g\u00eaneros sob a \u00f3tica discursiva de docentes matem\u00e1ticos\u201d foi publicado na Revista Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa, da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Lucas \u00e9 integrante do grupo de Pesquisa \u2018<strong>Rela\u00e7\u00f5es entre a filosofia e educa\u00e7\u00e3o para a sexualidade na contemporaneidade: a problem\u00e1tica da forma\u00e7\u00e3o docente (<\/strong>Fesex). <a href=\"http:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/ciencias-humanas\/revista-de-educacao-e-pesquisa-debate-genero-e-inclusao-na-educacao\/\">Acesse aqui o texto completo.<\/a><\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre o ensino da matem\u00e1tica e as concep\u00e7\u00f5es sociais de g\u00eanero? 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