{"id":127631,"date":"2017-02-09T16:01:12","date_gmt":"2017-02-09T19:01:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/?p=127631"},"modified":"2021-09-16T14:13:33","modified_gmt":"2021-09-16T17:13:33","slug":"estradas-de-terra-causam-tanto-impacto-sobre-a-biodiversidade-quanto-as-pavimentadas-e-movimentadas-conclui-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/2017\/02\/09\/estradas-de-terra-causam-tanto-impacto-sobre-a-biodiversidade-quanto-as-pavimentadas-e-movimentadas-conclui-pesquisa\/","title":{"rendered":"Pesquisa: estradas de terra causam tanto impacto sobre a biodiversidade quanto as pavimentadas e movimentadas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_127618\" aria-describedby=\"caption-attachment-127618\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Akodon-montesis-rato-do-mato.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-127618 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Akodon-montesis-rato-do-mato-249x187.jpg\" width=\"249\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Akodon-montesis-rato-do-mato-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Akodon-montesis-rato-do-mato-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Akodon-montesis-rato-do-mato-612x459.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Akodon-montesis-rato-do-mato.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-127618\" class=\"wp-caption-text\">Esp\u00e9cie monitorada pela pesquisa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pesquisadores do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia (<a href=\"http:\/\/cbee.ufla.br\/portal\/\">CBEE<\/a>), da UFLA, realizaram um estudo sobre o efeito das estradas no deslocamento de pequenos mam\u00edferos roedores no Sul de Minas Gerais. A pesquisa concluiu que indiv\u00edduos da esp\u00e9cie <em>Akodon montensis<\/em> (conhecida popularmente como rato-do-ch\u00e3o), que vivem em fragmentos florestais margeados por estradas, est\u00e3o confinados a viver nos mesmos.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese foi comprovada no experimento: alguns ratos-do-ch\u00e3o foram equipados com \u201ccarret\u00e9is de rastreamento\u201d (um casulo de linha) e soltos em \u00e1reas florestais que margeavam estradas. Conforme se deslocavam, os ratos-de-ch\u00e3o iam soltando a linha, o que possibilitou aos pesquisadores analisarem o trajeto (dist\u00e2ncia e dire\u00e7\u00e3o) e as tentativas de travessia para o habitat adjacente. A pesquisa foi realizada perto de margens de diferentes tipos de estradas e de solos: pavimentadas, de terra, pastagens e planta\u00e7\u00f5es e fragmentos sem influ\u00eancia de nenhum tipo de uso do solo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_127619\" aria-describedby=\"caption-attachment-127619\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/carretel.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-127619\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/carretel-249x187.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/carretel-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/carretel-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/carretel-612x459.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/carretel.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-127619\" class=\"wp-caption-text\">Pela linha deixada, foi poss\u00edvel visualizar e dimensionar a trajet\u00f3ria dos roedores<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para surpresa dos pesquisadores, mesmo em fragmentos florestais margeados por estradas de terra, os ratos-do-ch\u00e3o estudados n\u00e3o est\u00e3o aptos a deixar o fragmento que vivem em busca de outro fragmento florestal, mesmo que este seja do outro lado da estrada. Como esperado em estradas pavimentadas, nenhum indiv\u00edduo tentou transpor esta barreira. \u201cEm estradas de terra, pensamos que isso n\u00e3o ocorreria porque o substrato da estrada ainda \u00e9 natural e o tr\u00e1fego de ve\u00edculos \u00e9 baixo\u201d, aponta a pesquisadora Priscila Lucas, do CBEE.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m como esperado, os indiv\u00edduos de rato-do-ch\u00e3o nas bordas dos fragmentos margeados por outro tipo de uso do solo, exclusivamente aqueles com cobertura vegetal (planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9), se deslocaram atrav\u00e9s destes locais. \u201cNesse estudo, vimos que, mais que o tipo de estrada, a falta de cobertura de vegeta\u00e7\u00e3o a\u00e9rea que ela proporciona desencoraja os indiv\u00edduos a tentarem atravessar essas infraestruturas\u201d, conclui a pesquisadora.<\/p>\n<p><strong>Monitoramento de atropelamentos<\/strong><\/p>\n<p>Uma das a\u00e7\u00f5es desenvolvidas no CBEE \u00e9 o <a href=\"http:\/\/cbee.ufla.br\/portal\/atropelometro\/\">monitoramento de atropelamentos nas estradas brasileiras<\/a>. O coordenador do Centro e coautor da pesquisa, professor Alex Bager, calcula que o n\u00famero de colis\u00f5es com animais em estradas de terra \u00e9 semelhante ao de estradas pavimentadas: \u201cProporcionalmente, acontecem menos atropelamentos nas primeiras; por\u00e9m, como h\u00e1 muito mais estradadas sem pavimenta\u00e7\u00e3o no Brasil, o n\u00famero de atropelamentos em ambas se equipara\u201d, aponta.<\/p>\n<p><strong>Efeito barreira<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_127620\" aria-describedby=\"caption-attachment-127620\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/experimento.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-127620\" src=\"http:\/\/www.ufla.br\/ascom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/experimento-249x203.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/experimento-249x203.jpg 249w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/experimento-768x626.jpg 768w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/experimento-612x499.jpg 612w, https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/experimento.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-127620\" class=\"wp-caption-text\">Estrutura utilizada no experimento<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cAs estradas s\u00e3o clareiras lineares que geram a perda e a divis\u00e3o do habitat das esp\u00e9cies. Essas esp\u00e9cies ficam restritas ao fragmento remanescente no qual vivem e que est\u00e1, muitas vezes, isolado de outros. A estrada pode ser vista como uma barreira que impede o seu deslocamento, embora algumas esp\u00e9cies sejam capazes de se deslocar nelas ou pr\u00f3ximo a elas\u201d, explica Priscila. A quantidade de ve\u00edculos que circulam na rodovia ou a diminui\u00e7\u00e3o na qualidade do ambiente e de recursos na borda desses fragmentos florestais s\u00e3o fatores que podem contribuir para esse efeito.<\/p>\n<p>A colis\u00e3o de animais com ve\u00edculos n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico impacto que as estradas causam na biodiversidade. Entender os efeitos causados pelas estradas auxilia o desenvolvimento de medidas de mitiga\u00e7\u00e3o adequadas. Essa pesquisa \u00e9 o primeiro resultado publicado do projeto \u201cEstrada Viva\u201d, iniciado em 2012 e financiado pela Fapemig. Esse e outros resultados do estudo podem ser acessados no artigo <a href=\"http:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10980-017-0485-z\"><em>The effect of roads on edge permeability and movement patterns for small mammals: a case study with Montane Akodont<\/em><\/a>, publicado recentemente no renomado peri\u00f3dico na \u00e1rea de Ecologia <em>Landscape Ecology<\/em>.<\/p>\n<p>Esse conte\u00fado de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi produzido com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de Minas Gerais &#8211; Fapemig.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia (CBEE), da UFLA, realizaram um estudo sobre o efeito das estradas no deslocamento de pequenos mam\u00edferos roedores no Sul de Minas Gerais (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[319,788,561,614],"class_list":["post-127631","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-biologia","tag-dbi","tag-ecologia","tag-ecologia-de-estradas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=127631"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":159071,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127631\/revisions\/159071"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=127631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=127631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufla.br\/dcom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=127631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}